14 de novembro de 2018

Tem Alguém Que Nos Odeia

Foto: Suellen Leal

A relação amorosa entre duas mulheres que sofrem ataques homofóbicos de um de seus vizinhos é o ponto de partida do suspense "Tem Alguém Que Nos Odeia", com texto e direção de Michelle Ferreira. O espetáculo da Cia. Teatro Enlatado estreia no Sesc Belenzinho, no dia 16 de novembro.
Depois de uma temporada vivendo no exterior, a brasileira Maria e a estrangeira Cate, protagonizadas pelas atrizes Mariana Mantovani e Maíra De Grandi mudam-se para um apartamento em São Paulo. Na nova cidade, as diferenças culturais geram uma crise na relação amorosa e elas passam a sofrer ataques de outro morador do prédio, que espalha mensagens de ódio e intolerância contra as duas, por meio de bilhetes, pichações e agressões. Sem poder contar com a síndica, nem com a polícia, Maria e Cate vivem o medo e uma permanente tensão.
Alguns questionamentos feitos pela encenação são: O que fazer diante de uma sociedade que quer vigiar os corpos? Como suportar um sistema heteronormativo que ignora direitos? Como apelar para o estado se este é falsamente laico, e, portanto, injusto? Como reagir a violência quando ela é permitida e banalizada?
Para criar o clima de terror e suspense psicológico, o grupo investigou o trabalho de Alfred Hitchcock, Michael Haneke e Bruno Dumont, que manipulam em suas obras o tempo por meio dos atores e o espaço por meio dos planos. “A encenação acontece toda a partir do corpo das atrizes e de um estado dilatado. É através dos corpos que geramos tensão e suspense, para que a peça aconteça para além dela mesma, para que ela se complete no público. Para isso, usamos todos os recursos da teatralidade para gerar eventos psíquicos nos espectadores", conta a diretora e dramaturga Michelle Ferreira.
Outra referência é o trabalho do artista inglês Francis Bacon (1561-1626), que empresta para a montagem a cor e a temperatura dos ambientes retratados em suas pinturas, capazes de provocar pesadelos. Esses elementos ficam evidentes na iluminação intimista de Cláudia de Bem e na cenografia de Fernando Salles.
O texto de Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011), organizado pelo Instituto Camões de Portugal. A peça ganhou montagens de José Roberto Jardim, em 2013, e do Teatro Nacional da Escócia, no projeto “A Play, a Pint and a Pie”, em 2016.

13 de novembro de 2018

É Tempo pra Viver

Foto: Divulgação

Compositor, cantor e acordeonista, o sergipano Mestrinho apresenta show do seu novo disco "É Tempo pra Viver" no dia 15 de novembro, no Sesc Belenzinho. O show integra o projeto Música de Raiz e acontece no Teatro da unidade, às 18 horas.

O novo trabalho é composto por canções autorais e alguns clássicos da música brasileira de compositores como Dominguinhos, Gilberto Gil e Gonzaguinha. O disco tem participação especial de Ivete Sangalo e Dominguinhos (em canção inédita que deixou gravada).  É Tempo pra Viver – segundo álbum solo de Mestrinho e o quarto da carreira - mostra a versatilidade do artista com a sanfona, rendendo-lhe duas indicações no 29º Prêmio da Música Brasileira, em 2018.

O disco é formado pelas seguintes músicas: Fazer Valer, Bom Danado, Forró em Vitória, Serei Pra Ti, É Tempo pra Viver, Complexo Prazer, Bom Dia, Grudadinha no Meu Tom, Talvez, Te Faço Um Cafuné (Zezum),Com Toda Calma (Elton Moraes), Festa (Gonzaguinha), O Inverno e Você (Dominguinhos e Climério) e Sete Meninas (Dominguinhos e Toinho Alves).

Mestrinho (sanfona e voz) sobe ao palco do Teatro do Sesc Belenzinho acompanhado por Alex Buck (bateria), Cainã Cavalcante (guitarra), Michael Pipoquinha (baixo), Léo Rodrigues (percussão), Elton Moraes (triângulo) e Vinicinho Magalhães (zabumba).

12 de novembro de 2018

Recital do duo Renato Mismetti e Maximiliano de Brito

Foto: Divulgação

No dia 17 de novembro, às 20h, é o encerramento da Temporada 2018 do Centro de Música Brasileira (CMB) com recital com o duo Renato Mismetti (canto) e Maximiliano de Brito (piano) no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros. Os dois músicos são brasileiros e vivem na Alemanha. O evento é gratuito.

“Foi uma bela temporada com 6 apresentações gratuitas no ano e vasto repertório erudito brasileiro, que é a proposta da instituição de valorizar e difundir a nossa música”, conta Eudóxia de Barros, presidente do CMB. Neste ano foram prestigiadas e interpretadas obras de 31 compositores eruditos brasileiros. Desde a sua existência, o CMB já integra 331 apresentações mais festivais de música.

O recital de novembro terá várias primeiras apresentações mundiais de composições de Kilza Setti, Achille Picchi e Antônio Ribeiro feitas sobre textos de Renata Pallottini especialmente para o concerto, além de obras importantes do repertório já convencional da canção de concerto, criadas por alguns dos mais significativos nomes da música erudita brasileira. A isto se junta uma espécie de diálogo poético entre colegas: Renata Pallottini e sua amiga Hilda Hilst, com textos outrora musicados por Almeida Prado e Kilza Setti, obras também dedicadas ao duo e por ele apresentadas em vários países da Europa.

9 de novembro de 2018

Cantos & Versos

Foto: Guilhermina Pinacolada

O cantor e compositor mineiro Zé Geraldo lança no Sesc Belenzinho o DVD Cantos & Versos, gravado em parceria com o violeiro Francis Rosa. Os shows acontecem nos dias 9 e 10 de novembro na Comedoria da unidade, às 21h30.

No show Zé Geraldo Apresenta Francis Rosa, que seguirá em turnê pelo Brasil, os dois estão juntos no palco para mostrar canções conhecidas da discografia de Zé Geraldo, com arranjos voltados para o universo da viola, e outras feitas por ele em parceria com Francis. A identificação artística entre os dois músicos é facilmente percebida na interpretação que um imprime à música do outro, e também nos emocionantes duetos.

O encontro de Zé Geraldo com o paulista Francis Rosa, de Joanópolis, aconteceu há cerca de quatro anos. A parceria frutificou rendendo-lhes composições, shows e projetos de trabalhos conjuntos. A primeira realização de ambos é o DVD Cantos & Versos que foi gravado no Teatro Municipal de Vinhedo, em 2016. Com esse trabalho, Zé Geraldo apresenta também o universo musical de Francis, cantor e compositor que tem em seu repertório canções que traduzem seu amor e respeito pela Serra da Mantiqueira. Com sete CDs gravados, seu trabalho traz uma atmosfera bucólica e acolhedora que remetem às rodas de viola comuns nos terreiros das fazendas e lugarejos da Serra.

Entre as composições do roteiro, destaque Cidadão, Galho Seco, Como Diria Dylan, Hey Zé (versão de Hey Joe, de Jimmy Hendrix) e o violeiro Francis Rosa interpreta a canção Lírios, entre outras. No palco, Zé Geraldo (voz, gaita e violão), Francis Rosa (voz e violas), Jean Trad (guitarra), Carlito Rodrigues (baixo), Carneiro Sândalo (bateria) e Juninho Serafranny (violão).

8 de novembro de 2018

Paulinho Pedra Azul

Foto: Ludimila Loureiro

Comemorando seus 35 anos de carreira, o mineiro Paulinho Pedra Azul apresenta-se no dia 9 de novembro no Teatro do Sesc Belenzinho, às 21 horas. Acompanhado por Serginho Silva na percussão e Clóvis Aguiar ao piano, o cantor e compositor faz uma viagem por toda a sua carreira e conta histórias que aconteceram durante sua trajetória.

Algumas músicas do programa estão nos CDs lançados em coletâneas comemorativas, 35 Anos de Carreirae 35 Anos de Carreira - Volume 2. São compilações de participações suas em discos de outros artistas ao logo de sua história. Entre as composições, destaque para Jardim da Fantasia, Ave Cantadeira, Cantar (de Godofredo Guedes), Jequitinhonha, Precisamos de Amores, Sonho de Menino e Valsa do Desencanto, entre outras.

Paulinho nasceu na cidade de Pedra Azul, cidade mineira do no Vale do Jequitinhonha. Iniciou a carreira, aos 13 anos, com as artes plásticas e logo enveredou pela música participando do conjunto The Giants interpretando canções dos Beatles, The Fevers, Os Incríveis, Erasmo e Roberto Carlos, entre outros. A partir do final dos anos 60, participou de festivais regionais de música e de poesia, tendo realizado vários shows em cidades do interior de Minas Gerais. Nos anos 70, mudou-se para São Paulo, onde morou por 10 anos, trabalhando com o cantor, humorista e ator Saulo Laranjeira, seu conterrâneo. Retornou para Minas e se fixou em Belo Horizonte onde ainda reside.

No período em que viveu em São Paulo, gravou seus três primeiros discos. O LP de estreia, Jardim da Fantasia (1982), foi um grande sucesso e teve a música-título eternizada na memória da canção brasileira (popularmente apelidada de "Bem-te-vi"). Com um estilo que vai do romântico à clássica MPB, com claras influências do Clube da Esquina, além de ter composto alguns chorinhos, Paulinho Pedra Azul tem 26 discos gravados, sendo a maioria deles independentes, incluindo coletâneas. Vendeu mais de 500 mil exemplares de sua obra.  Seus trabalhos mais recentes são: Lavando A Alma (2008), 30 Anos (2011) e 35 Anos de Carreira (2016) e 35 Anos de Carreira – Volume 2  (2017).

Paulinho Pedra Azul é também autor de 200 telas a óleo e acrílico e de 17 livros (poesias infantis, infantojuvenis e adultas, fotografias, desenhos), entre eles Delírio Habanero - Pequeno Diário em Cuba (2002), escrito durante visita à ilha de Fidel Castro. Uma pesquisa feita pela AMAR (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes) o destacou como o segundo cantor mais conhecido de Minas Gerais, perdendo apenas para Milton Nascimento.

7 de novembro de 2018

Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola

Foto: Rosa Marcondes

Hoje, o Sesc Belenzinho recebe o show inédito Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola, que acontece na Comedoria, às 21h30. No espetáculo, o cantor e compositor – nome expressivo do movimento musical da Jovem Guarda - une sua origem rural à alma de roqueiro para interpretar de clássicos da música caipira, além de sucessos da sua carreira, em arranjos que fundem country, rock e moda de viola.

O projeto nasceu da vontade de Eduardo Araujo em preservar a cultura caipira e homenagear seus amigos cantores e compositores; muitos deles são hoje figuras lendárias da música brasileira. Para tanto, o músico parte da retomada dos clássicos da música raiz em arranjos modernos, buscando aproximar o público jovem ou mesmo apresentar a ele o universo caipira com uma pegada diferente.

Entre as composições do roteiro, destaque para: Pagode em Brasília e Rei do Gado (Tião Carreiro e Pardinho), Estrada da Vida (José Rico), Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira), Moreninha Linda (Tonico, Priminho e Maninho), Um Violeiro Toca (Renato Teixeira e Almir Sater), Maringá (Joubert de Carvalho), Saudade (Christian & Ralf), Faca que Não Corta (Tião Carreiro, L. dos Santos e M. dos Santos), Amizade Sincera (Renato Teixeira), Chuá Chuá (Pedro de Sá Pereira e Ary Machado Pavão) e De Papo Pro Ar (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), Rua Augusta (Hervé Cordovil) e Vem Quente que Estou Fervendo e O Bom (Eduardo Araujo e Carlos Imperial).

6 de novembro de 2018

O Eterno Retorno

Foto: Lenise Pinheiro

O questionamento sobre o lugar da arte e do artista na contemporaneidade é um dos motes de "O Eterno Retorno", com direção de Sérgio Ferrara. O espetáculo, apresentado na ocasião em que o dramaturgo paulistano Samir Yazbek celebra seus 30 anos de carreira, estreia no dia 9 de novembro no Sesc 24 de Maio. O elenco é formado por Carlos Palma, Gustavo Haddad, Helô Cintra Castilho, Luciano Gatti e Patricia Gasppar.
O dramaturgo impõe-se novos desafios ao explorar territórios não habituais, sem abdicar da rigorosa investigação sobre as relações entre o artista e a sociedade em que ele vive. "O Eterno Retorno" é uma das obras que integram esse momento de “virada”.
É uma obra que deixa muito clara sua intenção de investigar as implicações, paradoxos, contradições e questionamentos que envolvem o lugar da arte e – claro – do artista no presente tão conturbado e controverso em que vivemos. Uma peça de teatro que não pretende encontrar respostas ou desvendar zonas nebulosas; ao contrário, uma tentativa de tradução poética da presença de um ser atônito, assombrado, imerso nos impulsos desordenados que o invadem na busca de um sentido para “estar e ser no mundo”.
Da literatura para a dimensão viva “ao vivo”, o espetáculo é um convite e uma provocação de alta voltagem que estimula uma encenação vibrante, voltada a uma indisciplinada relação entre linguagens, somada à inquieta experimentação do trânsito entre personagens, personas e a identidade dos intérpretes.
O Sesc 24 de maio fica na Rua 24 de Maio, 109 - SP. Abaixo as sessões da temporada:
Sessões únicas: sexta dia 9/11 às 21h (estreia), sábados às 21h e domingos às 18h.
Sessões duplas: sextas dias 16, 23 e 30/11, às 18h e 21h.
Às sextas-feiras, às 18h e às 21h (exceto no dia 9, que tem sessão apenas às 21h); aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h.

5 de novembro de 2018

Os Cadernos de Kindzu

Foto: Daniel Barboza

Com a missão de aproximar os falantes da língua portuguesa, o Festival Yesu Luso chega à terceira edição entre 8 e 18 de novembro, com espetáculos encenados nas unidades do Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo. A programação, com curadoria da atriz Arieta Corrêa e do produtor Pedro Santos, reúne seis peças de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, sendo duas delas inéditas e montadas especialmente para a mostra.
O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. A mostra surgiu a partir de um bem-sucedido projeto-piloto chamado Festival de Teatro Lusófono, organizado por Arieta e Pedro no Sesc Bom Retiro, em 2015.
“O teatro é ancestral, é aqui e agora, vida e morte – ele é tudo o que somos. E nosso maior desejo é que estes espetáculos sejam capazes de fazer o público se identificar com esses países irmãos, que falam a mesma língua. Gostaríamos que as pessoas sejam transformadas, tocadas por um incômodo, um pensamento ou um questionamento”, conta Arieta Corrêa.
Confira a programação completa do Festival Yesu Luso 2018 no site do Sesc.

2 de novembro de 2018

Patrulha do Espaço

Foto: Divulgação

Fundada pelo baterista Rolando Castello Junior, a Patrulha do Espaço apresenta no Sesc Belenzinho show que encerra a turnê de despedida da banda, numa emocionante retrospectiva de seus 40 anos de rock’n’roll. A apresentação acontece em grande estilo, no dia 3 de novembro, na Comedoria da unidade, às 21h30, tendo participação de Rubens Gioia, Joaquim Kehl, Xando Zupo, Rogério Fernandes, Xande Saraiva e Paulo Tho.

O show comemorativo reúne músicos representantes de duas das formações da banda. Canções representativas das quatro décadas da atividade da Patrulha do Espaço serão ainda interpretadas pelo elenco de convidados especiais que selecionaram sucessos. No setlist, músicas como Não Tenha Medo, Columbia, Festa do Rock, Meus 26 Anos, Arrepiado, Ser, Olho Animal, RobotII, Homem Carbono, Cão Vadio, Vou Rolar, Deus Devorador, Berro, Transcendental, Simples Toque e Nave Ave.

A Patrulha do Espaço é referência do rock brasileiro, e Castello Junior é ícone no Brasil e Argentina, onde mantém larga produção com músicos daquele país. Nascida da mente criativa do ‘Mutante’ Arnaldo Baptista em parceria com o baterista, a banda teve sua estreia, em 1977, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Consolidou-se por meio de uma expressiva produção discográfica e dezenas de turnês pelo país; e, mais recentemente, apresentou-se na Argentina. 

Pioneira no mercado do disco independente no Brasil, ela foi também a primeira banda brasileira a fazer show de abertura de um grupo internacional em apresentações no país: Van Halen, em seu apogeu. Por sua formação passaram músicos importantes do rock nacional e argentino. Gravou 21 discos, entre vinis, CDs e coletâneas, com centenas de milhares de discos vendidos e lançados no Brasil e Argentina. Têm se apresentado nos maiores festivais de rock e eventos do país como Virada Cultural de São Paulo, Bloco dos Camisas Pretas (MG), Goiânia Noise (GO), Psicodália (SC), Ferrock (DF) e outros.

A turnê de despedida já contou com apresentações no Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e duas apresentações em São Paulo. Todos os shows vêm sendo gravados para posterior edição.

1 de novembro de 2018

Egberto Gismonti

Foto: Divulgação

O compositor, cantor e multi-Instrumentista Egberto Gismonti, após anos de reclusão em processo criativo, apresenta show inédito no Sesc Belenzinho em formato quarteto. O espetáculo acontece nos dias 3 e 4 de novembro, às 21h, e domingo, às 18h, no Teatro da unidade.

Recém-chegado de uma turnê pela Europa, Gismonti, interpreta sucessos da carreira e musicas experimentais nunca antes mostradas ao público. Com 50 anos de história, o músico é exímio na execução do piano e combina sons de órgão, sintetizador, violão e flautas indígenas em seus arranjos.

Entre as composições do programa do show, além das inéditas, destaque para Realejo e Dança, Um Anjo, Palhaço, Sonhos de Recife, Forrobodó, A Fala da Paixão, Frevo, Sanfona, 7 Anéis e Infância.