24 de maio de 2019

Somos Tão Jovens

Foto: Laércio Luz

O espetáculo "Somos Tão Jovens" reestreia no dia 1º de junho, às 21h, no Teatro Décio de Almeida Prado, onde permanece somente até o dia 23 de junho. Com texto de Vinícius de Oliveira e direção de Ricardo Grasson, o espetáculo traz a história de adolescentes que vivem a intensidade de sentimentos, característica da idade.

Em cena, seis jovens sentem-se livres para expressar e compartilhar tudo que estão sentindo e vivendo, sem filtros nem meias palavras. Suas dúvidas, seus medos e suas angústias se alternam com as alegrias, erros e acertos das personagens vividas por Júlio Oliveira (Théo), Gabriel Moura (Renato), Fernando Burack (Daniel), Danillo Branco (Guilherme), Luís Fernando Delalibera (Plínio) e Marcos Oli (Beto).

A trilha sonora proporciona um clima intenso e vibrante à encenação, conduzindo a temática jovem, colorindo as cenas com canções que embalaram a juventude nas décadas de 1980 a 2000. A música Tempo Perdido, da banda Legião Urbana, por exemplo, garante um dos momentos mais nostálgicos para o público.

O diretor Ricardo Grasson comenta que "Somos Tão Jovens" está em plena sintonia com os dias atuais, onde os diálogos são cada vez mais difíceis. Ele explica que a aposta da direção na simplicidade e na mensagem direta para o jovem confere dinamismo e fluidez à encenação. “O teatro tem a característica de mostrar a vida como ela realmente é para, assim, propor questionamentos. Não importa se é clássico ou contemporâneo, o bom do teatro é a possibilidade de falar do ser humano com todas as camadas que o envolve”.

O autor Vinícius de Oliveira revela que se inspirou no espetáculo Garotos, de Leandro Goulart, no filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, e no livro As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, para escrever o texto e elaborar a dramaturgia. “Essas obras impulsionaram e ajudaram a costurar a trama. Histórias que aconteceram comigo e com pessoas próximas também serviram como propulsores”. E completa dizendo que “Somos Tão Jovens é um espetáculo que cativa não só os jovens, que vivem essas cenas cotidianamente, como as pessoas adultas, que passaram por esses momentos em algum ponto da vida”.

23 de maio de 2019

Vamos Comprar um Poeta

Foto: Renato Mangolin

Inspirado no livro homônimo de Afonso Cruz, o musical infantojuvenil inédito "Vamos Comprar um Poeta" está em cartaz até dia 31 de agosto no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, todos os sábados às 11h. A peça tem direção de Duda Maia, adaptação de Clarice Lissovsky, trilha sonora original Ricco Viana e elenco formado por Letícia Medella, Luan Vieira e Sergio Kauffmann.
O musical narra a chegada de um poeta à casa de uma família comum. Nesse lar, moram um pai que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino que adora fazer contas.
O poeta ensina os pequenos a observar borboletas, compor os próprios poemas e aprender a dar abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, fazendo um importante paralelo entre cultura e economia. É uma homenagem à cultura, em um espetáculo que mistura poesia, música e dança.
"Vamos Comprar um Poeta" é a última parte da trilogia de histórias de amor para crianças, composta também pelos premiados musicais A Gaiola e Contos Partidos de Amor.

22 de maio de 2019

Quem Fica Com Quem

Foto: João Caldas Filho

As relações amorosas, familiares, pessoais e sociais contemporâneas são objeto de reflexão em "Quem Fica Com Quem", com texto e direção de José Eduardo Vendramini e Marcelo Braga, que estreia no dia 31 de maio no Viga Espaço Cênico, onde segue em cartaz até 28 de julho. O elenco é composto por Alex Moreira, Ana Carolina Capozzi, Clóvis Gonçalves, Luciano Gatti, Salete Fracarolli e Valéria Lauand.

A peça constitui-se por um mosaico de narrativas sobre relações afetivas e como lidamos com elas. Trata-se de um universo fiel de possibilidades e impossibilidades que povoam tais relacionamentos, escancarando as incongruências dos amores, amizades e laços familiares. Algumas dessas histórias são: uma senhora solitária faz encomendas via telefone só para poder seduzir os entregadores e aplacar sua solidão; uma mulher recém-separada decide resgatar o projeto de ter um filho via inseminação artificial; um jovem gay busca uma parceria consistente em uma agência de “matchs virtuais”; e o inesperado encontro no metrô de um rapaz e uma moça que foram namorados na adolescência e se conscientizam de que, apesar da boa memória do passado, o amor de outrora não tem mais espaço na vida de ambos.

A dramaturgia deste projeto é extremamente peculiar desde sua origem, pois contou com dois escritores trabalhando paralelamente a partir de um tema único. Ela teve sua origem na observação das vidas que rodeavam os autores, que ampliaram seu espectro sensitivo para detalhes cotidianos com potencialidades teatrais. Portanto, neste projeto Realidade e Teatro são vasos comunicantes que se alimentaram mutuamente.

O espetáculo acontece todas às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

21 de maio de 2019

Comédias Furiosas

Foto: João Caldas Filho

Figura de destaque na dramaturgia paulistana, o dramaturgo Leonardo Cortez estreia seu novo trabalho, "Comédias Furiosas", no dia 31 de maio, no Teatro Cacilda Becker. Os horários da apresentação são todas às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.
A peça reúne quatro histórias independentes, entrelaçadas por um engarrafamento causado por um aparente suicídio, e que apresentam a fúria de personagens vitimados pela ausência de comunicação e entendimento num mundo cada vez mais conectado e tecnológico. Em uma sequência desenfreada, uma profissional liberal passa a limpo sua relação com o marido no celular enquanto tenta desesperada e inutilmente chegar em casa para consertar um erro imperdoável. No mesmo trânsito, um publicitário tem uma crise de pânico, passa mal no carro e procura abrigo no apartamento de seu sócio; longe dali, um pintor recluso recebe a visita do Secretário de Cultura de uma pequena cidade do interior sem desconfiar das reais intenções do visitante e; finalmente, num apartamento hipster, um diretor de cinema tem a autoria de um de seus filmes questionada no dia em que recebe o maior prêmio de sua carreira.
Os personagens são figuras da modernidade, profissionais liberais, artistas frustrados e representantes do poder público, que, solitários e neurotizados, dão voz às suas angústias, frustrações, mágoas, descontentamentos e esperanças. Para unir os universos de cada um, parti do tema da ausência do entendimento e da comunicação num momento em que paradoxalmente estamos cada vez mais próximos e conectados”, revela Cortez.

20 de maio de 2019

Nem Isso Nem Aquilo

Foto: Divulgação

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo "Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam", trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes. A peça está em cartaz no Teatro Cemitério de Automóveis até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

17 de maio de 2019

O Pequeno Príncipe

Foto: Will Siqueira

No Teatro Folha, até o dia 25 de agosto, ficará em cartaz o espetáculo infantil "O Pequeno Príncipe", que tem adaptação e direção de Ian Soffredini. A encenação, que integra o trabalho de ator com manipulação de bonecos e técnicas de teatro com luz negra, tem sessões aos sábados, domingos e feriados, às 16h.

"O Pequeno Príncipe" é uma adaptação da obra homônima escrita pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. O livro se tornou um clássico da literatura universal, traduzido em mais de 220 idiomas e dialetos.

O Pequeno Príncipe mora no asteroide B-612 com uma rosa, baobás e três vulcões. Um dia ele pega carona numa revoada de pássaros e vai conhecer novos mundos e pessoas. Depois de passar por diversos planetas e conhecer inusitados personagens - como o Rei, o Homem de Negócios e o Vaidoso - acaba caindo no planeta Terra, em pleno deserto do Saara. Na Terra conhece o narrador, que coincidentemente sofreu uma queda de avião no mesmo local.

O diretor Ian Soffredini conta que, ao adaptar a obra literária, preservou ao máximo as imagens poéticas sugeridas pelo autor e concentrou o foco em criar uma ação dramática fortalecendo, assim, a narrativa da peça. “O livro começa contando a história do aviador e depois conta a história do Pequeno Príncipe. Eu fui direto à história do Pequeno Príncipe, destacando a ação e o que acontece com ele. O primeiro ato mostra a viagem do personagem pelos planetas e o segundo, as experiências dele na Terra”, explica o diretor.

15 de maio de 2019

Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul

Foto: Divulgação

"Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul", do dramaturgo uruguaio Santiago Sanguinetti, ganha uma nova temporada gratuita no Teatro de Contêiner, entre 23 de maio e 2 de junho. O espetáculo apresenta de maneira tragicômica uma geração criada após a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, que é bombardeada cotidianamente pela publicidade e pelo imaginário capitalista, não conseguindo mais pensar em outras formas de relação ou existência que não sejam pela eliminação absoluta do outro e pela destruição.
Essas pessoas são violentadas constantemente pelo imaginário neoliberal e globalizado da cultura de massa norte-americana, que digere tudo à moda fast-food, mas que intui que algo em tudo isso não está bem, não faz sentido. Apesar disso, não consegue encontrar vias para se articular, fazer política ou sequer entender as referências de pensamento que encontra brevemente nas estantes de algumas bibliotecas.
Na trama, quatro amigos tentam organizar um atentado contra a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP). Os desencontros e a falta de sentido dessa e de tantas outras ações revelam a idiotização de nossos tempos e a necessidade de buscarmos e discutirmos algum imaginário possível sobre os ideais de revolução que permearam a América Latina nos anos de 1960 e 1970. O texto uruguaio foi adaptado pelo grupo para o contexto brasileiro em conjunto com o dramaturgo Santiago Sanguinetti.

13 de maio de 2019

Amanda


O drama francês "Amanda" é sensível, profundo e singelo. O roteiro é bem construído com reviravoltas assertivas e muita emoção em volta dos personagens. As questões atuais, como a dos ataques terroristas ocorridos na França nos últimos anos, aparecem no cotidiano como se objetivasse um diálogo entre a brutalidade e a delicadeza de um relacionamento construído a partir dele. Isaure Multrier cativa na atuação de seu personagem. A direção é afetiva e bastante criativa. Na narrativa, um homem de 20 anos vive adiando o tempo para tomar decisões mais sérias. Este sonhador solitário sucumbe ao encanto de uma vizinha recém-chegada. Porém, o ritmo descontraído de sua vida aumenta a sua velocidade quando sua irmã mais velha é brutalmente morta em um ataque. Agora, ele deve se encarregar de sua sobrinha de sete anos, Amanda. O filme é um dos selecionados para a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Assista o trailer!

10 de maio de 2019

A Vida Útil de Todas as Coisas

Foto: Heloísa Bortz

Figura de destaque na cena teatral paulista atual, o diretor e dramaturgo Kiko Rieser estreia a distopia "A Vida Útil de Todas as Coisas" em 23 de maio na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde segue em cartaz até 15 de junho. Em seguida, o espetáculo tem uma curta temporada no Teatro do Núcleo Experimental, entre os dias 21 de junho e 21 de julho. O elenco é formado por Eduardo Semerjian, João Bourbonnais, Louise Helène e Luciana Ramanzini.
Em uma ficção que pode ser lida como um futuro distópico ou um realismo fantástico situado nos dias de hoje, o pai de uma família comum constata que seu próprio pai está com problemas de memória, e procura uma assistência técnica para tratá-lo. Nesse lugar, o idoso recebe o diagnóstico de que não há mais conserto ou troca para seu cérebro, portanto, seu fim está próximo. A indústria de órgãos biônicos – sempre programados para durarem pouco e serem substituídos por modelos mais novos – ainda não conseguiu criar um cérebro artificial, único órgão impossível de trocar.
Como alternativa ao problema, a loja oferece a substituição do idoso por uma máquina com aparência humana. Indignado, o protagonista rejeita a possibilidade e passa a lutar contra o comércio de substituição de pessoas por máquinas, vendo nisso um objetivo para sua vida, até então banal e rotineira. No entanto, nem sua própria filha nem mesmo seu pai aderem a essa campanha, e ele percebe que a sociedade não está interessada nos valores que ele tenta defender.
A encenação parte dessa situação para propor uma discussão sobre os limites entre o público e o privado, um tema cada vez mais atual. Em um tempo em que não há individualidades e identidades, apenas pessoas úteis a tais ou quais propósitos socialmente designados, não pode haver respeito à privacidade, já que tudo e todos devem servir ao sistema do qual fazem parte.

8 de maio de 2019

Yuri Marchese e Taíssa Poliakova-Cunha

 
Foto: Gustavo Rampini

No dia 18 de maio, às 20h, o Centro de Música Brasileira homenageia o compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros. Primeiro apresenta-se o violonista Yuri Marchese e depois a pianista portuguesa Taíssa Poliakova-Cunha. A série de apresentações do projeto é gratuita.

Nascida em Lisboa, Taíssa Poliakova-Cunha é Mestre em Música pela Universidade de Aveiro (Portugal). Chegou no Brasil em 2017, realizando recitais e tocando com orquestras de Londrina.

Já Yuri Marchese é brasileiro e Mestre em Música pela Universidade de Aveiro (Portugal). Conquistou diversos prêmios, com destaque para o 1º Lugar no IX Concurso Jovens Músicos-Música no Museu (RJ, 2017), 1º Lugar no Concurso Internacional de Leiria (Portugal, 2017) e 1º lugar no VII concurso FITO (SP, 2012).

6 de maio de 2019

Depois Daquela Viagem

Foto: Pedro J. Duarte

O espetáculo juvenil "Depois Daquela Viagem", inspirado no romance autobiográfico de Valéria Pollizi, segue em cartaz no Teatro Viradalata até 2 de junho. Dirigida por Abigail Wimer, a peça é uma adaptação do crítico teatral e dramaturgo Dib Carneiro Neto e traz no elenco Bruna Luisa, Eduardo Lousada, Eliot Tosta, Naiara de Castro, Maria Bia, Tati Mayumi e Vini Hideki.

A trama apresenta a história de Valéria, que contraiu o vírus HIV ainda na adolescência, depois de uma relação sexual sem preservativo com o namorado. A montagem mostra como a protagonista precisou aprender a conviver com o vírus. A partir da descoberta do HIV, a peça se torna não linear, os sonhos se desestruturam e a narrativa se fragmenta. A ideia é propor com naturalidade, delicadeza e seriedade, uma reflexão sobre o despertar da sexualidade e o preconceito.

A dramaturgia de Dib Carneiro Neto tem como proposta intercalar presente, passado e futuro, dando um ritmo dinâmico para a estrutura do espetáculo. A estética da montagem propõe diálogos cotidianos que convivem com os monólogos simbólicos. Constrói uma relação entre plano real e plano imaginário.

O espetáculo intercala drama e humor, dimensões do cotidiano e do simbólico propondo uma reflexão sobre o preconceito e a sexualidade. São temas da encenação a essência humana, os sonhos, os desafios, o irreversível, a amizade, a aceitação, a superação e o amor.

“Quando dirigi a primeira montagem de Depois Daquela Viagem no Sesc Consolação, a minha questão era: criar uma direção com a qual o jovem se identificasse e pudesse fortalecer a sua adolescência e sua juventude através desse assunto tão delicado, que é sexualidade e o HIV. E isso foi alcançado. O público riu, se emocionou e aplaudiu de pé. Nesta segunda montagem, acentuamos ainda mais a dinâmica do espetáculo para o entendimento dos muitos papéis que vivemos em nossa vida. Buscamos fortalecer o poder inerente ao jovem, para enfrentar a complexidade da sociedade da sua época. O espetáculo está mais maduro e mais íntimo”, revela a diretora Abigail Wimer.

3 de maio de 2019

A Quarta Parede


O longa-metragem “A Quarta Parede” estreia no dia 9 de maio. Dirigido por Hudson Senna e produzido pela Labuta Filmes, o filme tem roteiro assinado por Bruno Autran, e, Rodrigo Trevisan Siqueira na produção. “A Quarta Parede” marca a estreia de Hudson Senna na direção de longas.

Na sinopse, Teo é um jovem e talentoso ator, membro de uma companhia de teatro que está prestes a encenar “Entre Quatro Paredes”, de Jean Paul Sartre. No processo de escolha do elenco, o diretor utiliza de critérios duvidosos para selecionar os protagonistas - popularidade nas redes sociais – e o rapaz acaba ficando de fora da montagem. Sentindo-se injustiçado, Teo decide fazer sua própria performance a fim de provar que o “inferno são os outros”, máxima da obra de Sartre. Para tal, o rapaz enxerga nas redes sociais, uma ferramenta poderosa para manipular todo o grupo. Quando um dos integrantes da companhia comete suicídio, Teo percebe que o plano fugira de seu controle.

1 de maio de 2019

A Desumanização


De 10 de maio a 30 de junho próximo, o Sesc Santana apresenta a peça “A Desumanização”, adaptação inédita no Brasil do livro homônimo do premiado autor português Valter Hugo Mãe. O espetáculo tem direção de José Roberto Jardim e conta, no elenco, com as atrizes Fernanda Nobre e Maria Helena Chira.

A peça retrata poeticamente a busca da identidade e da integridade de uma mulher em luta íntima para encontrar o espaço de sua existência em contraponto à perda de sua irmã gêmea, analogicamente, seu espelho. Sigridur falece e sua irmã gêmea, Halla, começa a sentir a solidão e as incertezas da vida sem seu "espelho". Com 12 anos de idade e morando com pai e mãe, brotam pensamentos perturbadores em sua mente infantil, que jura sentir a terra sobre seu corpo, exatamente como deveria estar sentindo a irmã morta e enterrada.

Nesse cenário, Halla inicia uma busca por sua identidade ao mesmo tempo em que o mundo lhe descortina os sentimentos em torno do luto, da solidão, do desamparo e vai lhe revelando uma vida real com menos ilusões e fantasias pueris.

Em 15 de junho, ainda sem confirmação de horário, Valter Hugo Mãe é aguardado para um bate-papo com o público, diretor, elenco e Fernando Paz (responsável pela adaptação) sobre essa inédita adaptação de seu romance para os palcos brasileiros.

29 de abril de 2019

2 do Rock Rural


No domingo, dia 05 de maio, às 11h30, Ricardo Vignini e Tuia sobem ao palco do Teatro J. Safra com o show "2 do Rock Rural".

O show traz dois amigos e parceiros de geração que estão na estrada há 20 anos fazendo sua música calcada nos violões e violas do rock rural. Tuia e Ricardo começaram suas carreiras nos anos 90 com as respectivas bandas Dotô Jéka e Matuto Moderno e desde então dividem o palco, tanto na época de suas bandas como depois em suas carreiras solo.

No show a dupla apresenta um repertório composto por faixas autorais, como “Flor” (Tuia) e “Capuxeta” (Ricardo Vignini) e clássicos como “Senhorita” (Zé Geraldo), “Espanhola” (Sá e Guarabyra), “Rua Ramalhente” (Tavito e Ney Azambuja) e muitas mais.

26 de abril de 2019

A Golondrina

Foto: João Caldas Filho

A peça teatral “A Golondrina”, escrito por Guillem Clua, tem um texto forte. O entretom dos personagens vai sendo desenhado com solidez e descobertos em camadas. O drama em suas entrelinhas nos faz refletir de forma plural. Aliás, um bom texto que, com as excelentes atuações de Tania Bondezan e Luciano Andrey, deixa o espetáculo ainda mais intenso. Na narrativa, o encontro transformador de uma professora de canto que perdeu seu filho em um ataque terrorista a um bar gay, e de um sobrevivente do atentado. A peça é inspirada no ataque terrorista homofóbico à boate Pulse, em Orlando, em 2016. O espetáculo vale à pena e está em cartaz no Teatro Nair Bello até o dia 9 de junho, às sextas e sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h.

25 de abril de 2019

Circulação - Residência

Foto: Douglas Campos

Em maio, a Circulação - Residência do grupo O Buraco d’Oráculo chega ao bairro Perus, zona norte paulistana, numa parceria com o Grupo Pandora de Teatro. Os espetáculos são gratuitos e acontecem entre os dias 4 e 12/5 (sábados e domingos), no Teatro e na Praça da Ocupação Artística Canhoba, local de atuação do Pandora.

A programação é formada por quatros espetáculos: O Buraco d’Oráculo apresenta O Encantamento da Rabeca (dia 4/5), O Cuscuz Fedegoso (dia 5/5) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 12/5); já o Grupo Pandora encena sua recente montagem Comum (dia 11/5).

A Circulação - Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael junto ao Grupo Rosas Periféricas; em fevereiro de 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, ambos na zona leste. O objetivo do Buraco d’Oráculo com esta iniciativa é promover uma circulação de teatro de rua a partir do próprio repertório em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

24 de abril de 2019

Di Repente

Foto: João Caldas Filho

A estreia do espetáculo "Di Repente" será no Teatro Alfredo Mesquita, no dia 3 de maio, com temporada até o dia 26 de maio, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h. Complementando a primeira temporada, estão programadas apresentações em Casas de Cultura, Sindicatos e canteiros de obras. A proposta do projeto é atingir o trabalhador da construção civil e chegar também, aos locais de concentração de migrantes nordestinos.
O texto Di Repente e as composições musicais são de autoria de Theodora Ribeiro, atriz e integrante do Luz e Ribalta desde a sua primeira formação. Os jovens atores convidados para o elenco são Diego Rodda, Luiã Borges, Mario Matias e Myllena Oliver. Eles se integraram ao grupo em um processo colaborativo, que resultou em uma montagem alegre e ao mesmo tempo crítica do nosso tempo. A ação se passa em um canteiro de obras e a cenografia, figurinos e adereços são também, resultado deste processo, com a orientação do cenógrafo e figurinista Marcio Tadeu. O que se pretende com a montagem desse espetáculo é prestar uma homenagem poética e ao mesmo tempo reflexiva aos migrantes nordestinos.
Os atores, que são também músicos, cantores e instrumentistas, serão responsáveis junto à musicista Nathália Gonçalves, pela formação de um conjunto nordestino, com sanfona, triângulo e zabumba, que executará ao vivo, a trilha composta especialmente para o espetáculo. Essas músicas terão ainda, o acompanhamento de sons experimentais, tirados dos próprios instrumentos de trabalho, como desempenadeiras, conduítes, latas vazias, restos de ferro e canos de PVC. Tudo sob orientação musical de Rodrigo Mercadante, Dinho Lima Flôr e do maestro William Guedes.

23 de abril de 2019

Lado B: O disco de vinil na arte contemporânea brasileira

Foto: The Record, por Felipe Barbosa – (foto cortesia do artista)

A partir de 25 de abril de 2019, o Sesc Belenzinho recebe "Lado B: O disco de vinil na arte contemporânea brasileira".Com curadoria de Chico Dub e coordenação geral de Luiza Mello, a exposição coletiva reúne 61 obras de mais de 30 artistas visuais e sonoros do país, mostrando toda uma ampla gama de usos do disco de vinil enquanto material estético de intervenção sonora, física, conceitual, ritualística e poética - em muitos casos ressignificando as formas e funções originais dos long plays e objetos de seu universo. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até 30 de junho de 2019.
“Lado B realiza um importante papel na aproximação da música com as artes contemporâneas. As convergências são inúmeras (...). Convidar o visitante do museu para, além dos olhos, usar os ouvidos tem se tornado uma constante. O som, em si mesmo, devido a avanços na tecnologia e, também, pelo desejo de ultrapassar os limites da experimentação, passou a ser reconhecido e exibido como arte”, afirma Chico Dub.
O visitante encontra em todo o espaço expositivo do Sesc Belenzinho instalações sonoras e interativas, pinturas, esculturas, discos conceituais, vídeos, fotografias, manipulações sônicas e objetos-instrumentos que abordam todas essas questões. As obras de Thomas Jeferson e Xico Chaves, por exemplo, criticam a obsolescência dos bens de consumo duráveis. O trabalho de Chiara Banfi, que apresenta as séries Discos Vazios (2013-2014), Aquele Disco (2018) e Capas (2018), lança uma perspectiva crítica sobre os novos tempos digitais e aponta para a perda do ritual entre corpo (audição) e som.
A exposição também apresenta comentários políticos (presentes nos trabalhos de Fabio Morais, Pontogor, Romy Pocztaruk e Hugo Frasa), gambiarras tecnológicas (nas vitrolas preparadas pela dupla O Grivo e na foto de Cao Guimarães), reflexões sobre a morte (na instalação de Gustavo Torres), o orgulho da propriedade e o disco como retrato da individualidade (na obra de Felipe Barbosa).

22 de abril de 2019

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão


"As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão" é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos, que atuavam contra a desigualdade social da região.  O musical, que fica em cartaz no Teatro do Sesi-SP de 25 de abril a 4 de agosto, conta a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão que se deparam dentro do próprio Cangaço, e encontram, umas nas outras, a força para seguir. Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o Cangaço representava, o espetáculo também reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.
As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.
Os horários das apresentações são de quinta a sábado às 20h; domingo, às 19h. O Teatro do Sesi-SP fica na av. Paulista, 1313.

19 de abril de 2019

Ladeira das Crianças - TeatroFunk


Foto: Daniela Cordeiro

Estreia no dia 20 de abril o seu novo espetáculo, "Ladeira das Crianças - TeatroFunk". A montagem tem criação e direção coletiva do grupo com dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir da adaptação dos livros "O Pote Mágico" e "Amanhecer Esmeralda", do paulistano Ferréz (autor renomado de literatura marginal periférica).

Encenada ao ar livre, a peça reflete sobre a identidade das crianças da periferia e sobre os bens culturais do território, acessados na fase infantojuvenil. Histórias de vida dos atores e expectativas das crianças da região permeiam as histórias, que são costuradas por elementos do funk - como a dança, mais especificamente o passinho, a música, o ritmo e as rimas. O trabalho é inédito também quanto à abordagem lúdica do funk em uma produção para crianças e jovens.

Todas as sessões são grátis e acontecem no período de 20 de abril e 18 de maio, com sessões na Praça Osvaldo Luiz da Silveira (Parque São Rafael), na Casa de Cultura Municipal São Rafael e no Parque Santo Dias (Capão Redondo). 

“Nossa ideia foi trabalhar o ‘teatro-funk’ com toda a expressividade que a cultura funk tem na vida e no lazer dos jovens e crianças da periferia”, comentam. A inspiração veio também de trabalhos bem sucedidos de outros grupos que unem o teatro com uma vertente musical, como é o caso do ‘teatro hip-hop’, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e do ‘teatro-baile, da Cia. Teatro da Investigação. “Queremos explorar essa estética e acreditamos na aproximação entre o teatro e o funk. Teatro-funk parece brincadeira, mas é uma brincadeira necessária”, concluem os integrantes do Rosas Periféricas.

18 de abril de 2019

Mary Queen of Scots


O drama histórico "Mary Queen of Scots" ou "As duas rainhas" é assertivo, pois de certa forma consegue memorar a história de duas mulheres poderosas lutando para se estabelecer entre os homens. Seus diálogos são fortes, as interpretações falam por si só e tanto o figurino quanto a maquiagem são simplesmente respeitáveis. A transformação da personagem de Elizabeth I é incrível e conta através desses quesitos a história da rainha. Na narrativa, Mary (Saoirse Ronan), ainda criança, foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra. O filme é repleto de reviravoltas e para quem gosta deste tipo de narrativa, vale à pena assistir. Veja o trailer!

17 de abril de 2019

Loloucas

Foto: Douglas Jaco

O texto de Heloísa Périssé em "Loloucas" é bom, gostoso e diverte. Há no espetáculo excelentes interpretações com impecável construção de personagens tanto de Heloísa quanto de Maria Clara Gueiros. De caras e bocas aos trejeitos corporais, as atrizes compõem seus personagens com muita maestria. E, a direção de Otávio Muller não fica atrás do conjunto da obra, é assertiva. As gargalhadas são garantidas.

No espetáculo, as personagens, assíduas frequentadoras de teatro, chegam atrasadas a uma peça e, ao tentarem ir embora, de repente se veem em cima do palco e acabam ganhando a cena. E ali em cima falam, com muito humor, dos amigos, das realizações, das frustrações, dos sonhos realizados e não realizados, da inexorável passagem do tempo, enfim, da vida.

A peça está no Teatro Raul Cortez até o dia 26 de maio, às sextas, às 21h30; aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h. Vale à pena!

16 de abril de 2019

Garotos

Foto: César França

O espetáculo "Garotos" estreia no dia 20 de abril no Teatro Folha e segue em cartaz até 16 de junho. Inspirada em episódios da vida de Goulart, que assina a dramaturgia, a peça foi montada pela primeira vez em 2009. O elenco é composto por Lawrran Couto, Eike Duarte, Lucas Santos, Tony Nogueira e Caio Giovani.
Com marcações dinâmicas, cenas ágeis que transitam entre o humor e o drama, e, claro, muita música, o espetáculo é narrado em primeira pessoa, a montagem músico-teatral cria um retrato divertido e emocionante sobre a juventude a partir de experiências e histórias do próprio autor entre os 10 anos de idade e o início da vida adulta. O texto responde a muitas questões que os adolescentes não costumam aprender em casa ou na escola, como emoções que surgem inesperadamente nessa fase da vida e os consequentes dilemas de como lidar com elas.
Na trama, cinco jovens vivem o alter ego do autor numa série de aventuras e desventuras típicas da adolescência. O violão e outros instrumentos são amigos inseparáveis desses garotos, que tocam canções que também fazem outras gerações cantarem juntas, como “Sempre Assim”, do Jota Quest; “Todas as Noites”, do Capital Inicial; “Vou Deixar”, do Skank; “Olhar 43”, do RPM, “Vinte e Poucos Anos”, de Fábio Jr., e até uma versão “quebra-tudo” de “I Get Knocked Down”, da banda inglesa Chumbawamba.
A encenação cria uma reflexão sobre as relações humanas e sobre o quanto é bom viver a partir da discussão de temas como amor, amizade, saudade, morte, virgindade, masturbação, drogas, sexualidade, paixões, família, porres, gravidez, futuro, teatro, internet, música e futebol.

As apresentações acontecerão aos sábados e domingos, às 20h no Teatro Folha que fica no Shopping Pátio Higienópolis – SP.

15 de abril de 2019

A Golondrina

Foto: Jairo Goldflus

"A Golondrina", do premiado autor barcelonês Guillem Clua, ganha uma montagem brasileira com direção de Gabriel Fontes Paiva e elenco formado por Tania Bondezan (tradutora do texto) e Luciano Andrey. O espetáculo estreia no dia 19 de abril no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca.
A peça mostra o encontro entre Amélia, uma severa professora de canto, e o estudante Ramon, que a procura para melhorar sua técnica vocal com a intenção de cantar no memorial de sua mãe recentemente morta. A música escolhida tem um significado especial para ele e, aparentemente, também para ela. Apesar de sua relutância inicial, a mulher concorda em receber o jovem em sua própria casa e ajudá-lo e no decorrer da aula, os dois personagens vão revelando detalhes de seu passado que se entrelaçam como num quebra-cabeças.
A obra me encantou de tal maneira que, enquanto lia o texto pela primeira vez, parecia que aquelas palavras cabiam na minha boca, como se eu tivesse vivido tudo aquilo. Foi amor à primeira vista. Minha personagem Amélia, que, por coincidência, é o nome da minha mãe, é uma mulher severa e sofrida, sobrevivente de uma tragédia. A vida foi mais generosa comigo, mas somos ambas mães que amam e protegem suas crias, que tentam acertar e carregam culpa o tempo todo, o que nos aproxima. Representá-la é um exercício de mergulhar nas minhas emoções”, revela a atriz Tania Bondezan.
O texto é inspirado diretamente no ataque terrorista do Bar Pulse, que aconteceu em Orlando (EUA), em junho de 2016, mas nele também ecoam as tragédias do bar Bataclan, em Paris (França), do calçadão em Nice, Las Ramblas de Barcelona. É uma tentativa de compreender a insensatez do horror, as consequências do ódio e as estratégias que usamos para que eles não nos destruam a alma. Quando Amélia e Ramon se conhecem têm dois caminhos a seguir: podem optar pelo ódio ou caminhar juntos. Ambos têm razões para causarem ainda mais danos além do que sofreram ou se reconhecer na dor um do outro para não permitir que vença o instinto animal.
O texto já ganhou diversos prêmios pelo mundo, como o Prêmio MAX 2019, Off West End London Theater Award 2017, Queer Theater 2018 (Atenas, Grécia).