19 de junho de 2019

Chet Baker, Apenas um Sopro

Foto: Victor Iemini

Livremente inspirada na vida do lendário trompetista norte-americano Chet Henry Baker Jr. (1929-1988), o espetáculo "Chet Baker, Apenas Um Sopro", protagonizado pelo músico e ator Paulo Miklos, circula pelas capitais Salvador (28 a 30/6), Vitória (5 e 6/7), Curitiba (12 a 14/7), Goiânia (19 e 20/7), (Porto Alegre (3 e 4/8) e São Paulo (em agosto, datas a confirmar), entre os meses de junho e agosto. Com direção de José Roberto Jardim e dramaturgia de Sérgio Roveri, a peça ainda traz no elenco Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos.
O ponto de partida para a trama é um episódio real ocorrido na vida do músico. No fim da década de 60, ele foi violentamente espancado em uma rua de São Francisco. A agressão, que teria sido motivada por dívidas com traficantes, produziu no trompetista um efeito devastador: ele teve os lábios rachados e perdeu alguns dentes superiores, sendo obrigado a interromper a carreira até se recuperar dos ferimentos.
A peça sobre Chet Baker mostra a primeira sessão de gravação do músico após o acidente. Ele está inseguro e arredio – e seus quatro companheiros de estúdio parecem estar ainda mais. Todos foram reunidos por um produtor que, por ser amigo e admirador de Chet, acredita que ele está pronto para voltar à ativa.
“Um espetáculo que contém muita música e drama, exatamente como a vida do nosso retratado: Chet Baker. Um artista brilhante, um talento natural, aprisionado pela droga e pela auto-complacência. Chet é um dos meus ídolos, muitos deles morreram ainda mais jovens. Respiraram música acima da vida. ‘Chet Baker, Apenas um Sopro’, é um grande presente que eu recebi.”, comenta o músico e ator Paulo Miklos.

18 de junho de 2019

Quando Tudo Estiver Pronto

Foto: Heloísa Bortz

A dupla Isser Korik e Otávio Martins volta ao palco do Teatro Folha com a peça "Quando Tudo Estiver Pronto", do renomado dramaturgo norte-americano Donald Margulies. Primeira montagem deste texto no Brasil estreia no Teatro Folha dia 21 de junho e segue em cartaz até 15 de setembro.
Na trama, uma família judia acabou de enterrar sua jovem mãe, que morreu de forma inesperada. No entanto, uma semana depois das cerimônias fúnebres, ela volta recém-levantada de sua cova, com o objetivo de arrumar sua casa e sua família.
O reencontro com o marido, com o filho, com a sogra, sogro e cunhada teatraliza um fato impossível fazendo o público refletir sobre possibilidades nunca pensadas: O que eu faria se isso acontecesse comigo? “A partir disso, muitos conceitos emocionais são postos em xeque.”, comenta Isser Korik.
A encenação priorizará a força do texto e do elenco, trabalhando para iluminar essas duas potências do projeto. “Quando um diretor tem diante de si um texto inteligente e um elenco ‘dos sonhos’, a melhor encenação possível é a que deixa na mão dos atores a condução da história e a fluência das emoções. Qualquer proposta mais voltada para aspectos estéticos só atrapalha o natural contato do público com os sentimentos dos personagens”, completa o diretor.
Este é o quarto trabalho que Isser e Otávio realizam juntos. Em “O Mala” (2008) e “Que Tal Nós Dois?” (2018), Isser dirigiu e Otávio atuou. Em “Divórcio” (2019) inverteram as posições. “Nós criamos um grau de intimidade na cena que espelha a nossa amizade fora do palco“ conta Otávio Martins. “Quando um ator também é diretor, fica mais difícil se entregar, sem críticas e defesas, na mão de outro diretor. Nós conquistamos essa confiança baseada na nossa afinidade teatral e no respeito e admiração mútuas”, completa Isser Korik.

17 de junho de 2019

Elza

Foto: Karen Eppinghaus

premiado musical Elza reestreia em São Paulo no Teatro Sérgio Cardoso para curtíssima temporada, de 20 de junho 14 de julhoA trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho no Rio de Janeiro, passou por outras cidades fará nova temporada capital paulista, no Teatro Sérgio Cardoso, após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita da homenageada. A partir de 20 de junho, Larissa Luz, convidada para a montagem, e outras seis atrizes selecionadas em uma bateria de testes (Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim) sobem ao palco para celebrar o trabalho, o recém conquistado Prêmio Shell de Melhor Música, os dois prêmios CESGRANRIO (Melhor Direção – Duda Maia e Categoria Especial pelo Elenco), quatro troféus do Prêmio Reverência (Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Autor e Categoria Especial) e o Prêmio da APCA de Melhor Dramaturgia.
Em cena, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.
Com texto inédito de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo tem a direção musical de Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet. Além disso, o maestro Letieres Leite, da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegasse. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores Juliano Almeida e Pedro Loureiro.

14 de junho de 2019

O PORTO – Experimento Público Nº 2

Foto: Leekyung Kim

Nesta performance/instalação, o artista Laerte Késsimos compartilha com o público o processo criativo de seu novo espetáculo – inspirado na vida e obra do artista plástico cearense José Leonilson (1957-1993) – em um ateliê-vitrine localizado no centro da cidade de São Paulo. "O PORTO, Experimento Público Nº 2", tem direção de Aura Cunha e dramaturgia de Leonardo Moreira, e faz parte do processo criativo do espetáculo SER JOSÉ LEONILSON, com previsão de estreia para outubro de 2019.
A ocupação artística acontece em um local de passagem no centro da cidade, a Galeria Zarvos, Avenida São Luiz, nº 258 – loja 14, que fica até o dia 10 de agosto. A ação acontece por seis horas diárias (das 11h às 17h), de segunda a sexta. Nesse ateliê aberto, Laerte dividirá com o público um diário de criação de obras (pinturas, desenhos, bordados, e outros trabalhos têxteis) e ensaios do espetáculo, com ações como conversas com o público, experimentos perfomativos e uma exposição das obras criadas.
Idealizado por Laerte Késsimos, o projeto Ser José Leonilson é uma aproximação poética da obra e vida do artista plástico José Leonilson Bezerra Dias, vinte e seis anos após sua morte. Vítima da Aids, sua obra continua atual, candente e relevante, demandando multiplicações, contestações e disseminações. O projeto é divido em três frentes criativas: um espetáculo teatral, uma exposição com os trabalhos criados durante o processo de ensaios e uma instalação performática, um “ateliê vitrine”, a performance O PORTO.  

13 de junho de 2019

Giácomo Bartoloni e Eduardo Monteiro com Tânia Guarnieri e Araceli Chacon

Foto: Divulgação

No dia 15 de junho, às 20h, o Centro de Música Brasileira traz dois duos, violão e flauta, violino e piano. Giácomo Bartoloni (violão) e Eduardo Monteiro (flauta), e, Tânia Guarnieri (violino) e Araceli Chacon (piano). O evento é gratuito.

O duo formado por Giácomo Bartoloni (violão) e Eduardo Monteiro (flauta) já trabalhou junto no quinteto Five Around nos anos de 1990 e se reencontraram em 2017 em um Festival de Música no Instituto de Artes da Unesp. O principal objetivo do duo é divulgar a produção nacional. Na apresentação vão tocar Achille Picchi, Breno Blauth, Osvaldo Lacerda, Sérgio Vasconcelos Corrêa, Souza Lima e Villani-Côrtes.

Tânia Guarnieri (violino) e Araceli Chacon (piano) conheceram-se ainda crianças, ambas estudantes de música. O primeiro recital oficial do duo foi em 2010, e a partir dessa data as apresentações se multiplicaram, tanto no Brasil quanto no exterior. O CD Oblatum é o primeiro registro sonoro do duo. As duas vão interpretar Alexandre Schubert, Camargo Guarnieri, Liduino Pitumbeira, Osvaldo Lacerda e Ronaldo Miranda.

12 de junho de 2019

Mãe Coragem

Foto: Jennifer Glass

O espetáculo "Mãe Coragem" fica em cartaz no ginásio do Sesc Pompeia até 21 de julho. Escrita em 1941, a peça se passa durante doze anos dentro da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), uma série de batalhas devastadoras na Europa central, sobretudo na Alemanha, que deixaram mais de oito milhões de mortos. Nesse contexto, o texto narra a trajetória de Anna Fierling, a dita Mãe Coragem, uma comerciante que acompanha as tropas com sua carroça, vendendo suprimentos para os soldados agonizantes. Ela comemora a chegada da guerra e lucra com seus horrores, mas não quer que nenhum de seus três filhos – Eilif, Queijinho e Kattrin – sejam convocados para a luta.
“Acho que a Mãe Coragem é uma espécie de Hamlet das mulheres, ou melhor, seu oposto complementar. Em Hamlet você tem que ser um ator maduro e jovem, e em Mãe Coragem você tem que ser uma atriz madura e velha. Então, geralmente você tem disposição para fazer quando é jovem, mas tem que esperar ficar mais velha. E Hamlet você quer fazer e não tem maturidade quando você é jovem, né? Mas eu sempre achei muito difícil, li várias vezes, mantive esse desejo remoto, e sempre guardei na estante, como uma perolazinha”, diz a idealizadora da montagem Bete Coelho.
A encenação de Daniela Thomas destaca o caráter dialético no texto de Brecht. “Quando recebi o convite de Bete para dirigir o Mãe Coragem, logo imaginei uma trupe de atores chafurdando na lama, num espetáculo que não se dirigisse ao público, mas que fosse testemunhado por ele. Ou ainda: que além de assistir os atores, o público, organizado em torno da arena, assistisse o clássico de Bertolt Brecht sendo visto por uma outra plateia, em mais um testemunho da alienação pretendida pelo diretor/filósofo. Enquanto discutíamos sobre a montagem, nesses anos, assombraram-nos os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho: a lama inerte, implacável, que assassinou famílias, florestas e rios. Assombrou-nos também a luta diária dos pobres, pardos e negros do Brasil frente ao genocídio de seus jovens: nossa guerra particular. Assombraram-nos ainda os slogans intolerantes e cada vez mais vocais dos que falam em nome de Deus. Mãe Coragem é uma peça escrita nos anos de 1930 e 1940 do século XX, no norte da Europa, sobre a guerra religiosa que os assolou nos anos 1600 e ressoa atual e pertinente nos nossos tristes trópicos”, revela a diretora.

11 de junho de 2019

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Foto: João Caldas Filho

Com direção de André Garolli, o espetáculo "Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã" narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente. Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?
Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.
    
"Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã" ganha uma nova temporada na SP Escola de Teatro, entre 14 de junho e 1º de julho, com apresentações às sextas, aos sábados e às segunda, às 21h, e aos domingos, às 19h.