16 de novembro de 2018

Pássaro Só

Foto: Rodrigo Braga

O cantor e compositor pernambucano Vertin mostra, no Sesc Belenzinho, as canções do seu segundo disco "Pássaro Só", lançado recentemente. O show acontece no dia 16 de novembro no palco do Teatro da unidade, às 21 horas.

Acompanhado por Alex Nícolas (guitarra, teclado, violão e vocal), Robson Melo (contrabaixo) e Felipe Weinberg (bateria), o artista apresenta um show teatral, que se constrói pelo diálogo entre música, atuação e iluminação. O desenho de som é conduzido por Ricardo Bolognini (Bolinho) e a iluminação assinada por João Guilherme de Paula.

O repertório de seu novo trabalho mescla canção brasileira, poesia popular e rock, e traz participação de Almério, Flaira Ferro e Juliano Holanda, entre outros. As composições são assinadas por Vertin, Helton Moura, Ricardo Cotrim, Juliano Holanda, Rafael Valadares, Hugo Schuler. São elas: Samba pra Resistir, Dança dos Passarinhos,Pássaro Só (ou Uma História de Amor e Fúria), Ouriço, Vaga-lume, Viva, Há Dois, Reverter, Qual É a Sua Cor, Vou Voltar, Domingos e Viveiros.

Em Pássaro Só, os conflitos expostos nas novas composições fazem parte de um sujeito específico, partindo das suas próprias experiências para o relacionamento com o externo. Vertin canta o seu processo de cura, a cura como meio sem perspectiva de fim, mas acreditando estar no caminho do bem. O título do álbum não pretende sugerir o trabalho solitário. A solidão exaltada faz parte da consciência do coletivo mergulhando na individualidade, onde habita o caminho para o aprendizado e o cultivo das relações mais amplas, transformação de um mundo.

15 de novembro de 2018

Cárceres da Consciência

Foto: Laysa Alencar

Dia 17 de novembro às 21h, estreia a peça "Cárceres da Consciência". São dois artistas no palco, Vince, o humano interpretado por Guttervil Guttervil e um Coronel Ciborgue por Fernanda Kawani Custodio. 

A peça é ambientada entre 1968 e 2068 e fala sobre o mundo pós-apocalíptico, distópico, onde prevalece a supremacia das inteligências artificiais, que estudam o ser humano como ratos de laboratório para sugar o que há de melhor neles.

Na trama, um humano está sendo testado e analisado por uma inteligência artificial, que provoca lembranças e estímulos de pensamentos na cobaia através do princípio ativo da música, mais precisamente o rock, mexendo no espaço e tempo. Vince, uma cobaia, não percebe que está sendo utilizado como transporte desse princípio ativo, o rock, se sentindo prisioneiro de sua própria consciência, ele não consegue manter uma estabilidade de comportamento emocional e distinguir delírio e realidade, ele sofre o tempo inteiro, como o público, as conseqüências de estímulos sensoriais.

14 de novembro de 2018

Tem Alguém Que Nos Odeia

Foto: Suellen Leal

A relação amorosa entre duas mulheres que sofrem ataques homofóbicos de um de seus vizinhos é o ponto de partida do suspense "Tem Alguém Que Nos Odeia", com texto e direção de Michelle Ferreira. O espetáculo da Cia. Teatro Enlatado estreia no Sesc Belenzinho, no dia 16 de novembro.
Depois de uma temporada vivendo no exterior, a brasileira Maria e a estrangeira Cate, protagonizadas pelas atrizes Mariana Mantovani e Maíra De Grandi mudam-se para um apartamento em São Paulo. Na nova cidade, as diferenças culturais geram uma crise na relação amorosa e elas passam a sofrer ataques de outro morador do prédio, que espalha mensagens de ódio e intolerância contra as duas, por meio de bilhetes, pichações e agressões. Sem poder contar com a síndica, nem com a polícia, Maria e Cate vivem o medo e uma permanente tensão.
Alguns questionamentos feitos pela encenação são: O que fazer diante de uma sociedade que quer vigiar os corpos? Como suportar um sistema heteronormativo que ignora direitos? Como apelar para o estado se este é falsamente laico, e, portanto, injusto? Como reagir a violência quando ela é permitida e banalizada?
Para criar o clima de terror e suspense psicológico, o grupo investigou o trabalho de Alfred Hitchcock, Michael Haneke e Bruno Dumont, que manipulam em suas obras o tempo por meio dos atores e o espaço por meio dos planos. “A encenação acontece toda a partir do corpo das atrizes e de um estado dilatado. É através dos corpos que geramos tensão e suspense, para que a peça aconteça para além dela mesma, para que ela se complete no público. Para isso, usamos todos os recursos da teatralidade para gerar eventos psíquicos nos espectadores", conta a diretora e dramaturga Michelle Ferreira.
Outra referência é o trabalho do artista inglês Francis Bacon (1561-1626), que empresta para a montagem a cor e a temperatura dos ambientes retratados em suas pinturas, capazes de provocar pesadelos. Esses elementos ficam evidentes na iluminação intimista de Cláudia de Bem e na cenografia de Fernando Salles.
O texto de Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011), organizado pelo Instituto Camões de Portugal. A peça ganhou montagens de José Roberto Jardim, em 2013, e do Teatro Nacional da Escócia, no projeto “A Play, a Pint and a Pie”, em 2016.

13 de novembro de 2018

É Tempo pra Viver

Foto: Divulgação

Compositor, cantor e acordeonista, o sergipano Mestrinho apresenta show do seu novo disco "É Tempo pra Viver" no dia 15 de novembro, no Sesc Belenzinho. O show integra o projeto Música de Raiz e acontece no Teatro da unidade, às 18 horas.

O novo trabalho é composto por canções autorais e alguns clássicos da música brasileira de compositores como Dominguinhos, Gilberto Gil e Gonzaguinha. O disco tem participação especial de Ivete Sangalo e Dominguinhos (em canção inédita que deixou gravada).  É Tempo pra Viver – segundo álbum solo de Mestrinho e o quarto da carreira - mostra a versatilidade do artista com a sanfona, rendendo-lhe duas indicações no 29º Prêmio da Música Brasileira, em 2018.

O disco é formado pelas seguintes músicas: Fazer Valer, Bom Danado, Forró em Vitória, Serei Pra Ti, É Tempo pra Viver, Complexo Prazer, Bom Dia, Grudadinha no Meu Tom, Talvez, Te Faço Um Cafuné (Zezum),Com Toda Calma (Elton Moraes), Festa (Gonzaguinha), O Inverno e Você (Dominguinhos e Climério) e Sete Meninas (Dominguinhos e Toinho Alves).

Mestrinho (sanfona e voz) sobe ao palco do Teatro do Sesc Belenzinho acompanhado por Alex Buck (bateria), Cainã Cavalcante (guitarra), Michael Pipoquinha (baixo), Léo Rodrigues (percussão), Elton Moraes (triângulo) e Vinicinho Magalhães (zabumba).

12 de novembro de 2018

Recital do duo Renato Mismetti e Maximiliano de Brito

Foto: Divulgação

No dia 17 de novembro, às 20h, é o encerramento da Temporada 2018 do Centro de Música Brasileira (CMB) com recital com o duo Renato Mismetti (canto) e Maximiliano de Brito (piano) no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros. Os dois músicos são brasileiros e vivem na Alemanha. O evento é gratuito.

“Foi uma bela temporada com 6 apresentações gratuitas no ano e vasto repertório erudito brasileiro, que é a proposta da instituição de valorizar e difundir a nossa música”, conta Eudóxia de Barros, presidente do CMB. Neste ano foram prestigiadas e interpretadas obras de 31 compositores eruditos brasileiros. Desde a sua existência, o CMB já integra 331 apresentações mais festivais de música.

O recital de novembro terá várias primeiras apresentações mundiais de composições de Kilza Setti, Achille Picchi e Antônio Ribeiro feitas sobre textos de Renata Pallottini especialmente para o concerto, além de obras importantes do repertório já convencional da canção de concerto, criadas por alguns dos mais significativos nomes da música erudita brasileira. A isto se junta uma espécie de diálogo poético entre colegas: Renata Pallottini e sua amiga Hilda Hilst, com textos outrora musicados por Almeida Prado e Kilza Setti, obras também dedicadas ao duo e por ele apresentadas em vários países da Europa.

9 de novembro de 2018

Cantos & Versos

Foto: Guilhermina Pinacolada

O cantor e compositor mineiro Zé Geraldo lança no Sesc Belenzinho o DVD Cantos & Versos, gravado em parceria com o violeiro Francis Rosa. Os shows acontecem nos dias 9 e 10 de novembro na Comedoria da unidade, às 21h30.

No show Zé Geraldo Apresenta Francis Rosa, que seguirá em turnê pelo Brasil, os dois estão juntos no palco para mostrar canções conhecidas da discografia de Zé Geraldo, com arranjos voltados para o universo da viola, e outras feitas por ele em parceria com Francis. A identificação artística entre os dois músicos é facilmente percebida na interpretação que um imprime à música do outro, e também nos emocionantes duetos.

O encontro de Zé Geraldo com o paulista Francis Rosa, de Joanópolis, aconteceu há cerca de quatro anos. A parceria frutificou rendendo-lhes composições, shows e projetos de trabalhos conjuntos. A primeira realização de ambos é o DVD Cantos & Versos que foi gravado no Teatro Municipal de Vinhedo, em 2016. Com esse trabalho, Zé Geraldo apresenta também o universo musical de Francis, cantor e compositor que tem em seu repertório canções que traduzem seu amor e respeito pela Serra da Mantiqueira. Com sete CDs gravados, seu trabalho traz uma atmosfera bucólica e acolhedora que remetem às rodas de viola comuns nos terreiros das fazendas e lugarejos da Serra.

Entre as composições do roteiro, destaque Cidadão, Galho Seco, Como Diria Dylan, Hey Zé (versão de Hey Joe, de Jimmy Hendrix) e o violeiro Francis Rosa interpreta a canção Lírios, entre outras. No palco, Zé Geraldo (voz, gaita e violão), Francis Rosa (voz e violas), Jean Trad (guitarra), Carlito Rodrigues (baixo), Carneiro Sândalo (bateria) e Juninho Serafranny (violão).

8 de novembro de 2018

Paulinho Pedra Azul

Foto: Ludimila Loureiro

Comemorando seus 35 anos de carreira, o mineiro Paulinho Pedra Azul apresenta-se no dia 9 de novembro no Teatro do Sesc Belenzinho, às 21 horas. Acompanhado por Serginho Silva na percussão e Clóvis Aguiar ao piano, o cantor e compositor faz uma viagem por toda a sua carreira e conta histórias que aconteceram durante sua trajetória.

Algumas músicas do programa estão nos CDs lançados em coletâneas comemorativas, 35 Anos de Carreirae 35 Anos de Carreira - Volume 2. São compilações de participações suas em discos de outros artistas ao logo de sua história. Entre as composições, destaque para Jardim da Fantasia, Ave Cantadeira, Cantar (de Godofredo Guedes), Jequitinhonha, Precisamos de Amores, Sonho de Menino e Valsa do Desencanto, entre outras.

Paulinho nasceu na cidade de Pedra Azul, cidade mineira do no Vale do Jequitinhonha. Iniciou a carreira, aos 13 anos, com as artes plásticas e logo enveredou pela música participando do conjunto The Giants interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, entre outros. A partir do final dos anos 60, participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado vários shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo, onde morou por 10 anos, trabalhando com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, seu conterrâneo. Retornou para Minas e se fixou em Belo Horizonte onde ainda reside.

No período em que viveu em São Paulo, gravou seus três primeiros discos. O LP de estreia, Jardim da Fantasia (1982), foi um grande sucesso e teve a música-título eternizada na memória da canção brasileira (popularmente apelidada de "Bem-te-vi"). Com um estilo que vai do romântico à clássica MPB, com claras influências do Clube da Esquina, além de ter composto alguns chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 26 discos gravados, sendo a maioria deles independentes, incluindo coletâneas. Vendeu mais de 500 mil exemplares de sua obra.  Seus trabalhos mais recentes são: Lavando A Alma (2008), 30 Anos (2011) e 35 Anos de Carreira (2016) e 35 Anos de Carreira – Volume 2  (2017).

Paulinho Pedra Azul é também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 17 livros (poesias infantis, infantojuvenis e adultas, fotografias, desenhos), entre eles Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba (2002), escrito durante visita à ilha de Fidel Castro. Uma pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes) o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.