20 de junho de 2018

As Ondas ou Uma Autópsia

Foto: João Caldas Filho

O espetáculo "As Ondas ou Uma Autópsia", com concepção e atuação de Gabriel Miziara, chega ao Rio de Janeiro para quatro apresentações no Teatro Poeira, entre 28 de junho e 1º de julho. O espetáculo é inspirado no romance “As Ondas”, de Virginia Woolf (1882-1941), e foi escrito em 2016, nos 75 anos de morte da escritora britânica.
A pesquisa para o espetáculo, em andamento desde 2012, nasceu da paixão do ator pela obra da autora. Ele é o primeiro espetáculo de uma trilogia dedicada a obra de Virginia Woolf, composta ainda por “Momentos de Vida”, baseado no livro homônimo e autobiográfico, e “Virginia”, criação inédita – que ainda não estrearam.
Na sinopse, este romance-poema escrito em 1931 descreve através do nascer do sol até seu poente, as diversas fases das vidas de seis amigos: Jinny, Rhoda, Susan, Louis, Bernard e Neville. Os personagens manifestam seus pensamentos, anseios e vontades através de solilóquios, quase nunca existe um diálogo direto, tudo passa por dentro deles, ganha camadas, adquire relevos antes de ganhar o mundo; e cada um destes mundos é vasto, amplo, infinito. Além dos seis personagens existe um sétimo, mudo, apenas um espectro que acompanha os outros: Percival, o herói silencioso que morre no auge da sua vida. Percival é quem leva esta obra até o cerne angustiado da vida da escritora.
Teatro Poeira fica na Rua São João Batista, 104 - Rio de Janeiro. As apresentações acontece de quinta a sábado, às 21h, e no domingo, às 19h.

19 de junho de 2018

Teatro do Incêndio: da Terra ao Território


O Teatro do Incêndio lança livro no dia 22 de junho, às 20 horas, que registra os 22 anos de história do coletivo. Do processo de montagem de sua primeira peça, "Baal - O Mito da Carne", em 1996, até a conquista de sua sede própria, em 2017. O livro "Teatro do Incêndio: da Terra ao Território" mostra a trajetória do grupo em paralelo com a história política do país, refletindo sobre criação, teatro de grupo e modo de produção. A publicação também registra fatos de lutas internas para sobrevivência da Companhia.

Com críticas, resenhas e textos de nomes como José Celso Martinez Correa, Cida Moreira, Valmir Santos, Márcio Boaro, Daniel Ortega, Rodrigo Mercadante e integrantes do grupo, entre outros artistas que passaram pela companhia, o livro é composto por imagens e por escritos que foram organizados pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca, fundador da companhia, em 1996.

"Teatro do Incêndio: da Terra ao Território" tem prefácio assinado por Antônio Carlos de Moraes Sartini, sendo ilustrado por 92 imagens captadas pelos fotógrafos Lenise Pinheiro, Bob Sousa, Giulia Martins, Marcos Lobo, Don Fernando, Pya Lima, Vânia Scharback e Antônio Marciano.

O lançamento é em parceria com a editora Córrego e faz parte do projeto "A Gente Submersa", contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

18 de junho de 2018

O pássaro do limo verde


A releitura da história "O pássaro do limo verde" vem do conto recolhido pelos Irmãos Grimm. Conto este que foi mantido pelos contadores populares de diversos países.  A narrativa é instigante, criativa e prestigiada em suas entrelinhas. Na história, Maria é uma moça sensível e generosa que pede ao pai que lhe traga de presente: um pássaro. Ele é o pássaro do limo verde, um príncipe aprisionado na forma de pássaro, por obra de uma terrível bruxa. Como o amor de Maria pelo príncipe era forte e verdadeiro o bastante para enfrentar duras provas, foi possível a quebra do encantamento.

15 de junho de 2018

N

Foto: Rudi Silva

Os famosos relatos de Anne Frank, a garota judia alemã que viveu refugiada durante toda a Segunda Guerra Mundial, serviram para inspirar a  Cia. Arte-Móvel ao discutir a questão dos refugiados na peça "N". O espetáculo que tem duas apresentações gratuitas nos dias 23 e 24 de junho, na Galeria Olido, às 20h e às 19h, respectivamente.
Com concepção e direção de Otávio Delaneza, a peça retrata acontecimentos recorrentes a vida de tantas pessoas que fogem de seus países em busca de condições para existir.
Em um universo cheio de poesia, a montagem cria uma reflexão sobre a condição de vida refugiada e sobre como as pessoas são “nada”, “ninguém” ou “nenhum” ao longo de suas existências. Basta que não sejam aceitas, que não tenham a liberdade de existir como são para que o silêncio do refúgio aconteça.
Arte-Móvel especializou-se na mescla de linguagens entre o corpo expressivo, a interpretação e o teatro de animação e objetos. São artistas que buscam o potencial transformador da arte. E, por meio de projeto como estes, encontram mecanismos de democratizar o acesso a cultura de forma potente e eficaz.
A Galeria Olido fica na Avenida São João, 743 - SP.

14 de junho de 2018

III SPHarpFestival – Festival Internacional de Harpas

Foto: Iago Leon

De 22 a 25 de junho, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta o "III SPHarpFestival – Festival Internacional de Harpas" com vários números musicais durante o dia e um total de 12 apresentações de música popular, folclórica e erudita. Os eventos acontecem no teatro com entrada franca. Serão vários tipos de harpas: clássica, koto (japonesa), paraguaia e céltica. Algumas são elétricas, outras acústicas.

Entre os destaques internacionais estão a soprano e instrumentista escocesa Zoe Vandermeer com repertório erudito. E dois paraguaios: Vivian Duré Prado que interpretará folclore latino-americano, música paraguaia e clássicos e Lucas Zaracho que é proveniente de uma longínqua cidade do 12º departamento de Ñeembacú. O harpista tem trilhado o caminho da arte com o projeto "Sonidos de la Tierra". Há um argentino, Dario Andino que se apresenta com o grupo Yassique traz 13 músicos, sendo 8 harpistas. O repertório é de MPB. 

Uma novidade deste ano é o espetáculo O Retrato de Dorian Gray, inspirada na estética da Belle Époque, com canções consagradas do rock. Toca nesse número a harpista Tatiana Henna com participações de Cristina Harumi (apresentação e bongô), Doug Almeida (violão), Nayane Spigoti (teclado) e Paulo Keller (vocais).

O Duo Mulheres em Harpa e Flauta (foto) tem Norma Holtzer Rodrigues na harpa que é formada em piano pela Escola de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e estudou harpa com Amalia Maresca em Montevideo no Uruguai. Ana Carolina Bueno é bacharel em flauta pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A Burning Symphony traz harpas céltica e elétrica, violoncelo e bateria. No repertório muito rock, heavy metal, power metal e metal sinfônico.

O "III SPHarpFestival" acontece no CCBB São Paulo que fica na Rua Álvares Penteado, 112 - SP. As apresentações acontecem às sextas, domingos e segundas: 13h, 15h e 18h e aos sábado: 15h, 18h e 20h.

13 de junho de 2018

O Último Capítulo

Foto: Paprica Fotografia

Chega a São Paulo a comédia "O Último Capítulo", com os atores Mariana Xavier e Paulo Mathias Jr. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Itália, entre 13 de julho e 2 de setembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 18h e às 21h; e aos domingos, às 18h.
A peça conta a história de um casal em crise: Berenice, uma romântica e sonhadora diarista apaixonada por novelas, e Dagoberto, um desempregado crônico fanático por futebol. Berê chega do trabalho ansiosa para curtir o último capítulo de sua novela preferida, mas um repentino apagão acaba com seus planos de acompanhar o desfecho do folhetim. A história se passa num tempo em que não há celular, nem internet: resta ao casal, então, conversar.
O público acompanha uma divertida e dramática DR (Discussão de relação) de um casal que se ama, mas que acha que chegou a hora de se separar. Por meio de flashbacks, Berenice e Dagoberto vão reavaliando sua relação e chegam à conclusão de que seu casamento também é uma grande novela, e que também pode estar no último capítulo.  
Escrito por Alexandre Morcillo e Clóvis Corrêa e dirigido por Márcio Vieira, "O Último Capítulo" comemora a oportunidade dos amigos Mariana e Paulo, declaradamente fãs um do outro, trabalharem juntos.
O Teatro Itália fica na Avenida Ipiranga, 344 - SP.

12 de junho de 2018

Canção Dentro do Pão

Foto: Jennifer Glass

A peça "Canção Dentro do Pão" terá uma sessão especial no próximo dia 14 de junho,  às 20hs, na qual ocorrerá o evento de lançamento do CD com a trilha sonora completa do espetáculo. Com música de Marcus Vinicius e Léo Nascimento, este disco reúne composições que são mais, muito mais, que um simples sublinhado da ação dramática. Por trás das letras irreverentes e da escolha de cada gênero musical, há, tal como na peça, "reflexão, há compromisso com a realidade,há consciência da marcha do Homem para transformar a História”, como escreve o maestro Marcus Vinicius, na apresentação do CD, até porque a peça, e o CD, tratam da fervura social às vésperas da Revolução Francesa.

Com direção de Bete Dorgam, o texto dRaimundo Magalhães Júnior é inspirado em uma passagem do romance “Jacques le Fataliste et Son Maitre” (Jacques, o Fatalista e Seu Amo) do escritor francês Denis Diderot.  A temporada tem sessões sempre quintas, às 20 horas, e sextas às, 21 horas, até 29 de junho.

Ouvir o CD é ver, ou rever, a peça. Da marcha de abertura “Acorda Paris”, apreciando o bolero, propositalmente brega, “Chifres”, dançando o sonho dos sans-culotte no minueto “Madame Guilhotine” - enquanto o idiota só consegue imaginar que o mundo está aprontando alguma contra ele - e encerrando com a embolada “Embolée Finale” ao chamado:"Liberté, Egalité, Fraternité” (para ficar em poucos exemplos), o burlesco, o duplo sentido das palavras em francês, ou em português com sotaque francês, mais do que o gozo do inevitável riso farto, é sentir que "por trás dos quiproquós amorosos dos personagens e dos seus diálogos picarescos e aparentemente simplórios, aos poucos emergem contradições sociais, embates de classe, ambições coletivas e pessoais, crueldades políticas e outras mesquinharias que tais alpinistas sociais, atravessadores de vantagens, corretores de picaretagens, adesistas de primeira hora’’.

O Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa, 323 - SP.