31 de maio de 2018

Missão Super Secreta

Foto: Divulgação

O espetáculo infantil "Missão Super Secreta", de Thereza Falcão, estreia no dia 26 de maio no Teatro Raul Cortez. A peça revela as brincadeiras de Juca e sua prima Teco, que têm apenas oito anos e precisam encontrar alguma maneira de se divertir em um dia de enchente na cidade onde eles moram. Além da falta de energia provocada pela chuva forte, os dispositivos eletrônicos portáteis da casa ficaram sem bateria.
Esse é o ponto de partida para que as crianças mergulhem em um terreno até então pouco percorrido por eles: o de suas próprias imaginações. Cada móvel, cada objeto da casa recebe um novo sentido, uma nova utilidade nos mundos que eles começam a construir, sempre traçando um paralelo com a própria realidade que os cerca. Juca e Teco vivem uma aventura até então inédita em suas vidas.
A ideia é criar uma reflexão sobre uma forma de diversão tátil e lúdica, mostrando que o poder da imaginação não cabe em uma tela. Além disso, a peça pretende sensibilizar crianças e adultos para a interatividade com o outro, o aqui e agora, muito além das redes sociais.
Na sinopse, ao se verem em uma pane elétrica causada por mais uma enchente calamitosa na cidade onde vivem e com todos os seus aparelhos sem bateria, os primos Juca e Teco, um menino e uma menina de oito anos de idade, mergulham em um terreno até então pouco percorrido por eles: o de suas próprias imaginações! Cada móvel, cada objeto da casa recebe um novo sentido, uma nova utilidade nos mundos que eles começam a construir, sempre traçando um paralelo com a própria realidade que os cerca. Juca e Teco vivem uma aventura até então inédita em suas vidas.
A peça fica em cartaz no Teatro Raul Cortez – Rua Dr. Plínio Barreto, 286 - SP - até 15 de julho; aos sábados e domingos, às 16h.

30 de maio de 2018

À Espera

Foto: Heloisa Bortz

Com direção de Hugo Coelho, o espetáculo "À Espera", de Sérgio Roveri, estreia no dia 8 de junho na Oficina Cultural Oswald de Andrade, com ingressos grátis. Com elenco formado por Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius, a história traz três personagens que podem estar em qualquer lugar, em qualquer tempo: duas mulheres, sem nenhum tipo de memória acordam todos os dias na mesma hora, à espera de algo – até que um dia recebem a visita inesperada de um homem que veio comemorar um aniversário.

A ação acontece no despertar do que deveria ser um sono profundo, Uma (Remencius) e Outra (Bellissoni) se deparam com o sol que insiste em nascer todos os dias, numa indecifrável realidade. Uma é a mais velha. Não anda, vive na cadeira de rodas, não dorme nunca, não sonha e gosta de falar. À noite, conta os pingos que caem de uma torneira e, durante o dia, ocupa-se ouvindo relatos dos sonhos de Outra. Uma não tem memória, nem lembrança do passado. Outra é jovem e cuida de Uma. Sente medo. Dorme, sonha e inventa sonhos para entreter Uma. Ela também não tem memória de quem foi. Ambas não sabem como foram parar ali e esperam que um dia haja explicação para tamanha espera.

Ele (Dandrah) chega sem avisar para uma festa de aniversário, trazendo duas garrafas de bebida, a promessa de um bolo e algumas histórias. Ele conta que em uma festa já foi capaz de cantar 137 vezes uma mesma canção. Logo após sua chegada, Outra aproveita para sair e conhecer o mundo lá fora, e volta com algumas respostas.

Sérgio Roveri diz que o texto, escrito há cerca de dois anos, foi inspirado em uma imagem do juízo final que sempre o perseguiu, desde criança. “Como seria acordar em um (não) lugar apocalíptico e nada acontecer? Embora não saibam exatamente o que estão fazendo ali, os personagens têm as mesmas inquietações, têm a consciência de que haja algum propósito. Estariam aguardando o tal dia do juízo final?”. Ele explica ainda que, nessa espera atemporal, o que os une talvez seja a esperança. “Eles podem representar o fim, mas nada impede que seja também um início. Ainda que o juízo final seja um conceito muito ligado à religião, não é esta particularidade que o texto aborda, completa o autor”.

Ao contrário do que seria um espetáculo realista, À Espera coloca o espectador diante da intrigante historia dessas personagens que se encontram em lugar e tempo indefinidos. Embora se encontrem em uma situação de contornos extremados, os três personagens podem ser uma metáfora do ser humano diante do risco, do perigo, do desconhecido e, principalmente, diante da necessidade de reconstrução. 

A temporada fica até o dia 21 de julho , às quintas e sextas (às 20h) e sábados (às 18h). Os ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência. A Oficina Cultural Oswald de Andrade fica na Rua Três Rios, 363 - SP.

29 de maio de 2018

O Monstro

Foto: Heloisa Bortz

A possibilidade de pessoas comuns cometerem atos terríveis em busca de saciar seus desejos mais obscuros é o tema do monólogo "O Monstro", uma adaptação do diretor Hugo Coelho para o conto homônimo de Sérgio Sant’Anna. A peça estreia no Teatro Vivo no dia 5 de junho e segue em cartaz até 1º de agosto.
O texto original é uma longa entrevista com Antenor Lott Marçal sobre o caso envolvendo a bela jovem Frederica Stucker.  Ele  diz ao repórter que concordou em falar com a mídia para poder expor seus sentimentos, dar suas explicações e falar sobre tudo o que aconteceu sem as limitações fatuais que todo processo penal implica.
A adaptação teatral, que elimina a figura do repórter, apresenta a confissão de um professor de filosofia, ou seja, um homem culto, que está absolutamente consciente dos terríveis crimes que cometeu. Ele resolve abrir o jogo em um cenário não muito bem definido (ao contrário do conto original), que serve para representar a própria consciência do protagonista.
O Teatro Vivo fica na Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 - SP e as apresentações serão às terças e quartas-feiras, às 20h.

28 de maio de 2018

Coriolano

Foto: Lenise Pinheiro

Considerada uma das obras menos montadas de William Shakespeare (1564-1616), "Coriolano" é também uma das mais experimentais e intrigantes. Com direção de Márcio Boaro e 14 atores em cena, a vibrante montagem da Cia. Ocamorana para o clássico inglês ganha nova temporada popular no Teatro Alfredo Mesquita, entre 1º de junho e 1º de julho.
Na sinopse, Caio Marcio Coriolano, é um general romano temido e reverenciado, está em desacordo com a cidade de Roma e seus cidadãos. Impulsionado a ocupar a poderosa e cobiçada posição de Cônsul por sua mãe controladora e ambiciosa, Volumnia, ele não está disposto a agradar às massas cujos votos ele precisa para assegurar o cargo. Quando os Tribunos do Povo fazem com que o povo se recuse a apoiá-lo, a raiva de Coriolano gera um protesto que culmina em sua expulsão de Roma. O herói banido se alia então ao seu inimigo declarado Tulio Aufídio para vingar-se da cidade. Uma obra de Shakespeare que se mostra atual para os problemas das Repúblicas modernas.
O Teatro Municipal Alfredo Mesquita fica na Avenida Santos Dumont, 1770 - SP. as apresentações acontecerão às sextas e aos sábados, às 20h30, e aos domingos,  às 19h.

25 de maio de 2018

Elle s'appelait Sarah


O drama francês "Elle s'appelait Sarah" ou "A chave de Sarah" (2011) toca o sentimento do espectador pela simplicidade no contar uma história forte, mas ao mesmo tempo com certa doçura em suas descobertas. Os personagens são ricos em toda sua composição. A trilha sonora é linda. A produção e figuração são assertivas. O final surpreende. A narrativa acontece em 1942, durante a ocupação alemã na França, na 2ª Guerra Mundial. Sarah Starzynski (Mélusine Mayance) é uma jovem judia que vive em Paris com os pais (Natasha Mashkevich e Arben Bajraktaraj) e o irmão caçula Michel (Paul Mercier). Eles são expulsos do apartamento em que vivem por soldados nazistas, que os levam até um campo de concentração. Na intenção de salvar Michel, Sarah o tranca dentro de um armário escondido na parede de seu quarto e pede que ele não saia de lá até que ela retorne. A situação faz com que Sarah tente a todo custo retornar para casa, no intuito de salvá-lo. Décadas depois, a jornalista Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas) é encarregada de preparar uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos nazistas. Ao investigar sobre o assunto, encontra um elo entre sua família e a história de Sarah. A película é envolvente e delicada, vale muito à pena assistir. O filme foi exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2011.

24 de maio de 2018

Tot Ziens


O premiado "Tot Ziens" ou "Goodbye" (1995) é um drama com bons elementos criativos. Os personagens são complexos e verossímeis. Há bons diálogos. A direção é assertiva. Na trama, Jan é um homem casado, e Laura é solteira. Eles simplesmente não podem ficar juntos, mas tampouco podem ficar separados. O homem luta entre seus dois amores, enquanto ela não pode terminar esta relação desesperada e perigosa. A película holandesa foi premiada no Locarno International Film Festival e no Nederlands Film Festival.

23 de maio de 2018

Política da Editora

Foto: Sebá Neto

A peça "Política da Editora", de Eduardo Aleixo, estreia no dia 1º de junho na SP Escola de Teatro Roosevelt, com direção de Cintia Alves. O texto venceu o Concurso Jovens Dramaturgos do Sesc e discute as relações de poder entre o artista e o mercado. 

No texto carregado de ironia, um escritor luta para ter seu livro integrando o catálogo de uma grande editora. Escritor, Editor, Revisora e Tradutora entram em conflito em uma sala de reuniões. Pouco a pouco, são revelados os mecanismos de poder que permeiam as relações entre arte e mercado, convertendo uma obra em fetiche de mercadoria.

Para contar essa história, Cintia Alves buscou referências modernistas. “A ideia que norteia todos os elementos estéticos da peça é provocar um estranhamento, assim como uma dialética do entendimento, não só entre texto e subtexto, mas também entre uma dramaturgia realista e uma encenação expressionista”, conta.  

Escrita em 2015, a peça também recebeu menção honrosa no Programa Nascente da USP e obteve o segundo lugar no Prêmio Martins Pena da União Brasileira de Escritores. “O texto é sobre escrever, publicar e ler. A ideia é inserir o público nessa cadeia produtiva, para que ele se aproprie dela. Terminar de escrever um livro muitas vezes não é o fim, mas o começo da jornada. O percurso da obra de arte até chegar ao público pode ser tão intrigante quanto as trajetórias de Josef K. ou Bartleby”, comenta o autor do espetáculo.   

A peça cumpre temporada até o dia 2 de julho, com sessões às sextas-feiras, aos sábados e às segundas, às 21h; e aos domingos, às 19h. O SP Escola de Teatro fica na Praça Roosevelt, 210 - SP.