31 de março de 2021

1º FESTIN - Festival de Teatro Independente


Foto: Melissa Rahal

O Alvenaria Espaço Cultural promove o 1º FESTIN - Festival de Teatro Independente. A programação que vai de 1 a 7 de abril, conta com 8 espetáculos do Estado de São Paulo, 4 da capital e 4 do interior. O evento terá, ainda, duas mesas de conversa com artistas dos grupos participantes. Os bate-papos têm o objetivo de promover a troca de experiência sobre a nova forma do fazer teatral. Esta edição será totalmente online, com transmissões gratuitas pelo site festin.art.br.


De acordo com as idealizadoras do projeto, Bia Toledo e Tati Bueno, o FESTIN nasceu da necessidade de manter o teatro em pauta, mesmo com as salas de espetáculos fechadas, e de levar ao público produções da cena independente. "A realização do festival é mais uma ferramenta de resistência da arte", afirmam. 


Os espetáculos foram selecionados por meio de chamamento público, levando em conta a perspectiva de gênero. Por isso, foram privilegiando trabalhos com mulheres protagonistas, em cena, na dramaturgia, na direção ou na técnica. Além disso, a curadoria considerou projetos criados ou produzidos durante a pandemia, para que os espetáculos considerassem a hibridez palco-tela para a exibição. Houve também a valorização dos técnicos: todos os projetos selecionados contam com equipe técnica, uma forma de incentivar e manter o trabalho destes profissionais num momento de escassez de recursos para a categoria. 

30 de março de 2021

[...] metade é verdade – Ruth Escobar

 

Foto: Divulgação

As Edições Sesc SP anunciam a publicação do livro “[...] metade é verdade – Ruth Escobar”, uma biografia da atriz escrita pelo jornalista e pesquisador Alvaro Machado. O lançamento oficial da obra ocorrerá em 31 de março, às 19h, por meio de evento on-line com transmissão organizada no youtube do Sesc Consolação que terá  um bate-papo entre o autor e o dramaturgo, escritor e professor  Sérgio de Carvalho.

 

A incluir farto e muitas vezes inédito material iconográfico, a biografia“[...] metade é verdade – Ruth Escobar” faz justiça a uma das mais ativas e polêmicas figuras não apenas do teatro brasileiro e internacional a partir dos anos 1960.


A luso-brasileira Ruth Escobar (1935-2017) iniciou sua trajetória no Brasil em 1953 como repórter, editora de revista e ativista cultural, para passar a atriz e produtora teatral a partir de 1959. Também foi a criadora de oito grandes festivais internacionais de artes cênicas de 1974 a 1999, deputada estadual em duas legislaturas (1983-1990) e presidente do federal Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM, 1985).

 

O título do livro se refere a uma afirmação que a própria biografada costumava dirigir, nos anos 1980, aos novos colaboradores de suas diversas atividades. Ciente das fantasias e dos mitos multiplicados a seu respeito, ela prevenia: “Sabe todas aquelas histórias que você já ouviu sobre mim? Pois!, metade é verdade”. 


Os títulos das Edições Sesc São Paulo podem ser adquiridos em todas as unidades do Sesc São Paulo, nas principais livrarias, em aplicativos como Apple Store e Google Play e também pelo portal www.sescsp.org.br/livraria

29 de março de 2021

Ponto da Moda

 

O projeto ‘Ponto da Moda’ – um LAB dedicado a formação gratuita em moda para jovens que conta com a certificação da Faculdade Santa Marcelina – teve inscrições abertas para jovens de 16 a 21 anos de idade. Trata-se de um curso que oferece processo de aprendizagem completo no universo da moda e do vestuário. São 120 vagas oferecidas para aulas em regime semipresencial.

 

Com início das aulas agendado para hoje, o projeto Ponto da Moda, anteriormente instalado na Praça Victor Civita, cria um ambiente equipado com todas as ferramentas necessárias para oferecer um processo de aprendizagem completo no universo da moda e do vestuário. As aulas do projeto abrem espaço para reflexão, inovação e discussão para melhorias das lógicas de produção na área.       

 

Informações atualizadas estão disponíveis no perfil de Instagram @oficinapontodamoda e no Facebook  https://www.facebook.com/oficinapontodamoda

26 de março de 2021

O Inventor de Sonhos

Foto: Jefferson Pancieri e João Sato

Para comemorar os 500 anos de Leonardo da Vinci, acontece, gratuitamente, de 26 de março a 4 de abril o espetáculo com três fábulas do autor: “O Papel e a Tinta”, “A Navalha” e “A Rede”. O elenco é composto pelos atores Paulo Arapuá (Michelangelo), Ricardo Moraes (Raphael) e Sol Leão (Gioconda).

“Estamos celebrando 500 anos, mas sua obra permanece viva e atual. O grupo decidiu homenagear este brilhante criador e ativista atemporal por achar que os tempos se repetem e precisamos conversar sobre nobres valores de convivência que são a base da preservação de uma sociedade”, conta a diretora Pamela Duncan.

Na sinopse, “O Inventor de Sonhos” conta a história de um aprendiz e uma atriz de commedia dell’arte que entram escondidos no ateliê para descobrir os segredos do mestre. Os jovens encontram uma invenção secreta, “A Máquina do Tempo”. Por descuido, ligam a máquina e são trazidos para 2021, ou seja, quase 500 anos depois, trazendo também o porteiro do Leonardo da Vinci que estava vigiando o ateliê, Michelangelo. Os aprendizes e Michelangelo  se metem em muitas aventuras e ainda encenam as fábulas do mestre para os habitantes do futuro. 

Com ajuda de bonecos, teatro físico, adereços, música e muita imaginação, os atores homenageiam o mestre contando suas fábulas. Após uma trapalhada com a máquina do tempo, eles voltam ao passado, onde quem os espera é o próprio Leonardo da Vinci. 

25 de março de 2021

De Passagem ou Que Ano Louco 2020

 

Foto: Divulgação

À distância, artistas em diferentes estados do Brasil se unem para a temporada online do espetáculo "De Passagem ou Que Ano Louco 2020", a partir do texto dramatúrgico En Passant, de Rafael Martins

A direção é de Juracy de Oliveira e no elenco estão Marisa Bezerra, Raquel Parras e Walmick de Holanda. Completam a ficha técnica Josyara, que assina a direção musical, e Fernanda Garcia, responsável pela direção de arte e figurinos. 

A temporada acontece de 25 de março a 1º de abril e será transmitida gratuitamente pelo Zoom. Em todas as sessões haverá intérprete de libras e legendas. Para ampliar o alcance de público, o coletivo disponibiliza uma gravação prévia da experiência, para acesso online, com audiodescrição.

Como eu vou ficar depois de ter vivido isso?Esta é a primeira frase dita no espetáculo, que traz a dimensão do ano de 2020: suas mudanças, instabilidades, incertezas, novas rotinas, pavores e traumas. As reflexões da existência do ser sob a perspectiva da sociedade digitalizada e sua plataformização, bem como a recorrência de desastres naturais no ano de 2020, foram pontos que se relacionaram com a dramaturgia. 

Na sinopse, Ela e Ele, corpos que falam, trocam sensações e confidências em uma sala virtual e tentam achar o sentido da própria existência. A transmissão foi completamente criada durante a quarentena e aposta em uma dramaturgia atual e música ao vivo.

Apresentações nos dias: 25/03 (quinta-feira) - 20h20; 26/03 (sexta-feira) - 20h20; 27/03 (sábado) - 16h20 e 20h20; 28/03 (domingo) - 20h20 e 1º/04 (quinta-feira) - 20h20. Grátis. Plataforma YouTube pelo link:

https://www.youtube.com/pandemicacoletivotemporario.

24 de março de 2021

Como Todos os Atos Humanos

 
Foto: Divulgação

Filha relata ao público o seu crime de parricídio em peça-filme que estreia dia 24 de março pelo Youtube. "Como Todos os Atos Humanos" trata, de forma simbólica, do ‘feminino’ refém do patriarcado, da violência explícita ou mesmo velada a que a mulher vem sendo submetida ao longo da história.  À medida que vai contando seu crime, deixa entrever agudos e finos traços de inteligência e sensibilidade que revelam o seu raciocínio lógico, mas que também confundem, desarrumam e inquietam.


A partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho (1928-2014) e Giorgio Manganelli (1922-1990), a peça-filme tem dramaturgia e atuação de Fani Feldman, direção de Rui Ricardo Diaz, assistência de direção de Plínio Meirelles, preparação de Antonio Januzelli e direção de vídeo de Munir Pedrosa


Construída a partir de referências visuais dos pintores Francis Bacon, Edvard Munch e René Magritte, a peça aborda a ‘naturalização da violência’ e leva à cena uma narrativa tétrica na qual a filha, obcecada por seu pai e por ele subjugada, termina por incidir simbolicamente no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher.


O espetáculo não tenta agarrar a moral linear conhecida que apazigua, mas procura desvendar uma lógica própria, para além de conceitos e/ou preconceitos. A princípio, o ato de perversidade, pode soar apenas cruel e absurdo, mas aos poucos se torna semelhante a toda e qualquer busca por sobrevivência e comparado a todos os atos essencialmente humanos. “Como Todos os Atos Humanos é, para mim, mais do que minha própria voz em estado de grito. Um suspiro aliviado que me sai violento, brutal e inteiro”, diz Fani Feldman.


De 24 a 31 de março às 21h. Exibição online e gratuita pelo youtube/ciadosopro.

23 de março de 2021

Espetáculo_De Quebra

Foto: Divulgação

Escrito e interpretado por Thaís Campos e dirigido por Vera Lamy, o "Espetáculo_DE QUEBRA" conta a história de Clarisse Kampai, uma jovem escritora que está finalizando o seu primeiro romance. A personagem está vivendo essa experiência profundamente trancada em sua casa durante uma pandemia com seus diversos incômodos causados pela ânsia de terminar a sua obra. 


A temporada acontece pelo Zoom e pelo YouTube, de 24 de março a 2 de abril, às quartas, quintas e sextas às 20h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla. 


Na sinopse, Clarisse Kampai é escritora e poeta. Recebeu o Grande Prêmio Rinoceronte por um famoso conto que escreveu e agora está se preparando para finalizar seu primeiro romance: DE QUEBRA. No livro, ela conta a trajetória de Carolina, desde o seu nascimento até sua vida adulta. O fio condutor das histórias de Carolina são as quebras, das literais às metafóricas, começando pela quebra da clavícula ao nascer, até um coração partido por um relacionamento mal sucedido, entre outros casos. Entre quebras, cicatrizes e uma dose de humor, Carolina e Clarisse Kampai se misturam e se distanciam, trazendo o cotidiano da vida de uma escritora solitária em companhia apenas de sua personagem principal.