16 de outubro de 2019

Ex-Gordo

Foto: Pat Cividanes

O Teatro Mínimo do Sesc Ipiranga recebe a estreia de "Ex-Gordo" com dramaturgia e direção de Fernando Aveiro. A peça fica em cartaz no auditório da unidade, entre 24 de outubro e 17 de novembro.

Com atmosfera onírica e surrealista, a montagem conta a história de um homem que passou por uma cirurgia bariátrica e vive isolado no 48º andar de um edifício. Ele contrata um grupo de atores para dar vida a figuras bizarras de seu imaginário em uma espécie de psicodrama a partir do metateatro. Essa é uma tentativa de encontrar sua verdadeira identidade e se reintegrar à sociedade.

A peça aborda temas como a gordofobia e a busca pela identidade. O espectador é acomodado em diferentes tipos de cadeira, bem perto da cena, como se estivesse no apartamento do protagonista.

O Sesc Ipiranga fica na Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga e a temporada tem suas apresentações às quintas e sextas, às 21h30, aos sábados, às 19h30, e aos domingos, às 18h30.

15 de outubro de 2019

AlarmTheater de Bielefeld chega ao Brasil

Foto: Divulgação

AlarmTheater de Bielefeld chega ao Brasil para realizar espetáculos, mesas redondas, rodas de conversa e workshops gratuitos em parceria com a Cia. Arthur-Arnaldo de São Paulo até o dia 27 de outubro.
 
Os seis integrantes do núcleo artístico da Cia. Arthur-Arnaldo de São Paulo passaram um mês na Alemanha colaborando na montagem da peça “Schutzchilde” (Escudos Humanos) da escritora portuguesa Patrícia Portela com jovens alemães e refugiados na sede do AlarmTheater na cidade alemã de Bielefeld. 

O espetáculo foi apresentado por lá e cumpriu turnê em cidades da Alemanha, agora, é a vez dos alemães retribuírem a visita. O grupo de 18 integrantes desembarcou em São Paulo no dia 11 de outubro para apresentar o espetáculo nos dois idiomas: alemão e português. Além disso as companhias oferecerão workshops de dança, grafite, cenografia e atuação, tudo gratuitamente.

“É uma oportunidade para público paulistano ter contato com uma companhia que realiza um importante trabalho com refugiados e que tem muita experiência em teatro jovem” - relata a produtora da Cia. Arthur-Arnaldo Soledad Yunge. O espetáculo “Schutzchilde” (Escudos Humanos) será apresentado no palco da Galeria Olido e no SESC Campo Limpo.

A presença dos alemães também será uma chance para interessados em teatro, artes plásticas e dança aproveitarem das oficinas que serão oferecidas gratuitamente na Oficina Cultural Oswald de Andrade. 

Rodas de conversa sobre a os caminhos a serem trilhados para a realização de uma colaboração internacional e o teatro jovem, na voz do jovem, acontecerão na Oficina Cultural Oswald de Andrade e na sede do Instituto Goethe.

Teóricos das artes e interessados na temática das pessoas em situação de refúgio também poderão se inscrever para participar da mesa redonda que acontecerá no Itaú Cultural, sobre teatro e refúgio. As companhias Arthur-Arnaldo e AlarmTheater dividirão a mesa com as experiências de outros grupos que trabalham com o tema na cidade de São Paulo como a Cia. As Graças e o Coletivo de Galochas.

Confira a programação completa nas páginas da Cia. Arthur-Arnaldo – www.arthurarnaldo.com.br  e programe-se.

14 de outubro de 2019

Commune: 15 Anos

Foto: Binca Vasconcellos

Considerada patrimônio imaterial de São Paulo desde 2015, a Commune celebra sua trajetória com o lançamento do livro “Commune: 15 Anos” em um evento que acontece dia 17 de outubro, às 20h, no Teatro Commune (Rua da Consolação, 1218, ao lado do metrô Higienópolis – Mackenzie – Linha 4 – Amarela). A cerimônia ainda tem um coquetel, uma exposição de fotos na galeria do espaço, exibição de vídeos e um bate-papo com participação de Augusto Marin, Michelle Gabriel (cofundadora da trupe), Andre Lemes, Célio Turino, Antonio Carlos de Moraes Sartini, Antonio Neto, André Sturm, Esther Góes, Carlos Meceni, Paulo Pelico, Antonio Martins, Lilian Amaral e outros convidados.
Sob autoria e organização de Augusto Marin e redação e revisão de Edileuza Pereira, Liniane Haag Brum e Rose Araújo, a publicação registra todo o processo de criação, pesquisa e formação da companhia, além da construção de sua sede, o trabalho de formação de jovens aprendizes e de espectadores e o diálogo com outros grupos do Brasil e do mundo. Com tiragem de 500 exemplares, o livro será distribuído gratuitamente no teatro e enviado para bibliotecas públicas, escolas de teatro, grupos, teatros, órgãos públicos, pontos de cultura e outros espaços culturais.
 “Ao longo de 15 anos de trajetória, a Commune tornou-se um importante núcleo de pesquisa, produção, formação e intercambio teatral na cidade de São Paulo, com foco na linguagem das máscaras, na formação de jovens espectadores, no uso da improvisação, na comicidade física e na montagem e adaptação de obras clássicas. O livro trata da continuidade de uma proposta estética que investiga os cruzamentos e sobreposições entre a tradição da Commedia Dell’Arte e os matizes e personagens do teatro popular brasileiro, que coloca em prática um diálogo entre o saber erudito e o saber popular, na qual a poética resulta de um olhar crítico sobre a realidade”, explica Augusto Marin, diretor da companhia e um dos organizadores da publicação.

11 de outubro de 2019

Dança à Deriva 2019

Foto: Divulgação

Artistas e companhias da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai apresentam seu trabalho autoral em mais uma edição do Dança à Deriva 2019 – 6ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea. O evento acontece de 16 a 27 de outubro, no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD SP) e é coordenado e idealizado pela produtora e ativista cultural Solange Borelli. Toda a programação é gratuita, com ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência.
A programação da sexta edição do evento conta com 28 espetáculos; três laboratórios imersivos conduzidos pelo Coletivo Pita Torres (Chile), pela Cia. Carne Agonizante (Brasil) e pelo Coletivo enNingúnlugar (México); quatro oficinas ministradas pelo Taanteatro (Brasil), por Sofia Lans & Nelson Martinez (Uruguai/Colômbia), por Cris Karnas (Brasil) e pela Plataforma Mono (Chile); uma mostra de vídeos com produções da Cia. Abrindo Portas e da IMARP - Mostra Internacional de Dança - Imagens em Movimento e MOSTRA GRUA, MOBILIZAÇÃO DE AFETOS, com a exibição dos vídeos: "Corpos de Passagem", "Rota de Afetos" e "SETe"?; lançamentos de livros e publicações; bate-papos e o 1º Fórum Atos Conspiratórios – Poéticas em Tempos de Anarquismo.
Logo na abertura do evento, no dia 21, são apresentados os espetáculos “Silêncio”, da Compañia InCORPO Danza Contemporánea (às 19h), uma coprodução Argentina-Colômbia inspirada nas obras coreográficas de Anne Teresa de Keersmaeker; “Mensagens de Moçambique”, do Taanteatro (às 19h30) , uma coprodução Brasil-Moçambique, sobre as lutas humanas pela soberania e autorrealização diante da herança colonial portuguesa desse país africano; e “VICHA – La Máquina Sensible”, do Colectivo Pita Torres (às 21h), do Chile, sobre a solidão, estabelecendo um evento entre a interpretação do movimento e a musicalidade.
Outro destaque é “Fluctuantes”, do Coletivo La Vitrina (dia 26, às 20h30), do Chile, sobre o processo de mutação que as ideias sofrem ao serem transformadas em palavras e estas serem ouvidas pelos outros. A coreografia “Ficción”, da SOMA - Compañia Danza Contemporànea (dia 22, às 20h30), da Argentina, é uma experiência visceral e singular que estimula o espectador a participar, criando uma reflexão sobre a dança em distintos contextos socioculturais.
Já o espetáculo “La Escondida”, da Franklin Dávalos Danza Conteporanéa (dia 25, às 20h50), é uma coprodução Equador-Peru que explora a psique de uma mãe por meio de um filho entregue para a adoção no dia do nascimento. Outra atração são os brasileiros do coletivo GRUA – Gentleman de Rua, que apresentam “SETE” (dia 27, às 12h30), sobre a percepção do outro na experiência do encontro.

10 de outubro de 2019

Oficina gratuita de circo para crianças

Foto: Cacá Bernardes

Em comemoração ao Mês da Criança, a Cia. Nau de Ícaros ministra a oficina “Brincando com o Barão – Oficina de Técnicas de Circo”, voltada para pequenos entre 8 e 12 anos, na sala de ensaios do Centro Cultural Fiesp, no dia 13 de outubro, das 10h30 às 12h. Nessa mesma data o grupo comemora seu aniversário de 27 anos de carreira. Para participar, não é preciso se inscrever antecipadamente, basta entrar na fila por ordem de chegada.
O objetivo da oficina é propor uma vivência de atividades de circo, nas quais a criança possa depositar suas ideias, criatividade e imaginação por meio do pensar e experimentar. Essa experiência é aliada ao tema do espetáculo "A Verdadeira História do Barão", à medida que os participantes visitam o Teatro do SESI e participam de uma exploração lúdica das atividades circenses. Junto com um tour entre os figurinos e cenários, as crianças vivenciarão uma aventura cênico-simbólica.
Teatro do Sesi-SP fica na Avenida Paulista, 1313.

9 de outubro de 2019

3ª edição do Sarau SP

Foto: Divulgação

Acontecerá a terceira edição do Sarau SP nos dias 11 e 12 de outubro das 11h às 17h30. O evento é aberto ao público. Para participar, basta levar uma lata de leite em pó e adquirir o ingresso para todas as atividades do dia.

Durante os dois dias, uma série de atividades acontece, simultaneamente, promovendo uma imersão lúdica nas artes. São esquetes, poesias, performances corporais, exibição de curtas-metragens, exposição fotográfica, escape 60 e pocket musical com números da Broadway.

O Sarau-SP promove interação com temas e perspectivas artísticas que estimulam os sentidos e as emoções, numa grande simbiose cultural que expõe as vertentes culturais desenvolvidas na Escola de Atores Wolf Maya.

8 de outubro de 2019

Tio Ivan

Foto: Hernani Rocha

A Oficina Cultural Oswald de Andrade abre novamente suas portas para o espetáculo imersivo Tio Ivan, vencedor do Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Grupo de 2018 pelo júri popular.  Tio Ivan ficará em cartaz de 12 de outubro a 14 de dezembro, sempre aos sábados, em duas versões: versão diurna, às 15:30h; e versão noturna, às 18h.

Escrito em 1897, o texto O Tio Vania, do escritor russo Anton Tchekhov (1860-1904),  permanece atual. “Diversos problemas sociais da Rússia mencionados na peça, infelizmente, ainda podem ser percebidos hoje no Brasil: a necessidade de trabalhar para os outros até o fim de nossas vidas, a desvalorização do professor e do pesquisador acadêmico, a destruição das florestas e extinção de animais, o assédio sofrido pelas mulheres, as péssimas condições da saúde pública, a falta de integridade e de espírito de sacrifício da humanidade. É surpreendente! Ouvindo os diálogos, é difícil acreditar que eles tenham sido escrito há mais de cem anos e na Rússia! Em diversos momentos, o texto poderia, perfeitamente, estar se referindo ao Brasil de 2019”, diz Adriana Câmara, diretora do espetáculo e autora da adaptação do texto.

Na adaptação Tio Ivan, a ação foi transferida de uma fazenda russa para uma região rural paulista no início da República Velha. Na trama, o velho professor aposentado Alexandre muda-se, com sua segunda esposa Helena, para a fazenda da sua falecida primeira mulher e cujos rendimentos sustentaram sua vida no Rio de Janeiro até então. Ivan, que administra a fazenda junto com sua sobrinha Sônia, filha do primeiro casamento do professor, passam a orbitar ao redor da fascinante e ociosa Helena, que, de repente, vê-se encantada por Miguel, o médico da família, um ecologista fervoroso e praticante, por quem Sônia é apaixonada há vários anos. Alexandre sofre de gota e, longe de suas atividades profissionais, sente-se isolado e exilado. Ivan arrepende-se por ter passado tantos anos de sua vida admirando o professor, que agora despreza, e seu ódio chega ao ápice quando Alexandre anuncia sua intenção de vender a fazenda, para que possa voltar a viver na Capital com os rendimentos que obterá ao investir o valor da venda.

7 de outubro de 2019

O Beijo no Asfalto

Foto: Leekyung Kim

"O Beijo no Asfalto" talvez seja o maior legado do teatro rodrigueano ao poder do mundo midiático e todos os seus ilimitados desdobramentos, sua relação com o homem, suas consequências, sua moral, sua ética. Clássico de Nelson Rodrigues, que estreia dia 18 de outubro, às 21h, no Teatro do Sesc Santo André. Bruno Perillo assina a direção do espetáculo que conta com os atores Anderson Negreiros, Angela Ribeiro, Heitor Goldflus, Lucas Lentini, Mauro Schames, Natalia Gonsales, Rita Pisano, Roberto Audio e Valdir Rivaben.

Falando de um Rio de Janeiro de 60 anos atrás, a peça ressurge mais atual do que nunca. Nelson Rodrigues expõe, de modo claro e objetivo, o terror que se alastra por uma sociedade diante de uma notícia que se mostra fora do paradigma inconsciente da normalidade, que aparenta estar num plano de percepção diferente do senso comum estabelecido nesta mesma sociedade.

A notícia de que um homem beijou outro homem na boca, no meio da rua, no centro da grande cidade, é o suficiente para servir de célula para disseminar uma tragédia.

Arandir, o protagonista, catalisa em si tudo o que resta de vida humana, em seu sentido simbólico mais poético e fraterno possível. Após este simples e singelo ato, Arandir passa de mera testemunha de um acidente a acusado de um crime. Por que essa "fábula" trágica, desenhada tão bem por Nelson Rodrigues, nos é tão impactante ainda hoje?

4 de outubro de 2019

Ela Entre Nós

Foto: Victor Iemini

Com referências do universo pop, a comédia dramática “Ela Entre Nós”, uma criação coletiva livremente inspirada no texto “De Alma Lavada”, de Sergio Roveri, estreia dia 18 de outubro, na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – Sala Hilda Hilst, onde segue em cartaz até 24 de novembro. As apresentações acontecem às sextas, às 21h; aos sábados, às 19h e às 21h; e aos domingos, às 19h.
A comédia dirigida pelo uruguaio Mauro Baptista Vedia narra uma experiência inusitada e transcendental de uma mulher comum que mora sozinha, o que a obriga a se confrontar com uma série de questões sobre a vida vivida até ali. Enquanto toma um relaxante banho de espuma, Simone acidentalmente derruba o secador de cabelos na banheira e toma um choque que a deixa em estado terminal. Nesse exato instante, a alma da protagonista ganha voz, vida e personalidade próprias e completamente diferentes do que foi a sua dona.
Como Simone ainda não morreu, sua alma não pode partir sozinha para uma próxima encarnação, por isso, elas são obrigadas a conviver. A alma, que muitas vezes foi ignorada, faz uma série de questionamentos existenciais sobre o modo de vida de sua dona. Esta, por sua vez, percebe que o que ela acreditava ter um grande glamour, na verdade, só a aprisionava e acaba reencontrando seu verdadeiro ser.
“A Simone mora nesse apartamentinho em que cada cômodo tem uma cor diferente. Ela é toda certinha e pensa que vive no seu mundo de glamour. Ela tem sua banheirinha vitoriana e está sempre ouvindo Palito Ortega, que é uma coisa argentina antiga e cafona. Quando ela encontra a alma, passa a questionar: o que eu estou fazendo com a minha vida? Quais são os meus sonhos? Tenho um namorado que é um amor, mas é super tosco”, comenta a atriz e idealizadora da montagem Juliana Ferreira.
“Já a Alma é intransigente, questionadora, um tantinho egocêntrica quanto às suas necessidades do momento. Mas com a convivência com a Simone, também passa a descobrir um novo mundo e fica maravilhada. O afeto entre elas surge, até que Corpo e Alma se conectam verdadeiramente”, esclarece Luciana Severi, sobre a sua personagem.
A peça trata de temas como a procura pelo sentido da vida, a fragilidade da existência humana, os sonhos e as desilusões, o conformismo e o desencantamento que vêm com a idade e a iminência da morte. “Mais do que temas o que sempre me interessa são formas. Criamos uma espécie de comédia espírita pop, isso me fascina porque tentamos criar um novo formato e queremos saber qual será a resposta do público a essa peça tão vital, que mistura coisas que supostamente não deveriam ser misturadas”, acrescenta o diretor Mauro Baptista Vedia.

3 de outubro de 2019

Res Pública 2023

Foto: Priscila Prade

Depois de ter seu texto eleito por dois anos consecutivos como o quarto melhor inscrito no “Edital de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos” (2017 e 2018), obtendo a primeira suplência entre os mais de 260 inscritos nas duas ocasiões, Res Pública 2023 foi recentemente censurado pela diretoria da Funarte SP, onde estava com a estreia marcada. A decisão arbitrária da instituição, baseada exclusivamente em uma sinopse, foi acompanhada pela explicação de que a peça não teria “qualidade artística” para ocupar uma das salas do complexo cultural.
O espetáculo escrito e dirigido por Biagio Pecorelli finalmente estreia no dia 11 de outubro, no Espaço Cênico Ademar Guerra, no porão do CCSP – Centro Cultural São Paulo, onde segue em cartaz até 10 de novembro. O elenco, além do próprio diretor, fica completo com Bruno Caetano, Camila Rios, Edson Van Gogh, Jonnata Doll e Leonarda Glück.
A trama da peça se passa no Réveillon de 2023, quando o movimento Anaconda Brazil leva às ruas grandes massas patrióticas. O Brasil vive um período de grande prosperidade econômica, mas não para Tom, Billy, Suzanne, Vincent, John e Vallentina, que vivem amontoados numa pequena república no centro de São Paulo. No limite entre ficção e realidade, eles contam histórias e se revezam na tarefa de trazer da rua objetos com os quais vão construindo uma trincheira, atrás da qual estarão sempre entre combater ou esperar misticamente por dias melhores. 

2 de outubro de 2019

Muirapiranga

Foto: Rubens Nemitz

A escultora Elizabeth Titton apresenta ao público, a partir de 5 de outubro, sua mais recente criação: a coleção Muirapiranga. Levando o nome de uma árvore amazônica de madeira vermelha, similar ao pau-brasil, a exposição é uma ode à natureza a partir de esculturas de grandes dimensões feitas em aço corten.  A mostra também marcará a abertura de um novo espaço de exposições no complexo artístico e terá estruturas dedicadas a pessoas com deficiência visual.

Até 19 de janeiro de 2020, sob o preceito de oferecer aos visitantes a oportunidade de vivenciar as obras de forma potente – levando-os a refletir sobre a crescente cegueira do homem moderno perante o mundo que habita –, 21 obras de grande porte (que variam de 1 a 4 metros de altura) ocuparão 600 m² entre o espaço do pátio, hoje utilizado como estacionamento, e as galerias Flávio de Carvalho e Mario Schenberg.

“Com o projeto da exposição ‘Muirapiranga’ como sua próxima meta de trabalho, Elizabeth Titton procurava um espaço que pudesse receber suas grandes esculturas, sobre as quais falava com paixão. E a equipe da Funarte São Paulo e eu buscávamos possibilidades de transformar o pátio do Complexo em um espaço que recebesse obras de artes visuais, de arquitetura, esculturas, cenários”, explica a ex-coordenadora da Representação Regional da Funarte SP, Maria Ester Lopes Moreira.

1 de outubro de 2019

Alexandre Arez

Foto: João Roberto

O cantor e compositor, Alexandre Arez apresenta no dia 4 de outubro, às 21h, o show Bolero, com uma pegada romântica em uma noite de muita emoção no Paris 6 Burlesque, em São Paulo. No show, Arez irá interpretar um repertório que vai do bolero ao pop, com influencias nos arranjos do jazz a rumba, além das composições autorais como “Mi Bolero Favorito” e a encantadora “Sem Juízo”, que leva os ouvintes a viajar em um turbilhão de fantásticos sentimentos intensos.

Arez conta que algumas das músicas escolhidas entre os clássicos da música latina, estão no setlist; Sabor a Mi, Solamente uma Vez, El dia que me Quieras, Besame Mucho, Por uma Cabeza, Estamos Todos Solos,  entre outros clássicos contemporâneos. Além dessas, Alexandre Arez nos brinda com grandes sucessos da música brasileira, como “Negue”, cantada lindamente pelo nosso eterno Nelson Gonçalves e “Estranha Loucura” consagrada na voz de Alcione, e Ainda Bem de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.

No show, Arez será acompanhado da sua banda composta Erick Pontes (violão e guitarra), Marcelo Góis (baixo), Lucas Serra (teclado) e Lukas Felli (bateria).

30 de setembro de 2019

2º Ensaios Coreográficos

Foto: Arthur Kolbetz

Talentosos artistas da dança contemporânea apresentam fragmentos de seus trabalhos a partir de diferentes desdobramentos do tema “Corpos como manifestos” na segunda edição dos Ensaios Coreográficos, que acontece entre 2 e 6 de outubro, no TUSP – Teatro da USP | Centro Universitário Maria Antônia. Os encontros acontecem de quarta a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h. O evento, que tem curadoria da coreógrafa e pesquisadora Helena Bastos, recebeu em 2018 o Prêmio Denilto Gomes na categoria Difusão em Dança pela Cooperativa Paulista de Dança, obtendo assim reconhecimento da classe artística de dança e crítica.
A dinâmica do evento funciona da seguinte maneira: a cada dia dois artistas e um mediador, reunidos por proximidade temática, apresentam ensaios abertos, fragmentos ou breves partilhas do pensamento.  Os encontros mostram algumas das especificidades das figuras convidadas, abrindo espaço para revelar os diferentes modos de trabalho e como se dá a mediação entre a linguagem, os artistas e o público.
“Os Ensaios Coreográficos têm um lado bastante pedagógico, ao proporcionar um espaço em que artistas e público tenham um tipo de convivência mais próxima para que a plateia possa entender como essas ideias vão se firmando em um processo criativo com ênfase em dança contemporânea. Trazemos processos que o artista está testando, pesquisando, e tem a oportunidade de se aventurar e compartilhar seu processo de forma pública”, comenta a curadora Helena Bastos sobre o projeto.  
O tema “Corpos como manifestos” explora a noção de que cada corpo se expõe como contexto específico de subjetividades. Nas diferentes existências, cada uma compreendida em sua vulnerabilidade – negros, indígenas, pobres, gays, lésbicas, trans –, entramos em contato com provocações que lidam com fenômenos identitários na produção coreográfica contemporânea. São urgências que lidam com questões de empoderamento, diversidade, acessibilidade gênero, raça etc. 

27 de setembro de 2019

Há Dias Que Não Morro

Foto: Paula Hemsi

O espetáculo "Há Dias Que Não Morro" estreia no dia 3 de outubro no Espaço Cênico do Sesc Pompeia.  A peça teve uma pré-estreia em maio na Turquia e é a segunda parte da Trilogia da Morte, que teve início em 2016 com a estreia de Adeus, Palhaços Mortos. Agora a busca estética pela linguagem desenvolvida anteriormente se aprofunda e se mescla à criação de um texto original de Paloma Franca Amorim e a uma direção coletiva de Aline Olmos, José Roberto Jardim, Laíza Dantas e Paula Hemsi.
Inspirada na discussão sobre segurança e liberdade e na fricção dessa balança em foco na política atual, a encenação busca ampliar o debate sobre os aprisionamentos contemporâneos e corpos em paranoia. Em cena, estão três atrizes em um cubo-jardim feito para agradar. Elas acordam para seus dias sempre ensolarados, escutam sempre os mesmos pássaros, alegram-se com a mesma nuvem. As intérpretes viram figuras-bonecas exteriormente idênticas. O público acompanha dia após dia o decorrer dessas figuras. Suas falas partiturizadas e seus corpos estáticos passam por uma dimerização de tônus que deslocam seus estados diários. 
Na sinopse, Três mulheres. Um jardim artificial. Uma rotina sem acidentes ou perigos. Porém algumas coisas ao seu redor as fazem perceber que esse mundo ideal tem também seus limites. Por que as flores não crescem? Por que os dias são tão curtos? O que há para além do jardim?
A visualidade é toda pautada por cores vibrantes e formas graciosas, exacerbando um universo confortável das aparências, uma caixa instagramável, uma representação de armadilha moderna para aprisionamentos contemporâneos. Esse cubo-jardim é um desdobramento do premiado cenário de Adeus, Palhaços Mortos. Já a trilha sonora se instaura como um mantra e cai como uma âncora em alto-mar. 
O Sesc Pompeia – Espaço Cênico – fica na Rua Clélia, 93, Água Branca - SP. A temporada vai até o dia 27 de outubro, de quinta a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 18h30.

26 de setembro de 2019

A Um Passo da Aurora

Foto: Cláudio Gimenez

A Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança mergulha na poética do músico, maestro e múltiplo artista Guilherme Vaz (1948-2018) com "A Um Passo da Aurora", das intérpretes-criadoras Mariana Muniz e Regina Vaz, que cumpre uma temporada de estreia de 2 a 12 de outubro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Em sequência o espetáculo de dança contemporânea tem apresentações no Centro Cultural Olido – Sala Paissandú, nos dias 1, 2 e 3 de novembro; no Centro de Referência da Dança - CRD, dias 20, 21, 22 e 23 de novembro; e no Espaço Cia da Revista, dias 28, 29 e 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro, totalizando 20 apresentações.
Mariana Muniz, que assina a direção do trabalho, e Regina Vaz - irmã do artista Guilherme Vaz, e responsável pela dramaturgia de “A Um Passo da Aurora”-, se reencontram, em cena, depois de terem trabalhado juntas, no Grupo Coringa (1977-1985), durante dez anos, sob a direção da coreógrafa uruguaia, Graciela Figueroa. 

“Com esse trabalho damos continuidade às nossas pesquisas e criações em dança contemporânea, e prestamos uma justa homenagem ao múltiplo artista Guilherme Vaz”, afirma Mariana Muniz. 

Obra em dança contemporânea inspirada nos trabalhos e partituras gráficas do músico e maestro Guilherme Vaz (1948-2018). Um mergulho nas paisagens sonoras do multiartista; um convite à escuta dos maracás, do silêncio e do imaginário simbólico dos povos indígenas do Brasil. Na criação e composição de “A Um Passo da Aurora” o compromisso com o hibridismo de linguagens artísticas está a serviço da exploração dos limites das conexões entre questões cênicas, coreográficas e dramatúrgicas, visuais e performáticas. 

Oficina Cultural Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363. Bom Retiro
Estreia: 2 de outubro
Temporada: 2 a 12 de outubro, às quartas, quintas e sextas-feiras, às 20h; e aos sábados e feriados, às 18h

Centro Cultural Olido – Sala Paissandú - Av São João, 473 – Centro
Apresentações: dias 1, 2 e 3 de novembro, na sexta-feira e no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
Ingressos: devem ser retirados com 1h de antecedência

Centro de Referência da Dança - CRD
Baixos do Viaduto do Chá, s/n - Centro
Dias 20, 21, 22 e 23/11 | quarta a sábado as 19h
Ingressos Gratuitos

Espaço Cia da Revista
Alameda Nothmann, 1135 - Santa Cecília
Dias 28, 29, 30/11, 01 e 02/12 - quinta, sexta, sábado e segunda - 20h, domingo, 19h
Ingressos Gratuitos

25 de setembro de 2019

Visceral

Foto: João Caldas Filho

A montagem da peça "Visceral", texto da mineira Nanna de Castro, ganha uma versão em formato de instalação a cargo da produtora cultural Inmersivus, com direção cênica de Dan Rosseto, direção imersiva de Paulo Gabriel, pesquisa e iniciativa teatral de Chica Portugal e produção de Edinho Rodrigues. O espetáculo ganhador da 8a edição do Prêmio Zé Renato faz temporada nos meses de setembro e outubro, no Estação Satyros, no centro da Cidade de São Paulo. O elenco é composto por Chica Portugal, Iara Jamra, Joca Andreazza, Paulo Gabriel e Alê Menezes.
Na trama, João Gabriel, faz uma exposição de lançamento de suas obras e lança um livro autobiográfico. Avesso ao contato social, vive recluso em um casarão na Cracolândia. Sua marca registrada são as cores que trafegam entre o vermelho, laranja e marrom e roxo, além de uma estranha textura presente em suas telas. Suas obras são fortes e primitivistas, que retratam normalmente rostos mundanos e pedaços de corpos humanos, . O renomado Jordão, crítico de arte, de difícil trato é escalado para busca uma entrevista com o tal artista do momento. 

João Gabriel acaba por apresentar seu processo criativo ao famoso crítico de forma visceral e o induz o famoso jornalista a vivenciar seu processo criativo. Seu lado psicológico conturbado é controlado pela solícita e segunda mãe, Alice que o mantém em constante estado de vigília. Entre seu processo criativo, João titubeia ao conhecer Angélica uma usuária de crack que move os instintos mais profundos do artista, e que luta contra sua fúria para poupar a jovem do seu lado mais desumano e cruel. 

“Visceral é um texto voltado a temas atuais e ambientado na Cracolândia em São Paulo. Traz uma crítica social e um questionamento do lugar da arte no mundo contemporâneo, mas num formato ágil, como um triller de suspense com pitadas de humor. Os personagens carregam dramas humanos profundos e dançam na borda do abismo. Foram inspirados em figuras reais da nossa sociedade como o inesquecível jornalista Paulo Francis e o Canibal de Garanhuns”, comenta a autora Nanna de Castro.

A peça será encenada na Estação Satyros que fica na Praça Franklin Roosevelt, 134 – Centro, São Paulo, entre os dias 7 de setembro a 28 de outubro, aos sábados e domingos, 18h e segundas às 21h.