13 de maio de 2011

Dias e Noites

O drama brasileiro Dias e Noites (2008) seria interessantíssimo se a adaptação do livro para o cinema tivesse sido bem feita. Na estrutura da película, percebemos que a história poderia ter sido melhor desenvolvida e explorada. Tem bons atores, diria, um elenco de primeira, mas não convence. A produção é muito bem feita, não há como negar. Na história, Clotilde (Naura Schneider) se casou ainda jovem, por conveniência, com Pedro Ramão (Antônio Calloni), um rico fazendeiro do interior do Rio Grande do Sul. Decidida a não ceder às tentações da época e à violência do marido, Clotilde questiona os valores da sociedade local e resolve sair de casa. Isto faz com que perca a guarda de seus dois filhos. Já em Porto Alegre ela luta na justiça para reaver sua família, contando com a ajuda do advogado Motta (Zé Vítor Castiel) e do playboy Felipe Clerbon (Dan Stulbach). Entretanto a principal ajuda que recebe vem do empresário Aires de Lucena (José de Abreu). Alias, diria, um belo personagem. Para quem gosta de filme de época, vale à pena alugar o filme e ver.

10 de maio de 2011

No Olho da Rua

O drama No Olho da Rua (2011) estréia dia 13 próximo nos cinemas. O filme tem uma história simples e, por vezes,é regada com humor aqui e acolá. Um humor inteligente e sob medida. Às vezes o filme torna-se lento, talvez pela sua temática ou quem sabe pelos conflitos com ações, mas sem tantas reações. Contudo, não ofusca nem de longe a brilhante atuação de Murilo Rosa. Na história, Otoniel Badaró (Murilo Rosa) é um metalúrgico que, após trabalhar em uma fábrica por 20 anos, é demitido. A situação fica mais complicada ainda porque Camila (Gabriela Flores), sua esposa, está grávida. Revoltado, Otoniel resolve cortar o próprio braço e assina sua demissão com o próprio sangue. A partir de então ele passa a fazer carretos ao lado de Algodão (Leandro Firmino da Hora), um estudante de cinema que vive na favela e mantém um canal pirata de TV. Tudo piora ainda mais quando Otoniel tem seu carro roubado.

9 de maio de 2011

Laurita

A película Laurita é bem construída, tem bons conflitos e é muito orgânica. Laura e sua mãe passam as férias no litoral de São Paulo, numa casa de praia de classe média. O corpo pré-adolescente de Laura está mudando em descompasso com sua maturidade. Mas seu incômodo fica menor diante da situação das duas na casa. Um curta onde o choque de gerações e conflitos territoriais femininos vão tomando corpo a cada minuto e o tornando uma grande história. Aliás, uma delícia de história!



Prêmios
Melhor Atriz no Curta Cabo Frio 2010
Melhor direção no Curta Cabo Frio 2010
Melhor Filme Digital - Júri Oficial no Curta Cabo Frio 2010
Melhor Atriz no Festival de Triunfo 2010
Melhor Montagem no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora 2009

Festivais
Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2009
Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira 2009
Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2010
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2009
Goiânia Mostra Curtas 2009
Janela Internacional de Cinema do Recife 2009
Mostra de Cinema de Tiradentes 2010
Curta Taquary 2010
Mostra do Filme Livre 2010
Semana Paulistana do Curta Metragem 2010
Festival Nacional de Cinema de Petrópolis 2010

6 de maio de 2011

O Cheiro do Ralo

A comédia do renomado diretor Heitor Dhalia chamado O Cheiro do Ralo (2007) é uma deliciosa ironia. Um roteiro bem adaptado, uma perfeita construção de personagem e um delicioso anti-herói interpretado por Selton Mello. Na história, Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar. Uma obra prima do cinema nacional, sem sombra de dúvida. Tá aí a dica para o final de semana...

5 de maio de 2011

I Am Number Four

Para quem gosta do tipo de película à la Superman com direito a clichês I Am Number Four (2011) ou Eu Sou o Número 4 tem um roteiro pra lá de fraco, com falta de criatividade nas sequências de ação e algumas atuações deixando a desejar. O filme é óbvio, mas o leve humor e o visual dos vilões convence. Agrada, com toda certeza, os espectadores menos exigentes, mas de longe podemos dizer que não é uma unanimidade do cinema. Na história, nove alienígenas fugiram do planeta Lorien, onde eram conhecidos por números, para se esconder na Terra. O objetivo era se esconder dos Mogadorians, inimigos que precisam eliminar todos eles - e na ordem certa - para que poderes especiais não possam ser usados contra eles no futuro. A caçada já começou e os números Um, Dois e Três já foram assassinados. O número Quatro vive disfarçado entre os humanos, como John Smith (Alex Pettyfer), ajudado por seu protetor Henri (Timothy Olyphant) na tranquila cidade de Paradise, em Ohio. Enquanto descobre seus novos poderes, Smith conhece a estudante Sarah Hart (Dianna Agron) e se apaixona por ela, colocando em risco a vida de ambos e o futuro de sua raça, porque o inimigo já o localizou. A sua sorte é que a número Seis (Teresa Palmer) também o encontrou e ela pode ajudar na batalha.


4 de maio de 2011

Love Comes Lately

Está em cartaz o filme Love Comes Lately (2008), ou O Amor Chega Tarde, no Brasil. Trata-se de uma produção austríaca e alemã tão belo e sensível como o título do mesmo. Um roteiro agradável que aproxima o telespectador da história de uma forma bem peculiar. Max Kohn (Otto Tausig) é um imigrante austríaco que vive nos Estados Unidos e trabalha escrevendo contos. Ele está prestes a completar 80 anos, mas sente que sua vida está apenas começando. Max mantém uma vida amorosa agitada, seja através de relacionamentos imaginários ou reais, o que coloca em risco seu caso com Reisel (Rhea Parlman), a mulher que ama. Um dia ele vai de trem a uma palestra e, no caminho, incorpora o principal personagem de sua última criação literária. A partir de então, realidade e imaginação se misturam definitivamente. Lindo!


2 de maio de 2011

Não Se Pode Viver Sem Amor

Esta semana estreiará nos cinemas o brasileiríssimo Não Se Pode Viver Sem Amor (2010) de Jorge Durán. O filme é uma poesia, não tenho dúvidas a respeito disso. São cinco destinos que se cruzam com delicadeza, mas não tem a pretensão de trazer respostas para as perguntas. O que é uma maravilha! O roteiro consegue manter a curiosidade sem ser óbvio, surpreende, mas falha nas cenas iniciais, pois demora de envolver a história ao espectador. O que não tira o brilho da obra. A direção de Durán é sensível e acertiva. O garoto Victor Navega Motta é uma revelação. Na história, Gabriel, de 10 anos, e Roseli, de 30, chegam ao Rio de Janeiro para encontrar o pai do menino que os abandonou. Sem conhecer a cidade, eles perambulam pelas ruas sem ter ideia para onde ir. Assim encontram João, um jovem advogado desempregado que busca desesperadamente um meio de melhorar de vida; Pedro, um pesquisador universitário que precisa se decidir entre a mulher e a profissão; e Gilda, uma dançarina de boate que deseja ir embora mas está presa ao passado. Todos vivem situações limite em suas vidas, que se tornam ainda mais fortes devido à proximidade do Natal. Só que, a partir destes encontros inesperados, surge uma nova esperança. Então, fique atento, pois este é um filme que vale muito à pena ver.