25 de abril de 2019

Circulação - Residência

Foto: Douglas Campos

Em maio, a Circulação - Residência do grupo O Buraco d’Oráculo chega ao bairro Perus, zona norte paulistana, numa parceria com o Grupo Pandora de Teatro. Os espetáculos são gratuitos e acontecem entre os dias 4 e 12/5 (sábados e domingos), no Teatro e na Praça da Ocupação Artística Canhoba, local de atuação do Pandora.

A programação é formada por quatros espetáculos: O Buraco d’Oráculo apresenta O Encantamento da Rabeca (dia 4/5), O Cuscuz Fedegoso (dia 5/5) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 12/5); já o Grupo Pandora encena sua recente montagem Comum (dia 11/5).

A Circulação - Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael junto ao Grupo Rosas Periféricas; em fevereiro de 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, ambos na zona leste. O objetivo do Buraco d’Oráculo com esta iniciativa é promover uma circulação de teatro de rua a partir do próprio repertório em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

24 de abril de 2019

Di Repente

Foto: João Caldas Filho

A estreia do espetáculo "Di Repente" será no Teatro Alfredo Mesquita, no dia 3 de maio, com temporada até o dia 26 de maio, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h. Complementando a primeira temporada, estão programadas apresentações em Casas de Cultura, Sindicatos e canteiros de obras. A proposta do projeto é atingir o trabalhador da construção civil e chegar também, aos locais de concentração de migrantes nordestinos.
O texto Di Repente e as composições musicais são de autoria de Theodora Ribeiro, atriz e integrante do Luz e Ribalta desde a sua primeira formação. Os jovens atores convidados para o elenco são Diego Rodda, Luiã Borges, Mario Matias e Myllena Oliver. Eles se integraram ao grupo em um processo colaborativo, que resultou em uma montagem alegre e ao mesmo tempo crítica do nosso tempo. A ação se passa em um canteiro de obras e a cenografia, figurinos e adereços são também, resultado deste processo, com a orientação do cenógrafo e figurinista Marcio Tadeu. O que se pretende com a montagem desse espetáculo é prestar uma homenagem poética e ao mesmo tempo reflexiva aos migrantes nordestinos.
Os atores, que são também músicos, cantores e instrumentistas, serão responsáveis junto à musicista Nathália Gonçalves, pela formação de um conjunto nordestino, com sanfona, triângulo e zabumba, que executará ao vivo, a trilha composta especialmente para o espetáculo. Essas músicas terão ainda, o acompanhamento de sons experimentais, tirados dos próprios instrumentos de trabalho, como desempenadeiras, conduítes, latas vazias, restos de ferro e canos de PVC. Tudo sob orientação musical de Rodrigo Mercadante, Dinho Lima Flôr e do maestro William Guedes.

23 de abril de 2019

Lado B: O disco de vinil na arte contemporânea brasileira

Foto: The Record, por Felipe Barbosa – (foto cortesia do artista)

A partir de 25 de abril de 2019, o Sesc Belenzinho recebe "Lado B: O disco de vinil na arte contemporânea brasileira".Com curadoria de Chico Dub e coordenação geral de Luiza Mello, a exposição coletiva reúne 61 obras de mais de 30 artistas visuais e sonoros do país, mostrando toda uma ampla gama de usos do disco de vinil enquanto material estético de intervenção sonora, física, conceitual, ritualística e poética - em muitos casos ressignificando as formas e funções originais dos long plays e objetos de seu universo. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até 30 de junho de 2019.
“Lado B realiza um importante papel na aproximação da música com as artes contemporâneas. As convergências são inúmeras (...). Convidar o visitante do museu para, além dos olhos, usar os ouvidos tem se tornado uma constante. O som, em si mesmo, devido a avanços na tecnologia e, também, pelo desejo de ultrapassar os limites da experimentação, passou a ser reconhecido e exibido como arte”, afirma Chico Dub.
O visitante encontra em todo o espaço expositivo do Sesc Belenzinho instalações sonoras e interativas, pinturas, esculturas, discos conceituais, vídeos, fotografias, manipulações sônicas e objetos-instrumentos que abordam todas essas questões. As obras de Thomas Jeferson e Xico Chaves, por exemplo, criticam a obsolescência dos bens de consumo duráveis. O trabalho de Chiara Banfi, que apresenta as séries Discos Vazios (2013-2014), Aquele Disco (2018) e Capas (2018), lança uma perspectiva crítica sobre os novos tempos digitais e aponta para a perda do ritual entre corpo (audição) e som.
A exposição também apresenta comentários políticos (presentes nos trabalhos de Fabio Morais, Pontogor, Romy Pocztaruk e Hugo Frasa), gambiarras tecnológicas (nas vitrolas preparadas pela dupla O Grivo e na foto de Cao Guimarães), reflexões sobre a morte (na instalação de Gustavo Torres), o orgulho da propriedade e o disco como retrato da individualidade (na obra de Felipe Barbosa).

22 de abril de 2019

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão


"As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão" é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos, que atuavam contra a desigualdade social da região.  O musical, que fica em cartaz no Teatro do Sesi-SP de 25 de abril a 4 de agosto, conta a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão que se deparam dentro do próprio Cangaço, e encontram, umas nas outras, a força para seguir. Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o Cangaço representava, o espetáculo também reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre a ideia de cidadania e heroísmo.
As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.
Os horários das apresentações são de quinta a sábado às 20h; domingo, às 19h. O Teatro do Sesi-SP fica na av. Paulista, 1313.

19 de abril de 2019

Ladeira das Crianças - TeatroFunk


Foto: Daniela Cordeiro

Estreia no dia 20 de abril o seu novo espetáculo, "Ladeira das Crianças - TeatroFunk". A montagem tem criação e direção coletiva do grupo com dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir da adaptação dos livros "O Pote Mágico" e "Amanhecer Esmeralda", do paulistano Ferréz (autor renomado de literatura marginal periférica).

Encenada ao ar livre, a peça reflete sobre a identidade das crianças da periferia e sobre os bens culturais do território, acessados na fase infantojuvenil. Histórias de vida dos atores e expectativas das crianças da região permeiam as histórias, que são costuradas por elementos do funk - como a dança, mais especificamente o passinho, a música, o ritmo e as rimas. O trabalho é inédito também quanto à abordagem lúdica do funk em uma produção para crianças e jovens.

Todas as sessões são grátis e acontecem no período de 20 de abril e 18 de maio, com sessões na Praça Osvaldo Luiz da Silveira (Parque São Rafael), na Casa de Cultura Municipal São Rafael e no Parque Santo Dias (Capão Redondo). 

“Nossa ideia foi trabalhar o ‘teatro-funk’ com toda a expressividade que a cultura funk tem na vida e no lazer dos jovens e crianças da periferia”, comentam. A inspiração veio também de trabalhos bem sucedidos de outros grupos que unem o teatro com uma vertente musical, como é o caso do ‘teatro hip-hop’, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e do ‘teatro-baile, da Cia. Teatro da Investigação. “Queremos explorar essa estética e acreditamos na aproximação entre o teatro e o funk. Teatro-funk parece brincadeira, mas é uma brincadeira necessária”, concluem os integrantes do Rosas Periféricas.

18 de abril de 2019

Mary Queen of Scots


O drama histórico "Mary Queen of Scots" ou "As duas rainhas" é assertivo, pois de certa forma consegue memorar a história de duas mulheres poderosas lutando para se estabelecer entre os homens. Seus diálogos são fortes, as interpretações falam por si só e tanto o figurino quanto a maquiagem são simplesmente respeitáveis. A transformação da personagem de Elizabeth I é incrível e conta através desses quesitos a história da rainha. Na narrativa, Mary (Saoirse Ronan), ainda criança, foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra. O filme é repleto de reviravoltas e para quem gosta deste tipo de narrativa, vale à pena assistir. Veja o trailer!

17 de abril de 2019

Loloucas

Foto: Douglas Jaco

O texto de Heloísa Périssé em "Loloucas" é bom, gostoso e diverte. Há no espetáculo excelentes interpretações com impecável construção de personagens tanto de Heloísa quanto de Maria Clara Gueiros. De caras e bocas aos trejeitos corporais, as atrizes compõem seus personagens com muita maestria. E, a direção de Otávio Muller não fica atrás do conjunto da obra, é assertiva. As gargalhadas são garantidas.

No espetáculo, as personagens, assíduas frequentadoras de teatro, chegam atrasadas a uma peça e, ao tentarem ir embora, de repente se veem em cima do palco e acabam ganhando a cena. E ali em cima falam, com muito humor, dos amigos, das realizações, das frustrações, dos sonhos realizados e não realizados, da inexorável passagem do tempo, enfim, da vida.

A peça está no Teatro Raul Cortez até o dia 26 de maio, às sextas, às 21h30; aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h. Vale à pena!