26 de abril de 2018

Aproximando-se de A Fera na Selva

Foto: João Caldas Filho

"Aproximando-se de A Fera na Selva", com direção de Malú Bazán, reestreia no Teatro Aliança Francesa, entre 3 de maio e 2 de junho. Como a encenação tem uma atmosfera intimista, a plateia será deslocada para o palco, que acomodará 30 pessoas. Em junho a peça segue para uma curta temporada no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, de 14 a 24 de junho.
A peça aborda a relação de amizade entre os escritores Henry James e Constance Fenimore Woolson, a partir da investigação de suas biografias e da novela "A Fera na Selva" de Henry James, em que um homem espera pelo grande acontecimento de sua vida. Dois atores transitam entre as personagens reais e as personagens fictícias criadas pelos escritores, lançando um olhar particular sobre suas relações.
“As personagens da peça são amarradas pelas convenções sociais, ao mesmo tempo muito solitárias e de uma sensibilidade extrema, busquei inspiração em alguns artistas plásticos, além das obras literárias, para adentrar neste universo. Edward Hopper, por exemplo nos traz a solidão impressa em suas obras, algumas telas de Monet e Magritte, além de uma tela pintada pelo dramaturgo Strindberg, me trazem de diferentes formas, uma existência velada e profunda”, comenta a diretora.
O Teatro Aliança Francesa fica na Rua Gen. Jardim, 182 - SP. A temporada acontece de quinta-feira a sábado, às 20h30, e aos domingos, às 19h.

25 de abril de 2018

À Espera

Foto: Heloisa Bortz

Com direção de Hugo Coelho, o espetáculo "À Espera", de Sérgio Roveri, estreia no dia 11 de maio, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Com elenco formado por Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius, a história traz três personagens que podem estar em qualquer lugar, em qualquer tempo: duas mulheres, sem nenhum tipo de memória acordam todos os dias na mesma hora, à espera de algo – até que um dia recebem a visita inesperada de um homem que veio comemorar um aniversário.

A ação acontece no despertar do que deveria ser um sono profundo, Uma (Remencius) e Outra (Bellissoni) se deparam com o sol que insiste em nascer todos os dias, numa indecifrável realidade. Uma é a mais velha. Não anda, vive na cadeira de rodas, não dorme nunca, não sonha e gosta de falar. À noite, conta os pingos que caem de uma torneira e, durante o dia, ocupa-se ouvindo relatos dos sonhos de Outra. Uma não tem memória, nem lembrança do passado. Outra é jovem e cuida de Uma. Sente medo. Dorme, sonha e inventa sonhos para entreter Uma. Ela também não tem memória de quem foi. Ambas não sabem como foram parar ali e esperam que um dia haja explicação para tamanha espera.

Ele (Dandrah) chega sem avisar para uma festa de aniversário, trazendo duas garrafas de bebida, a promessa de um bolo e algumas histórias. Ele conta que em uma festa já foi capaz de cantar 137 vezes uma mesma canção. Logo após sua chegada, Outra aproveita para sair e conhecer o mundo lá fora, e volta com algumas respostas.

Embora se encontrem em uma situação de contornos extremados, os três personagens podem ser uma metáfora do ser humano diante do risco, do perigo, do desconhecido e, principalmente, diante da necessidade de reconstrução. Abordando a impossibilidade de entendimento da vida, do significado da nossa existência, a peça questiona dois caminhos possíveis, o da desistência ou da possibilidade de enfrentá-la. Para o diretor Hugo Coelho, “À Espera é um texto que induz à reflexão. Não reafirma certezas, propõe questionamentos sobre nossos posicionamentos diante da vida, fazendo do teatro um espaço de reflexão crítica sobre a realidade. A falta de memória - dos personagens assim como da nossa história - nos impossibilita de construirmos uma identidade e decidirmos o nosso destino”.

A temporada acontece até o dia 7 de julho, às quintas e sextas (às 20h) e sábados (às 16h e 18h). A entrada é gratuita e precisa retirar os ingressos com 1h de antecedência. A Oficina Cultural Oswald de Andrade (Sala 7) fica na Rua Três Rios, 363 - SP.

24 de abril de 2018

Sutil Violento

Foto: André Murrer

O espetáculo "Sutil Violento" reestreia no dia 5 de maio, às 20h, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho. Com texto de Evill Rebouças e encenação assinada por Miguel Rocha, a montagem trata da violência sutil - visível ou comodamente invisível - presente em nosso cotidiano.

A encenação de "Sutil Violento" começa com um frenesi cotidiano, as pessoas correm. Não param. Mal se percebem. Desviam umas das outras, em alguns momentos se esbarram e, em átimos de atenção, reparam que exitem outros, tão próximos e tão parecidos (ou tão diferentes?). Ali, logo ali, há um corpo caído no chão. Será um homem ou um bicho? Apenas se cansou ou não respira mais? Queria comunicar algo, mas será que conseguiu? Um olhar mais atento ao entorno começa a revelar abusos, agressões, confrontos e opressões diárias: formas de coerção privadas ou públicas. Sutis violências do nosso tempo, tão sutis que se tornam invisíveis, naturalizadas.

O diretor Miguel Rocha explica que o espetáculo aborda o tema micro violência por meio de uma estrutura fragmentada, tanto na cena quanto no texto. “A dramaturgia é composta por um conjunto de elementos: ações físicas, movimentos, música ao vivo e texto”, diz. Na encenação não há personagens com trajetórias traçadas, mas figuras cujas relações com o contexto social estão em foco, a exemplo da mulher que é silenciada e do jovem que usa sapatos de salto diante de olhares atravessados. “As micro violências se revelam a partir dessas relações que se estabelecem entre essas pessoas e a sociedade”, argumenta.

O espetáculo tem sua temporada de 5 de maio a 8 de julho, todos os sábados, às 20h; e domingos, às 19 horas na Casa de Teatro Maria José de Carvalho que fica na Rua Silva Bueno, 1533 - SP.

23 de abril de 2018

O quarto do meu avô


Em "O quarto do meu avô", o autor Mauro Martins conecta o leitor a sua própria narrativa com uma história doce. Nas singelas entrelinhas, há amor, ritmo e magia. Se o livro fosse coberto por ilustrações, seria impecável. Na história, a descoberta de afeição entre avô e neta. Há indagações e curiosidade, genuíno amor e o que tem por trás do quarto. Vale à pena a leitura para os pequeninos.

20 de abril de 2018

Mais forte que o mundo - A história de José Aldo


A película brasileira "Mais forte que o mundo - A história de José Aldo" (2016) começa com um personagem bem construído, mas depois se perde com exageros e repetições desnecessárias no roteiro, comprometendo o desenvolvimento da narrativa e estrutura dramática. A produção é boa, mas o filme em si não convence. Atenção para a trilha sonora assertiva. Na trama, nascido e criado em Manaus, José Aldo (José Loreto) precisa lidar com a truculência do pai, Seu José (Jackson Antunes), que além de se embebedar constantemente ainda por cima bate na esposa, Rocilene (Cláudia Ohana), com frequência. Enfrentando constantemente seus demônios internos, Aldo encontra na luta sua válvula de escape. Acreditando em seu futuro como lutador, ele aceita se mudar para o Rio de Janeiro e morar de favor no pequeno alojamento de uma academia. Lá ele recebe o apoio do amigo Marcos Loro (Rafinha Bastos) e conhece Vivi (Cleo Pires), uma jovem que vai constantemente à academia. Precisando ralar um bocado para se manter, Aldo enfim consegue um voto de confiança do treinador Dedé Pederneiras (Milhem Cortaz), iniciando assim sua carreira no mundo do MMA. Uma curiosidade: A estreia do filme estava agendada para 14 de janeiro de 2016, mas devido à derrota de José Aldo para Conor McGregor em apenas 13 segundos, em luta realizada em 13 de dezembro de 2015, o lançamento foi adiado.

19 de abril de 2018

Batman: Mask of the Phantasm


A animação "Batman: Mask of the Phantasm" ou "Batman: a máscara do fantasma" (1993) tem um tom nostálgico quer vai do diálogo à direção. Por vezes, o ritmo da história se perde e torna o drama forçado, enfraquecendo, assim, a trama. Na narrativa, Bruce Wayne, o Homem-Morcego, combate o Fantasma, um novo bandido que mata um grande criminoso e faz parecer que o herói encapuçado cometeu o crime, fazendo com que Gotham City se volte contra ele. Além disso, Batman ainda precisa se preocupar em defender a cidade do Coringa, um vilão extremamente perigoso. Curiosidade: Inicialmente, era intenção da Warner lançar a película apenas em vídeo, contudo pouco após o início da produção o estúdio resolveu lançar o filme nos cinemas americanos. Nem precisa dizer que a equipe de produção do filme teve menos de um ano para começar e concluir o filme.

18 de abril de 2018

Vania Pimentel e Sandro Bodilon com Rosely Freire

Foto: Silvio Vargas Mansano

No dia 21 de abril, às 20h, o Centro de Música Brasileira (CMB) apresenta a pianista Vania Pimentel e em seguida canto e piano com Sandro Bodilon e Rosely Freire no Centro Brasileiro Britânico. 

Vania Pimentel interpretará obras de Almeida Prado, Amaral Vieira, Camargo Guarnieri, Ernesto Nazareth, Marlos Nobre, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos. A pianista vive nos Estados Unidos e estudou na Escola Superior de Música de Karlsruhe na Alemanha. Obteve os títulos de Mestre em Performance e Pedagogia, e Doutora em Música pela Universidade de Houston nos Estados Unidos. Foi premiada em vários concursos no Brasil, e na Europa, no 26° Concurso Internacional Jaen na Espanha, e no 6° Concurso internacional J. S. Bach em Paris, com concerto final na famosa Salle Gaveau.

Foto: Divulgação

Sandro Bodilon e Rosely Freire farão homenagem ao poeta Paulo Bomfim interpretando canções com suas obras. O poema "Onde Andará" terá três versões compostas por Raquel Peluso, Camargo Guarnieri e Arnaldo Ribeiro Pinto. Em primeira audição mundial duas obras de Villani-Côrtes e uma de Achille Picchi. Outros compositores do programa serão Ascendino Theodoro Nogueira, Osvaldo Lacerda e Sérgio Vasconcellos Corrêa.

A Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico fica na Rua Ferreira de Araújo, 741 - SP. A entrada para as apresentações são gratuitas.