21 de abril de 2017

Nando Cordel


Até o dia 23 de abril às 19h15, a Caixa Cultural São Paulo apresenta Nando Cordel – Grandes Sucessos comemorando os 30 anos de carreira desse grande músico e compositor pernambucano. Nando Cordel estará na voz e violão e vai se apresentar com a sua família: Tatuana Cordel (Baixo),Tauã Cordel (Bateria), Leo Lima (Sanfona) e Caiã Cordel (Percussão). O cantor e compositor pernambucano, Nando Cordel completa 30 anos de carreira e tornou-se ao longo dos anos um dos grandes nomes da música popular brasileira. Já lançou 25 CDs, inúmeras composições e sucessos como "De Volta Pro Aconchego", "Isso aqui tá bom demais" e "Gostoso demais". O show tem entrada franca. A Caixa Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 – São Paulo/SP.

20 de abril de 2017

Quaternaglia

Foto: Gal Oppido

Dia 28 de abril, às 21h, o Quaternaglia comemora 25 anos em show no Auditório Ibirapuera. No repertório obras de Bernstein, Egberto Gismonti, Paulo Bellinati, Ronaldo Miranda, Sergio Molina, Marco Pereira e Christian Dozza. O Quaternaglia é formado pelos violonistas Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla e Sidney Molina. O grupo utiliza três violões de seis cordas e um violão de sete cordas especialmente construídos pelo luthier brasileiro Sérgio Abreu. Além de inúmeras apresentações por todo o país, eles estiveram várias vezes nos Estados Unidos, Austrália, Portugal, Espanha, Uruguai, Argentina e em uma viagem histórica em Cuba com Leo Brower de anfitrião. Entre os prêmios: “Ensemble Prize” no “Concurso Internacional de Violão de Havana” e "Prêmio Carlos Gomes" como "melhor grupo de câmara do ano" com o CD Antique, contendo transcrições de obras renascentistas e barrocas. O Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer fica na Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 2, parque Ibirapuera, São Paulo, SP.

19 de abril de 2017

Os que Voltaram para Contar


Radicado nos Estados Unidos, o paulista Admir Serrano lança no dia 25 de abril o livro "Os que Voltaram para Contar" na Livraria Saraiva do Shopping Center Norte, às 19h30. Pesquisador e divulgador do espiritismo, o autor aborda um tema misterioso e de interesse de pessoas espíritas e de outras religiões, a EQM (Experiência Quase-Morte), por meio de histórias reais de pessoas que tiveram a experiência. Com embasamento científico, Serrano discute questões como a vida após a morte, a imortalidade da alma e a possibilidade de deixar o próprio corpo, entre outras. Admir Serrano, natural de Bocaina (SP), é palestrante e atinge um público de mais de 20 mil espíritas por ano no Brasil. É o principal divulgador do espiritismo nos EUA, sendo colaborador do Centro Espírita Bezerra de Menezes, em Miami. Seus livros lançados são: "Morrer Não É o Fim", "Sua Mala Está Pronta?", "Nos Portais do Além" e "Os que Voltaram para Contar". "Os que Voltaram para Contar" traz histórias reais de pessoas que literalmente voltaram para contar visões e encontros que tiveram em outros planos, estudadas e vivenciadas pelo autor. Admir Serrano busca esclarecer, na medida do possível, o misterioso fenômeno conhecido como EQM (Experiência Quase-morte). Entre os relatos, histórias de pessoas que deixaram seu corpo, viram vidas futuras, encontraram Jesus; de crianças que viram a própria morte, de deficientes visuais que foram capazes de vivenciar uma EQM a partir de seus sentidos saudáveis e outras impressionantes histórias. O livro ajuda a compreender melhor como o fenômeno ocorre, quais as suas fases, qual o papel da consciência no momento dessas experiências, o que a ciência sabe sobre isso e quais seus questionamentos, entre outras curiosidades. Perguntas ainda sem respostas continuam permeando a surpreendente discussão sobre outras vidas, EQMs e suas infinitas possibilidades. 

18 de abril de 2017

Recital do Centro de Música Brasileira


No dia 22 de abril às 20h, o Centro de Música Brasileira (CMB) apresenta o uruguaio Oscar Bohorquez ao violino solo e o duo Adriana Holtz ao violoncelo e Karin Fernandes (foto) ao piano. No repertório obras de Ernani Aguiar, Flausino Vale, Francisco Mignone, Henrique Oswald, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos.  O violinista Oscar Bohorquez é radicado na França. Estudou nos Estados Unidos e Áustria e estreou na Orquestra Filarmônica de LondresA violoncelista Adriana Holtz é integrante da OSESP desde 1997. É bacharel em licenciatura em música pela USP e mestra pela Universidade Federal da Bahia. A pianista Karin Fernandes foi premiada em 21 concursos. Como primeira colocada em 1999 do “X Prêmio Eldorado de Música”. Já se apresentou em todas as regiões brasileiras e também na Argentina, Paraguai, Portugal, Inglaterra e França. Possui 11 CDs gravados. Na temporada serão realizados 8 concertos durante o ano com um vasto repertório de compositores eruditos brasileiros interpretados por grandes músicos de vários de instrumentos: clarineta, cravo, fagote, flauta, piano, trompa, viola, violino e violoncelo, ainda canto, coral e orquestra. O concerto acontece no Centro Britânico Brasileiro. Grátis!

17 de abril de 2017

Por que você não me aceita assim?


O livro "Por que você não me aceita assim?", de Helme Heine é lindo. A história é questionadora e faz a criança pensar nas diferenças, divergências e o por quê não aceitá-las com naturalidade? Uma escrita simples e orgânica, mas que as ilustrações já traduzem a sua essência. Na proposta narrativa, o leitor vai saber que existem ovelhas brancas e negras. Precisamos uns dos outros, senão a vida seria uma chatice. Super-indico!

14 de abril de 2017

Jumper


A ficção científica "Jumper" (2008) tem muita ação. O personagem principal é bem construído e talvez por isso o inicio do filme seja bastante envolvente. A historia além de ser original, é bem estruturada. A película ainda conta com uma excelente direção e efeitos especiais assertivos. Na narrativa, David Rice (Hayden Christensen) é um "jumper", alguém capaz de se teleportar para qualquer lugar do planeta que queira. Ele usa seus poderes para se divertir, até que um dia descobre que está sendo perseguido por uma organização secreta, que pretende matar todos os Jumpers. A partir de então David se une a outro jumper e passa a enfrentar uma guerra que já existe há milhares de anos. Uma curiosidade: Os produtores conseguiram permissão para rodar no interior do Coliseu durante 3 dias. A única condição era de que nenhum equipamento fosse apoiado no chão. As filmagens ocorreram em plena madrugada para que não atrapalhassem os turistas. Assista o trailer!

13 de abril de 2017

Refluxo


Em cartaz no Mezanino do Centro Cultural Fiesp o suspense comico-dramático o espetáculo "Refluxo". O texto inédito de Angela Ribeiro foi desenvolvido durante a 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia do SESI – British Council (vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação). Eric Lenate é o diretor-cenógrafo. "Refluxo" exibe um olhar incomodado sobre a sociedade contemporânea. Na história, Dário (Maurício de Barros) é um ascensorista que trabalha em um prédio de classe média decadente onde todos acham que suas próprias inquietudes são sempre as mais insuportáveis. Naquele dia, em especial, dois incidentes atravessam seu trajeto até o trabalho: uma obstrução monstruosa nas linhas do metrô e uma árvore que cai em frente ao prédio. De um ninho da árvore, ele recolhe um pássaro, uma espécie de esperança que tenta preservar neste dia estranho, permeado por moradores que transitam entre o extremo da violência e a conveniente generosidade. Algo muito terrível está acontecendo. Ninguém sairá imune, impune. O espetáculo fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp até 2 de julho, de quarta a sábado, às 20h30e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita.

12 de abril de 2017

Cantos de Refúgio

Foto: Daniel Lopes

Em meio à crise de refugiados pela guerra na Síria, o Coletivo de Galochas se inspira para a criação de "Cantos de Refúgio", que fica em cartaz na Ocupação Aqualtune até dia 30 de abril. A direção é de Rafael Presto e dramaturgia de Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes. No elenco, os atores Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos. Na história, depois de ser expulsa de sua terra, uma família palestina busca se estabelecer em um campo de refugiados na Síria. Os gêmeos Leila e Jamal vivem sua infância entre os escombros da guerra e a esperança de estabelecer uma nova casa. Por conta das dificuldades, a família envia um dos irmãos para tentar a vida em outro país: o Brasil. Então chega a guerra, obrigando Leila a realizar uma jornada atrás de seu irmão. O universo onde a história se desenrola, embora atravessado pela destruição, é um ambiente mágico e alegórico, recheado de música, dança e criaturas fantásticas, inspirados na rica tradição e cultura palestinas. Para contar a história, o grupo utiliza recursos de teatro de sombra, projeções e teatro de animação. A Temporada é aos Sábados e Domingos, 16h. A Ocupação Aqualtune fica na Rua Butantã, 233, Pinheiros, São Paulo - SP.

11 de abril de 2017

Quarto 19

Foto: Cris Lyra

O Sesc Pinheiros recebe "Quarto 19", espetáculo com direção de Leonardo Moreira. Com estreia no dia 9 de março, o monólogo, concebido e encenado por Amanda Lyra, segue em temporada, de quinta a domingo, às 20h30. A montagem é baseada no conto "No Quarto Dezenove" (To Room Nineteen),da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), Nobel de Literatura em 2007. Publicado originalmente em 1978, o conto apresenta Susan Rawlings, uma mulher em um caminho de auto-percepção e apreensão de seu “eu” autêntico. Os efeitos provocados pelo casamento burguês com Matthew, a fragmentação da identidade feminina daí resultante, a extenuante procura pelo significado da vida e a tensão entre o “eu social” e o “eu marginal” são tópicos evidenciados no dilema da personagem. O enredo trata da independência feminina no mundo contemporâneo e sua identificação com os papeis sociais de mãe, esposa e organizadora do lar, representados aqui por uma personagem que, mesmo tendo conquistado o que poderia ser o ideal maternal, não encontra satisfação pessoal, buscando refúgio no silêncio, no “quarto nº 19”. Além da narrativa de Lessing, a montagem é concebida com forte influência das artes visuais. Na pesquisa para construção do espetáculo, foram referências diretas no processo a escultora francesa Louise Bourgeois (1911-2010), com a série de pinturas e esculturas que refletem sua vida como mãe e esposa, Femme Maison; e o estadunidense Edward Hopper (1882-1967), através de suas pinturas. O Sesc Pinheiros fica na Rua Paes Leme, 195, São Paulo.


10 de abril de 2017

O Xangô de Baker Street


O humor de Jô Soares em "O Xangô de Baker Street" é assertivo, inteligente e inconfundível. A história é bem estruturada e os diálogos bem pensados. A leitura é fácil e prazerosa. Na história, um violino Stradivarius desaparecido, algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais de santo e cannabis sativa. Uma delícia, vale à pena ler!

7 de abril de 2017

Catira - Palmeado, Sapateado e Viola e Samba de Umbigada


O Teatro do Incêndio realiza até o dia 18 de abril os próximos encontros das Rodas de Conversa - A Gente Submersa que contempla, respectivamente, os temas Catira - Palmeado, Sapateado e Viola e Samba de Umbigada. Os grupos convidados são: Os Favoritos da Catira (de Guarulhos) e o Batuque de Umbigada de Capivari com sua matriarca Dona Anicide Toledo. Com entrada franca, os eventos reúnem mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências (breves apresentações das manifestações). A catira, também chamada de cateretê, é uma dança folclórica, cujo ritmo é marcado pela batida dos pés e das mãos dos dançarinos, acompanhados pela dupla de violeiros que cantam as modas. Com influências indígenas, africanas e europeias, a catira é uma manifestação cultural típica do interior do Brasil, arraigada na cultura sertaneja de várias regiões, principalmente São Paulo. A Umbigada é uma dança afro-brasileira criada nos quilombos. Os escravos com suas roupas curtas e apertadas dançavam sempre com umbigo de fora, daí o nome. Atualmente, no estado de São Paulo é tida como um tributo de terreiro, praticada pelos remanescentes das senzalas. Organizados em duas fileiras, frente a frente, os dançadores de ambos os sexos evoluem até um ligeiro contato físico dos quadris ou ventre. Os eventos são gratuitos e acontecem até o dia 18 de abril, todas as Terças-feiras, às 19 horas no Teatro do Incêndio que fica na Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista/SP. 

6 de abril de 2017

Concerto para Pixinguinha

Foto: Vinícius Campos

Vânia Bastos retorna a São Paulo com “Concerto para Pixinguinha”, no Sesc Campo Limpo, 08/04, em show gratuito. Uma das cantoras mais importantes da MPB, Vânia Bastos, apresenta seu novo e consagrado show, “Concerto para Pixinguinha”, baseado no disco homônimo, considerado um dos melhores de 2016. Ao lado do quarteto liderado pelo baixista Marcos Paiva, diretor musical do projeto, a cantora apresentará alguns dos clássicos do compositor carioca, como a valsa “Rosa”, o samba “Urubu Malandro” e o clássico “Carinhoso”, que completa 100 anos neste ano de 2017. No roteiro também constam canções menos conhecidas, como “Mundo Melhor”, “Isso é que é Viver” e “Fala Baixinho”. Vânia, que prepara o primeiro videoclipe de sua carreira, já rodou o Brasil com o show, e volta agora a São Paulo quase oito meses após a estreia da turnê de lançamento do disco. As apresentações acontecerão no SESC Campo Limpo (R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 - Vila Prel) às 20h.

5 de abril de 2017

Eu Elas

Foto: Cris Lyra

Juliana Moraes estreia o solo "Eu Elas" a partir do dia 7 de abril. Parte de gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 50, para desconstruir e questionar esses comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante 30 minutos, a artista elabora uma dramaturgia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando apuradas combinações. O solo desdobra-se majoritariamente no silêncio, tendo o corpo como marcador de pulso repetitivo e mecânico, quebrado por variações enérgicas nas quais ações se embaralham em extrema aceleração. Na segunda metade do solo, o silêncio é quebrado por uma única música, de cinco minutos, composta especialmente por Laércio Resende, cuja entrada e saída se dão inesperadamente. No final, Juliana retira um saco plástico do bolso, usa-o para conter a respiração e a fala, e, a seguir, enfia-o inteiro na boca, numa clara crítica à quietude ainda imposta ao feminino. O espetáculo acontece no SESC Belenzinho (Rua Padre Avelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo) nos dias 7, 8 e 9 de abril, sextas e sábados às 20h30 e domingos às 17h30.

4 de abril de 2017

Uma vida boa

Foto: Renato Mangolin

Sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, "Uma vida boa" estreia em São Paulo realizando temporada a partir do dia 6 de abril no Teatro Eva Herz. Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, o espetáculo traz Amanda Mirásci como protagonista e idealizadora do projeto ao lado de Pablo Sanábio. Daniel Chagas e Julianne Trevisol completam o elenco da peça, o mesmo desde 2014 quando estreou. Baseado em uma história real ocorrida nos Estados Unidos em dezembro de 1993, a narrativa apresenta a história de B., um homem nascido num corpo de mulher, que enfrenta as consequências de sua decisão e acaba sendo assassinado por isso. O fato que deu origem ao espetáculo inspirou também o documentário "The Brandon Teen a Story" (1998) e o filme "Meninos não choram" (1999). "Uma vida boa" propõe uma discussão ampla que vai além da questão da sexualidade e da transexualidade. É peça sobre amor e também sobre a intolerância humana. “Estava em busca de um trabalho que pudesse ter um forte impacto sobre o público e, quando cheguei a esse acontecimento real, eu mesma fiquei impactada com a beleza e a violência dele. Interpretar um transexual me exigiu uma composição muito delicada e um estudo muito longo e aprofundado”, lembra Amanda. O espetáculo acontece todas as quintas e sextas. às 21h no Teatro Eva Hertz (Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo, SP).

3 de abril de 2017

Quando éramos órfãos


Kazuo Ishiguro, em sua obra "Quando éramos órfãos", tem uma abordagem bem pessoal em toda a sua estética literária. A interpelação da temática da busca de pais desaparecidos, contudo, é sutil. A história em si não envolve tanto inicialmente, mas há ritmo na leitura e o final é bem capcioso. Os personagens são bem construídos e instigam a curiosidade do leitor. Neste romance sutil e envolvente, o detetive Christopher Banks retorna a Xangai, sua terra natal, onde seus pais desapareceram misteriosamente há vinte anos. A cidade agora é palco da guerra entre China e Japão, e a busca de Banks por seus pais passa a confundir-se com a busca pela ordem num mundo órfão, vitimado pela sombra. Leitura interessante, diria!

31 de março de 2017

Pés Descalços

Foto: Karim Sauro

O grupo Morpheus Teatro volta a apresentar o espetáculo infantil "Pés Descalços", contemplado com o 4° PRÊMIO ZÉ RENATO 2016, da Secretaria Municipal da Cultura. A montagem utiliza a linguagem do teatro de animação para falar da beleza do encontro, da aceitação do outro, do despojar-se de ideias pré-concebidas, da força da imaginação e do ato criativo. A história narra o encontro de um menino e uma menina e da criação de um mundo que eles são capazes de construir dentro de um simples tanque de areia. Um mundo sem muros e com os pés descalços. “Queremos falar de temas difíceis como solidão e medo, com lirismo e comicidade. Buscando fazer desta atividade artística, um forte instrumento de enriquecimento do imaginário infantil, sensibilizando este espectador para sua formação como ser humano.O teatro de animação é uma forma de expressão com grande força de identificação por parte das crianças. É uma linguagem íntima, lúdica e funciona como uma ponte para o aprendizado com o mundo. O resultado é uma grande cumplicidade para sentir, brincar e criar”, conta Verônica Gerchman, que assina o texto e a direção. A Temporada de "Pés Descalços" vai de 1º a 23 de abril, sempre sábados e domingos, às 16h no Teatro Alfredo Mesquita (Av Santos Dumont 1770 – São Paulo - SP).

30 de março de 2017

Flutuante


Com direção de Mauro Baptista Vedia e dramaturgia do cartunista Caco Galhardo, a peça "Flutuante" estreia dia 7 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Paschoal Carlos Magno. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h. O elenco conta com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler. A montagem é uma comédia dramática sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar. Essa súbita alteração em seu comportamento é o estopim para uma sucessão de acontecimentos que acaba por conduzi-la, na companhia de seu namorado e seu aluno das cinco, em um redemoinho de desejos, incertezas e obsessões que, aos poucos, os eleva a um estado de suspensão. Neste texto, há um tipo de humor mais denso, ritmo mais ágil, mudança de cenários e divisão em dois atos e um epílogo. Uma comédia com elementos de reflexão, com temas pertinentes à sociedade atual, mais especificamente os desejos e neuroses dos habitantes de grandes metrópoles, tema sempre abordado pelo autor em seus quadrinhos diários na imprensa e que ganha maior profundidade na linguagem do teatro. O Teatro Sérgio Cardoso fica na Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. Telefone: (11) 3288-0136.

29 de março de 2017

Colônia Penal


"Colônia Penal" é um espetáculo de dança inspirado na obra homônima de Franz Kafka (1883-1924) e na ditadura militar brasileira (1964-1985). A temporada inicia no dia 30 de março. A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra. O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro; na estranha relação entre o poder oficial e o condenado. O coreógrafo Sandro Borelli e Grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época.Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador. "Colônia Penal" caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira. O espetáculo está em cartaz no Kasulo Espaço de Arte e Cultura.

28 de março de 2017

“por+vir”


Entre os dias 30 de março e 2 de abril, a CAIXA Cultural São Paulo apresenta o espetáculo “por+vir” com a Companhia de Danças de Diadema, às 19h15. A montagem reúne nove renomados coreógrafos que já passaram pelas produções do grupo, promovendo o reencontro desses artistas com esta criação conjunta. O enredo parte da experiência de reviver o antigo junto com o atual, parte da pluralidade do movimento. Estes são fatores que potencializam a experimentação a partir das vivências com coreógrafos ímpares, sendo cada um colaborador com sua  ótica sobre a dança contemporânea. As coreografias que formam “por+vir” são: Nós de Nós (Cláudia Palma), Bakú (Ana Bottosso), Caminhos Traçados (Pedro Costa e elenco), Entre Pontos (Fernando Machado), Gárgulas (Sandro Borelli), Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha), Entremeios (Mário Nascimento), 1 + Um(Henrique Rodovalho) e Novena (Luís Arrieta). Segundo Ana Bottosso, as coreografias conversam com a história do grupo e apresentam os muitos caminhos possíveis, diferentemente traçados, às vezes desimpedidos ou emaranhados por obstáculos. Sem saber ao certo como, desperta-se o desafio de transpassá-los e, em meio ao movimento das emoções, o artista traça, como uma novena, a busca pelos seus sonhos e o caminho para espantar os pesadelos. Enfim, um mais um e mais um e mais um, somam “Nós”. A entrada é franca. O Teatro CAIXA Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 – Sé/SP. Tel: (11) 3321-4400.

27 de março de 2017

Cartas de um escritor solitário


No livro "Cartas de um escritor solitário", o autor é tão detalhista, por vezes, em determinadas cartas do escritor que até compreendemos o motivo de a mulher do personagem ter se separado dele. O que também deixa o escritor um personagem bastante interessante sob o ponto de vista psicológico e comportamental. Um deleite para quem curti saber da vida alheia, ficcional ou não. Ficamos curiosos, como leitores, em saber os conteúdos de algumas cartas-respostas, a exemplo da irmã do escritor. Mas a ira exibida na continuação da escrita das cartas dele, nos dá um cheiro do que seriam tais respostas. Aliás, muitas vezes recheadas com um luxo de ironia. Tem sua diversão com um senso de humor impar, mas é acima de tudo mordaz. Na narrativa, Sam Savage nos conta como a vida de Andrew Whittaker está desmoronando. A revista literária que dirige está a um passo da falência, os prédios que administra estão caindo aos pedaços e sua mulher o deixou. No entanto, Andrew não desiste. É uma máquina de criar projetos, ilusões e devaneios. E escreve sem parar rascunhos de histórias ou romances, cartas de recusa a escritores aspirantes, convites delirantes a antigos amigos, listas de compras e bilhetes para seus inquilinos. "Cartas de um escritor solitário" é a reunião dos textos que Andrew escreveu durante quatro intensos meses. Uma literatura impar!

24 de março de 2017

Café Azedo

Foto: Gleiber Felix

Propondo um mergulho no universo feminino, o espetáculo "Café Azedo" estreia dia 29 de março, às 21h, no Teatro Pequeno Ato. O espetáculo é inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte. Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias. Para a composição do espetáculo, serviram como referências: o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e o romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). O Teatro Pequeno Ato fica na Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque. 

23 de março de 2017

Não Somos Amigas


O texto é de Michelle Ferreira. "Não Somos Amigas" estreia dia 27 de março às 20h no Sesc Consolação. A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve. A peça desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo? Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste.” O Sesc Consolação fica na R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, São Paulo - SP, Telefone: (11) 3234-3000.

22 de março de 2017

Escutando Filmes

Foto: Marcelo Lyra

O Sesc Pompeia promove o workshop Escutando Filmes nos dias 23 e 24 de março das 19h às 22h), conduzido pelo DJ Dolores, experiente compositor de música para cinema. Esta atividade integra a programação da terceira edição do projeto Cinema Falado. As inscrições estão abertas na Central de Atendimento da unidade. Nos dois encontros o artista conversa com o público sobre filmes e trilhas sonoras. Na primeira etapa do workshop o autor discute o conceito de música cinematográfica, apresenta trechos de filmes que o influenciaram, destaca soluções criativas na combinação entre imagem e som e analisa aspectos técnicos e artísticos das obras então exibidas. O segundo encontro é focado no próprio trabalho do DJ, abordando sua metodologia de criação pela análise especifica de algumas de suas criações: a relação compositor/diretor/roteirista e o papel da música na narrativa cinematográfica. DJ Dolores, que atua profissionalmente como músico e produtor, desde 1997, já assinou diversas trilhas para dança e teatro. No cinema, criou e produziu a trilha sonora dos longas metragens: Tatuagem, de Hilton Lacerda; O Crítico e O Som ao Redor, ambos de Kleber Mendonça Filho;Narradores de Javé, de Eliane Café; A Máquina, de João Falcão; O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, de Paulo Caldas e Marcelo Luna; Os últimos Cangaceiros, de Wolney Oliveira;  Estradeiros e Amor, Plástico e Barulho, de Sergio Oliveira e Renata Pinheiro; dentre outros. As inscrições estão abertas na Central de Atendimento. O Sesc Pompeia fica na Rua Clélia, 93. São Paulo/SP. Tel: (11) 3871-7700


21 de março de 2017

Fuente Ovejuna


O espetáculo "Fuente Ovejuna" está em cartaz aos sábados, às 17h no Viga Espaço Cênico até dia 24 de junho. A montagem faz uma reflexão sobre o poder feminino. O texto é do dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562 –1635), direção de Juliano Barone e tradução e adaptação de Marcos Daud. O espetáculo é uma continuação do projeto “Trilogia da Taverna”, que busca transpor clássicos da dramaturgia mundial, para um espaço cênico alternativo, denominado “Sala Taverna”. A primeira parte da Trilogia foi a adaptação de “O Inspetor Geral” de Nikolai Gogol. Na narrativa de "Fuente Ovejuna" temos: Em uma pacata vila espanhola, um jovem comandante é enviado para protegê-la de possíveis ameaças. Após desonrar a população de Fuente Ovejuna, enfrenta a ira de todos que clamam por justiça e vingança. O Viga Espaço Cênico fica na Rua Capote Valente, 1323.

Samba de Bumbo da Dona Maria Esther


Hoje, às 19h, acontece no Teatro do Incêndio o segundo encontro das Rodas de Conversa - A Gente Subemersa – com o Samba de Bumbo da Dona Maria Esther, de Pirapora do Bom Jesus, considerado berço do samba paulista. Com entrada franca, os eventos reúnem sempre mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências. Liderado pelos mestres Dona Maria Esther (com mais de 90 anos) e João Mário, o grupo é um importante representante da tradição do samba de bumbo (ou samba rural paulista). A roda aberta ao público aborda as características dessa manifestação afro-brasileira, como o batuque, a dança e o canto responsorial - contribuições dos povos banto para a cultura do Brasil. O samba de bumbo nasceu nas fazendas de café, com os escravos, cuja marca principal é a percussão (zabumba, caixa, surdo e chocalho). O ritmo vem da matriz africana, onde o solo é do instrumento mais grave, e as cantigas, improvisadas, são compostas por apenas quatro versos que se repetem. O teatro do Incêndio fica na Rua Treze de Maio, 53 – Bela Vista/SP.

20 de março de 2017

O Encontro


A narrativa de Eduardo Moreira em O Encontro é clara e envolvente. A história é simples, mas os entrelaces de dois pontos de vista da vida do protagonista é bem delineada, bem feita e convence o leitor. Temos uma trama filosófica sob o ponto de vista de uma história comum. Na narrativa, a história de Jonas, um jovem bem-sucedido do mercado financeiro, com um alto cargo numa multinacional em Nova York. Vive para o trabalho e seu ritmo é frenético. Não tem tempo para nada, nem para a família, nem para si. Até que um grave acidente o faz parar. Parar e refletir sobre os seus caminhos, as escolhas, a carreira e o trabalho, o amor, enfim, sobre a vida. Numa linguagem cinematográfica, o autor nos convida a pensar, filosofar e nos questionar sobre diversos assuntos. São perguntas que todos nós fazemos, fizemos ou ainda faremos em algum momento da nossa jornada: Quem realmente sou? O que me deixa feliz? O que busco na vida?

17 de março de 2017

Changeling


Com uma bela atuação de Angelina Jolie, o drama "Changeling" ou "A Troca" (2008) conta com uma excelente direção de Clint Eastwood. O figurino, ambientação e cenários são irretocáveis. A ideia original é boa e conta com obstáculos fortes e relevantes para a trama. Não podemos deixar de notar os excelentes diálogos. O tema é bem delineado ao longo de todo o filme. A narrativa acontece em Los Angeles, março de 1928. Christine Collins (Angelina Jolie), uma mãe solteira, se despede de Walter (Gattlin Griffith), seu filho de 9 anos, e parte rumo ao trabalho. Ao retornar descobre que Walter desapareceu, o que faz com que inicie uma busca exaustiva. Cinco meses depois a polícia traz uma criança, dizendo ser Walter. Atordoada pela emoção da situação, além da presença de policiais e jornalistas que desejam tirar proveito da repercussão do caso, Christine aceita a criança. Porém, no íntimo, ela sabe que ele não é Walter e, com isso, pressiona as autoridades para que continuem as buscas por ele. O filme é baseado na história verídica conhecida como Wineville Chicken Coop Murders. Uma curiosidade: a logomarca da Universal Pictures é exibida em preto e branco, a mesma usada nos anos 40. Confira o trailer!



16 de março de 2017

The Adventures of Tintin


A premiada animação "The Adventures of Tintin" ou "As aventuras de Tintim" (2011) é bem dirigida. Há muita ação, dilemas e conflitos, mas a história em si não empolga. Na narrativa, Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro. Baseado no clássico personagem dos quadrinhos criado pelo belga Hergé, em 1929, a película te a música de John Williams, dezenas de vezes indicado ao Oscar e presente em trilhas inesquecíveis. Assista o trailer!

15 de março de 2017

Jantar

Foto: Heloísa Bortz

A comédia teatral "Jantar" foi indicada a Melhor Comédia do Ano em 2003 na Inglaterra e sucesso de público no West End de Londres. A versão brasileira fica até dia 23 de abril em cartaz no Teatro ViradaLata, em São Paulo. O texto tem direção do diretor e cineasta uruguaio-brasileiro Mauro Baptista Vedia. A tradução é de Andre Carvalho. Retrato da sociedade contemporânea, onde a utopia e a esperança genuínas perderam-se no consumo desenfreado, "Jantarmostra a dualidade do homem superficialmente bem-sucedido, mas capaz de se autodestruir ao revelar sua vaidade e egoísmo durante uma elegante refeição de quatro pratos. Na trama, um casal reúne amigos para um jantar. Todos experimentam grandes transformações em relação ao passado e expressam, ao mesmo tempo, irritação e conformismo. A anfitriã, elegante e ácida, recebe um cientista brilhante e egocêntrico; uma vegetariana à primeira vista apática, mas que, na verdade, está atrás de seu marido; uma apresentadora de TV vista como mulher-objeto, mas cínica e inteligente; um escritor de best-seller narcisista; um garoto de entregas que se diz ladrão de mansões, ardiloso e revoltado; e um misterioso garçom, contratado pela internet. A temporada tem sessões aos sábados às 21h e domingos às 20h. O Teatro ViraDaLata fica na Rua Apinajés, 1387 - Perdizes/SP - Tel. (11) 3868-2535. Vale à pena conferir!

14 de março de 2017

Sexo, Etc e Tal, Falando de Sexo com Humor

Foto: Ronaldo Gutierrez

Até 26 de maio, somente às sextas, às 21h30, o espetáculo “Sexo, Etc e Tal, Falando de Sexo com Humor” de Robson Guimarães e André Rangel ficará em cartaz no Teatro Raposo Shopping.  A adaptação e direção é de Gabriel Veiga Catellani. No elenco: André Rangel, Márcio Marinello e Dan de Almeida“Sexo, Etc e Tal, Falando de Sexo com Humor” é um grande sucesso de público e crítica, que após 20 anos viajando pelo Brasil e pela América Latina, volta todo repaginado, com uma roupagem glamorosa. Seu idealizador e protagonista, André Rangel, é uma referência do humor espontâneo que abraça as plateias e as faz viajar para o universo da alegria e do humor sem fronteiras, que tem como único objetivo, fazer com que seu público se divirta e viaje com ele para o seu palco de luzes e sonhos. A nova versão desse espetáculo que foi o precursor dos atuais Stand-ups, tem como referência o “sexo” na sua expressão mais cotidiana, onde atores e plateia desenvolvem uma conversa aberta sobre sexo, e em especial sobre a alegria e humor contido nas relações a dois. Prestigie!

13 de março de 2017

O melhor de Vinicius de Moraes


Se ler Vinicius de Moraes já é bom, o melhor dele é um presente para os admiradores da boa rima, da sonoridade precisa, das palavras usadas com maestria e, mais que isso, da vida dita em entrelinhas orquestrada. O livro O melhor de Vinicius de Moraes é um luxo que todo cidadão brasileiro deveria nutrir-se em palavras. Nele, Vinicius de fato é único, singular. Não poderia ter outra profissão que não fosse a própria arte: arte das palavras frutíferas. E o que tem este livro de tão especial? Partes de "Livros de Sonetos", "Para viver um grande amor", "A arca de Noé", "O cinema de meus olhos", "Livro de letras", "Antologia poética", "Para uma menina com uma flor", entre outros. Uma leitura mais que recomendada!

10 de março de 2017

The Amazing Spider-Man


A aventura americana The Amazing Spider-Man ou O espetacular Homem-Aranha (2012) tem um roteiro bem estruturado que prende a atenção da audiência, mas não emociona. Digamos que cumpre o objetivo do gênero proposto. A película é bem dirigida e conta com o excelente apoio de efeitos especiais. Na narrativa, Peter Parker (Andrew Garfield) é um rapaz tímido e estudioso, que inicou há pouco tempo um namoro com a bela Gwen Stacy (Emma Stone), sua colega de colégio. Ele vive com os tios, May (Sally Field) e Ben (Martin Sheen), desde que foi deixado pelos pais, Richard (Campbell Scott) e Mary (Embeth Davidtz). Certo dia, o jovem encontra uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai. O artefato faz com que visite o laboratório do Dr. Curt Connors (Rhys Ifans) na Oscorp. Parker está em busca de respostas sobre o que aconteceu com os pais, só que acaba entrando em rota de colisão com o perigoso alter-ego de Connors, o vilão Lagarto. Filmado em diversas locações no estado da Califórnia, como a Igreja Presbiteriana Emanuel, St. John Bosco High School e Taft High School, bem como em Los Angeles e Nova York, este é o quarto filme estrelado pelo personagem Homem-Aranha. Os demais foram Homem-Aranha (2002), Homem-Aranha 2 (2004) e Homem-Aranha 3 (2007). Contudo, é bom que se diga que os longas anteriores não fazem parte da cronologia estabelecida neste filme. Confira o trailer!

9 de março de 2017

Baiana System


A banda Baiana System é uma mistura de ritmos: Ijexá, Afoxé, Dancehall, Pagodão, Sambareggae, Cumbia, Chula, Dub, Cabula, Kuduro, Samba Duro, Cantiga de Roda, Eletrônica entre outros. O sentimento e movimento vem da vivência do grupo. Eles são um autêntico fenômeno cultural que se expande a cada apresentação, a cada carnaval em crescimento exponencial. Salvo engano, neste carnaval, foram os responsáveis e puxadores por alguns protestos políticos: liberdade de expressão. O que não foi muito bem entendido pelas autoridades contratantes: lamentável. A arte e a cultura são livres para serem expressas. "Assunte" o balanço e gênero musical da banda num vídeoclipe pra lá de interessantíssimo!

8 de março de 2017

A oeste do fim do mundo


O premiado drama argentino e brasileiro A oeste do fim do mundo (2014) tem uma excelente direção e uma fotografia impecável. A história tem seu silêncio, contudo, é extremamente doce e cativante. O diretor e roteirista Paulo Nascimento teve a ideia do filme após ler uma matéria sobre a Guerra das Malvinas, que dizia que 400 dos cerca de 10 mil soldados enviados para o conflito haviam se suicidado. Na narrativa, Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pego carona. Sem ter para onde ir e no meio do deserto, Ana recebe abrigo de Leon inicialmente para apenas um dia. Só que o tempo passa e ela não consegue sair do local. Uma curiosidade: para vivenciar e interiorizar seu personagem, a atriz Fernanda Moro trabalhou anonimamente numa vinícola em Bento Gonçalves, participando das tarefas diárias dos trabalhadores do lugar. Ela também teve de fumar pela primeira vez na vida. E, pasmem, na cena em que ela corta o cabelo, a atriz teve de fazê-lo sem a ajuda de nenhum espelho e o corte foi real. Para isso, foram utilizadas 3 câmeras simultaneamente já que a cena não poderia ser repetida. Um luxo! Confira o trailer!

7 de março de 2017

The Wolverine


A película The Wolverine ou Wolverine: imortal (2013) é bem mais fantasiosa e tem menos ação do que outros filmes da franquia. A história em si é mediana, mas vale à pena assistir pelo climax que surpreende. Destaque para o trabalho de efeitos especiais. Na narrativa, após matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade por ela não conseguir controlar os poderes da Fênix, Logan (Hugh Jackman) decidiu abandonar de vez a vida de herói e passou a viver na selva, como um ermitão. Deprimido, ele é encontrado em um bar pela jovem Yukio (Rila Fukushima). Ela foi enviada a mando de seu pai adotivo, Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada. Yashima deseja reencontrar Logan para fazer-lhe uma proposta: transferir seu fator de cura para ele, de forma que Logan possa, enfim, se tornar mortal e levar uma vida como uma pessoa qualquer. Ele recusa o convite, mas acaba infectado por Víbora (Svetlana Khodchenkova), uma mutante especializada em biologia que é também imune a venenos de todo tipo. Fragilizado, Logan precisa encontrar meios para proteger Mariko (Tao Okamoto), a neta de Yashida, que é alvo tanto de seu pai, Shingen (Hiroyuki Sanada) quanto da Yakuza, a máfia japonesa. Destaco aqui duas curiosidades: apesar de ser ambientado nos dias atuais, a cena inicial acontece em plena Segunda Guerra Mundial, durante os bombardeios de Nagasaki. E, para obter o físico de Wolverine, Hugh Jackman pediu conselhos a Dwayne Johnson e acabou fazendo uma dieta de seis mil calorias diárias ao longo de 24 semanas (seis meses) antes do início das filmagens. Isso é que é dedicação! Assista o trailer!


6 de março de 2017

A Iara


O autor Toni Brandão descreve uma historia lendária de forma simples e linguagem clara no livro A Iara. A ilustração de Denise Rochael é primorosa e chama a atenção. O texto não deslumbra o leitor, apesar de uma lenda rica para ser explorada. Na história, um pescador se apaixonou pela índia verde de cabelos negros. Meio sereia, a personagem é sedutora e representa o perigo, o encanto, a beleza e o amor.

3 de março de 2017

Cinema falado


O Cinema Falado, projeto idealizado pelo Sesc Pompeia, propõe uma investigação sobre a fala, enquanto discurso fílmico, a voz e o roteiro no cinema. Dois workshops e um experimento cênico-cinematográfico compõem a programação de sua terceira edição que ocorre em março. A mestre e doutora em cinema, Suzana Reck Miranda, abre a programação com o minicurso "O Uso da Música no Cinema: uma introdução", nos dias 8 e 9 de março, das 19h30 às 22h. Um workshop será conduzido por DJ Dolores com o tema "Escutando Filmes", nos dias 23 e 24 de março, das 19h às 22h. O experimento cênico desta edição acontece nos dias 17, 18 e 19 de março com direção de Dagoberto Feliz, a partir de Fragmentos da Vida, filme mudo realizado, em 1929, por José Medina, pioneiro do cinema brasileiro. A película conta a história de dois vagabundos que vivem de pequenos golpes nas ruas da São Paulo dos anos 20. O argumento provocativo é a investigação do som, para um filme originalmente sem uso da palavra falada, que foi realizado há 88 anos. Por meio das atividades, o Cinema Falado é um convite à reflexão sobre a fala no cinema, desde a escrita do roteiro, passando pelas escolhas da direção, culminando no trabalho do ator e incluindo até mesmo os desdobramentos políticos da fala enquanto construção narrativa e representação do outro. Para maiores informações: Sesc Pompéia - Rua Clélia, 93. São Paulo/SP. Tel: (11) 3871-7700.

2 de março de 2017

Tudo o que Deus criou


O drama brasileiro "Tudo o que Deus criou" (2015) tem uma direção bem inventiva e com boas e assertivas tomadas. Os diálogos são bem escritos, vale à pena degustar de cada palavra dita. Além disso, a pelicula tem tramas entrelaçadas em histórias fortes envoltas num submundo onde o sexo é o tema principal. A história é baseada em fatos reais e os atores e suas belas interpretações foram escolhidos à dedo. Na narrativa, Miguel Arcanjo (Paulo Phillipe) é um rapaz que mora com a mãe (Maria Gladys), com a irmã (Guta Stresser), rejeitada amorosamente, e o cunhado (Claudio Jaborandy) na Paraíba. Homossexual, ele é abusado por seu cunhado há anos e se sente obrigado a esconder da família os seus segredos. Seu único conforto é a amizade com o vizinho João (Paulo Vespúcio Garcia), um carteiro que todos os dias lê histórias para Maura (Letícia Spiller), uma mulher cega de trinta anos que anseia em ter sua primeira experiência sexual. Assista o filme, vale à pena! Confira o trailer!


1 de março de 2017

Projeto Sol-Te (Oficina Livre de Teatro)


A Cia. Teatro do Incêndio disponibiliza entre suas ações formativas a serviço da comunidade na qual se insere, o Projeto Sol-Te – Oficina Livre de Teatro para crianças e adolescentes. Sol-Te contempla a realização de um espaço aberto, vivo; derrubando padrões de aprendizagem para erguer um lugar inquieto e inventivo, onde os participantes possam expandir suas experiências, valorizar a cultura e os saberes populares para construir sua própria visão de mundo. O projeto visa acolhimento e mergulho de todos em diversas áreas culturais e artísticas, a partir das diversas linguagens das artes cênicas - envolvendo teatro, música, dança, circo e cultura popular brasileira -, abrindo assim as portas para o aprendizado e a experimentação, além de estimular a expressão da liberdade e dos direitos, bem como o compartilhamento do conhecimento, das artes e das emoções. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 8 de março. Esta iniciativa visa estimular a criatividade e o aprendizado, além de ampliar referências por meio das artes cênicas e da conscientização sobre questões sociais. Para se inscrever os jovens e crianças devem apresentar foto 3x4 e cópias de RG e comprovante de residência, na sede da companhia (Rua 13 de Maio, 53). É bom que se diga que o Sol-Te é dividido em duas turmas de 20 participantes cada: Pe.que.nos (6 a 11 anos) e E.vo.lu.ir (12 a 18 anos). As aulas serão ministradas sempre aos sábados, simultaneamente, das 13h às 14h30, a partir do dia 11 de março.