27 de maio de 2019

1984

Foto: Ronaldo Gutierrez

A adaptação dirigida por Zé Henrique de Paula para a distopia clássica "1984", do jornalista e romancista britânico George Orwell (1903-1950), volta em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, entre 1º e 24 de junho, aos sábados e às segundas, às 21h, e aos domingos, às 18h. Considerado um dos romances mais influentes do mundo no século 20, "1984" foi publicado em 65 países e virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás, ópera e até inspirou o reality show Big Brother, criado em 1999 pela produtora holandesa Endemol. Recentemente, a obra foi transformada em uma adaptação teatral dos ingleses Duncan MacMillan e Robert Icke. Esta última versão foi o ponto de partida da montagem brasileira.
A distopia se passa no fictício Estado da Oceânia, governado por um líder supremo chamado Grande Irmão, que chegou ao poder depois de uma guerra mundial que eliminou as nações e criou três grandes potências totalitárias. Esse Estado é pautado pela burocracia, censura e, sobretudo, pela vigilância. Quase sem qualquer forma de privacidade, cidadãos são espiados o tempo todo pelas “teletelas”, uma espécie de televisores espalhados nos lares e em lugares públicos, capazes de monitorar, gravar e espionar tudo.
Nesse lugar vive Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, responsável por falsificar registros históricos para garantir que eles respaldem os interesses do Grande Irmão. O protagonista detesta o novo sistema, mas não tem coragem de desafiá-lo. Ele apenas declara seu ódio nas páginas de um diário secreto. Isso muda quando ele conhece Júlia, uma funcionária do Departamento da Ficção. Juntos eles sonham com uma rebelião e praticam pequenos atos de desobediência. A represália aos amantes será brutal.

24 de maio de 2019

Somos Tão Jovens

Foto: Laércio Luz

O espetáculo "Somos Tão Jovens" reestreia no dia 1º de junho, às 21h, no Teatro Décio de Almeida Prado, onde permanece somente até o dia 23 de junho. Com texto de Vinícius de Oliveira e direção de Ricardo Grasson, o espetáculo traz a história de adolescentes que vivem a intensidade de sentimentos, característica da idade.

Em cena, seis jovens sentem-se livres para expressar e compartilhar tudo que estão sentindo e vivendo, sem filtros nem meias palavras. Suas dúvidas, seus medos e suas angústias se alternam com as alegrias, erros e acertos das personagens vividas por Júlio Oliveira (Théo), Gabriel Moura (Renato), Fernando Burack (Daniel), Danillo Branco (Guilherme), Luís Fernando Delalibera (Plínio) e Marcos Oli (Beto).

A trilha sonora proporciona um clima intenso e vibrante à encenação, conduzindo a temática jovem, colorindo as cenas com canções que embalaram a juventude nas décadas de 1980 a 2000. A música Tempo Perdido, da banda Legião Urbana, por exemplo, garante um dos momentos mais nostálgicos para o público.

O diretor Ricardo Grasson comenta que "Somos Tão Jovens" está em plena sintonia com os dias atuais, onde os diálogos são cada vez mais difíceis. Ele explica que a aposta da direção na simplicidade e na mensagem direta para o jovem confere dinamismo e fluidez à encenação. “O teatro tem a característica de mostrar a vida como ela realmente é para, assim, propor questionamentos. Não importa se é clássico ou contemporâneo, o bom do teatro é a possibilidade de falar do ser humano com todas as camadas que o envolve”.

O autor Vinícius de Oliveira revela que se inspirou no espetáculo Garotos, de Leandro Goulart, no filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, e no livro As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, para escrever o texto e elaborar a dramaturgia. “Essas obras impulsionaram e ajudaram a costurar a trama. Histórias que aconteceram comigo e com pessoas próximas também serviram como propulsores”. E completa dizendo que “Somos Tão Jovens é um espetáculo que cativa não só os jovens, que vivem essas cenas cotidianamente, como as pessoas adultas, que passaram por esses momentos em algum ponto da vida”.

23 de maio de 2019

Vamos Comprar um Poeta

Foto: Renato Mangolin

Inspirado no livro homônimo de Afonso Cruz, o musical infantojuvenil inédito "Vamos Comprar um Poeta" está em cartaz até dia 31 de agosto no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, todos os sábados às 11h. A peça tem direção de Duda Maia, adaptação de Clarice Lissovsky, trilha sonora original Ricco Viana e elenco formado por Letícia Medella, Luan Vieira e Sergio Kauffmann.
O musical narra a chegada de um poeta à casa de uma família comum. Nesse lar, moram um pai que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino que adora fazer contas.
O poeta ensina os pequenos a observar borboletas, compor os próprios poemas e aprender a dar abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, fazendo um importante paralelo entre cultura e economia. É uma homenagem à cultura, em um espetáculo que mistura poesia, música e dança.
"Vamos Comprar um Poeta" é a última parte da trilogia de histórias de amor para crianças, composta também pelos premiados musicais A Gaiola e Contos Partidos de Amor.

22 de maio de 2019

Quem Fica Com Quem

Foto: João Caldas Filho

As relações amorosas, familiares, pessoais e sociais contemporâneas são objeto de reflexão em "Quem Fica Com Quem", com texto e direção de José Eduardo Vendramini e Marcelo Braga, que estreia no dia 31 de maio no Viga Espaço Cênico, onde segue em cartaz até 28 de julho. O elenco é composto por Alex Moreira, Ana Carolina Capozzi, Clóvis Gonçalves, Luciano Gatti, Salete Fracarolli e Valéria Lauand.

A peça constitui-se por um mosaico de narrativas sobre relações afetivas e como lidamos com elas. Trata-se de um universo fiel de possibilidades e impossibilidades que povoam tais relacionamentos, escancarando as incongruências dos amores, amizades e laços familiares. Algumas dessas histórias são: uma senhora solitária faz encomendas via telefone só para poder seduzir os entregadores e aplacar sua solidão; uma mulher recém-separada decide resgatar o projeto de ter um filho via inseminação artificial; um jovem gay busca uma parceria consistente em uma agência de “matchs virtuais”; e o inesperado encontro no metrô de um rapaz e uma moça que foram namorados na adolescência e se conscientizam de que, apesar da boa memória do passado, o amor de outrora não tem mais espaço na vida de ambos.

A dramaturgia deste projeto é extremamente peculiar desde sua origem, pois contou com dois escritores trabalhando paralelamente a partir de um tema único. Ela teve sua origem na observação das vidas que rodeavam os autores, que ampliaram seu espectro sensitivo para detalhes cotidianos com potencialidades teatrais. Portanto, neste projeto Realidade e Teatro são vasos comunicantes que se alimentaram mutuamente.

O espetáculo acontece todas às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

21 de maio de 2019

Comédias Furiosas

Foto: João Caldas Filho

Figura de destaque na dramaturgia paulistana, o dramaturgo Leonardo Cortez estreia seu novo trabalho, "Comédias Furiosas", no dia 31 de maio, no Teatro Cacilda Becker. Os horários da apresentação são todas às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.
A peça reúne quatro histórias independentes, entrelaçadas por um engarrafamento causado por um aparente suicídio, e que apresentam a fúria de personagens vitimados pela ausência de comunicação e entendimento num mundo cada vez mais conectado e tecnológico. Em uma sequência desenfreada, uma profissional liberal passa a limpo sua relação com o marido no celular enquanto tenta desesperada e inutilmente chegar em casa para consertar um erro imperdoável. No mesmo trânsito, um publicitário tem uma crise de pânico, passa mal no carro e procura abrigo no apartamento de seu sócio; longe dali, um pintor recluso recebe a visita do Secretário de Cultura de uma pequena cidade do interior sem desconfiar das reais intenções do visitante e; finalmente, num apartamento hipster, um diretor de cinema tem a autoria de um de seus filmes questionada no dia em que recebe o maior prêmio de sua carreira.
Os personagens são figuras da modernidade, profissionais liberais, artistas frustrados e representantes do poder público, que, solitários e neurotizados, dão voz às suas angústias, frustrações, mágoas, descontentamentos e esperanças. Para unir os universos de cada um, parti do tema da ausência do entendimento e da comunicação num momento em que paradoxalmente estamos cada vez mais próximos e conectados”, revela Cortez.

20 de maio de 2019

Nem Isso Nem Aquilo

Foto: Divulgação

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo "Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam", trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes. A peça está em cartaz no Teatro Cemitério de Automóveis até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

17 de maio de 2019

O Pequeno Príncipe

Foto: Will Siqueira

No Teatro Folha, até o dia 25 de agosto, ficará em cartaz o espetáculo infantil "O Pequeno Príncipe", que tem adaptação e direção de Ian Soffredini. A encenação, que integra o trabalho de ator com manipulação de bonecos e técnicas de teatro com luz negra, tem sessões aos sábados, domingos e feriados, às 16h.

"O Pequeno Príncipe" é uma adaptação da obra homônima escrita pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. O livro se tornou um clássico da literatura universal, traduzido em mais de 220 idiomas e dialetos.

O Pequeno Príncipe mora no asteroide B-612 com uma rosa, baobás e três vulcões. Um dia ele pega carona numa revoada de pássaros e vai conhecer novos mundos e pessoas. Depois de passar por diversos planetas e conhecer inusitados personagens - como o Rei, o Homem de Negócios e o Vaidoso - acaba caindo no planeta Terra, em pleno deserto do Saara. Na Terra conhece o narrador, que coincidentemente sofreu uma queda de avião no mesmo local.

O diretor Ian Soffredini conta que, ao adaptar a obra literária, preservou ao máximo as imagens poéticas sugeridas pelo autor e concentrou o foco em criar uma ação dramática fortalecendo, assim, a narrativa da peça. “O livro começa contando a história do aviador e depois conta a história do Pequeno Príncipe. Eu fui direto à história do Pequeno Príncipe, destacando a ação e o que acontece com ele. O primeiro ato mostra a viagem do personagem pelos planetas e o segundo, as experiências dele na Terra”, explica o diretor.