17 de agosto de 2018

Mkamba

Foto: James Santana

No dia 18 de agosto, a banda Mkamba toca no Bar do Gê, em Perdizes, às 17h30, com entrada franca. O show é um esquenta para o lançamento de "Cresça e Apareça", primeiro EP do grupo, ainda em agosto.

som da Mkamba é uma vibrante mistura de reggae com pop rock e pitadas da música eletrônica. Os arranjos trazem a assinatura da banda, executados com precisão e virtuosimos por seus integrantes:Dudy Cardoso (vocais), Ordep Lemos (guitarra e backing vocal), Vicente Dias Jacomini (guitarra e backing vocal), James Santana (contrabaixo) e Dmitri Medeiros (bateria).

No setlist, composições inéditas como “Desapegue” e “Viajando Pelo Mundo” (ambas de Ordep e Dudy), além de releituras de canções de Bob Marley, The Doors e The Beatles e faixas do EP: “Hei de Vencer” (Dudy Cardoso), “Ficar de Love” (Ordep Lemos), “Pés Descalços” (Ordep e Paulinho Rocha), “Curte a Flor” (Dudy, Ordep e Rodrigo Tuchê) e outras.

A Mkamba foi fundada por Ordep Lemos e, em 2012, um encontro musical entre o cantor compositor Dudy Cardoso promoveu um novo momento à banda, mais produtivo, atuante e criativo. Atualmente, todos os integrantes são artistas experientes com extensa estrada musical.

O Bar do Gê fica na Rua Caetés, 509 - São Paulo.

16 de agosto de 2018

Justiça com Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer

Foto: Divulgação

No dia 17 de agosto, a Companhia de Teatro Heliópolis promove palestra com a professora e antropóloga Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. O tema do encontro, público e com entrada franca, é Justiça.

O evento acontece às 16h, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho com mediação do professor doutor de práticas performativas (USP) Marcelo Denny.
                                             
Esta atividade integra as ações do projeto "Justiça - O que os Vereditos Não Revelam", contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultará no próximo espetáculo do grupo.

Entre os assuntos abordados por Ana Lúcia Schritzmeyer estão: a própria experiência da antropóloga acompanhando sessões do Tribunal do Júri em São Paulo; narrativas sobre a sociedade, criadas no âmbito do tribunal; os limites entre teatro e não-teatro num Tribunal do Júri; e as "faces" da justiça - juízes, advogados e representantes do júri, quem são? Quem eles aparentam ser? Como agem?

Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer é graduada em Ciências Sociais, Direito, Mestre e Doutora em Antropologia Social pela USP. Colaboradora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV-USP), desde 1998. Professora do Departamento de Antropologia da USP, desde 2003. Coordenadora do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR-USP) e do Projeto Diálogos Antropológico-jurídicos Franco-brasileiros em parceria com o Laboratório de Antropologia Jurídica de Paris (LAJP), entre 2013 e 2016 (Programa USP-COFECUB). Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Casa de Teatro Maria José de Carvalho fica na Rua Silva Bueno, 1533 - São Paulo.

15 de agosto de 2018

Recital com Violino, Piano e Trompa

Foto: Divulgação

No dia 18 de agosto às 20h, dois grupos se apresentam pelo Centro de Música Brasileira (CMB). Fábio Brucoli ao violino com Rosana Diniz ao piano e Luiz Garcia na trompa com Kathia Bonna ao piano. O recital acontece no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros e a entrada é gratuita.

No repertório os músicos irão interpretar Almeida Prado, Amaral Vieira, Camargo Guarnieri, Francisco Braga, Guerra-Peixe, Kathia Bonna e Osvaldo Lacerda.

Fábio Brucoli acaba de lançar o CD Violino Solo onde interpreta uma dificílima obra de Bela Bartók. É bacharel em violino e formado no curso de Künstlerische Ausbildung, pela Escola Superior de Música de Mannheim, na Alemanha. Rosana Diniz tem ampla carreira internacional tendo tocado inúmeras vezes com as orquestras Filarmônica de Varsóvia, Orquestra da Rádio e Televisão de Varsóvia, Orquestra de Câmara Moscou sob a regência de Antoni Wit e Orquestra da Sinfônica da Romênia.

Luiz Garcia (foto) foi primeira trompa solista da Staatskapelle de Berlim a convite de Daniel Barenboim para a temporada 2008-2009. Kathia Bonna gravou com Luiz Garcia o CD Imagens – Música Brasileira para trompa e piano. A pianista obteve o 1º Prêmio e Prêmio de Melhor Intérprete no Concurso Nacional Fructuoso Vianna de Música Brasileira, no Rio de Janeiro, tendo desenvolvido posteriormente, o estudo da vida e obra deste compositor. Venceu também o Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

A Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico fica na Rua Ferreira de Araújo, 741 - São Paulo. 

14 de agosto de 2018

Contos de Agora

Foto: Divulgação

Durante o mês de agosto, a programação para crianças do Sesc Belenzinho está recheada de contações de histórias para divertir e estimular a imaginação da garotada. A atriz e narradora Karina Giannecchini apresenta o Contos de Agora que, a cada semana, traz uma história diferente: "Bicho Mimando, Bicho Estimado" (dias 18 e 19) e "O Tesouro Bem Guardado" (dias 25 e 26).

Karina explica que Contos de Agora são “histórias de arroz-com-feijão, como as que acontecem na casa da gente ou na casa do vizinho ou da tia do vizinho”. Suas narrativas são divertidas, elaboradas para arrancar risos e suspiros de crianças e adultos. As contações de histórias acontecem na Área de Convivência da unidade, sempre aos sábados e domingos, às 16 horas. As atividades são gratuitas.

"Bicho Mimando, Bicho Estimado" (18 e 19/8) - Quem nunca sonhou em ter um bicho de estimação? Maricota cuidava do cachorro da vizinha: levava pra passear, correr atrás da bola e outras coisas que os cachorros fazem quando vivem soltos e felizes. Até que um dia, uma voz bem fininha saltou dos pelos do cachorro pedindo nova moradia. E agora, Maricota?

"O Tesouro Bem Guardado" (25 e 26/8) - Moleque era o menino mais legal da turma, mas tinha um defeito: não sabia guardar segredo. Ué, quem disse que o segredo cabia nele? Uma história de aventura e amizade que só meninos e meninas entenderão.

O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000 - São Paulo.

13 de agosto de 2018

Programação de cidadania

Foto: Emanoel Duarte

O Sesc Consolação realiza em agosto uma série de ações de cidadania integrando uma ação em rede do Sesc São Paulo. Confira abaixo a programação:
CURSOS
CORPO DEFICIENTE NAS ARTES CÊNICAS, COM CAROLINA TEIXEIRA
13 a 16/8. Segunda a quinta, das 19h às 22h. Inscrições: de 1 a 11/8, na Central de Atendimento. Grátis. 16 anos.
São apresentados neste curso os diversos discursos sobre a deficiência e sua relação com a prática de artistas, intelectuais brasileiros e norte- americanos, a partir das investigações realizadas no percurso artístico e acadêmico empreendido pela pesquisadora.
Deficiência e arte entrecruzam-se neste curso como eixos propulsores de novas possibilidades/diálogos que se vislumbram no campo da cena. Para além das visões fetichistas e reducionistas que ainda predominam sobre este tema, o curso propõe o aprofundamento do lugar de experiência empreendido por corpos que ao longo da história vivenciaram adversidades de ordem social, cultural e econômica, imbricadas diretamente sobre o projeto político Corpo.

INTRODUÇÃO À AUDIODESCRIÇÃO NAS ARTES CÊNICAS, COM DANIELLA FORCHETTI E SHIRLEI CAETANO.
22/8 a 6/9. Às quartas e quintas-feiras, das 19h às 22h. 14 anos. Inscrições: Grátis
A partir de experiências práticas, serão introduzidos conceitos sobre audiodescrição voltado para o campo das artes cênicas. O último encontro será uma apresentação de performance, utilizando os recursos de audiodescrição, com a participação especial de Shirlei Caetano, uma intérprete surdocega.
O Sesc Consolação fica na Rua Dr. Vila Nova, 245 - São Paulo.

10 de agosto de 2018

Alumia



O cantor e compositor Zé Guilherme lança seu primeiro single "Alumia", que antecipa o álbum comemorativo de seus 20 anos de carreira. "Alumia:  dá nome também ao CD que será lançado em breve, sendo o quarto de sua carreira. Após gravar, em 2015, um disco em homenagem a Orlando Silva, o artista apresenta álbum autoral, no qual assina a maioria das composições.

A canção “Alumia” (letra e música de Zé Guilherme), ritmada e contagiante, faz referência à sua origem: inspirada no coco nordestino com toques de carimbó, o arranjo de Cezinha Oliveira trouxe destaque para o piano, executado por Jonas Dantas. O single tem ainda participação do baterista Adriana Busko, do contrabaixista Johnny Frateschi e do violonista/produtor Cezinha Oliveira.

Zé Guilherme escreveu a letra no início dos anos 80, mas o poema virou música no final da década. Só agora, quando o artista decide expor mais o seu lado autoral, é que a música foi finalmente gravada.

9 de agosto de 2018

Depois Daquela Noite

Foto:Divulgação

Com direção de Eduardo Martini e dramaturgia de Carlos Fernando Barros, "Depois Daquela Noite" estreia dia 10 de agosto, às 21h, no Teatro Viradalata. A comedia traz no elenco Carol Hubner, Renato Scarpin, Theo Hoffmann, além do próprio Eduardo Martini. A temporada ocorre todas as sextas-feiras até 28 de setembro.

Na trama, Ana e Rafael, dois amigos que trabalhavam na mesma empresa, ao saírem do trabalho, deparam-se com a cidade transformada em um verdadeiro caos por uma chuva torrencial. Após tentarem em vão, voltar para suas casas, resolvem passar a noite em um hotel.

No lugar, Ana telefona e conta a situação ao seu marido Maurício, que não entende e acha tudo muito estranho. Já André, namorado do Rafael, ao saber do que está acontecendo, pensa que está sendo traído. Enquanto Ana e Rafael se preparam para dormir, Maurício e André vão até o hotel para cobrar satisfação. O encontro serve de pano de fundo para que todos mostrem o seu verdadeiro “eu”.
“Um dos maiores trunfos da dramaturgia do espetáculo é a de falar do amor entre as pessoas, a premissa mais básica de todas, ainda mais nesse mundo conectado com todas as redes sociais. Precisamos falar sobre amor, pois as pessoas estão demonstrando apenas nos emojis da vida. É uma história simples que começa com uma amizade, fala de laços, das decisões que tomamos, tudo que envolve a vida dos quatro personagens. O cenário é um quarto de hotel, onde ocorre todas as ações, que se vale pelo trabalho dos atores”, conta Eduardo Martini.
O Teatro Viradalata fica na Rua Apinajés, 1387 - São Paulo.

8 de agosto de 2018

Negra Li protagoniza musical MPB – Musical Popular Brasileiro

Foto: Érik Almeida

Com direção artística de Jarbas Homem de Mello, direção musical e arranjos de Miguel Briamonte e direção de movimentos e coreografias de Kátia Barros, o espetáculo "MPB – Musical Popular Brasileiro" estreia no dia 10 de agosto no Teatro Sesc – Ginástico no Rio de Janeiro. A temporada vai até 9 de setembro, sempre sextas, às 19h, sábados, às 19h, e domingos, às 18h.
Idealizado por Renata Ferraz e Silvio Ferraz, o espetáculo tem texto inédito de Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi. A montagem tem novidades com a entrada de Negra Li. A cantora interpretará Suzete Campos, uma grande atriz de musicais. O elenco também conta com Érico Brás (Jura, como o anjo), além de Reiner Tenente (Gero, o anjo), Dagoberto Feliz (Nogueira) e Marcelo Góes (Dino).
O texto conta a história de uma filial brasileira de uma empresa multinacional na expectativa da visita de seus investidores estrangeiros ao país. Para impressionar os gringos e estimulá-los a investir ainda mais na nossa "terra brasilis", a empresa decide preparar um grande espetáculo musical mostrando aquilo que, acreditam eles, o Brasil tem de melhor: sua música e sua gente. 
"Ao invés de escolher uma época ou estilo da música popular brasileira a enfocar, surgiu a ideia de fazer um espetáculo atemporal que contasse com os grandes sucessos da MPB – com a música, o humor e os arquétipos que permeiam o universo da cultura popular do brasileiro – permitindo que os espectadores cantem junto", conta o diretor Jarbas Homem de Mello. 
As coisas se complicam quando o diretor do espetáculo (Marcelo Góes) – um sujeito para lá de estressado – tem um piripaque dias antes da estreia e da chegada dos investidores. Entre a vida e a morte, o diretor vai parar às portas do céu e lá encontra dois anjos caídos (Jura e Gero, interpretados por Érico Brás e Reiner Tenente), fugidos do Inferno, que tentam a qualquer custo um lugarzinho no Paraíso. Os dois propõem ao diretor ajudá-lo a voltar à Terra. Em troca, ele precisa montar um grande espetáculo musical para impressionar o Altíssimo e assim garantir o lugar dos dois malandros no Céu. 
O Teatro Sesc - Ginástico fica na Av. Graça Aranha, 187 - Rio de Janeiro. 

7 de agosto de 2018

Vincent River

Foto: Eliana Souza

O espetáculo "Vincent River", drama do premiado autor britânico Philip Ridley, estreia no dia 17 de agosto, às 20h30 no palco do Auditório do Sesc Vila Mariana. Com tradução e direção de Darson Ribeiro, a montagem tem no elenco Sandra Corveloni, atriz premiada em Cannes, e o jovem talentoso Thalles Cabral. A dor da perda é a forte característica desse drama curto e tenso, corajoso e pungente, de Ridley.

"Vincent River" é o nome do único filho de Anita que, na trama, é brutalmente assassinado por uma gang de jovens homofóbicos no banheiro de uma estação de trem abandonada. A mãe não só vai precisar elaborar a dor da perda, mas, principalmente, a sexualidade do rapaz, cuja morte expõe a homossexualidade. É a partir da chegada de Davey que tudo piora – pela crença dela de estar diante do assassino do filho. Mas, o crime do garoto de apenas dezessete anos, ainda está por vir. Ele viu algo que não consegue esquecer. Nesta noite os caminhos dos dois se cruzam com consequências devastadoras. Emocionante, desolador e com o humor negro característico de Ridley, a peça é o olhar antecipado da autodestruição.

A temporada do espetáculo vai até o dia 29/9, às sextas, às 20h30, e sábados, às 18h. O Sesc Vila Mariana fica na Rua Pelotas, 141 - São Paulo - SP.

6 de agosto de 2018

Obra Sobre Ruínas

Foto: Marcelo Villas Boas

A lobotomia social metafórica pela qual as pessoas passam para se enquadrar aos padrões arbitrários inventados pela sociedade é o tema de “Obra Sobre Ruínas - Um Experimento Cênico Sobre Amor e Liberdade”, com direção e texto de Fernando Aveiro, que estreia no dia 10 de agosto na SP Escola de Teatro, sede Roosevelt, Sala R1.
Com atuação de Humberto Caligari, o monólogo revela a transformação de um indivíduo que se perdeu da sua verdadeira essência e resolveu aceitar a sina trágica de fazer uma cirurgia de lobotomia para se adequar aos padrões que a sociedade espera dele. Quando está prestes a passar por esse procedimento, entra em um estado onírico e revisita as estrutura que influenciaram a construção de sua identidade. Ao final dessa tentativa de desfragmentar as dores do passado, ele renasce em um ser híbrido e autêntico.
“Este Ser quando enxerga essas formas de aprisionamento, entrega-se para uma morte metafórica. Ele decide assumir sua identidade essencial, o entendimento de que é possível existir independentemente de qualquer imposição. E nesse renascimento ele é capaz de se despir de qualquer tipo de máscara”, revela o diretor Fernando Aveiro.
A SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt - Sala R1 fica na Praça Roosevelt, 210 - São Paulo. A temporada vai até o dia 10 de setembro, às sextas, aos sábados e às Segundas, às 21h; aos domingos, às 19h.

3 de agosto de 2018

O Sonho de Maria Luísa

Foto: Rafael Petri

O Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo infantil "O Sonho de Maria Luísa" com a Cia. Noz de Teatro, entre os dias 4 e 12 de agosto com apresentações aos sábados e domingos, às 12h. Esta atividade integra o projeto "Na Pontinha dos Pés", que promove eventos para a primeira infância.

O espetáculo narra - por meio da dança, do teatro e da animação de objetos - a trajetória de Maria Luísa, uma garotinha que procura entender um barulhinho insistente que martela em sua cabeça.

Nessa busca, ela encontra uma cidade muito distante onde os cidadãos, aconselhados por seu governante, entregam seus sonhos para a Brigada Sugar-Songe. Ao chegar nessa cidade, Maria Luísa conhece Escalier, um alto funcionário que trabalha recolhendo sonhos fujões, e Sônia, uma mulher que não consegue abrir mão do seu sonho de voar. No contato com esses personagens a garotinha vai descobrir que esse martelar que tanto a incomoda é um sonho tão forte que pode mudar toda a cidade.

O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000 - São Paulo.

2 de agosto de 2018

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Foto: João Caldas Filho

Com direção de André Garolli, o espetáculo "Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã" narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente. Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?

Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.

"Abre a Janela e Deixa Entrada o Ar Puro e o Sol da Manhã" estreia dia 17 de agosto no Espaço Cênico Ademar Guerra (Porão) e segue em cartaz até dia 23 de setembro. O Espaço Cênico Ademar Guerra fica na Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo.

1 de agosto de 2018

Cobra na Geladeira

Foto: Gal Oppido

O espetáculo "Cobra na Geladeira" estreia na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo (CCSP), no dia 3 de agosto. Em cartaz até 16 de setembro, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h.
Inédito no Brasil, o texto relata a vida e relações de nove personagens, a maioria deles vivendo em uma casa antiga e misteriosa caindo aos pedaços, que serve como república. Produto do mundo contemporâneo, brutalmente desumanizado e dominado pelo consumismo, eles beiram o universo da vida noturna e da indústria do sexo, através de comportamentos insanos e descontrolados.
A partir de temas como o consumismo descontrolado, a dependência química, a autocobrança dos jovens para corresponder às exigências sociais, o uso da internet na propagação de conteúdo adulto, o racismo, o abuso sexual, entre outros, o texto traça um panorama ácido e ao mesmo tempo bem-humorado sobre a sociedade contemporânea e seus valores em transformação.
A encenação explora a linguagem cinematográfica, assim como o texto original, para dar conta das mais de 100 cenas de Fraser, que têm rápidos saltos no tempo/espaço, cortes secos e diálogos curtos, diretos e sarcásticos.
Outra característica da obra é sua capacidade de deixar a plateia ser conduzida por uma espécie de montanha russa, ao percorrer caminhos eletrizantes e sem chance de volta no seu percurso tortuoso. O objetivo é fazer com que o espectador se sinta dentro da Casa, que pode ser considerada a protagonista da peça, onde habitam e convivem esses personagens. “Minhas peças são sobre pessoas que estão tentando criar famílias e sobre a grande dificuldade de se fazer isso”, diz Fraser. Vale citar que a “cobra na geladeira” do título também se torna uma habitante da Casa e elemento-chave da história.
Com poucos elementos realistas no cenário, a montagem privilegia o trabalho do ator, à medida que todas as decisões e emoções acontecem no próprio texto. Já a iluminação tem a proposta de marcar as transições de lugar e de tempo em cada cena.
Sem temer provocar progressistas ou conservadores, a peça não se perde em sentimentalismos e relata pessoas solitárias na sua busca desesperada por alguma forma de afeto.
O Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho – fica na Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo.