14 de novembro de 2018

Tem Alguém Que Nos Odeia

Foto: Suellen Leal

A relação amorosa entre duas mulheres que sofrem ataques homofóbicos de um de seus vizinhos é o ponto de partida do suspense "Tem Alguém Que Nos Odeia", com texto e direção de Michelle Ferreira. O espetáculo da Cia. Teatro Enlatado estreia no Sesc Belenzinho, no dia 16 de novembro.
Depois de uma temporada vivendo no exterior, a brasileira Maria e a estrangeira Cate, protagonizadas pelas atrizes Mariana Mantovani e Maíra De Grandi mudam-se para um apartamento em São Paulo. Na nova cidade, as diferenças culturais geram uma crise na relação amorosa e elas passam a sofrer ataques de outro morador do prédio, que espalha mensagens de ódio e intolerância contra as duas, por meio de bilhetes, pichações e agressões. Sem poder contar com a síndica, nem com a polícia, Maria e Cate vivem o medo e uma permanente tensão.
Alguns questionamentos feitos pela encenação são: O que fazer diante de uma sociedade que quer vigiar os corpos? Como suportar um sistema heteronormativo que ignora direitos? Como apelar para o estado se este é falsamente laico, e, portanto, injusto? Como reagir a violência quando ela é permitida e banalizada?
Para criar o clima de terror e suspense psicológico, o grupo investigou o trabalho de Alfred Hitchcock, Michael Haneke e Bruno Dumont, que manipulam em suas obras o tempo por meio dos atores e o espaço por meio dos planos. “A encenação acontece toda a partir do corpo das atrizes e de um estado dilatado. É através dos corpos que geramos tensão e suspense, para que a peça aconteça para além dela mesma, para que ela se complete no público. Para isso, usamos todos os recursos da teatralidade para gerar eventos psíquicos nos espectadores", conta a diretora e dramaturga Michelle Ferreira.
Outra referência é o trabalho do artista inglês Francis Bacon (1561-1626), que empresta para a montagem a cor e a temperatura dos ambientes retratados em suas pinturas, capazes de provocar pesadelos. Esses elementos ficam evidentes na iluminação intimista de Cláudia de Bem e na cenografia de Fernando Salles.
O texto de Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011), organizado pelo Instituto Camões de Portugal. A peça ganhou montagens de José Roberto Jardim, em 2013, e do Teatro Nacional da Escócia, no projeto “A Play, a Pint and a Pie”, em 2016.

13 de novembro de 2018

É Tempo pra Viver

Foto: Divulgação

Compositor, cantor e acordeonista, o sergipano Mestrinho apresenta show do seu novo disco "É Tempo pra Viver" no dia 15 de novembro, no Sesc Belenzinho. O show integra o projeto Música de Raiz e acontece no Teatro da unidade, às 18 horas.

O novo trabalho é composto por canções autorais e alguns clássicos da música brasileira de compositores como Dominguinhos, Gilberto Gil e Gonzaguinha. O disco tem participação especial de Ivete Sangalo e Dominguinhos (em canção inédita que deixou gravada).  É Tempo pra Viver – segundo álbum solo de Mestrinho e o quarto da carreira - mostra a versatilidade do artista com a sanfona, rendendo-lhe duas indicações no 29º Prêmio da Música Brasileira, em 2018.

O disco é formado pelas seguintes músicas: Fazer Valer, Bom Danado, Forró em Vitória, Serei Pra Ti, É Tempo pra Viver, Complexo Prazer, Bom Dia, Grudadinha no Meu Tom, Talvez, Te Faço Um Cafuné (Zezum),Com Toda Calma (Elton Moraes), Festa (Gonzaguinha), O Inverno e Você (Dominguinhos e Climério) e Sete Meninas (Dominguinhos e Toinho Alves).

Mestrinho (sanfona e voz) sobe ao palco do Teatro do Sesc Belenzinho acompanhado por Alex Buck (bateria), Cainã Cavalcante (guitarra), Michael Pipoquinha (baixo), Léo Rodrigues (percussão), Elton Moraes (triângulo) e Vinicinho Magalhães (zabumba).

12 de novembro de 2018

Recital do duo Renato Mismetti e Maximiliano de Brito

Foto: Divulgação

No dia 17 de novembro, às 20h, é o encerramento da Temporada 2018 do Centro de Música Brasileira (CMB) com recital com o duo Renato Mismetti (canto) e Maximiliano de Brito (piano) no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros. Os dois músicos são brasileiros e vivem na Alemanha. O evento é gratuito.

“Foi uma bela temporada com 6 apresentações gratuitas no ano e vasto repertório erudito brasileiro, que é a proposta da instituição de valorizar e difundir a nossa música”, conta Eudóxia de Barros, presidente do CMB. Neste ano foram prestigiadas e interpretadas obras de 31 compositores eruditos brasileiros. Desde a sua existência, o CMB já integra 331 apresentações mais festivais de música.

O recital de novembro terá várias primeiras apresentações mundiais de composições de Kilza Setti, Achille Picchi e Antônio Ribeiro feitas sobre textos de Renata Pallottini especialmente para o concerto, além de obras importantes do repertório já convencional da canção de concerto, criadas por alguns dos mais significativos nomes da música erudita brasileira. A isto se junta uma espécie de diálogo poético entre colegas: Renata Pallottini e sua amiga Hilda Hilst, com textos outrora musicados por Almeida Prado e Kilza Setti, obras também dedicadas ao duo e por ele apresentadas em vários países da Europa.

9 de novembro de 2018

Cantos & Versos

Foto: Guilhermina Pinacolada

O cantor e compositor mineiro Zé Geraldo lança no Sesc Belenzinho o DVD Cantos & Versos, gravado em parceria com o violeiro Francis Rosa. Os shows acontecem nos dias 9 e 10 de novembro na Comedoria da unidade, às 21h30.

No show Zé Geraldo Apresenta Francis Rosa, que seguirá em turnê pelo Brasil, os dois estão juntos no palco para mostrar canções conhecidas da discografia de Zé Geraldo, com arranjos voltados para o universo da viola, e outras feitas por ele em parceria com Francis. A identificação artística entre os dois músicos é facilmente percebida na interpretação que um imprime à música do outro, e também nos emocionantes duetos.

O encontro de Zé Geraldo com o paulista Francis Rosa, de Joanópolis, aconteceu há cerca de quatro anos. A parceria frutificou rendendo-lhes composições, shows e projetos de trabalhos conjuntos. A primeira realização de ambos é o DVD Cantos & Versos que foi gravado no Teatro Municipal de Vinhedo, em 2016. Com esse trabalho, Zé Geraldo apresenta também o universo musical de Francis, cantor e compositor que tem em seu repertório canções que traduzem seu amor e respeito pela Serra da Mantiqueira. Com sete CDs gravados, seu trabalho traz uma atmosfera bucólica e acolhedora que remetem às rodas de viola comuns nos terreiros das fazendas e lugarejos da Serra.

Entre as composições do roteiro, destaque Cidadão, Galho Seco, Como Diria Dylan, Hey Zé (versão de Hey Joe, de Jimmy Hendrix) e o violeiro Francis Rosa interpreta a canção Lírios, entre outras. No palco, Zé Geraldo (voz, gaita e violão), Francis Rosa (voz e violas), Jean Trad (guitarra), Carlito Rodrigues (baixo), Carneiro Sândalo (bateria) e Juninho Serafranny (violão).

8 de novembro de 2018

Paulinho Pedra Azul

Foto: Ludimila Loureiro

Comemorando seus 35 anos de carreira, o mineiro Paulinho Pedra Azul apresenta-se no dia 9 de novembro no Teatro do Sesc Belenzinho, às 21 horas. Acompanhado por Serginho Silva na percussão e Clóvis Aguiar ao piano, o cantor e compositor faz uma viagem por toda a sua carreira e conta histórias que aconteceram durante sua trajetória.

Algumas músicas do programa estão nos CDs lançados em coletâneas comemorativas, 35 Anos de Carreirae 35 Anos de Carreira - Volume 2. São compilações de participações suas em discos de outros artistas ao logo de sua história. Entre as composições, destaque para Jardim da Fantasia, Ave Cantadeira, Cantar (de Godofredo Guedes), Jequitinhonha, Precisamos de Amores, Sonho de Menino e Valsa do Desencanto, entre outras.

Paulinho nasceu na cidade de Pedra Azul, cidade mineira do no Vale do Jequitinhonha. Iniciou a carreira, aos 13 anos, com as artes plásticas e logo enveredou pela música participando do conjunto The Giants interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, entre outros. A partir do final dos anos 60, participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado vários shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo, onde morou por 10 anos, trabalhando com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, seu conterrâneo. Retornou para Minas e se fixou em Belo Horizonte onde ainda reside.

No período em que viveu em São Paulo, gravou seus três primeiros discos. O LP de estreia, Jardim da Fantasia (1982), foi um grande sucesso e teve a música-título eternizada na memória da canção brasileira (popularmente apelidada de "Bem-te-vi"). Com um estilo que vai do romântico à clássica MPB, com claras influências do Clube da Esquina, além de ter composto alguns chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 26 discos gravados, sendo a maioria deles independentes, incluindo coletâneas. Vendeu mais de 500 mil exemplares de sua obra.  Seus trabalhos mais recentes são: Lavando A Alma (2008), 30 Anos (2011) e 35 Anos de Carreira (2016) e 35 Anos de Carreira – Volume 2  (2017).

Paulinho Pedra Azul é também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 17 livros (poesias infantis, infantojuvenis e adultas, fotografias, desenhos), entre eles Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba (2002), escrito durante visita à ilha de Fidel Castro. Uma pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes) o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

7 de novembro de 2018

Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola

Foto: Rosa Marcondes

Hoje, o Sesc Belenzinho recebe o show inédito Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola, que acontece na Comedoria, às 21h30. No espetáculo, o cantor e compositor – nome expressivo do movimento musical da Jovem Guarda - une sua origem rural à alma de roqueiro para interpretar de clássicos da música caipira, além de sucessos da sua carreira, em arranjos que fundem country, rock e moda de viola.

O projeto nasceu da vontade de Eduardo Araujo em preservar a cultura caipira e homenagear seus amigos cantores e compositores; muitos deles são hoje figuras lendárias da música brasileira. Para tanto, o músico parte da retomada dos clássicos da música raiz em arranjos modernos, buscando aproximar o público jovem ou mesmo apresentar a ele o universo caipira com uma pegada diferente.

Entre as composições do roteiro, destaque para: Pagode em Brasília e Rei do Gado (Tião Carreiro e Pardinho), Estrada da Vida (José Rico), Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira), Moreninha Linda (Tonico, Priminho e Maninho), Um Violeiro Toca (Renato Teixeira e Almir Sater), Maringá (Joubert de Carvalho), Saudade (Christian & Ralf), Faca que Não Corta (Tião Carreiro, L. dos Santos e M. dos Santos), Amizade Sincera (Renato Teixeira), Chuá Chuá (Pedro de Sá Pereira e Ary Machado Pavão) e De Papo Pro Ar (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), Rua Augusta (Hervé Cordovil) e Vem Quente que Estou Fervendo e O Bom (Eduardo Araujo e Carlos Imperial).

6 de novembro de 2018

O Eterno Retorno

Foto: Lenise Pinheiro

O questionamento sobre o lugar da arte e do artista na contemporaneidade é um dos motes de "O Eterno Retorno", com direção de Sérgio Ferrara. O espetáculo, apresentado na ocasião em que o dramaturgo paulistano Samir Yazbek celebra seus 30 anos de carreira, estreia no dia 9 de novembro no Sesc 24 de Maio. O elenco é formado por Carlos Palma, Gustavo Haddad, Helô Cintra Castilho, Luciano Gatti e Patricia Gasppar.
O dramaturgo impõe-se novos desafios ao explorar territórios não habituais, sem abdicar da rigorosa investigação sobre as relações entre o artista e a sociedade em que ele vive. "O Eterno Retorno" é uma das obras que integram esse momento de “virada”.
É uma obra que deixa muito clara sua intenção de investigar as implicações, paradoxos, contradições e questionamentos que envolvem o lugar da arte e – claro – do artista no presente tão conturbado e controverso em que vivemos. Uma peça de teatro que não pretende encontrar respostas ou desvendar zonas nebulosas; ao contrário, uma tentativa de tradução poética da presença de um ser atônito, assombrado, imerso nos impulsos desordenados que o invadem na busca de um sentido para “estar e ser no mundo”.
Da literatura para a dimensão viva “ao vivo”, o espetáculo é um convite e uma provocação de alta voltagem que estimula uma encenação vibrante, voltada a uma indisciplinada relação entre linguagens, somada à inquieta experimentação do trânsito entre personagens, personas e a identidade dos intérpretes.
O Sesc 24 de maio fica na Rua 24 de Maio, 109 - SP. Abaixo as sessões da temporada:
Sessões únicas: sexta dia 9/11 às 21h (estreia), sábados às 21h e domingos às 18h.
Sessões duplas: sextas dias 16, 23 e 30/11, às 18h e 21h.
Às sextas-feiras, às 18h e às 21h (exceto no dia 9, que tem sessão apenas às 21h); aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h.

5 de novembro de 2018

Os Cadernos de Kindzu

Foto: Daniel Barboza

Com a missão de aproximar os falantes da língua portuguesa, o Festival Yesu Luso chega à terceira edição entre 8 e 18 de novembro, com espetáculos encenados nas unidades do Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo. A programação, com curadoria da atriz Arieta Corrêa e do produtor Pedro Santos, reúne seis peças de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, sendo duas delas inéditas e montadas especialmente para a mostra.
O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. A mostra surgiu a partir de um bem-sucedido projeto-piloto chamado Festival de Teatro Lusófono, organizado por Arieta e Pedro no Sesc Bom Retiro, em 2015.
“O teatro é ancestral, é aqui e agora, vida e morte – ele é tudo o que somos. E nosso maior desejo é que estes espetáculos sejam capazes de fazer o público se identificar com esses países irmãos, que falam a mesma língua. Gostaríamos que as pessoas sejam transformadas, tocadas por um incômodo, um pensamento ou um questionamento”, conta Arieta Corrêa.
Confira a programação completa do Festival Yesu Luso 2018 no site do Sesc.

2 de novembro de 2018

Patrulha do Espaço

Foto: Divulgação

Fundada pelo baterista Rolando Castello Junior, a Patrulha do Espaço apresenta no Sesc Belenzinho show que encerra a turnê de despedida da banda, numa emocionante retrospectiva de seus 40 anos de rock’n’roll. A apresentação acontece em grande estilo, no dia 3 de novembro, na Comedoria da unidade, às 21h30, tendo participação de Rubens Gioia, Joaquim Kehl, Xando Zupo, Rogério Fernandes, Xande Saraiva e Paulo Tho.

O show comemorativo reúne músicos representantes de duas das formações da banda. Canções representativas das quatro décadas da atividade da Patrulha do Espaço serão ainda interpretadas pelo elenco de convidados especiais que selecionaram sucessos. No setlist, músicas como Não Tenha Medo, Columbia, Festa do Rock, Meus 26 Anos, Arrepiado, Ser, Olho Animal, RobotII, Homem Carbono, Cão Vadio, Vou Rolar, Deus Devorador, Berro, Transcendental, Simples Toque e Nave Ave.

A Patrulha do Espaço é referência do rock brasileiro, e Castello Junior é ícone no Brasil e Argentina, onde mantém larga produção com músicos daquele país. Nascida da mente criativa do ‘Mutante’ Arnaldo Baptista em parceria com o baterista, a banda teve sua estreia, em 1977, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Consolidou-se por meio de uma expressiva produção discográfica e dezenas de turnês pelo país; e, mais recentemente, apresentou-se na Argentina. 

Pioneira no mercado do disco independente no Brasil, ela foi também a primeira banda brasileira a fazer show de abertura de um grupo internacional em apresentações no país: Van Halen, em seu apogeu. Por sua formação passaram músicos importantes do rock nacional e argentino. Gravou 21 discos, entre vinis, CDs e coletâneas, com centenas de milhares de discos vendidos e lançados no Brasil e Argentina. Têm se apresentado nos maiores festivais de rock e eventos do país como Virada Cultural de São Paulo, Bloco dos Camisas Pretas (MG), Goiânia Noise (GO), Psicodália (SC), Ferrock (DF) e outros.

A turnê de despedida já contou com apresentações no Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e duas apresentações em São Paulo. Todos os shows vêm sendo gravados para posterior edição.

1 de novembro de 2018

Egberto Gismonti

Foto: Divulgação

O compositor, cantor e multi-Instrumentista Egberto Gismonti, após anos de reclusão em processo criativo, apresenta show inédito no Sesc Belenzinho em formato quarteto. O espetáculo acontece nos dias 3 e 4 de novembro, às 21h, e domingo, às 18h, no Teatro da unidade.

Recém-chegado de uma turnê pela Europa, Gismonti, interpreta sucessos da carreira e musicas experimentais nunca antes mostradas ao público. Com 50 anos de história, o músico é exímio na execução do piano e combina sons de órgão, sintetizador, violão e flautas indígenas em seus arranjos.

Entre as composições do programa do show, além das inéditas, destaque para Realejo e Dança, Um Anjo, Palhaço, Sonhos de Recife, Forrobodó, A Fala da Paixão, Frevo, Sanfona, 7 Anéis e Infância.

31 de outubro de 2018

Tríptico Sertanejo

Foto: Alicia Peres

O espetáculo "Tríptico Sertanejo" mergulha no vasto e multifacetado mundo dos sertões brasileiros, com a intenção de decifrar suas paisagens, sua gente e suas lendas para compor uma perspectiva de seu ideário e de suas mitologias.
"Tríptico Sertanejo" acena para os cenários dos sertões bravios, com seus personagens inesperados que tensionam relações míticas, lendárias e estéticas. Cabeças cortadas, bois encantados, bandos festeiros, profetas, guerreiros, centauros: poderosos brasileiros tornados eternos por violeiros, sanfoneiros, poetas e por muitos cordelistas.
Inspirado naquilo que nos disse Guimarães Rosa: “O sertão está em toda parte”, o amplo arco geográfico que o espetáculo enfrenta, que vai dos pampas gaúchos até o semi-árido nordestino, determina de maneira muito complexa a “terra ignota” a que chamamos sertão.
O espetáculo organiza-se a partir de um tríptico, uma obra em três partes interconectadas. Um boi encantado conduz os espectadores pelas lendas femininas do cangaço, pelos espaços vazios do pós-guerra de Canudos e pelos virtuosos sapateados dos tropeiros, o baile dos centauros.
A direção musical, de Rodrigo Mercadante, inspira-se nas ladainhas sertanejas e nos folguedos de bumba-meu-boi para as composições musicais interpretadas ao vivo. O espetáculo conta com a participação de Juh Vieira, que com sua viola dá o tom das paisagens pelas quais o espetáculo passeia, acompanha canções interpretadas por Mônica Augusto e Flávia Teixeira, e vibra nas improvisações para o baile dos centauros, intercalando com o som percussivo dos virtuosos sapateados.
Acontece no Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 SP - com apresentações nos dias 7 e 8 de novembro, às 20h.

30 de outubro de 2018

O Relato de Uma Morte Que Aconteceu na Esquina

Foto: Cacá Bernardes e Bruna Lessa

O grupo de teatro Folias D´Arte convidou sete diretores para desenvolver, a partir da obra do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, cenas e intervenções de curta duração. Elas ocorrerão dentro, fora ou entre o Galpão do Folias e as ruas da Santa Cecília. Canções e poemas de Bertolt Brecht e seus contos em “Histórias do Sr. Keuner”, serão ensaiadas e abertas ao público dentro, fora e entre o Galpão do Folias e a rua.
A terceira intervenção do projeto chama-se “O Relato de Uma Morte Que Aconteceu na Esquina” e tem direção de Rogério Tarifa, direção musical de William Guedes e composição de Jonathan Silva. A partir dos poemas “A Infanticida Marie Farrar” e “A Balada do Soldado Morto” e da narrativa da morte de um morador de rua da Santa Cecília, o Grupo Folias criou um cortejo-cênico-musical que desfilará pela Rua Ana Cintra.
Para contar essas histórias, o grupo utiliza o formato de uma rádio instalada na porta do Galpão: a Rádio Rato. A Rua Ana Cintra será ocupada durante o período da tarde com uma programação com diversos convidados musicais, atividades para as crianças nos dias das intervenções.
O elenco é formado por Alex Rocha, Clarissa Moser, Eugenia Cecchini, Lucas Vedovoto, Lui Seixas, Marcella Vicentini, Suzana Aragão e outros artistas convidados. A encenação ainda conta com a participação do Núcleo Musical da Cia. do Tijolo e da Cia. Mevitevendo, responsáveis pela orientação cênica e criação de máscaras e bonecos. O Galpão do Folias – Espaço Reinaldo Maia - fica na Rua Ana Cintra, 213 - SP. As apresentações acontecerão nos dias 05, 11 e 20/11, a partir das 14h, em frente ao Galpão do Folias. Os ingressos são grátis.

29 de outubro de 2018

Labirinto de Filó

Foto: Divulgação

Em comemoração a seus 47 anos de história, o grupo Pasárgada apresenta o espetáculo "Labirinto de Filó", entre 03 e 18 de novembro, aos sábados e domingos, às 16h, no Teatro João Caetano.
O espetáculo "Labirinto de Filó", de José Geraldo Rocha, narra a história da curiosa e perguntadeira Minhoca Filó, que tem um monte de ideias e dúvidas na cabeça. Ela, a Menina da Rua de Cima e o Menino da Rua de Baixo se perdem em um labirinto de buracos e túneis. A filosofia e a música para crianças, tocada e cantada ao vivo, norteiam o espetáculo. A narrativa busca elementos das lendas gregas, nos fios de Ariadne e no enigma da Esfinge, para construir a jornada das personagens. A curiosidade da personagem Minhoca Filó é respondida ao longo da história, não de maneira precisa e científica, mas divertida e poética, mantendo acesa a imaginação e provocando o desenvolvimento criativo.
O Teatro João Caetano fica na Rua Borges Lagoa, 650 - SP. Os ingressos são grátis, com distribuição uma hora antes.

26 de outubro de 2018

Bossa Nóia

Foto: Edson Kumasaka

No dia 27 de outubro, às 21 horas, o Sesc Belenzinho recebe show de lançamento do primeiro disco solo de Sérgio Arara, Bossa Nóia, gravado em 2006 e disponibilizado somente agora nas plataformas digitais. O espetáculo acontece no Teatro da unidade e tem participação especial da cantora Maria Alcina.

No palco, Sérgio Arara (voz e violão) apresenta-se acompanhado por Caio Góes no contrabaixo, Andrey Rodrigues nos teclados, Cristiano Miranda na bateria, Marcelinho Costa na percussão e Dudu Tavares na guitarra.

O repertório do álbum mistura a tradição da canção brasileira com o jazz e o rap que aparecem temperados com efeitos e texturas, embora todas as bases sejam acústicas. As 14 composições do CD - todas assinadas por Arara, sendo seis delas em parcerias - mesclam as referências harmônicas e as linhas melódicas da bossa nova com a tensão e a angústia pós-modernas.

Em Bossa Nóia (SubSolo Produssas), enquanto a primeira faixa Pele e Sangue é suave e fluente, em Pombos ressoa a aspereza quase surreal do ambiente urbano – aspecto também observado em Macacos Covardes. Produtor com longa ficha de realizações, o artista aposta nas multifacetadas influências do canto falado contemporâneo, como em Balaio de Gato, com participação de Maria Alcina e do percussionista carioca Renato Martins (que toca em outras três faixas do CD). Alcina também divide o vocal com Arara em Maria, Carmela e Rosa. Na mesma canção, destaque para a participação do trombonista Bocato, presente também em A Velha (Insônia). Em Bossa Nóia e Contradição no Avião, o inusitado dos temas, levado ao extremo, reverbera em acordes dissonantes, melodias cromáticas, samplers improváveis e compassos compostos. Esta ambiência se distende nas líricas Chorume, Outros Tons e Pedro, nas quais a tormenta dá lugar à afirmação da vida sem complicações.

O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000.

25 de outubro de 2018

Villa

Foto: Leekyung Kim

A memória coletiva sobre a Ditadura Militar no Chile (1973-1990) é tema do espetáculo "Villa", do premiado dramaturgo e diretor chileno Guillermo Calderón, que estreia no dia 25 de outubro no auditório do Sesc Pinheiros e segue em cartaz até 24 de novembro. O espetáculo tem direção de Diego Moschkovich e elenco formado por Flávia Strongolli, Rita Pisano e Angela Ribeiro.
Na trama, três mulheres avaliam diferentes propostas sobre o que fazer com a Villa Grimaldi, um dos mais famosos centros de tortura e extermínio na ditadura do chileno Augusto Pinochet (1915-2006). Em torno de uma mesa, elas discutem dilemas atuais de organizações de direitos humanos e o presente dos espaços ligados à violência do Estado. Como explicar o horror do passado sem cair em uma produção de parque temático ou na fria reprodução de um museu de arte contemporânea?
O texto fala sobre os espaços de memória, aquilo que escolhemos como memória e o que aprendemos como memória coletiva de um povo; sobre como são feitas as edições que geram a História; e por quem a nossa história coletiva vem sendo construída, lembrada e contada.
O espetáculo acontece quinta a sábado, 20h30. Feriados às 18h. O Sesc Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195 - SP.

24 de outubro de 2018

Tubarão Banguela

Foto: Daniel Spalato

Diversas histórias se entrecruzam em "Tubarão Banguela", com direção e texto de Rita Batata, que estreia no dia 26 de outubro, no Teatro Sergio Cardoso. O espetáculo traz no elenco Rafael Lozano, Bella Marcatti, Leandro D`Errico, Mariana Leme e Rafael Pimenta.
A trama se passa em uma praia do litoral brasileiro, onde o perigo está à espreita. Um acidente quase fatal está prestes a unir em uma faísca de segundo a vida das pessoas que se encontram naquele lugar. O surfista e sua namorada entediada curtem a brisa salgada, o bombeiro, sua ex-atual esposa e a filhinha resistem ao calor abafado e um cão e um velho solitário se entregam à maresia inebriante.
A encenação investiga a voz narrativa e seus infinitos pontos de vista, acompanhando como essas histórias estão conectadas. Não há personagens clássicos; os narradores são testemunhas oculares da própria história e, assim, manipulam o tempo e o espaço ao flertar com narrativas cinematográficas.
A montagem de "Tubarão Banguela" explora a presença do ator como eixo central. Borrando as fronteiras entre intérprete e personagem, o elenco se debruça em diversos personagens e por vezes vozes narrativas. Os mecanismos estão expostos em um palco sem coxias. Os elementos cênicos estão no campo do simbólico, a palavra e a matéria física dos corpos procuram guiar a imaginação do espectador.
“Uma dramaturgia contemporânea não só por se debruçar sobre a sociedade atual, mas também por seus aspectos formais e estruturais. Poderia dizer que a peça é sobre relações que acabaram, mas não deixaram de ser. É sobre a passividade, a inabilidade, a domesticação ou ainda sobre quando se decide deliberadamente abandonar, esquecer e fugir. Quando se assume esses verbos para a vida, qual é o mundo que se forma? A metáfora do título da peça é a melhor tentativa de expor sua temática. Tubarão Banguela é um predador que perdeu seu status, mas sorrateiramente continua sendo ameaçador”, explica a diretora e dramaturga Rita Batata.
O Teatro Sérgio Cardoso fica na Rua Rui Barbosa, 153 - SP. A temporada segue até 26 de novembro, sextas e sábados às 19h30 e domingos e segundas às 20h.

23 de outubro de 2018

Juliana Valiati

Foto: Sandro Filippin

Após percorrer diversas cidades do Sul e Sudoeste do pais com a turnê Vida que Segue, a cantora e compositora sertaneja Juliana Valiati se apresentará no dia 28 de outubro no Villa Country.

"No Villa Country farei um espetáculo intimista cantando músicas autorais e o melhor do sertanejo atual”, comenta Juliana Valiati. No show Juliana Valiati apresentará um repertório com hits de sua carreira como “Memória Curta” (Alex Torricelli / Luiz Fernando), “Vida Que Segue” (Ricardo Rodrigues / Zé Henrique / Cesar Lemos), “Mais Você Foge de Mim” (Juliana Vailiati / Jacir Valiati) e Amor Falso (Aldair Playboy), Romance com Safadeza (Thales Lessa, Junior Pepato, Júnior Angelim, Lari Ferreira e Rafa Borges), 60 Dias Apaixonado (Constantino Mendes), Regime Fechado (Juan Marcus e Vinícius).

Agendem-se: Domingo, 28 de outubro, das 21h às 22h no Villa Country que fica na AV. Francisco Matarazzo, 774 - SP.

22 de outubro de 2018

Garrafinha


No livro "Garrafinha", de Mariana Caltabiano, a história é simples e corriqueira, mas tem seu brilho. A começar pela protagonista ao qual o leitor tem vontade de adotá-la facilmente em nossos corações. Existe poesia na narrativa e as ilustrações, de Rodrigo Leão, são lindas, divertidas e coloridas. Na trama, às vezes não é fácil ser criança. Principalmente quando se é baixinho, gordinho e ruivo. Garrafinha, como bem se percebe pelo apelido, é exatamente assim, e ainda por cima usa óculos! Ela se sente rejeitada por sua aparência e, como acontece a partir de certa idade, quer mais é ter amigos e ser popular. Mas Garrafinha achou o seu jeito de se expressar. Recomendo!

19 de outubro de 2018

Por Trás da Cor dos Olhos - Na Imanência do Movente

Foto: Divulgação

Nos dias 20 e 21 de outubro, sábado (às 19h30) e domingo (às 17h30), o Sesc Belenzinho recebe o espetáculo Por Trás da Cor dos Olhos - Na Imanência do Movente, da Pulsar Cia. de Dança, grupo do Rio de Janeiro, integrando o projeto Poéticas do Acesso.

Em cena, oito bailarinos, entre os quais um é cadeirante, apresentam um trabalho que inclui movimentos aéreos e possibilita ao público e aos próprios intérpretes vivenciar a relação com o peso e a suspensão.

Concebido por Maria Teresa Taquechel, Por Trás da Cor dos Olhos traz os intérpretes em resoluções próprias de movimento. São corpos impares, no chão. Eles se deslocam por meio de apoios, pressões e sobreposições, acionando diversos caminhos dentro da estrutura corporal, criando possibilidades de jogos, desenhos, encontros e desencontros. Reações, inibições e afecções são geradas no movente ações na busca pela imanência.

Inusitados caminhos dentro da estrutura corporal são acionados, gerando movimentos, desenhos, relações e estados perceptivos no meio em que estão inseridos. Assim, revela-se a imanência do movente na composição entre movimento, música, luz, figurino e cenografia.

O cenário composto por véus suspensos, segundo a diretora, produz o efeito revelação na sensação do peso dos corpos e das partes. “Os bailarinos estão o tempo todo em cena de forma integrada. É um grande jogo de composição. Cada um trabalha dentro das suas possibilidades”, comenta Maria Teresa.

Por Trás da Cor dos Olhos é uma releitura do primeiro espetáculo da Pulsar, realizado há mais de 12 anos. Na ocasião, já havia o trabalho aéreo, mas os cadeirantes ainda não faziam parte do espetáculo. “Temos uma parceria com a Intrépida Trupe, que faz uma coordenação técnica para ajudar a gente a lidar com essa estrutura”, diz Teresa.

Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000 - SP.

18 de outubro de 2018

Vagner Ferreira e o Trio Tokeshi Rosas Bazarian

Foto: Divulgação

No dia 20 de outubro, às 20h, o CMB apresenta Vagner Ferreira ao piano e o Trio Tokeshi Rosas Bazarian de violino, clarinete e piano. O evento é gratuito!

Vagner Ferreira obteve diversos primeiros lugares em vários Concursos de Piano no Brasil. No exterior, foi vencedor do Prêmio Solista de Orquestra promovido pela Universidade Estadual da Pennsylvania, tendo participado como solista da temporada 2006 da Penn State Symphony Orchestra nos Estados Unidos, e também vencedor do primeiro prêmio no 2006 PSU Graduate Exhibition pela execução da Sonata nº 1 de Alberto Ginastera. No repertório do recital do CMB interpretará Camargo Guarnieri, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos.

O Trio Tokeshi Rosas Bazarian é formado por Eliane Tokeshi ao violino, Giuliano Rosas no clarinete e Lidia Bazarian ao piano. Em sua trajetória como instrumentistas e como grupo, o trio sempre inclui obras do repertório tradicional e contemporâneo. Tem estreado obras inéditas e com o intuito de ampliar o repertório para esta formação, solicitando encomendas a compositores atuantes. No repertório, os músicos interpretarão Claudio Santoro, Osvaldo Lacerda e Ronaldo Miranda.

A apresentação acontecerá na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico que fica na Rua Ferreira de Araújo, 741 - São Paulo.

17 de outubro de 2018

Na Cama

Foto: Kelson Spalato
O premiado filme chileno “En La Cama” (2005), com roteiro de Julio Rojas, ganha sua primeira adaptação brasileira para o teatro em "Na Cama", com direção de Renato Andrade, que estreia no dia 18 de outubro no Teatro Viradalata. A peça segue em cartaz até 29 de novembro, com sessões às quintas-feiras, às 21h.
A comédia romântica narra o primeiro e último encontro entre Bruno (Pedro Bosnich) e Daniela (Cristiane Wersom), que se conheceram em uma festa horas antes. Entre os lençóis, eles compartilham algumas de suas verdades e fantasias. Sem expectativas ou compromisso, o casal se revela aos poucos.
Com direção de Matias Bize, o filme foi premiado nos festivais de Valladolid, na Espanha, de Havana, em Cuba, e de Viña Del Mar, no Chile; foi indicado ao Prêmio Goya 2007; e fez parte da seleção oficinal dos festivais de Locarno, na Suíça, e Los Angeles, nos Estados Unidos.
O Teatro Viradalata fica na Rua Apinajés, 1387 - SP.

16 de outubro de 2018

Meia-Meia

Foto: Zeca Caldeira

A busca pelo poder e o lado mais mesquinho e sórdido do ser humano são motes de "Meia-Meia", texto livremente inspirado no romance O anão (1944), do sueco Pär Lagerkvist (vencedor Prêmio Nobel de Literatura em 1951). Com direção de Juliana Jardim e Georgette Fadel, o espetáculo estreia no dia 19 de outubro no Sesc Pompeia, e segue em cartaz até 11 de novembro.
Este é o primeiro monólogo de Luís Mármora, que também foi idealizador da montagem. “O espetáculo nasceu de um convite meu para o Vadim Nikitin. Eu queria fazer um monólogo que tivesse a política como temática central. Não queria um personagem que fosse a representação do poder, mas que desfrutasse dele, bebesse dos privilégios. E o Vadim lembrou dessa obra que é praticamente desconhecida no Brasil, teve uma única edição em 1970. Embora tenha sido escrito em plena 2ª Guerra Mundial, em alguns trechos do romance dá quase para dizer que é uma ficção para a teoria de Maquiavel, sobre como ele descreve as possíveis tomadas de poder”, comenta o ator.
A história do anão Meia-Meia conta, com humor mordaz, detalhes do que acontece nos subterrâneos do Palatz, seu amor pela guerra e como, atrelado completamente a seu Printz, conduz à desolação a família real, seus aliados e toda a gentalha do reino. Meia-Meia é um pequeno terrorista.
O Sesc Pompeia fica na Rua Clélia, 93 - SP.