14 de março de 2011

Richard MacDonald

No lobby do Teatro "O" no Bellagio (espaço que acontece o espetáculo de mesmo codinome), podemos ver o talento de Richard MacDonald com suas esculturas encantadoras sobre o Cirque du Soleil. Tem uma certa leveza, mas é corporal, é massa. É como se o espirito humano estivesse sendo celebrado em cada peça. É um trabalho dinâmico, emotivo e sensível. Qualidade e bom gosto fazem parte do diferencial e assinatura deste artista californiano. Um primor das artes...

A irreverência e o profissionalismo do Cirque estão em todas as siluetas e expressões.


As esculturas têm movimentos reais e cada detalhe demonstra a grandeza de toda a obra.



Cada detalhe, cada expressão traduz a organicidade da dança e do corpo como instrumento de trabalho.





13 de março de 2011

O

Se em uma curta temporada em Las Vegas, você tiver que decidir por apenas um único show não resista e vá assistir ao fantástico show “O” (também do Cirque du Soleil) no Bellagio. O show é imperdível e, diria, parada obrigatória para os amantes da arte circense. Começa pelo hotel que é um espetáculo, um dos mais luxuosos de Vegas. No show aquático, se você pensa que só irá ver água, engana-se, tem muito fogo também. Trata-se de um espetáculo sofisticado e único. Um dos mais completos do Soleil. A trilha musical, os cenários e o figurinos são lindos e nos remete a verdadeira magia do circo. O cenário que começa com uma piscina, transforma-se em um palco seco num piscar de olhos e quando menos se espera, a piscina que antes era redonda, transforma-se numa piscina triangular. As coreografias são bem coordenadas com tempos precisos e uma incrível disciplina física dos artistas. Os palhaços são um show à parte com uma história pra contar e brincadeiras discretas, mas engraçadas. Um humor para todos. O show tem uma hora e trinta minutos, mas você não sente. Este show também é fixo e com certeza recomendo-o de olhos fechados. Veja por quê...


12 de março de 2011

Viva Elvis

O show do Cirque du Soleil: Viva Elvis em Las Vegas surpreende quando começa porque ele é o que posso chamar de digamos, espacial. Ocupa todo o palco, seja por terra, céu ou mar. A música e os bailarinos em suas performances conquistam mesmo quando o show não começa de fato. Na platéia, bailarinas que se dizem fã do cantor nos traz à tona a histeria feminina vivida nos tempos do ídolo. O figurino tem detalhes que surpreende quanto a década, mas é óbvio quando se trata do homenageado. O cenário, num sobe e desce de palco, demostra sua grandeza, mas, neste ponto especificamente, o simples torna-se criativo quando calças íntimas e cuecas desenham a bandeira dos Estados Unidos no back ground de uma das apresentações. Perfeito! A música contagia, mesmo para àqueles que não é fã de carteirinha do Elvis ou não estava vivo nesta época. Imagens projetadas do ídolo em sua jornada músical e cinematográfica por vezes cansa, mas é um charme à parte. A história de Elvis é contada através das suas músicas. De criança à soldado do exército, enfim, cada parte principal do roteiro da vida dele está lá contada por um narrador que se diz ser seu empresário na época. O espetáculo é mediano e mesmo tendo apenas uma hora e trinta minutos torna-se cansativo. Não acredito que seja um dos melhores espetáculos do Soleil, mas como curiosidade, vale à pena ver se estiver em Las Vegas, pois este show é fixo...

11 de março de 2011

O Poder do Clímax


O Poder do Clímax de Luiz Carlos Maciel nos desvenda (ou traduz de forma clara) os tantos "mitos" de um roteiro. No livro, a experiência acumulada do autor em cursos e na própria carreira desvenda as caracteristicas do roteiro tradicional, sendo construído com o objetivo do seu melhor ápice, o clímax. A leitura é pra lá de explicativa e, como o próprio autor argumenta "é conveniente e necessário o domínio da técnica, e, em consequência do conhecimento da teoria como condição do trabalho do roteirista profissional". No livro, o autor não só esboça as dificuldades e percalços desta escrita, como também não deixa pergunta sem resposta. Um excelente livro com escrita clara quando disserta sobre as complexidades deste oficio. O livro tem qualidade e conteúdo. Está mais do que recomendado!

10 de março de 2011

Eat, Pray, Love


Baseado no best seller homônimo da jornalista Elizabeth Gilbert, o filme Eat, Pray, Love (2010) ou Comer, Rezar, Amar, no Brasil, não se sustenta nem com as celebridades. O livro é morno, o filme é pálido e longe de se tratar de uma obra cinematográfica, em todos os sentidos. Mas, para quem quer arriscar, boa sorte. Na história Elizabeth (Julia Roberts) descobre que sempre teve problemas nos seus relacionamentos amorosos. Um dia, ela larga tudo, marido, trabalho, amigos, decidida a viver novas experiências em lugares diferentes por um ano inteiro. E parte para a Índia, Itália e Bali, para se reencontrar numa grande viagem de auto conhecimento.

9 de março de 2011

Ice Age: The Meltdown

A animação de 2006 Ice Age: The Meltdown (ou Era do Gelo 2, no Brasil) não me surpreendeu em nada a não ser pelo design dos personagens. A história é óbvia, apesar da idéia ser interessante. Os personagens não tem grandes conflitos e o que salva um pouco o filme são algumas piadas aqui e acolá. Na história, a era glacial está chegando ao fim e, com isso, surge em todo lugar gêiseres e verdadeiros parques aquáticos. O mamute Manfred (no Brasil interpretado por Diogo Vilela), o tigre Diego (interpretado por Márcio Garcia) e o bicho-preguiça Sid (interpretado por Tadeu Melo) logo descobrem que toneladas de gelo estão prestes a derreter, o que inundaria o vale em que vivem. Com isso, o trio de amigos precisa correr para avisar a todos do perigo e ainda encontrar um local em que não corram riscos. O esquilo e suas nozes é um charme à parte.

8 de março de 2011

Beber, Jogar, F@#er

Beber, Jogar, F@#er é hilário. O designe gráfico na capa já adverte sobre a sátira que está por vir que o autor, Andrew Gottlieb, faz ao best sellers Comer, Rezar, Amar. Duas formas diferentes de se encarar o fim de uma relação. Mas, tenho que confessar que a do homem é um olhar mais divertido e original. Escrito em primeira pessoa, o personagem Bob Sullivan não faz nenhum tipo de triagem sobre os seus pensamentos. O que pensa, fala. Na história, ele é casado há oito anos até levar um pé na bunda da esposa e decidir curtir a vida. Nessa batida, ele faz uma jornada pela Irlanda, Las Vegas e a Tailândia. Apesar do título convidativo, o personagem é sensato e faz comentários divertidos. Na primeira parte do livro, Gottlieb traz à tona o questionamento do que as mulheres fazem com os seus maridos (no caso ele) no casamento querendo transformar o seu parceiro em algo que ele não é (coisa diria que não é só privilégio das mulheres, claro, mas da instituição casamento como si). Na segunda parte, temos uma visão plenamente masculina dos anseios e desejos atendidos pelo simples fato de jogar e apostar. Um sabor de vida, diria. Nesta fase, a leitura torna-se um pouco monótona, principalmente para aqueles que não curtem ou entendem da jogatina de Vegas. Na terceira e última parte, temos um final da história clichê. A leitura é descompromissada, simples e direta. Uma visão justa, mas com muito humor. Os capítulos, para os mais preguiçosos, são curtos e fáceis de ler. Vale à pena salientar que o livro já teve seus direitos comprados para o cinema pela Warner Bros antes mesmo de ser publicado. É mole? Então, aproveite!