7 de novembro de 2018

Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola

Foto: Rosa Marcondes

Hoje, o Sesc Belenzinho recebe o show inédito Eduardo Araujo - Do Country Rock à Viola, que acontece na Comedoria, às 21h30. No espetáculo, o cantor e compositor – nome expressivo do movimento musical da Jovem Guarda - une sua origem rural à alma de roqueiro para interpretar de clássicos da música caipira, além de sucessos da sua carreira, em arranjos que fundem country, rock e moda de viola.

O projeto nasceu da vontade de Eduardo Araujo em preservar a cultura caipira e homenagear seus amigos cantores e compositores; muitos deles são hoje figuras lendárias da música brasileira. Para tanto, o músico parte da retomada dos clássicos da música raiz em arranjos modernos, buscando aproximar o público jovem ou mesmo apresentar a ele o universo caipira com uma pegada diferente.

Entre as composições do roteiro, destaque para: Pagode em Brasília e Rei do Gado (Tião Carreiro e Pardinho), Estrada da Vida (José Rico), Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira), Moreninha Linda (Tonico, Priminho e Maninho), Um Violeiro Toca (Renato Teixeira e Almir Sater), Maringá (Joubert de Carvalho), Saudade (Christian & Ralf), Faca que Não Corta (Tião Carreiro, L. dos Santos e M. dos Santos), Amizade Sincera (Renato Teixeira), Chuá Chuá (Pedro de Sá Pereira e Ary Machado Pavão) e De Papo Pro Ar (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), Rua Augusta (Hervé Cordovil) e Vem Quente que Estou Fervendo e O Bom (Eduardo Araujo e Carlos Imperial).

6 de novembro de 2018

O Eterno Retorno

Foto: Lenise Pinheiro

O questionamento sobre o lugar da arte e do artista na contemporaneidade é um dos motes de "O Eterno Retorno", com direção de Sérgio Ferrara. O espetáculo, apresentado na ocasião em que o dramaturgo paulistano Samir Yazbek celebra seus 30 anos de carreira, estreia no dia 9 de novembro no Sesc 24 de Maio. O elenco é formado por Carlos Palma, Gustavo Haddad, Helô Cintra Castilho, Luciano Gatti e Patricia Gasppar.
O dramaturgo impõe-se novos desafios ao explorar territórios não habituais, sem abdicar da rigorosa investigação sobre as relações entre o artista e a sociedade em que ele vive. "O Eterno Retorno" é uma das obras que integram esse momento de “virada”.
É uma obra que deixa muito clara sua intenção de investigar as implicações, paradoxos, contradições e questionamentos que envolvem o lugar da arte e – claro – do artista no presente tão conturbado e controverso em que vivemos. Uma peça de teatro que não pretende encontrar respostas ou desvendar zonas nebulosas; ao contrário, uma tentativa de tradução poética da presença de um ser atônito, assombrado, imerso nos impulsos desordenados que o invadem na busca de um sentido para “estar e ser no mundo”.
Da literatura para a dimensão viva “ao vivo”, o espetáculo é um convite e uma provocação de alta voltagem que estimula uma encenação vibrante, voltada a uma indisciplinada relação entre linguagens, somada à inquieta experimentação do trânsito entre personagens, personas e a identidade dos intérpretes.
O Sesc 24 de maio fica na Rua 24 de Maio, 109 - SP. Abaixo as sessões da temporada:
Sessões únicas: sexta dia 9/11 às 21h (estreia), sábados às 21h e domingos às 18h.
Sessões duplas: sextas dias 16, 23 e 30/11, às 18h e 21h.
Às sextas-feiras, às 18h e às 21h (exceto no dia 9, que tem sessão apenas às 21h); aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h.

5 de novembro de 2018

Os Cadernos de Kindzu

Foto: Daniel Barboza

Com a missão de aproximar os falantes da língua portuguesa, o Festival Yesu Luso chega à terceira edição entre 8 e 18 de novembro, com espetáculos encenados nas unidades do Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo. A programação, com curadoria da atriz Arieta Corrêa e do produtor Pedro Santos, reúne seis peças de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, sendo duas delas inéditas e montadas especialmente para a mostra.
O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. A mostra surgiu a partir de um bem-sucedido projeto-piloto chamado Festival de Teatro Lusófono, organizado por Arieta e Pedro no Sesc Bom Retiro, em 2015.
“O teatro é ancestral, é aqui e agora, vida e morte – ele é tudo o que somos. E nosso maior desejo é que estes espetáculos sejam capazes de fazer o público se identificar com esses países irmãos, que falam a mesma língua. Gostaríamos que as pessoas sejam transformadas, tocadas por um incômodo, um pensamento ou um questionamento”, conta Arieta Corrêa.
Confira a programação completa do Festival Yesu Luso 2018 no site do Sesc.

2 de novembro de 2018

Patrulha do Espaço

Foto: Divulgação

Fundada pelo baterista Rolando Castello Junior, a Patrulha do Espaço apresenta no Sesc Belenzinho show que encerra a turnê de despedida da banda, numa emocionante retrospectiva de seus 40 anos de rock’n’roll. A apresentação acontece em grande estilo, no dia 3 de novembro, na Comedoria da unidade, às 21h30, tendo participação de Rubens Gioia, Joaquim Kehl, Xando Zupo, Rogério Fernandes, Xande Saraiva e Paulo Tho.

O show comemorativo reúne músicos representantes de duas das formações da banda. Canções representativas das quatro décadas da atividade da Patrulha do Espaço serão ainda interpretadas pelo elenco de convidados especiais que selecionaram sucessos. No setlist, músicas como Não Tenha Medo, Columbia, Festa do Rock, Meus 26 Anos, Arrepiado, Ser, Olho Animal, RobotII, Homem Carbono, Cão Vadio, Vou Rolar, Deus Devorador, Berro, Transcendental, Simples Toque e Nave Ave.

A Patrulha do Espaço é referência do rock brasileiro, e Castello Junior é ícone no Brasil e Argentina, onde mantém larga produção com músicos daquele país. Nascida da mente criativa do ‘Mutante’ Arnaldo Baptista em parceria com o baterista, a banda teve sua estreia, em 1977, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Consolidou-se por meio de uma expressiva produção discográfica e dezenas de turnês pelo país; e, mais recentemente, apresentou-se na Argentina. 

Pioneira no mercado do disco independente no Brasil, ela foi também a primeira banda brasileira a fazer show de abertura de um grupo internacional em apresentações no país: Van Halen, em seu apogeu. Por sua formação passaram músicos importantes do rock nacional e argentino. Gravou 21 discos, entre vinis, CDs e coletâneas, com centenas de milhares de discos vendidos e lançados no Brasil e Argentina. Têm se apresentado nos maiores festivais de rock e eventos do país como Virada Cultural de São Paulo, Bloco dos Camisas Pretas (MG), Goiânia Noise (GO), Psicodália (SC), Ferrock (DF) e outros.

A turnê de despedida já contou com apresentações no Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e duas apresentações em São Paulo. Todos os shows vêm sendo gravados para posterior edição.

1 de novembro de 2018

Egberto Gismonti

Foto: Divulgação

O compositor, cantor e multi-Instrumentista Egberto Gismonti, após anos de reclusão em processo criativo, apresenta show inédito no Sesc Belenzinho em formato quarteto. O espetáculo acontece nos dias 3 e 4 de novembro, às 21h, e domingo, às 18h, no Teatro da unidade.

Recém-chegado de uma turnê pela Europa, Gismonti, interpreta sucessos da carreira e musicas experimentais nunca antes mostradas ao público. Com 50 anos de história, o músico é exímio na execução do piano e combina sons de órgão, sintetizador, violão e flautas indígenas em seus arranjos.

Entre as composições do programa do show, além das inéditas, destaque para Realejo e Dança, Um Anjo, Palhaço, Sonhos de Recife, Forrobodó, A Fala da Paixão, Frevo, Sanfona, 7 Anéis e Infância.

31 de outubro de 2018

Tríptico Sertanejo

Foto: Alicia Peres

O espetáculo "Tríptico Sertanejo" mergulha no vasto e multifacetado mundo dos sertões brasileiros, com a intenção de decifrar suas paisagens, sua gente e suas lendas para compor uma perspectiva de seu ideário e de suas mitologias.
"Tríptico Sertanejo" acena para os cenários dos sertões bravios, com seus personagens inesperados que tensionam relações míticas, lendárias e estéticas. Cabeças cortadas, bois encantados, bandos festeiros, profetas, guerreiros, centauros: poderosos brasileiros tornados eternos por violeiros, sanfoneiros, poetas e por muitos cordelistas.
Inspirado naquilo que nos disse Guimarães Rosa: “O sertão está em toda parte”, o amplo arco geográfico que o espetáculo enfrenta, que vai dos pampas gaúchos até o semi-árido nordestino, determina de maneira muito complexa a “terra ignota” a que chamamos sertão.
O espetáculo organiza-se a partir de um tríptico, uma obra em três partes interconectadas. Um boi encantado conduz os espectadores pelas lendas femininas do cangaço, pelos espaços vazios do pós-guerra de Canudos e pelos virtuosos sapateados dos tropeiros, o baile dos centauros.
A direção musical, de Rodrigo Mercadante, inspira-se nas ladainhas sertanejas e nos folguedos de bumba-meu-boi para as composições musicais interpretadas ao vivo. O espetáculo conta com a participação de Juh Vieira, que com sua viola dá o tom das paisagens pelas quais o espetáculo passeia, acompanha canções interpretadas por Mônica Augusto e Flávia Teixeira, e vibra nas improvisações para o baile dos centauros, intercalando com o som percussivo dos virtuosos sapateados.
Acontece no Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153 SP - com apresentações nos dias 7 e 8 de novembro, às 20h.

30 de outubro de 2018

O Relato de Uma Morte Que Aconteceu na Esquina

Foto: Cacá Bernardes e Bruna Lessa

O grupo de teatro Folias D´Arte convidou sete diretores para desenvolver, a partir da obra do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, cenas e intervenções de curta duração. Elas ocorrerão dentro, fora ou entre o Galpão do Folias e as ruas da Santa Cecília. Canções e poemas de Bertolt Brecht e seus contos em “Histórias do Sr. Keuner”, serão ensaiadas e abertas ao público dentro, fora e entre o Galpão do Folias e a rua.
A terceira intervenção do projeto chama-se “O Relato de Uma Morte Que Aconteceu na Esquina” e tem direção de Rogério Tarifa, direção musical de William Guedes e composição de Jonathan Silva. A partir dos poemas “A Infanticida Marie Farrar” e “A Balada do Soldado Morto” e da narrativa da morte de um morador de rua da Santa Cecília, o Grupo Folias criou um cortejo-cênico-musical que desfilará pela Rua Ana Cintra.
Para contar essas histórias, o grupo utiliza o formato de uma rádio instalada na porta do Galpão: a Rádio Rato. A Rua Ana Cintra será ocupada durante o período da tarde com uma programação com diversos convidados musicais, atividades para as crianças nos dias das intervenções.
O elenco é formado por Alex Rocha, Clarissa Moser, Eugenia Cecchini, Lucas Vedovoto, Lui Seixas, Marcella Vicentini, Suzana Aragão e outros artistas convidados. A encenação ainda conta com a participação do Núcleo Musical da Cia. do Tijolo e da Cia. Mevitevendo, responsáveis pela orientação cênica e criação de máscaras e bonecos. O Galpão do Folias – Espaço Reinaldo Maia - fica na Rua Ana Cintra, 213 - SP. As apresentações acontecerão nos dias 05, 11 e 20/11, a partir das 14h, em frente ao Galpão do Folias. Os ingressos são grátis.