13 de julho de 2018

Imaginary Friend


A trama da película "Imaginary Friend" ou "Amigo imaginário"(2012) é bem construída. Os dilemas são efetivos e entrelaçados. Lacey Chabert dá um show de interpretação. As reviravoltas são assertivas e instigantes. Na história, Emma é uma bela e talentosa artista. Seu marido, Brad, é um psiquiatra de renome. Eles têm o casamento perfeito de amor. Mas Emma está tendo alguns problemas psicológicos. Ela se voltou para Brittany, sua amiga de infância imaginária, que a ajudou a superar um trauma com seu pai. Brad, o marido amoroso, ajuda e consola, mas eles vão enfrentar dificuldades para superar esse momento.

12 de julho de 2018

I'm with Lucy


A película "I'm whith Lucy" ou "Os encontros de Lucy" (2002) tem uma história água com açúcar e, por vezes, cansativa. O roteiro é previsível, mas cumpre o objetivo proposto do gênero. Alguns personagens são chichês. Na narrativa, durante o último ano, Lucy (Monica Potter) teve encontros às cegas com cinco rapazes: Doug (John Hannah), Gabriel (Gael García Bernal), Bobby (Anthony LaPaglia), Barry (Henry Thomas) e Luke (David Boreanaz). Um deles está no altar esperando pela jovem quando ela resolve contar à melhor amiga os momentos que a levaram àquela situação.

11 de julho de 2018

Encontro com o cineasta Cristiano Burlan

Foto: Divulgação

No dia 20 de julho, às 16 horas, a Companhia de Teatro Heliópolis promove palestra sobre justiça com o cineasta Cristiano Burlan, autor do documentário "Mataram Meu Irmão". O evento, aberto ao público e com entrada franca, acontece na Casa de Teatro Maria José de Carvalho com mediação da jornalista e crítica teatral Maria Fernanda Vomero.

No encontro, o cineasta faz reflexões sobre os sentidos e sentimentos de justiça durante o processo de realização do filme Mataram Meu Irmão. Na pauta estão ainda os temas: Sensação de impunidade e desejo de justiçamento (ou vingança) e Repensar a justiça como exercício de imaginação política (e afetiva). Esta atividade integra as ações do projeto "Justiça - O que os Vereditos Não Revelam", contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultará no próximo espetáculo do grupo.

Cristiano Burlan é diretor de cinema e teatro. Na década de 90 morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Em São Paulo, esteve à frente do grupo de teatro A Fúria. Sua filmografia soma mais de 15 títulos, entre ficções e documentários. É professor na Academia Internacional de Cinema, na Escola Superior de Artes Célia Helena e na Universidade do Estado do Amazonas. Entre seus filmes, destaque para: Mataram Meu Irmão (documentário vencedor do festival É Tudo Verdade 2013, do 40º Festival SESC de Melhores Filmes e do Prêmio do Governador do Estado de São Paulo), Hamlet (adaptação livre da peça de W. Shakespeare), Fome (premiado em diversos festivais, entre eles o Festival de Brasília, de Melhor Som e Prêmio Especial do Júri para o ator Jean-Claude Bernardet), Em Busca de Borges (ficção inspirada na obra de Jorge Luis Borges), Antes do Fim (longa com Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet) e Elegia de um Crime (documentário que encerra sua Trilogia do Luto).

"O projeto Justiça – O que os Vereditos Não Revelam" tem como objetivo investigar, ao longo de 15 meses, os sentidos e as representações de justiça, tendo por base a realidade dos integrantes da Companhia de Teatro Heliópolis como moradores da comunidade. Para tanto, buscam traçar paralelos e confrontações entre a justiça ditada pelo crime organizado local e a justiça tida como oficial, aquela praticada pelo sistema legal brasileiro. O processo de investigação e criação aborda também o estudo dos aspectos teatrais e performativos do exercício concreto da justiça, que são os elementos e as funções que compõem os rituais de julgamento: tribunal, júri, juiz, advogados, testemunhas, a própria lei etc.

A Casa de Teatro Maria José de Carvalho fica na Rua Silva Bueno, 1533 - São Paulo.

10 de julho de 2018

9ª edição do Festival de Férias

Foto:Marcelo Sarmento

A 9ª edição do Festival de Férias está recheada de espetáculos infantis, pensados para proporcionar a toda a família momentos de diversão e muito aprendizado. História, amizade, coragem, preservação da água e empatia são alguns dos temas abordados nas 7 produções que compõem a programação.
O objetivo é incentivar os pais a participarem do teatro com seus filhos, além de proporcionar cultura e entretenimento para as crianças em período de férias. Esta edição acontecerá até o dia 29 de julho e contará com uma promoção especial: com a compra de 01 ingresso inteiro para uma das peças, você paga meia na próxima.
"A procura da água"; "Cordel Fabuloso"; "Se essa rua fosse minha"; "O Circulo das Fábulas"; "Dois idiotas sentados cada qual em seu barril"; "Os três mosqueteiros" e "Joaninha douradinha" são alguns dos espetáculos que acontece no Teatro Viradalata  - Rua Apinajés, 1387. 

9 de julho de 2018

Na minha pele


Quando Lázaro Ramos fala de si em "Na minha pele", dando voz as suas experiências pessoais, o texto não só flui de forma divina como toca o leitor. Quando ele cita opiniões de outros ou dados estatísticos, mesmo dentro do contexto, nos remete a trabalho acadêmico. Sabemos que somos educados e aprendemos todo o tempo com o que nos cerca, contudo, quando as experiências são nossas há mais verdade de alma na fala e emoção compartilhada. O livro tem essas duas falas, mas vai de cada leitor, paginá-las como melhor lhe convier.

O autor contorna o leitor o tempo inteiro com indagações fortes sobre o tema. Não o branco,o negro ou o índio, mas toda uma sociedade que se permitiu errar por tanto tempo e, pior, continua errando. A escrita de Lázaro consegue ser forte e sensível, nos seduzindo ora com humor, ora com coragem ou dor, mas indubitavelmente com a verdade. 

Na narrativa, movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro Ramos divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. O autor compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. "Na minha pele" é sincero e revelador, além de propor uma mudança de conduta, nos convoca a ser mais vigilantes e atentos ao outro.

6 de julho de 2018

Get Low


Robert Duvall interpreta um personagem interessantíssimo no filme "Get Low" ou "Segredos de um funeral" (2010). A história é cativante e sensível. Os diálogos são bem trabalhados e a direção é assertiva. A película tem uma belíssima fotografia. O final é delicado e espetacular. Na narrativa, Felix Bush (Robert Duvall), o "Eremita do Condado de Caleb", tem orgulho de viver isolado e sozinho há décadas. Certo dia, ao perceber que a morte se aproxima, ele decide organizar um funeral para si mesmo ainda em vida. Interessado em conhecer as lendas que cercam sua figura, ele convida todos os vizinhos para uma grande festa.

4 de julho de 2018

The Flintstones in Viva Rock Vegas


A película "The Flintstones in Viva Rock Vegas" ou "Os Flintstones em Viva Rock Vegas" (2000) tem uma história simples e previsível, mas atende ao objetivo proposto. O encantamento está na criatividade da produção cinematográfica, seja pela caracterização, figurino ou locações. A adaptação da animação é assertiva. Na narrativa, a história volta no tempo até a época em que Fred Flintstone (Mark Addy) conhece e paquera a bela Wilma Slaghoople (Kristen Johnson). Junto com seu melhor amigo Barney Rubble (Stephen Baldwin) e sua futura noiva Betty (Jane Krakowski), Fred e Wilma partem num romântico fim-de-semana em Rock Vegas, o hotel mais badalado do continente.

2 de julho de 2018

1968


O livro "1968: O ano que não terminou", de Zuenir Ventura é daqueles livros para ser dado de presente a essa juventude desinformada que quer o retorno da ditadura. Sempre é tempo de expandir a mente quando não se conhece a história de uma época. Apesar da escrita jornalistica, quase dura, no inicio o leitor pode ter dificuldades de se prender aos fatos e assuntos, mas a viagem é bem proveitosa. O livro é resultado de depoimentos e pesquisa em jornais e revistas da época. Uma bela reconstituição do ano. O autor, que foi testemunha dos tempos de exaltação mostra o legado de toda uma luta de uma sociedade e intelectuais da época contra à ditadura.

29 de junho de 2018

A Barragem de Santa Luzia

Foto: Arô Ribeiro

O impacto da destruição causada pela construção de uma hidrelétrica na vida, memória e cultura dos moradores das comunidades ribeirinhas é o tema do poético "A Barragem de Santa Luzia", de Rudifran Pompeu. O espetáculo está em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade até 1 de agosto, com entrada gratuita.

Com direção de Rudifran e co-direção de Tiche Vianna, a peça narra o drama da jovem Maria Flor, que é obrigada a sair de sua terra em função do rompimento de uma barragem para a construção de uma usina hidrelétrica na região. Ela se recusa a deixar a sua vida e resolve construir um universo próprio, cheio de desejos e descobertas, a partir do barro de seu quintal. Os horizontes e sonhos de Maria são abalados quando ela encontra uma velha caixa-mala repleta de memórias de seu bisavô. Esse artefato é capaz de transformar o pensamento da jovem sobre a vida e sobre tudo que pode decorrer dela.

“A motivação do texto é a fábula da resistência. Resistência em todos os sentidos, da terra, da mulher. O espetáculo fala sobre essa mulher que, para não perder o pouco que tem, precisa resistir ao possível desaparecimento de sua história. Fala sobre memória, sobre a fragmentação do pensamento e sobre a terra e o desejo de se permanecer onde se trabalhou, viveu e plantou raízes. No desespero do fim de tudo, a personagem procura uma lacuna de salvação de sua dignidade e de sua trajetória histórica, e, mesmo que tudo seja um campo imaginário, ela resolve criar um novo mundo no quintal da casa onde vive e onde pretende ficar até o fim”, comenta o autor e co-diretor.

A Oficina Cultural Oswald de Andrade fica na Três Rios, 363 - São Paulo. Os horários das sessões são às segundas, terças e quartas-feiras, às 20h.

28 de junho de 2018

Os Lavadores de Histórias

Foto: Giuliana Cerchiari

O Sesc Pinheiros recebe a estreia do espetáculo infantil "Os Lavadores de Histórias", da Cia. de Achadouros, no dia 15 de julho, em duas sessões: às 15h e às 17h. A montagem, dirigida por Tereza Gontijo, tem dramaturgia assinada por Silvia Camossa, concebida em processo colaborativo, a partir das cenas improvisadas pelo grupo em sala de ensaio.

"Os Lavadores de Histórias" são três personagens - Urucum, Tom Tom e Jatobá - interpretados pelos atores palhaços Emiliano Favacho, Mariá Guedes e Felipe Michelini, respectivamente. À noite, eles visitam quintais abandonados para lavar objetos esquecidos como brinquedos e roupas, e reviver momentos especiais da infância. Eles carregam consigo o “rio da memória”, no qual vão lavando as coisas que encontram e revelando histórias, fantasias, personagens e brincadeiras. Por meio de cenas cômicas, circenses, teatro de sombras e objetos, o espetáculo faz uma sensível reflexão sobre a relação da criança com o mundo real e da imaginação, e lança sobre a infância o olhar lúdico e poético.

O espetáculo vai até 19 de agosto aos domingos, às 15h e às 17h. O Sesc Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195 - São Paulo. 

27 de junho de 2018

Cabeças Trocadas

Foto: Priscila Reis

O espetáculo "Cabeças Trocadas" estreia no dia 6 de julho, às 21h na SP Escola de Teatro, onde cumpre temporada até o dia 6 de agosto. Adaptada do romance do alemão Thomas Mann pela atriz Andrea Cavinato, a história aborda sentimentos humanos intensos e a forma como as atitudes podem expressar nossos desejos mais secretos. A direção é assinada por Rosana Pimenta.

Na sinopse, em uma aldeia na Índia, dois amigos fisicamente diferentes com formas diversas de pensar a vida, vivem uma estranha aventura com a bela Sita que, num momento de desespero e com a ajuda da deusa Kali, toma a decisão de trocar a cabeça do marido com a do amigo. O espetáculo utiliza dos recursos da narrativa, do ritual, do teatro de sombras e da música ao vivo.

Bate-papo após sessão
15/7 – Samir Signeu Porto Oliveira: Teatro Épico
5/8 – Rosana Pimenta e Andrea Cavinato: Processo criativo

A SP Escola de Teatro fica na Praça Franklin Roosevelt, 210 - São Paulo. As apresentações acontecerão às sextas, sábados e segundas (às 21h) e domingos (às 19h).

26 de junho de 2018

Mary e os Monstros Marinhos

Foto: Tuca Fanchin

De família pobre e sem educação formal, Mary Anning começou a trabalhar com apenas 12 anos, sobreviveu a tempestades e enfrentou perigosos deslizamentos de terra para fazer grandes descobertas científicas. Ela estudou anatomia dissecando répteis em sua cozinha e, assim, foi capaz de remontar o primeiro esqueleto de um ictiossauro (um gigante monstro marinho da época dos dinossauros). Sua história, até então difundida apenas no meio acadêmico, ganhará os palcos no espetáculo infantil "Mary e Os Monstros Marinhos", da Companhia Delas de Teatro, que estreia no dia 30 de junho no Sesc Pompeia.
Nosso imaginário coletivo reflete e reforça a presença feminina quase inexistente na ciência. Mas a peça dá à homenageada o êxito que lhe foi conferido pós-morte, mostrando aos espectadores a importância de seu legado para as gerações posteriores e o reconhecimento nos meios acadêmicos de que suas descobertas constituem alguns dos achados geológicos mais essenciais para conhecermos a história da Terra.
O espetáculo fala sobre o universo maravilhoso da ciência e da pré-história. Dirigido por Rhena de Faria, a peça conta a história de Mary Anning, famosa paleontóloga que viveu na Inglaterra no início do século 19. Mary sobreviveu a tempestades e enfrentou perigosos deslizamentos de terra para fazer grandes descobertas. Sua vida reúne uma série de peripécias digna de um conto de fadas. Mas nessa fábula, a princesa é uma cientista que enfrenta os obstáculos com inteligência, coragem e determinação!
Com muita poesia e diversão, o espetáculo fala diretamente com meninos e meninas que estão prestes a construir o futuro, incentivando-os a sonhar com novas descobertas e novos mundos de infinitas possibilidades.
O Sesc Pompeia fica na Rua Clélia, 93 - São Paulo. As apresentações acontecem até o dia 29 de julho, aos sábados, domingos e feriados, às 12h. Haverá sessão no dia 9. Por conta da Copa do Mundo, a peça terá as sessões dos dias 7 e 14, adiada para 13h, e a do dia 15 adiantada para 11h. Nos dias 28 e 29 de julho haverá audiodescrição e tradução em LIBRAS.

25 de junho de 2018

Justa

Foto: Elisa Mendes

O espetáculo "Justa", com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, desembarca em São Paulo para uma temporada no Sesc 24 de Maio, entre 28 de junho e 22 de julho. Na trama, um investigador trabalha com crimes contra políticos corruptos brasileiros e tenta encontrar algum cidadão ético e incorruptível.
A partir de sua investigação, um oficial justiceiro encontra um amor improvável e se depara com a recorrente pergunta de nosso imaginário como nação: haverá alguém não corruptível neste país? O espetáculo é uma alegoria cênica para o esgotamento ético em que o Brasil está mergulhado e para a urgência de um reencantamento do povo com a beleza da justiça.
O Sesc 24 de Maio fica na Rua 24 de maio, 109- São Paulo. As apresentações acontecem de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos e feriados, às 18h.

22 de junho de 2018

The Company You Keep


O suspense americano "The Company You Keep" ou "Sem proteção" (2012) tem uma excelente introdução e construção de personagens. Várias pistas são deixadas num emaranhado de pequenas histórias que vão se revelando em recompensas maiores. O roteiro é bem estruturado e desenvolvido. A película prende a audiência do inicio ao fim. Na narrativa, Jim Grant (Robert Redford) é um advogado de direitos civis e pai solteiro. Quando o jovem repórter Ben Shepard (Shia LaBeouf) expõe sua verdadeira identidade, ele precisa partir imediatamente. Revelado como um ativista fugitivo procurado por assassinato, Jim começa uma jornada para limpar o seu nome, mas vai precisar escapar da caçada policial que está no seu encalço.


21 de junho de 2018

Caixa de Memórias

Foto: João Caldas Filho

Estreia "Caixa de Memórias", a partir do texto inédito de José Eduardo Vendramini, no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho, no dia 22 de junho. Encenado por Marcio Aurelio, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos às 20h, 29 de Julho. 
O texto trata da formação dos núcleos familiares na virada do século XX, responsáveis pela criação e montagem das cidades e de seus redutos com as diferentes células, que dão forma à figura do homem nostálgico brasileiro. Na sinopse, no início do Século XX, um jovem casal apaixonado dá início a um novo núcleo familiar. Além de hospedar e cuidar dos velhos ancestrais dos dois lados, o casal tem dois filhos e luta bravamente pelo progresso material, com sucessivas vitórias e posterior decadência. As perdas familiares (naturais no caso dos ancestrais) culminam com a viuvez da esposa, agora mãe de dois filhos adultos, uma moça e um rapaz. A saga familiar prossegue contando a história destas duas pessoas, até que, um dia, o pedido de documentação familiar feito por uma neta (que precisa viver no Exterior) traz à tona toda a longa trajetória familiar
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho fica na Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo.

20 de junho de 2018

As Ondas ou Uma Autópsia

Foto: João Caldas Filho

O espetáculo "As Ondas ou Uma Autópsia", com concepção e atuação de Gabriel Miziara, chega ao Rio de Janeiro para quatro apresentações no Teatro Poeira, entre 28 de junho e 1º de julho. O espetáculo é inspirado no romance “As Ondas”, de Virginia Woolf (1882-1941), e foi escrito em 2016, nos 75 anos de morte da escritora britânica.
A pesquisa para o espetáculo, em andamento desde 2012, nasceu da paixão do ator pela obra da autora. Ele é o primeiro espetáculo de uma trilogia dedicada a obra de Virginia Woolf, composta ainda por “Momentos de Vida”, baseado no livro homônimo e autobiográfico, e “Virginia”, criação inédita – que ainda não estrearam.
Na sinopse, este romance-poema escrito em 1931 descreve através do nascer do sol até seu poente, as diversas fases das vidas de seis amigos: Jinny, Rhoda, Susan, Louis, Bernard e Neville. Os personagens manifestam seus pensamentos, anseios e vontades através de solilóquios, quase nunca existe um diálogo direto, tudo passa por dentro deles, ganha camadas, adquire relevos antes de ganhar o mundo; e cada um destes mundos é vasto, amplo, infinito. Além dos seis personagens existe um sétimo, mudo, apenas um espectro que acompanha os outros: Percival, o herói silencioso que morre no auge da sua vida. Percival é quem leva esta obra até o cerne angustiado da vida da escritora.
Teatro Poeira fica na Rua São João Batista, 104 - Rio de Janeiro. As apresentações acontece de quinta a sábado, às 21h, e no domingo, às 19h.

19 de junho de 2018

Teatro do Incêndio: da Terra ao Território


O Teatro do Incêndio lança livro no dia 22 de junho, às 20 horas, que registra os 22 anos de história do coletivo. Do processo de montagem de sua primeira peça, "Baal - O Mito da Carne", em 1996, até a conquista de sua sede própria, em 2017. O livro "Teatro do Incêndio: da Terra ao Território" mostra a trajetória do grupo em paralelo com a história política do país, refletindo sobre criação, teatro de grupo e modo de produção. A publicação também registra fatos de lutas internas para sobrevivência da Companhia.

Com críticas, resenhas e textos de nomes como José Celso Martinez Correa, Cida Moreira, Valmir Santos, Márcio Boaro, Daniel Ortega, Rodrigo Mercadante e integrantes do grupo, entre outros artistas que passaram pela companhia, o livro é composto por imagens e por escritos que foram organizados pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca, fundador da companhia, em 1996.

"Teatro do Incêndio: da Terra ao Território" tem prefácio assinado por Antônio Carlos de Moraes Sartini, sendo ilustrado por 92 imagens captadas pelos fotógrafos Lenise Pinheiro, Bob Sousa, Giulia Martins, Marcos Lobo, Don Fernando, Pya Lima, Vânia Scharback e Antônio Marciano.

O lançamento é em parceria com a editora Córrego e faz parte do projeto "A Gente Submersa", contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

18 de junho de 2018

O pássaro do limo verde


A releitura da história "O pássaro do limo verde" vem do conto recolhido pelos Irmãos Grimm. Conto este que foi mantido pelos contadores populares de diversos países.  A narrativa é instigante, criativa e prestigiada em suas entrelinhas. Na história, Maria é uma moça sensível e generosa que pede ao pai que lhe traga de presente: um pássaro. Ele é o pássaro do limo verde, um príncipe aprisionado na forma de pássaro, por obra de uma terrível bruxa. Como o amor de Maria pelo príncipe era forte e verdadeiro o bastante para enfrentar duras provas, foi possível a quebra do encantamento.

15 de junho de 2018

N

Foto: Rudi Silva

Os famosos relatos de Anne Frank, a garota judia alemã que viveu refugiada durante toda a Segunda Guerra Mundial, serviram para inspirar a  Cia. Arte-Móvel ao discutir a questão dos refugiados na peça "N". O espetáculo que tem duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de junho, na Galeria Olido, às 20h e às 19h, respectivamente.
Com concepção e direção de Otávio Delaneza, a peça retrata acontecimentos recorrentes a vida de tantas pessoas que fogem de seus países em busca de condições para existir.
Em um universo cheio de poesia, a montagem cria uma reflexão sobre a condição de vida refugiada e sobre como as pessoas são “nada”, “ninguém” ou “nenhum” ao longo de suas existências. Basta que não sejam aceitas, que não tenham a liberdade de existir como são para que o silêncio do refúgio aconteça.
Arte-Móvel especializou-se na mescla de linguagens entre o corpo expressivo, a interpretação e o teatro de animação e objetos. São artistas que buscam o potencial transformador da arte. E, por meio de projeto como estes, encontram mecanismos de democratizar o acesso a cultura de forma potente e eficaz.
A Galeria Olido fica na Avenida São João, 743 - SP.

14 de junho de 2018

III SPHarpFestival – Festival Internacional de Harpas

Foto: Iago Leon

De 22 a 25 de junho, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta o "III SPHarpFestival – Festival Internacional de Harpas" com vários números musicais durante o dia e um total de 12 apresentações de música popular, folclórica e erudita. Os eventos acontecem no teatro com entrada franca. Serão vários tipos de harpas: clássica, koto (japonesa), paraguaia e céltica. Algumas são elétricas, outras acústicas.

Entre os destaques internacionais estão a soprano e instrumentista escocesa Zoe Vandermeer com repertório erudito. E dois paraguaios: Vivian Duré Prado que interpretará folclore latino-americano, música paraguaia e clássicos e Lucas Zaracho que é proveniente de uma longínqua cidade do 12º departamento de Ñeembacú. O harpista tem trilhado o caminho da arte com o projeto "Sonidos de la Tierra". Há um argentino, Dario Andino que se apresenta com o grupo Yassique traz 13 músicos, sendo 8 harpistas. O repertório é de MPB. 

Uma novidade deste ano é o espetáculo O Retrato de Dorian Gray, inspirada na estética da Belle Époque, com canções consagradas do rock. Toca nesse número a harpista Tatiana Henna com participações de Cristina Harumi (apresentação e bongô), Doug Almeida (violão), Nayane Spigoti (teclado) e Paulo Keller (vocais).

O Duo Mulheres em Harpa e Flauta (foto) tem Norma Holtzer Rodrigues na harpa que é formada em piano pela Escola de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e estudou harpa com Amalia Maresca em Montevideo no Uruguai. Ana Carolina Bueno é bacharel em flauta pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A Burning Symphony traz harpas céltica e elétrica, violoncelo e bateria. No repertório muito rock, heavy metal, power metal e metal sinfônico.

O "III SPHarpFestival" acontece no CCBB São Paulo que fica na Rua Álvares Penteado, 112 - SP. As apresentações acontecem às sextas, domingos e segundas: 13h, 15h e 18h e aos sábado: 15h, 18h e 20h.

13 de junho de 2018

O Último Capítulo

Foto: Paprica Fotografia

Chega a São Paulo a comédia "O Último Capítulo", com os atores Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Itália, entre 13 de julho e 2 de setembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 18h e às 21h; e aos domingos, às 18h.
A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansiosa para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim. A história se passa num tempo em que não há celular, nem internet: resta ao casal, então, conversar.
O público acompanha uma divertida e dramática DR (Discussão de relação) de um casal que se ama, mas que acha que chegou a hora de se separar. Por meio de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também pode estar no último capítulo.  
Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira, "O Último Capítulo" comemora a oportunidade dos amigos Mariana e Paulo, declaradamente fãs um do outro, trabalharem juntos.
O Teatro Itália fica na Avenida Ipiranga, 344 - SP.

12 de junho de 2018

Canção Dentro do Pão

Foto: Jennifer Glass

A peça "Canção Dentro do Pão" terá uma sessão especial no próximo dia 14 de junho,  às 20hs, na qual ocorrerá o evento de lançamento do CD com a trilha sonora completa do espetáculo. Com música de Marcus Vinicius e Léo Nascimento, este disco reúne composições que são mais, muito mais, que um simples sublinhado da ação dramática. Por trás das letras irreverentes e da escolha de cada gênero musical, há, tal como na peça, "reflexão, há compromisso com a realidade,há consciência da marcha do Homem para transformar a História”, como escreve o maestro Marcus Vinicius, na apresentação do CD, até porque a peça, e o CD, tratam da fervura social às vésperas da Revolução Francesa.

Com direção de Bete Dorgam, o texto dRaimundo Magalhães Júnior é inspirado em uma passagem do romance “Jacques le Fataliste et Son Maitre” (Jacques, o Fatalista e Seu Amo) do escritor francês Denis Diderot.  A temporada tem sessões sempre quintas, às 20 horas, e sextas às, 21 horas, até 29 de junho.

Ouvir o CD é ver, ou rever, a peça. Da marcha de abertura “Acorda Paris”, apreciando o bolero, propositalmente brega, “Chifres”, dançando o sonho dos sans-culotte no minueto “Madame Guilhotine” - enquanto o idiota só consegue imaginar que o mundo está aprontando alguma contra ele - e encerrando com a embolada “Embolée Finale” ao chamado:"Liberté, Egalité, Fraternité” (para ficar em poucos exemplos), o burlesco, o duplo sentido das palavras em francês, ou em português com sotaque francês, mais do que o gozo do inevitável riso farto, é sentir que "por trás dos quiproquós amorosos dos personagens e dos seus diálogos picarescos e aparentemente simplórios, aos poucos emergem contradições sociais, embates de classe, ambições coletivas e pessoais, crueldades políticas e outras mesquinharias que tais alpinistas sociais, atravessadores de vantagens, corretores de picaretagens, adesistas de primeira hora’’.

O Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa, 323 - SP. 

11 de junho de 2018

Viviane Mosé e Gustavo Roberto Costa

Foto: Divulgação

A Companhia de Teatro Heliópolis promove palestras sobre o tema justiça com filósofa Viviane Mosé, no dia 15/06, e com o promotor de justiça Gustavo Roberto Costa, no dia 29/06, ambas abertas ao público e com entrada franca. Os eventos acontecem às 16h, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho - sede da companhia - com mediação da jornalista e crítica teatral Maria Fernanda Vomero.

Estas atividades integram as ações do projeto "Justiça - O que os Vereditos Não Revelam", contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultará no próximo espetáculo do grupo.

No dia 15, a filósofa Viviane Mosé, em sua palestra, abordará os seguintes temas: Sentidos e sentimentos de justiça; Relações entre justiça, ética, violência e equidade; Sensação de impunidade e desejo de justiçamento (ou vingança); e Pensar a justiça como exercício de imaginação política (e afetiva). Viviane Mosé é poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. É também mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Já no dia 29, o promotor de justiça Gustavo Roberto Costa discute assuntos pertinentes como: Percepções sobre a justiça no Brasil – justiça seletiva, justiça "injusta", justiça inoperante; Justiça como garantia dos direitos ou justiça como punição e vingança?; Violência, crime e lei: qual o papel do Estado, das instâncias de justiça e da sociedade; e Ser um promotor: desafios e responsabilidades. Gustavo Roberto Costa é Promotor de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Guarujá e bacharel em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto. É também especialista em direito penal e criminologia pela Universidade Internacional - UNINTER – PR e mestrando em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidade Católica de Santos - UNISANTOS.

A Casa de Teatro Maria José de Carvalho fica na Rua Silva Bueno, 1533 - SP.

8 de junho de 2018

A Barragem de Santa Luzia

Foto: Arô Ribeiro

O impacto da destruição causada pela construção de uma hidrelétrica na vida, memória e cultura dos moradores das comunidades ribeirinhas é o tema do poético "A Barragem de Santa Luzia: , de Rudifran Pompeu. O espetáculo estreia no dia 11 de junho na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde fica em cartaz até 1 de agosto, com entrada gratuita.

A peça narra o drama da jovem Maria Flor, que é obrigada a sair de sua terra em função do rompimento de uma barragem para a construção de uma usina hidrelétrica na região. Ela se recusa a deixar a sua vida e resolve construir um universo próprio, cheio de desejos e descobertas, a partir do barro de seu quintal. Os horizontes e sonhos de Maria são abalados quando ela encontra uma velha caixa-mala repleta de memórias de seu bisavô. Esse artefato é capaz de transformar o pensamento da jovem sobre a vida e sobre tudo que pode decorrer dela.

“A motivação do texto é a fábula da resistência. Resistência em todos os sentidos, da terra, da mulher. O espetáculo fala sobre essa mulher que, para não perder o pouco que tem, precisa resistir ao possível desaparecimento de sua história. Fala sobre memória, sobre a fragmentação do pensamento e sobre a terra e o desejo de se permanecer onde se trabalhou, viveu e plantou raízes. No desespero do fim de tudo, a personagem procura uma lacuna de salvação de sua dignidade e de sua trajetória histórica, e, mesmo que tudo seja um campo imaginário, ela resolve criar um novo mundo no quintal da casa onde vive e onde pretende ficar até o fim”, comenta o autor e co-diretor.

A Oficina Cultural Oswald de Andrade fica na Rua Três Rios, 363 - SP.

7 de junho de 2018

Deadline

Foto: Vitor Vieira

Ao lançar um olhar subversivo e transgressor sobre a sociedade brasileira, "Deadline", de Priscila Gontijo, revela o encontro de duas mulheres que aguardam na sala de exames ginecológicos. Dirigida por Fernanda D’Umbra, a peça estreia no Teatro Anexo à Oficina Cultural Oswald de Andrade, no dia 11 de junho, com sessões de segunda a quarta-feira, sempre às 20h.
Aos quarenta anos, duas mulheres desenvolvem uma estranha amizade quando tentam se adaptar a um mundo hostil tomado por contratos, prazos e padrões de comportamento implacáveis. A atriz Guta (Maria Fanchin), em pleno desastre profissional, amoroso e familiar vai morar com a roteirista Nicky (Nicole Cordery), que também passa por um desastre de proporções idênticas. Sem solução para suas vidas elas tentam se adaptar ao que chamamos de "vida normal".
“O que temos ali é um mundo barbarizado pela burocracia. As personagens têm duas opções: se perder ou se adaptar. Não há meio termo. Elas estão à deriva em um oceano de situações constrangedoras. No texto, peço atenção aos substantivos hiper-adjetivados, coisas que, em sua descrição, já criam situações. Por exemplo, ao qualificar o gerente do banco a partir dos adjetivos que conheço, eu me coloco em uma situação específica, cheia de códigos malucos de uma sociedade patológica, mas que são percebidos pela plateia. E a vida dentro dessa linguagem é engraçada e melancólica ao mesmo tempo. Enfim, uma lupa estranha sobre o que existe”, comenta a diretora.
O Oficina Cultural Oswald de Andrade – Teatro Anexo fica na Rua Três Rios, 363 - SP. Os ingressos são gratuitos, distribuídos uma hora antes de cada sessão.

6 de junho de 2018

Odisseia

Foto: Elina Gioulanli

A Cia. Hiato estreia no dia 9 de junho, no Sesc Avenida Paulista seu sétimo espetáculo: "Odisseia", inspirado no poema épico de Homero. Com direção de Leonardo Moreira e dramaturgia coletiva, a peça fica em cartaz até 8 de julho, com sessões de quinta a sábado, às 19h, e aos domingos, às 17h.

Na narrativa, como rapsodos antigos, sete atores recontam odisseias pessoais e coletivas, oscilando entre realismo e fantasia. A experiência viva de narrativas marginais à Odisseia desafia tanto as dicotomias ficção / realidade , público/ privado quanto borra a polaridade ator e espectador. A partir da tão conhecida história de um homem que deixou seu lar e seu coração para lutar uma guerra e acabou por vagar por anos tentando voltar para casa, a Cia Hiato convida o  público a tomar o lugar do protagonista ausente Odisseu e navegar por diferentes ilhas. Os sete atores desenlaçam memórias, dúvidas e sonhos a partir dos personagens e narrativas do épico grego: o abandono de Telêmaco; a rejeição de Calipso; o corpo de Circe; a violência estratégica de  Atena; o fogo de Héstia; a espera de Penélope. Uma viagem a um só tempo íntima e grandiosa; o encontro entre o ridículo da nossa vida ordinária e a força mítica das histórias que ainda tentam nos explicar. Porque, depois de tudo dito e feito, podemos igualmente ser ordinários e míticos.

Sesc Avenida Paulista fica na Avenida Paulista, 119 - SP.

5 de junho de 2018

Rodas de Conversa


O Teatro do Incêndio promove nos dias 8 e 15 de junho, às 20h, os dois últimos encontros sobre cultura popular da programação das Rodas de Conversa - A Gente Submersa. Os eventos têm entrada franca.

No dia 8, o bate-papo é com o Samba de Bumbo do Cururuquara, formado por descendentes de escravos que habitavam o bairro Cururuquara, em Santana de Parnaíba. E fechando o projeto, no dia 15, o Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande, composto só por homens, mostra como se dança essa modalidade usando tamanco de madeira, especial para produzir uma contagiante sonoridade.

As Rodas de Conversa - A Gente Submersa vem reunindo, desde março de 2017, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais, principalmente do estado de São Paulo, em bate-papos que são seguidos por vivências (breves apresentações dos grupos convidados).

O Teatro do Incêndio fica na Rua Treze de Maio, 48 - SP.

1 de junho de 2018

1984

Foto: Ronaldo Gutierrez

Considerado um dos romances mais influentes do mundo no século 20, a distopia 1984, do jornalista e romancista britânico George Orwell (1903-1950), ganha adaptação do Núcleo Experimental, com direção de Zé Henrique de Paula. O espetáculo estreia no Teatro Anchieta do Sesc Consolação no dia 1º de junho.
Escrita em 1949, a obra-prima de Orwell voltou a ganhar enorme destaque na era de Donald Trump, na qual a pós-verdade e os “fatos alternativos” tomaram conta da política. Prova disso é que o livro subiu na lista dos mais vendidos na Amazon desde a posse do presidente norte-americano e, segundo a editora, as vendas aumentaram em 10.000%.
A distopia se passa no fictício Estado da Oceânia, governado por um líder supremo chamado Grande Irmão, que chegou ao poder depois de uma guerra mundial que eliminou as nações e criou três grandes potências totalitárias. Esse Estado é pautado pela burocracia, censura e, sobretudo, pela vigilância. Quase sem qualquer forma de privacidade, cidadãos são espiados o tempo todo pelas “teletelas”, uma espécie de televisores espalhados nos lares e em lugares públicos, capazes de monitorar, gravar e espionar tudo.
Nesse lugar vive Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, responsável por falsificar registros históricos para garantir que eles respaldem os interesses do Grande Irmão. O protagonista detesta o novo sistema, mas não tem coragem de desafiá-lo. Ele apenas declara seu ódio nas páginas de um diário secreto. Isso muda quando ele conhece Júlia, uma funcionária do Departamento da Ficção. Juntos eles sonham com uma rebelião e praticam pequenos atos de desobediência. A represália aos amantes será brutal.
1984 ficará em cartaz no Sesc Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245 - SP. A temporada vai até o dia 8 de julho, às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 18h.