21 de novembro de 2019

O poder do agora


Não é à toa que "O poder do agora", de Eckhart Tolle, vendeu mais de 8 milhões de livros vendidos. Trata-se de um fenômeno da literatura espiritual quando nos traz a consciência de vivermos o agora, em nossa presença ilimitada. Com a leitura clara e edificante, o livro aborda a importância de nos libertarmos do desapego ao passado e da ansiedade sobre o futuro. Nos mostra que viver o "Agora" é o melhor caminho para a felicidade e iluminação. Certamente é um guia que provoca a nossa descoberta através do autoconhecimento e, mais do que isso, do nosso potencial interior. Traz a consciência de nossos pensamentos e emoções limitantes que nos impede de experienciarmos a alegria e a paz dentro de nós mesmos. Um livro para se ter para a vida toda. Recomendo!

20 de novembro de 2019

Cenas Negras em Encruzilhadas – Áfricas + Américas

Foto: Tony M. Bingham

Entre 22 e 24 de novembro, o Itaú Cultural recebe três espetáculos que fazem parte do evento “Cenas Negras em Encruzilhadas – Áfricas + Américas”. Todos com entrada gratuita.

Entre os dias 22 e 24/11, acontece o evento “Cenas Negras em Encruzilhadas – Áfricas + Américas”, que durante quase um mês estabeleceu programação focada na discussão sobre a cena teatral negra contemporânea com base em processos artísticos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Alabama (Estados Unidos). Três espetáculos fecharão as atividades do evento: “Episódio I: Uenda – Congembo (Morrer)”, “Episódio III: Banzo e os Filhos dos Antigos” e “A Grande Encruzilhada: Brasil + EUA (de antigos cantos novos poemas)”. 

No dia 22/11, às 21h, a peça ‘Episódio I: Uenda-congembo (Morrer)’ aborda um cenário inspirado na prática da mineração e do garimpo, atividades largamente realizadas por populações negras escravizadas no Brasil de fins do século XVII ao final do XX, sobretudo no interior de Minas Gerais. O espetáculo trata das tensões étnicas e de busca de identidade cultural na contemporaneidade. Os materiais cênicos que guiam a dramaturgia são fundamentados nos vissungos – antigos cantos de origem centro-africana entoados em coro com sistema responsorial – presentes nas lavras de ouro e diamante, nos rituais fúnebres e em diversos outros momentos da vida cotidiana.

Em “Episódio III: Banzo e os Filhos dos Antigos”, que será apresentada no dia 23/11, também às 21h, histórias de travessia da Kalunga Grande se entrecruzam, com personagens que buscam um sentido na diáspora, seja nas origens dos seus ancestrais, ou mesmo nos porquês do distanciamento de suas terras, para que possam seguir em suas reinvenções de si, resistindo aos discursos fáceis da democracia racial. Estas figuras caminham, cada qual em sua estrada, como filhas apartadas de uma mátria que lhes deu, dá e dará sentido de existir.

No encerramento da programação do evento “A Grande Encruzilhada: Brasil + EUA (de antigos cantos novos poemas)” mostrará uma mistura de performance e palestra, no dia 24/11, às 20h. Serão apresentadas reflexões artísticas e sociopolíticas por meio de cantos de tradição, cenas, textos e imagens geradas a partir do encontro com mestres e mestras das tradições sulistas dos EUA e com artistas urbanos da cidade de Birmingham durante residência do grupo no estado do Alabama em julho de 2019, em parceria com Lloyd Bricken (ex-performer do Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards).

19 de novembro de 2019

O que mantém um homem vivo?

Foto: Luísa Bonin

A peça "O que mantém um homem vivo?" fica em cartaz no Teatro Anchieta até o dia 15 de dezembro, quinta a sábado, às 21h; domingo às 18h. Ela traz para o público as contundentes reflexões de Brecht sobre a natureza do homem e suas contradições sociais.

Quase cinco décadas depois de sua estreia, a peça ganha uma nova versão pelo Teatro Promíscuo, também dirigida por Borghi, que agora divide a cena com Elcio Nogueira Seixas e Georgette Fadel. "O que mantém um homem vivo?" se impõe, uma vez mais, como voz crítica e ato de resistência lúcida e criativa diante de um quadro preocupante de ataques aos valores democráticos, ameaça de retrocessos no campo dos direitos humanos e das liberdades civis. 

Na sinopse da nova montagem, o roteiro foi elaborado por Renato Borghi e Esther Góes a partir de textos de Bertolt Brecht, com canções de Kurt Weill, Hanns Eisler, Paul Dessau e Jards Macalé. Lançada em 1973 pelo Teatro Vivo, a peça se tornou referência por sua postura crítica em relação ao autoritarismo e seus efeitos deletérios sobre o indivíduo e a sociedade. Bondade, Ciência, Justiça, Amor e outros valores caros à humanidade são dissecados com lucidez sob o olhar dialético e humor cáustico de Bertolt Brecht. Afinal, o que mantém um homem vivo? Brecht pergunta, mas também responde: “Um homem é um homem e ele é muito difícil de destruir”.

18 de novembro de 2019

Espelho

Foto: Divulgação

Dia 22 de novembro às 20h reestreia a peça "Espelho" do grupo Refinaria Teatral, em comemoração aos dez anos de atividade ininterrupta. A direção e texto são de Daniel Alves Brasil. No elenco estão Ana Szcypula, Karyn Camoski e Daniel Santana. A temporada será de sexta à domingo, até dia 15 de dezembro, toda a sexta e sábado, às 20h, domingo, às 18h. Os ingressos são no sistema pague quanto puder.

Para o grupo, revisitar essa obra é uma maneira de beneficia-la com o acumulo geral da pesquisa em torno do trabalho da(o) atriz (ator) que estimulou desde então. Na sinopse, um indivíduo enclausurado em si mesmo entra em contato com sua consciência sem perceber. A tensão cresce entre as duas partes e os conflitos revelam que sua vida está entrelaçada a sistemas que as manipulam. O personagem tenta desesperadamente se desvencilhar de algo que ele nem sabe o que é.

15 de novembro de 2019

A um passo da Aurora

Foto: Cláudio Gimenez

Com 19 anos de trajetória, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança mergulha na poética do músico, maestro e múltiplo artista Guilherme Vaz (1948-2018) com "A Um Passo da Aurora", das intérpretes-criadoras Mariana Muniz e Regina Vaz.
O espetáculo de dança contemporânea tem novas apresentações no Centro de Referência da Dança - CRD, dias 20, 21, 22 e 23 de novembro; e no Espaço Cia da Revista, dias 28, 29 e 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro.
Ao longo de sua trajetória, a companhia vem desenvolvendo trabalhos voltados para a pesquisa das relações entre palavra e movimento, poesia/arte e dança. O grupo realizou trabalhos solos de teatro-dança, nos quais a poesia de artistas como Florbela Espanca – Dantea, Ferreira Gullar – Túfuns, Arnaldo Antunes – Rimas no Corpo, Fernando Pessoa - Fados e outros Afins, dentre outros, serviram de referência para o exercício de múltiplas qualidades de trânsito entre a palavra e o movimento e, cuja excelência, atesta os muitos prêmios recebidos. 
Depois de uma bem-sucedida imersão no universo dos Fados, com “Fados e outros Afins”, último trabalho da companhia, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança dá continuidade ao processo de investigação das relações entre pensamento, corpo e gestos, em dança-teatro. O espetáculo foi contemplado pelo 25º Edital de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

Mariana Muniz, que assina a direção do trabalho, e Regina Vaz - irmã do artista Guilherme Vaz, e responsável pela dramaturgia de “A Um Passo da Aurora”-, se reencontram, em cena, depois de terem trabalhado juntas, no Grupo Coringa (1977-1985), durante dez anos, sob a direção da coreógrafa uruguaia, Graciela Figueroa. 

“Com esse trabalho damos continuidade às nossas pesquisas e criações em dança contemporânea, e prestamos uma justa homenagem ao múltiplo artista Guilherme Vaz”, afirma Mariana Muniz. 

As apresentações no Centro de Referência da Dança - CRD acontecem nos dias 20, 21, 22 e 23/11 | quarta a sábado as 19h. Já no Espaço Cia da Revista, dias 28, 29, 30/11, 01 e 02/12 - quinta, sexta, sábado e segunda - 20h, domingo, 19h. Todos os ingressos são gratuitos.

14 de novembro de 2019

Izaias e seus Chorões, Eudóxia de Barros e Festival Nilcéia Baroncelli

Foto: Divulgação

No dia 16 de novembro, às 20h, o Centro de Música Brasileira promove o encerramento da Temporada 2019 no Centro Brasileiro Britânico. Primeiro um trio se apresenta no Festival Nilcéia Baroncelli, Lucas Raulino (violino), Fernanda Pavan (viola) e Nilcéia Baroncelli (piano). Em seguida, Eudóxia de Barros (piano) toca com o Izaias e seus Chorões. 

Izaias e seus Chorões vão tocar obras de Ernesto Nazareth, Otávio Dutra, Amador Pinho, Waldyr Azevedo e Israel Almeida. O grupo é formado por Izaias Bueno de Almeida (bandolim), Israel Bueno de Almeida (violão de 7 cordas), Marco Bailão (violão), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Allan Gaia Pio (pandeiro). Eudóxia de Barros toca uma obra de Osvaldo Lacerda e depois, com os Chorões, interpretam obras de Nazareth, Zequinha de Abreu e Waldyr Azevedo.
Há mais de 40 anos, Izaias e seus Chorões levam o choro aos palcos da cidade. Liderado pelo bandolinista Izaias Bueno de Almeida, o grupo segue com o objetivo de preservar o choro e conservar suas raízes.
Eudóxia de Barros toca anualmente em todo o país. Algumas cidades que a pianista esteve em recitais em 2019 foram Porto Alegre, Canoas, Curitiba, Rio de Janeiro, Goiânia, Miguel Pereira, São Pedro, Campinas e Campos do Jordão. Em 2017 lançou a Obra Integral para Piano de Osvaldo Lacerda pela Paulinas.
No Festival Nilcéia Baroncelli várias obras da compositora serão tocadas em 1ª Audição. Nilcéia já compôs mais de 50 obras para grupos de câmara, orquestra e canções. Dedica-se desde 1976 a pesquisar obras de mulheres compositoras.

13 de novembro de 2019

Caos

Foto: Guga Melgar

Impasses e surpresas que todos estão sujeitos a vivenciar no dia a dia da cidade do Rio de Janeiro estão reunidos no espetáculo "Caos", de Rita Fischer, que é apresentado no dia 15 de novembro durante as Satyrianas e estreia na sexta-feira seguinte, dia 22, no Espaço Parlapatões. A peça estreou em 2018 no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro, teve uma turnê de três meses em Portugal (em Lisboa e Porto) e agora vai para a sua sexta temporada, que marca a sua estreia em São Paulo
Com direção de Thiago Bomilcar Braga, a montagem é uma reunião de contos que a atriz e idealizadora do projeto escreveu ao longo dos últimos anos. Interferências, desconfortos, possíveis perdas, maus tratos, indiferenças, acidentes e desvios da cidade caos foram todos vividos e experienciados por ela.
A peça convida o espectador a fazer parte do universo autobiográfico de Rita e suas observações sobre os choques urbanos e seus desdobramentos éticos. Em cena, a atriz e idealizadora do projeto divide o palco com a atriz Maria Carol, que empresta sua visão de mundo para movimentar o tráfego e acentuar ainda mais o caos da autora. Ao todo são quinze contos encenados, abordando desde as mazelas sociais ao vício de postar fotos nas redes sociais, passando por sentimentos pessoais de Fischer.
“Achamos de suma importância realizar este espetáculo porque não sou somente eu que vivencio o caos no dia a dia. Estamos literalmente largados numa cidade que já foi maravilhosa e agora é habitada e governada pelo descaso e negligência em quase todas as esferas. E tomando como ponto de partida que o teatro pode ser um grande ‘agente transformador’ para pensarmos e criarmos um mundo melhor, nada mais atual e pertinente do que falar sobre o Rio de Janeiro de uma forma bem-humorada, reflexiva, crítica e atual”, propõe a dramaturga.
A temporada vai de 22 de novembro a 13 de dezembro, todas às sextas-feiras, às 21h.