23 de setembro de 2019

Villa

Foto: Leekyung Kim

A memória coletiva sobre a Ditadura Militar no Chile (1973-1990) é tema de "Villa", do premiado dramaturgo e diretor chileno Guillermo Calderón. A peça fica em cartaz no Teatro Arthur Azevedo até o dia 6 de outubro. O espetáculo tem direção de Diego Moschkovich e elenco formado por Flávia Strongolli, Rita Pisano e Angela Ribeiro.
Na trama, três mulheres avaliam diferentes propostas sobre o que fazer com a Villa Grimaldi, um dos mais famosos centros de tortura e extermínio na ditadura do chileno Augusto Pinochet (1915-2006). Em torno de uma mesa, elas discutem dilemas atuais de organizações de direitos humanos e o presente dos espaços ligados à violência do Estado. Como explicar o horror do passado sem cair em uma produção de parque temático ou na fria reprodução de um museu de arte contemporânea?
O texto fala sobre os espaços de memória, aquilo que escolhemos como memória e o que aprendemos como memória coletiva de um povo; sobre como são feitas as edições que geram a História; e por quem a nossa história coletiva vem sendo construída, lembrada e contada.
O Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso fica na Av. Paes de Barros, 955 – Mooca - SP. A temporada tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

20 de setembro de 2019

Os Quatro Elementos de Timbuca e Fiúza

Foto: Divulgação

A Galeria Modernistas, localizada no bairro cultural de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, recebe, até dia 22 de setembro, a exposição "Os Quatro Elementos de Timbuca e Fiúza" - uma homenagem póstuma aos dois artistas tão importantes no cenário cultural da baixada fluminense. A mostra, com curta duração, tem coordenação do artista visual Raimundo Rodriguez e texto de abertura da crítica de arte e professora adjunta do IART-DEACP-UERJ Renata Gesomino.

Os artistas Deneir, Jorge Duarte, Julio Ferreira Sekiguchi e Raimundo Rodriguez expõem trabalhos autorais em paralelo as obras de Timbuca e Fiúza pertencentes a seus acervos pessoais.

"Timbuca e Fiúza são dois grandes nomes das artes plásticas que marcam uma produção cultural singular na Baixada Fluminense. Com uma ênfase no contexto cultural popular, suas obras pretendem revelar, de maneira atemporal, a complexidade das poéticas do “proletariado”. Uma beleza que repousa nos calos de mãos que trabalham com vigor, incansavelmente em busca da forma, da cor, do relevo e da profundidade. Reinventam as diluídas práticas e saberes de sobrevivência das áreas periféricas através da arte e de sua inegável necessidade", descreve Renata Gesomino no texto da mostra.

As obras de Timbuca e Fiúza são elaboradas partir de sobras de matérias-primas como: gesso estuque, latas de alumínio, chapa galvanizada, arame queimado, isopor e infinitas e inimagináveis sobras de tantos outros materiais. Assim como as obras dos quatro artistas contemporâneos que são seus discípulos. Júlio Ferreira Sekiguchi apresenta "pinturas-cartazes". Deneir esculturas cinéticas. Jorge Duarte apresenta pinturas brochadas. E, por fim, Raimundo Rodriguez apresenta sua série "Latifúndios" e outras obras, que criam uma narrativa com a história de Timbuca, Fiúza e os demais artistas da exposição coletiva.

A exposição fica em cartaz até 22 de setembro de 2019. A entrada da mostra é gratuita e livre para todas as idades. Para visitar basta comparecer a Galeria Modernistas, que fica localizada na Rua Paschoal Carlos Magno, nº 39, Santa Teresa, Rio de Janeiro. Horários de visitação: quarta-feira a segunda, das 11h às 17h, sendo, excepcionalmente, de 10h às 14h aos domingos.

19 de setembro de 2019

Este Corpo que Não Te Pertence

Foto: Divulgação

A Cia. dos Bonitos estreia o espetáculo "Este Corpo que Não Te Pertence" no dia 24 de setembro no Espaço Parlapatões, às 21 horas. Com texto e direção de Djalma Lima, a comédia conta a hilária história de um militar idoso que planeja trocar de corpo com seu sobrinho jovem por meio de um beijo.

Um jogo ágil e divertido se estabelece entre atores Cleber Tolini, Edson Gonçalvez, Rick Conte, Van Manga e Vânia Bowê. Todos interpretam todas as personagens de forma inesperada e surpreendente. A temporada de Este Corpo que Não Te Pertence segue até o dia 29 de outubro com sessões sempre às terças-feiras, às 21 horas.

Mascarenhas é um general aposentado e rico que pretende voltar a ser jovem. Para isso, ele planeja trocar de corpo com o ingênuo Henrique, seu jovem sobrinho, e contrata uma mãe de santo que tem o poder de fazer a troca de corpos por meio de um beijo. Paralelamente, a esposa infiel do militar se une ao médico da família para seduzir o rapaz, envenenar o marido e ficar com toda a fortuna. Sem saber dos planos, o sobrinho comparece a uma leitura do testamento do general, em vida, ignorando que seu corpo seja o objeto mais desejado da noite. Sem condições físicas de beijar o sobrinho à força, o general acaba trocando de corpo com outras pessoas, descobrindo seus segredos e verdadeiras intenções.

18 de setembro de 2019

Marcos Munrimbau

Foto: Marcelo Macaue

O cantor e compositor Marcos Munrimbau apresenta no dia 22 de setembro, às 19h, na Casa de Cultura Vila Guilherme - “Casarão”, o show "Aquarela de Batons". No repertório, músicas autorais resultantes da fusão criativa do artista de elementos da música afro, pop, jazz, latino-americana e erudita.

O Show “Aquarela de Batons” é uma homenagem às Mulheres de todas as “tribos”, realçando a riqueza das diversas nuances do feminino. Na percepção do Artista, essa diversidade representada pelos vários tons de batons, identifica o ponto de convergência da presença feminina em nossas vidas, ao mesmo tempo forte e delicada. As canções falam da mulher brasileira e seu papel na sociedade moderna, sua força, coragem seu jeito e sua sensualidade.

Como em “Quando Você se Aproxima”, em total sintonia com importância de se ter todo esse cuidado e carinho com o “Universo Feminino”, o artista demonstra a paixão de um homem pelo mistério da mulher. Com ela Munrimbau dedica esta composição “às mulheres de todos os continentes, guerreiras de luz, magas transformadoras, merecedoras da atenção e respeito ao seu Ser.

A é na riqueza dos arranjos, com “batidas” e “levadas diferentes” em cada música, que leva aos expectadores viajarem pelas paisagens e cenários pitorescos, em que a mulher, da cidade ou da periferia, altiva ou recatada, dança e brinca na voz do cantor. No show Marcos Munrimbau será acompanhado por Luciana Rosa (Violoncelo), Anete Ruiz  (teclado) e Paula Padovani (Bateria) .

17 de setembro de 2019

Canto Nosso

Foto: Divulgação

No dia 21 de setembro às 20h, o trio "Canto Nosso" de canto, flauta doce e violão e a pianista Consuelo Quireze se apresentam no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Grátis!

O trio Canto Nosso é formado pela Sonia Goussinsky no canto, Marilia Macedo na flauta doce e Rosimary Parra ao violão. As canções terão poemas de Airas Nunes, Guilherme de Almeida e Mário Quintana. No repertório, obras de Camargo Guarnieri, Chiquinha Gonzaga, Fabiano Lonzano, Joaquim Callado, Nilcéia Baroncelli, Osvaldo Lacerda, Sergio Roberto de Oliveira, Villa-Lobos, Villani-Côrtes e Yolanda Gama de Macedo.

Consuelo Quireze é professora adjunta da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. A pianista interpretará obras de Alexandre Levy, Camargo Guarnieri, Fernando Cupertino, Mignone, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos.

16 de setembro de 2019

Cine na praça


Se agosto trouxe de volta a uma realidade de pós-férias, setembro já faz correr nas veias o espírito das grandes metrópoles em movimento. Se São Paulo nunca pára, as vidas de seus habitantes também se desenvolvem numa atmosfera dinâmica, de idas e vindas, e cercadas da energia pulsante pela cidade. É nesse espírito que o Cine na Praça promove o ciclo "Cidades e Conexões", com exibições gratuitas às quintas-feiras, às 19h na Praça Victor Civita. 

Em complemento ao calendário do evento, no dia 26/9, a partir das 18h, ainda será realizada a roda de conversa "Mobilidade Urbana e os desafios na cidade São Paulo", com Denise Silveira (ciclo ativista) e convidados. Na mesma data ainda haverá, antes do filme principal, exibição do curta documentário 'Ciclovia Musical'.

O clássico do cinema Cult ‘Encontros e Desencontros’, de 2003, acompanha, em 1h42 de duração, o desenvolver de uma improvável amizade entre os personagens vividos pelos atores Bill Murray e Scarlett Johansson. O filme faz sentir, absorver e refletir sobre as escolhas que fazemos e onde elas nos levam. Focado exclusivamente em dois personagens, Bob Harris - uma estrela de cinema que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque - e Charlotte - que está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic que a deixa sozinha o tempo todo. Sem conseguir dormir por conta do fuso horário, Bob e Charlotte acabam, por acaso, se encontrando no bar de um luxuoso hotel e, em pouco tempo, tornam-se grandes amigos.

Faz tempo que Woody Allen deixou de ter apenas Nova York como cenário de suas obras. No fantasioso ‘Meia Noite em Paris’, de 2011, a Cidade Luz é uma importante protagonista da história vivida pelo personagem de Owen Wilson, que sempre idolatrou grandes escritores americanos e sonhava em ser como eles. Em 1h40 de filme somos levados a importantes pontos turísticos da capital francesa e, da mesma forma, nos deparamos com as figuras de grandes personalidades que moldaram a cultura do século passado, dentre eles, nomes como: Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso, Salvador Dalí, T. S. Eliot, Henri Matisse, Edgar Degas, Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec. O filme é uma verdadeira obra-prima de Allen e também uma viagem ao passado, que se entrelaça com o presente, e mostra o organismo vivo que são as grandes cidades.

Para fechar o ciclo “Cidades e conexões” a capital paulista serve de cenário ao filme ‘De Onde Eu Te Vejo’, de 2016, sob a direção de Luiz Villaça. A história narra a vida de um casal separado que, aos poucos, redescobre a cidade que habitam.

A Praça Victor Civita fica na Rua Sumidouro, 580, Pinheiros - SP. E o evento é gratuito.

13 de setembro de 2019

Chet Baker, Apenas Um Sopro

Foto: Victor Iemini

O texto de "Chet Baker, apenas um sopro" é envolvente e repleto de nuances onde os personagens se despem com um silêncio, um carinho ou simplesmente um olhar. Os diálogos fluem livremente. Uma delícia! A dinâmica de espaço cênica é dinâmica: por vezes divertida, por vezes tensa. 

Livremente inspirada na vida do lendário trompetista norte-americano Chet Henry Baker Jr. (1929-1988), o espetáculo protagonizado pelo músico e ator Paulo Miklos viajará em turnê pelo nordeste. Com direção de José Roberto Jardim e dramaturgia de Sérgio Roveri, a peça ainda traz no elenco Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos. 
O ponto de partida para a trama é um episódio real ocorrido na vida do músico. No fim da década de 60, ele foi violentamente espancado em uma rua de São Francisco. A agressão, que teria sido motivada por dívidas com traficantes, produziu no trompetista um efeito devastador: ele teve os lábios rachados e perdeu alguns dentes superiores, sendo obrigado a interromper a carreira até se recuperar dos ferimentos. 
A peça sobre Chet Baker mostra a primeira sessão de gravação do músico após o acidente. Ele está inseguro e arredio – e seus quatro companheiros de estúdio (um contrabaixista, um baterista, um pianista e uma cantora) parecem estar ainda mais. Todos foram reunidos por um produtor que, por ser amigo e admirador de Chet, acredita que ele está pronto para voltar à ativa.