3 de julho de 2019

31ª Edição do Festival de Férias

Foto: Rita Costa

A 31ª edição do Festival de Férias do Teatro Folha acontecerá até o dia 28 de julho, com apresentações de espetáculos infantis todos os dias da semana. O Festival de Férias tem programação diversificada, destinada a todas as faixas etárias, reunido diferentes estilos de montagens. 

Confira a programação: “A Bela e a Fera” (foto) às segundas-feiras, 16h (classificação: 03 anos). Adaptado a partir do consagrado conto de Grabrielle-Suzanne Bardot. Bella é filha do inventor Joseph, que quer apresentar seu invento em Paris. Quando adentra na floresta acaba se perdendo e encontra um castelo, cujo dono (a Fera) o aprisiona por ter roubado uma flor para levar a sua filha. Bella sai ao seu encontro e percebe que por traz da aparência da Fera há um homem bom, que não sabe o verdadeiro valor do amor. Os dois acabam descobrindo um amor nunca sentido antes. 

"O Dia em que a Minha Vida Mudou Por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas”, às terças-feiras, 16h (classificação: 06 anos). Inspirada no livro de Keka Reis (finalista do Prêmio Jabuti 2018), na peça, Mia, Bereba e Jade têm 11 anos e são estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental. Mia encontra um bilhete anônimo debaixo de sua carteira que diz “Quer sentar do meu lado hoje na perua?” e descobre que nada será como antes. Mia está despertando o interesse dos meninos, deixou de ser criança, é oficialmente uma pré-adolescente, e não sabe como se comportar diante disso.
“As Desmemórias da Emilia - A Marquesa de Rabicó”, às quartas-feiras, 16h (classificação: 06 anos). Livremente adaptada da obra de Monteiro Lobato, Emília, a Marquesa de Rabicó, a boneca mais famosa do mundo da literatura infanto-juvenil, resolve escrever suas “des-memórias”, memórias de meias verdades contadas do seu jeitinho. Para tal missão, conta com a ajuda do inseparável sábio Visconde de Sabugosa. Pedrinho, Dona Carochinha, o Príncipe Escamado e até mesmo a Cuca ajudam Emília nesta missão de compartilhar suas desmemorias para o mundo.

“Simplesmente Cinderella”, às quintas-feiras, 16h (classificação: 04 anos). Cinderella, clássico da literatura infantil, volta à cena de um jeitinho muito especial. Uma Fada vai dar uma festa para todas as princesas do reino, mas antes está lendo um livro onde uma menina pobre morava junto com as duas filhas de sua madrasta que cobiçam o único solteiro do reino: Um príncipe entediado.Com humor e fugindo de estereótipos, o espetáculo apresenta referências do cotidiano urbano e de quebra estimula as crianças ao importante hábito da leitura.

“É Tudo Família!”, às sextas-feiras, 16h (classificação: 06 anos). Davi, Lucas, Lucinha e Júlia têm 9 anos e terão que apresentar um seminário, na frente da classe inteira e do professor bem bravo sobre “o que é família?”. Só que cada um deles tem uma formação familiar diferente, por conta de divórcios e re-casamentos na família. Família é um grupo de pessoas com laços de sangue? Ou um grupo de pessoas que moram na mesma casa? Ou um grupo de pessoas que se gostam? Ou um grupo em que há pai-mãe-filhos? Ou é tudo família?
“Chapeuzinho Vermelho”, aos sábados e domingos, 17h40 (classificação: 04 anos). Uma trupe vai montar a história da Chapeuzinho Vermelho e decide que todos os atores farão todos os papéis. Este é o mote para apresentar os pontos de vista de cada personagem. Os atores tocam ao vivo e atuam a partir de elementos estéticos minimalistas, num divertido espetáculo.

2 de julho de 2019

Canto das Ditas - Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes

Foto: Luciana Ponce

O Núcleo Teatral Filhas da Dita estreia o espetáculo "Canto das Ditas - Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes" no dia 12 de julho, às 21h, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Com direção e dramaturgia de Antonia Mattos, a montagem faz somente três apresentações, seguindo até o dia 14, no Teatro da unidade.

Para refletir sobre como a África se manifesta no dia a dia das moradoras de Cidade Tiradentes, o grupo encarou o desafio de ‘afrografar’ o bairro - referência ao termo ‘afrografias’ da poetisa e ensaísta Dra. Leda Maria Martins, que coloca em evidência e consciência a nossa herança africana. O trabalho do Núcleo Filhas da Dita mapeou esse legado ancestral por vários ângulos: ao próprio redor, junto a parentes, pessoas próximas e até desconhecidas que caminham pelo bairro.

A partir da investigação proposta, Canto das Ditas coloca em cena histórias de mulheres negras de Cidade Tiradentes que se entrecruzam com histórias de Yabás (orixás femininas). A montagem busca o reflexo das histórias do cotidiano em um espelho ‘mítico’ das personagens sagradas.

A diretora Antonia Mattos explica que os depoimentos colhidos pelo grupo aparecem no texto e na dramaturgia de forma não linear, fragmentada “A narrativa é espiralada, pois procura se relacionar com um tempo mítico, da memória e da ancestralidade. As personagens reais correspondem, de forma arquetípica, às personagens míticas. Recorremos ao ‘espírito ancestral feminino’, às ‘grandes mães da humanidade’, às yabás para contar e cantar as histórias dessas mulheres, as Ditas, que fundaram Cidade Tiradentes”.

1 de julho de 2019

Amar, Verbo Intransitivo

Foto: João Caldas

Escrito em 1927 e considerado o primeiro romance do escritor modernista Mário de Andrade (1893-1945), "Amar, Verbo Intransitivo" ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz. O espetáculo estreou em maio na Oficina Cultural Oswald de Andrade e volta em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, para uma temporada às quintas-feiras, às 21h, de 11 de julho a 29 de agosto.
A trama narra a história da governanta Fräulein Elza, que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos, o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.
“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos de 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher. Na história, vemos claramente que a sociedade paulistana, a aristocracia e a burguesia não mudaram nada”, revela a atriz Luciana Carnieli, que idealizou a montagem.

28 de junho de 2019

Conectados o Musical

Foto: Kelson Spalato

Estreia no dia 6 de julho, o espetáculo "Conectados o Musical no Teatro das Artes, às 18 horas. Sete jovens atores – Luckas Moura, Gabriel Moura, Vicky Valentim, Giulia Ayumi, Carol Amaral, Dorgival Júnior e Madu Araújo – protagonizam uma eletrizante, divertida e também dramática aventura musical em busca do sucesso, na qual a conexão entre eles precisa ir bem além da tecnologia.

A dramaturgia foi criada por Alexandra Garnier, Hudson Glauber assina a direção geral e Thiago Gimenes é responsável pela direção musical, assinando também as canções do espetáculo, que são interpretadas ao vivo nessa ‘pop broadway’. Na ficha técnica tem ainda André Capuano na direção de movimento e Chico Spinoza na cenografia. A idealização é do próprio elenco que resolveu levar à diante um projeto de gente grande, que os artistas tinham em comum.

No enredo, sete jovens apaixonados pela música participam das audições de um grande concurso de talentos. Eles são Bia, July Mie, Angel, Tuco, Duda, Helena e JP, adolescentes de realidades e características muito diferentes, que se veem conectados pela música, em busca de um mesmo sonho.

Os ingredientes dessa trajetória passam pelo cotidiano das personagens e suas particularidades: diferenças sócio-culturais, relações familiares, romances, intrigas, amizade e dúvidas sobre o futuro. No decorrer da trama, os artistas descobrem que precisam transpor os obstáculos, enfrentar os percalços, tirar as máscaras e efetivar uma conexão real humana, fora do aplicativo do celular, para potencializar a possibilidade de sucesso pessoal e profissional.

O diretor Hudson Glauber comenta que há uma boa carga dramática na encenação que, somada à irreverência juvenil, explora também a intensidade das questões familiares, o distanciamento dos pais, a carência, a busca desses jovens por um lugar no mundo. “Conectados o Musical reflete sobre as consequências da falta de tempo na sociedade contemporânea para cultivar os laços. A encenação passa pelas fragilidades de cada personagem com suas diferentes atitudes, personalidades e individualidades”, afirma o diretor.

A música assume também um papel dramatúrgico no espetáculo. “A trilha sonora acompanha a identidade de cada personagem e conta cada história em linguagem ‘broadway’, misturando ritmos como pop, rock, rap, reaggae e balada”, revela Gimenes .

27 de junho de 2019

O Nome das Coisas

Foto: Beto Amorim

Para marcar as comemorações ao centenário de nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), considerada a maior poeta portuguesa, a Cia. dos Infames e a Cia. Dramática em Exercício apresentam o solo "O Nome das Coisas", escrito e dirigido por Henrique Zanoni, que estreia na SP Escola de Teatro, no dia 5 de julho, às sextas, aos sábados e às segundas, às 21h; e aos domingos, às 19h. O projeto conta com o ciclo de debates “Sophia e a Poética em Cena”, composto por quatro encontros que acontecem logo após as sessões de domingo.
As duas atividades integram a programação oficial de homenagens à poeta, que acontecem ao longo do ano em Lisboa (Portugal), Porto (Portugal), Roma (Itália), Rio de Janeiro (RJ, Brasil), Lagos (Portugal), Macau (China) e em São Paulo (SP, Brasil). O projeto paulistano foi contemplado no 1º Prêmio Cleyde Yáconis da Secretaria Municipal de Cultura.
Protagonizado pela atriz Suia Legaspe, o solo é inspirado em contos, poemas e reflexões de Sophia de Mello Breyner Andresen, a primeira mulher a receber o Prêmio Camões de Literatura. Seus questionamentos e angústias são colocados em cena, em uma inquietante e incansável pesquisa sobre a condição ontológica do humano.
A encenação, de caráter intimista, dá continuidade à pesquisa da Cia dos Infames de mesclar elementos cinematográficos ao fazer teatral. Além disso, a Cia Dramática em Exercício contribui para a montagem com o seu hábil trabalho com textos literários e poéticos.

26 de junho de 2019

Piso Molhado

Foto: Priscila Prade

Com a proposta de criar uma reflexão sobre o lugar do outro e fazer um resgate de um sentimento de brasilidade, o espetáculo "Piso Molhado", com texto de Ed Anderson e direção de Mauro Baptista Vedia, estreia no Teatro Cacilda Becker para uma temporada gratuita entre 5 e 28 de julho, a montagem foi contemplado pela 8ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura. O elenco conta com a participação de Patrícia Gasppar, Helio Cicero, Carlos Palma e Valéria Pedrassoli.
A trama apresenta encontro entre três personagens singulares: Uma cantora, um pianista e um encanador.  
Essas personagens não conseguem escapar do caos urbano e das próprias neuroses, mas apresentam doses ácidas de autocrítica. São elas: a cantora decadente Selma, que guarda uma coleção de aranhas em uma caixa de papelão; o velho pianista Tony, que vive desencantado com a realidade presente e tem saudade do passado; e o sarcástico encanador Osvaldo, que não tem um emprego fixo e, por isso, precisa enfrentar todos os obstáculos impostos pela cidade para conseguir sobreviver em seus bicos diversos.
“Tentei transpor ao papel a urgência que sentia em abordar sentimentos de algumas minorias e friccionar as suas vozes com o momento atual que vivemos, proporcionando uma reflexão sobre o lugar do outro e de como a arte pode ser uma vitamina para fortalecer o cotidiano. Estão presentes nos diálogos as relações de sobrevivência; questões da memória afetiva e o humor ácido e melancólico dos personagens que transitam anonimamente pelo asfalto, com as suas mazelas e encantamentos tendo cuidado com os pisos molhados ao recordar as várias quedas sofridas”, comenta o autor Ed Anderson sobre o processo de escrita do texto.

25 de junho de 2019

Encontro Paulista de Teatro de Grupo

Foto: Cacá Bernardes

A Refinaria Teatral promove o Encontro Paulista de Teatro de Grupo em sua sede. A partir do dia 29 de Junho, aos sábados às 20h e domingos às 18h, a Zona Norte da cidade receberá 10 espetáculos diferentes de importantes grupos paulistanos de teatro. Trata-se do Encontro Paulista de Teatro de Grupo, uma iniciativa do grupo Refinaria Teatral que faz parte do projeto “Teatro: uma Pátria Habitável”, contemplado pela 32ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. As apresentações vão até o dia 28 de julho, e cada dia se apresenta um espetáculo diferente. Os ingressos são oferecidos no sistema “pague quanto puder”, como forma de incentivar e democratizar o acesso aos trabalhos.
Participam com espetáculos os grupos: A Próxima Cia, Cia Antropofágica, Cia Paideia de Teatro, Cia Sabre de Luz Teatro, Cia Teatro da Investigação, Cia Teatro Documentário, Companhia do Feijão, Grupo Folias , Grupo Redimunho e República Ativa de Teatro.
Na programação na sede do grupo Refinaria Teatral:
Dia 29/06, Sábado, às 20H – Cia Teatro Documentário – Espetáculo: “O Tempo e o Cão”
Dia 30/06, Domingo, às 18H – Companhia do Feijão – Espetáculo “DATCHAU” (foto)
Dia 06/07, Sábado, às 20H – Cia Antropofágica – Espetáculo “Kabaré Antropofágico”
Dia 07/07, Domingo, às 18H – Grupo Redimunho – Espetáculo “Nome Sujo”
Dia 13/07, Sábado, às 20H – República Ativa de Teatro – Espetáculo “O Inimigo”
Dia 14/07, Domingo, às 18H – Grupo Folias – Espetáculo “Babilônia 2”
Dia 20/07, Sábado, às 20H – Cia Sabre de Luz Teatro – Espetáculo “5 Semanas em um Balão”
Dia 21/07, Domingo, às 18H – A Próxima Cia – Espetáculo “Quarança”
Dia 27/08, Sábado, às 20H – Cia Teatro da Investigação – Espetáculo “A Casa de Farinha de Gonzagão”
Dia 28/07, Domingo, às 18H – Cia Paideia de Teatro – “O Coração de um Boxeador”
Além da apresentação de um espetáculo de seu repertório, cada grupo também participará de um bate-papo aberto com os integrantes da Refinaria Teatral.