12 de janeiro de 2012

I Fix Everything

A película I Fix Everything foi criado para a competição internacional 100 Hour Film Race 2011. O concurso exigia que cada grupo escrevesse um roteiro, filmasse e editasse um curta-metragem de  menos de cinco minutos em 100 horas. Com base em um tema (broken), ação (pressing a button) e suporte (a lollipop) específicos, o grupo de produção entitulado The Family conta, criativamente, esta encantadora história. O filme é delicado e cumpre os objetivos propostos. Não é à toa que receberam tantos pêmios com ele, inclusive o de melhor filme. A história é bem fundamentada e a atuação do menino é algo raro de se ver nas grandes telas. O grupo é composto por ex-estudantes da NYFA de Nova Iorque. Originários de diferentes paises (Espanha, Brasil, Rússia, Inglaterra, Hungria, etc), atualmente a equipe desenvolve um longa-metragem baseado neste curta e esperam usar a mesma equipe para filmar o projeto no próximo verão.

 

11 de janeiro de 2012

A Abadia dos Beneditinos


A Abadia dos Beneditinos, de J. W. Rochester é composto de três diferentes narrativas ou pontos de vista da mesma história que se passa na Europa, em pleno século XIII. Tem um certo capricho na descrição dos detalhes, um ritmo viciante de leitura e passagens fortes no que se refere aos questionamentos da essência humana. O tema central é a vingança que traz macabras tramas que ocorrem na Abadia dos Beneditinos, onde por entre as sólidas paredes do rígido mosteiros dá-se então inicio a conspiração de uma organização secreta revelando os contrastes entre a aparente mansuetude cristã e as crimonosas ações de seus habitantes. Narrado por Sanctus (um monge beneditino), pelo conde de Mauffen (encarnação do imperador romano Tibério) e por Rabenau (que reencarnaria mais tarde como John Wilmot), Rochester nos dá a real visão de tempos de outrora. Lê-lo é como ler um mundo bem particular onde as fantasias se mescla à realidade, demonstrando, de fato, que mais do que se sabe é o que ainda se está por descobrir. Uma leitura imperdível!

10 de janeiro de 2012

Fais-moi Plaisir!

A comédia francesa Fais-moi Plaisir! ou Faça-me Feliz!  (2011) é simplesmente uma delícia de se ver. Inteligente, bem dirigida e com uma construção de personagens muito bem feita, ela arranca o riso do expectador sem medo de ser feliz. Tem diálogos espertos e um humor quase que ingênuo, talvez este seja o seu grande segredo. Na história, Jean-Jacques (Emmanuel Mouret) apenas quer curtir a manhã de sábado ao lado da namorada, Ariane (Frédérique Bel), mas a súbita ligação telefônica de Elizabeth (Judith Godrèche) altera seus planos por completo. Elizabeth foi alvo de uma experiência na arte da conquista feita por Jean-Jacques e agora está apaixonada por ele. A ligação faz com que Ariane desconfie de seus sentimentos por ela, mas, após refletir, acha que ele deve dormir com Elizabeth. Como já sabe o que acontecerá, não se sentirá traída. Surpreso com a conclusão, Jean-Jacques aceita a oferta e confirma um encontro à noite com Elizabeth, sem saber quem ela é nem o ambiente que costuma frequentar.

6 de janeiro de 2012

Doce e Salgado

No curta Doce e Salgado falta coragem para sair da obviedade num assunto tão já visto e revisto no cinema e TVs nacionais. Contudo, é bem dirigido: imagens que dizem tudo se intercalam com olhares que revelam palavras, mesmo que nas entrelinhas, note-se a tradução da previsibilidade em forma de poesia para a arte cinematográfica. Na história, dois adolescentes, amigos de colégio, descobrem o desejo.







Festivais
Festival de Cinema da Diversidade Sexual - For RainBow 2007
Festival do Filme Livre 2008
Festival do Livre Olhar 2007
Festival Mix Brasil 2008

4 de janeiro de 2012

Freedom Writers

O drama Freedom Writers ou Escritores da Liberdade (2007), baseado em fatos reais, tem diálogos vulneráveis, fala do holocausto de forma tocante, em alguns momentos emociona e tem conflitos claros. Na trama, a professora Erin Gruwell (Hilary Swank) oferece aos adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, Erin combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade.

3 de janeiro de 2012

Shooter

O filme americano Shooter ou Atirador (2007) foi baseado no livro de Stephen Hunter chamado Point of Impact, aliás, o autor também é crítico de cinema do Washington Post. O filme é bem estruturado e tem uma boa idéia de história. Nela, Bob Lee Swagger (Mark Wahlberg) é um ex-atirador de elite dos Marines, que se afastou do trabalho após uma traição. Isolado em um refúgio remoto nas montanhas, Bob é encontrado pelo coronel aposentado Isaac Johnson (Danny Glover). Johnson lhe diz que o país precisa de sua ajuda, já que a vida do presidente está em risco e apenas suas habilidades em tiro de longa distância podem impedir que esta ameaça se concretize. Inicialmente relutante, Bob aceita o trabalho. Porém logo ele descobre que tudo é na verdade uma armação patrocinada por Johnson. Como curiosidade sobre o filme, Keanu Reeves era a escolha original para interpretar Bob Lee Swagger, mas o escolhido foi Mark Wahlberg que teve que perder cerca de 10 kg para viver o personagem. Com um orçamento aproximado de US$ 61 milhões, o nome do personagem, Bob Lee Swagger, tem a ver com a teoria conspiratória de que assassinos têm três nomes, como Lee Harvey Oswald, John Wilkes Booth, Mark David Chapman e James Earl Ray.

2 de janeiro de 2012

Como Aprimorar Um Bom Roteiro


A Dra. Linda Seger nos dá a noção com muita propriedade do trabalho da reescrita no livro Como Aprimorar Um Bom Roteiro. Como o processo, por si só, já é dificil pelo "distanciamento da obra" que o autor deve ter, ela nos traz métodos específicos que ajudam a aprimorarmos nossos conhecimentos. Se o leitor for um roteirista iniciante, ele ajudará a contar histórias envolventes e dramáticas, se for um roteirista veterano ajudará a articular melhor o que já sabe por intuição. O livro tem uma leitura clara e pontual de uma profissional que praticamente criou e definiu a carreira de consultora de roteiros. Ele é mais do que recomendado para todos que fazem cinema ou que, algum dia na vida, pensaram em escrever um roteiro para tal arte.