2 de abril de 2020

Voltaremos em breve


A cultura sempre irá se reinventar, pois ela é vida e amor. E todo amor é eterno. Voltaremos, pois tudo na existência é puro movimento.

1 de abril de 2020

Expandindo Amor


Vamos espalhar amor por aí? Que tal expandir a consciência para a nova era que já bateu na porta?
Quem quiser ler meu livro “Espiritualidade: A nova era”, em PDF, gratuitamente, é só enviar um e-mail para ana@anadantas.com, dizendo que quer receber o livro e eu envio. Simples assim!
Aproveite e espalhe amor para aquela pessoa que você sabe que está conectada à expansão da consciência. Marque ela neste post, compartilhe com quem realmente gosta desse tipo de leitura. Vamos elevar a vibração da Terra com muito amor!
Desde já, minha gratidão a todos que participarem desta corrente!!! 🙏🙏🙏

31 de março de 2020

Alumia

Foto: Iago Alencar

A canção Alumia, que dá nome ao quarto CD do cantor e compositor Zé Guilherme, ganhou versão eletrônica. Produzido por Waldo Squash (Uaná System), o remix traz uma nova cara para a faixa com o sotaque paraense do carimbó eletrônico, e estará disponível em todas as plataformas digitais, prometendo balançar as pistas.

Com letra e música de Zé Guilherme, fazendo referência à sua origem nordestina, Alumia é ritmada e contagiante. No arranjo original, de Cezinha Oliveira, a faixa já registra referências de carimbó, junto a nuances de coco, ritmo característico do Nordeste.

O disco Alumia foi lançado em 2018, comemorando 20 anos de carreira de Zé Guilherme. Após gravar, em 2015, Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, releituras pessoais e delicadas do “cantor das multidões”, o artista entrou em cena com um álbum autoral, no qual assina a maioria das composições, incluindo parcerias com Luis Felipe Gama, Cris Aflalo, Marcelo Quintanilha e Cezinha Oliveira.

30 de março de 2020


Escrito por Donaldo Buchweitz, "Tulu - Em busca de um lugar para viver" (Ciranda Cultural, 32 pp, R$ 29,90 – Ilustração: Ina Carolina) reflete, pela óptica do jovem indígena Tulu, sobre a relação que estabelecemos com o lugar em que vivemos e as consequências dos desequilíbrios causados por atitudes que priorizam apenas interesses próprios.

Tulu pertence à tribo Macuxi e vive entre a floresta e o lavrado, é amigo dos animais e desde cedo aprendeu a amar a natureza, as plantas, as aves, os insetos e todo o ecossistema a que está inserido. Compõe músicas para os pássaros, brinca e é feliz por viver na floresta, até que um dia se vê ameaçado pelas queimadas e pela possibilidade real de deixar a floresta. Foge com sua tribo em busca de um lugar onde o amor e a vida pudessem estar preservados. Para isso, leva consigo uma muda da planta Tambatajá, na esperança de semear o bem em seu novo lugar e com a certeza de que a natureza estará sempre a seu favor.

27 de março de 2020

Caos

Foto: Andréa Rocha e Guga Melgar

Impasses e surpresas que todos estão sujeitos a vivenciar no dia a dia na cidade do Rio de janeiro estão reunidos no espetáculo “Caos”, de Rita Fischer, que chega à sua sétima temporada, com reestreia marcada para dia 07 de abril, no Teatro Viga. A montagem, que estreou em março de 2018 e já acumula uma turnê de três meses pela Europa, estará em cartaz todas as terças de abril e maio, às 21h.

A montagem é uma reunião de contos e crônicas, que a atriz e idealizadora do projeto escreveu ao longo dos últimos anos. Interferências, desconfortos, possíveis perdas, maus tratos, indiferenças, acidentes e desvios da cidade caos. Foram todos vividos e experenciados por ela. 

Com direção de Thiago Bomilcar Braga, a peça cumpriu recentemente temporada no Espaço Parlapatões e passou, em 2019, por Portugal, com apresentações nas cidades de Lisboa, Porto e Braga. "Caos" convida o espectador a fazer parte do universo autobiográfico de Rita e suas observações sobre os choques urbanos e seus desdobramentos éticos. Também no elenco, Rita Fischer divide o palco com a atriz Maria Carol, que empresta sua visão de mundo para movimentar o tráfego e acentuar ainda mais o caos da autora. Ao todo são quinze contos encenados, abordando desde as mazelas sociais ao vício de postar fotos nas redes sociais, passando por sentimentos pessoais da própria autora. 

“Achamos de suma importância realizar este espetáculo porque não sou somente eu que vivencio o caos no dia a dia. Estamos literalmente largados numa cidade que já foi maravilhosa e agora é habitada e governada pelo descaso e negligência em quase todas as esferas. E tomando como ponto de partida que o teatro pode ser um grande “agente transformador” para pensarmos e criarmos um mundo melhor, nada mais atual e pertinente do que falar sobre o Rio de janeiro de uma forma bem humorada, reflexiva, crítica, e atual” propõe Rita Fischer. 

26 de março de 2020

Tecendo diálogos

Foto: Divulgação

Acontece no dia 28 de março às 20h a estreia de "Tecendo diálogos", com o coletivo As Caracutás, no ateliê Favela Galeria, em São Mateus (ZL), com entrada franca. O espetáculo de teatro-dança tem criação e direção coletiva das intérpretes Ester Lopes e Monica Soares com preparação corporal e Mika Rodrigues.

"Tecendo diálogos" é resultado de um trabalho de pesquisa em movimento com foco nas lutas e os saberes das mulheres residentes no Parque São Rafael e imediações. O universo dos valores femininos norteia o espetáculo como uma procura pela força da resistência e do cuidado, pela paixão e inocência - dualidade peculiar ao feminino.

A linguagem cênica é híbrida; reúne artifícios teatrais (incluindo o teatro narrativo) junto às danças populares brasileiras e ao canto, dialogando com a estética contemporânea. As cenas foram alinhavadas por esses elementos para tecer o caminho da dramaturgia. A força e, ao mesmo tempo, a leveza da dança e do trabalho de corpo são fundamentais para as histórias dessas 12 mulheres que se apresentam: histórias que invertem os valores machistas, traçando paralelos e unindo mulheres em suas diversidades. “O corpo feminino carrega muitos traços tanto do cerceamento quanto da expressividade; ele pode ser fechado ou aberto para o que está a sua volta”, comenta Ester Lopes.

Monica e Ester recriam e rememoram as vivências dessas mulheres criando diálogos cênicos a partir das lembranças da infância e da juventude e também da sabedoria trazida pelo tempo. O espetáculo mergulha no estado do corpo em cada expressão de vida, seja ela alegre, agitada, tímida, cuidadosa ou acanhada. “São personagens reais e corajosas que carregam a simplicidade como beleza, que espelham um mundo futuro de igualdades, desejos comuns à maioria de nós”, reflete Monica Soares. As expressões do corpo são o principal artifício usado pelas atrizes/dançarinas para mostrar o lugar que cada uma dessas mulheres habita no mundo, mas também que mundo habita suas almas. O enredo passa pelos lugares do trabalho, da relação com o próprio corpo, da violência sexual, da fé, da espiritualidade e da maternidade.

Em "Tecendo diálogos" cada personalidade é também traduzida por um ritmo da tradição popular brasileira (jongo, frevo, carimbó, samba, coco, maracatu rural, batuque de umbigada, ijexá, caboclinho, capoeira). “Para contar as histórias dessas mulheres, vamos além do corpo, usando nossos corpos como instrumento em cada cena”, explicam as atrizes, que se conheceram quando faziam curso de formação no Instituto Brincante. “Foi realmente um encontro: os caminhos de duas atrizes da periferia se cruzando na Vila Madalena, no Brincante, era um sinal de que algo bom viria dali”, brincam elas e dividem a emoção do encontro.

25 de março de 2020

A pane

Foto: Ronaldo Gutierrez

Ao chamar de “A pane” seu conto (depois transformado em teatro), Dürrenmat não estava só pensando na falha mecânica de um Jaguar, que leva o protagonista a uma situação inesperada. A peça também diz respeito a este nosso mundo, repleto de imperfeições e catástrofes, de falhas da Justiça, de culpas e desculpas. Dürrenmat é daqueles autores que divertem e dão o que pensar.
A situação é inusitada. Um jogo em que velhos e octogenários juristas aposentados encenam suas antigas ocupações e, como diz o juiz anfitrião, agora não mais presos “a formas, protocolos, leis e todo o entulho inútil dos tribunais”. Neste jogo eles enredam um próspero representante comercial. Qual o seu crime? Não importa: “crime é algo que sempre se pode encontrar”.
Ao brincar de tribunal, os personagens nos fazem questionar o conceito de justiça, o sistema de Justiça, e este nosso mundo “de inocentes com culpa e culpados sem culpa”. A encenação reúne atores de várias gerações, para falar, não de uma história antiga, mas de “uma história ainda possível”, como o autor a qualifica.
A temporada acontece no Sesc Santana, de 27 de março a 3 de maio, às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 18h.