18 de novembro de 2021

Joyeuse retraite!

 


A película francesa "Joyeuse retraite!" ou "A fuga dos avós" (2020) tem uma narrativa que se arrasta e não entrega o logline proposto. Os personagens são estereotipados e os diálogos são previsíveis. A trilha sonora é boa.

Na trama, acompanhamos a história de Marilou (Michèle Laroque) e Philippe (Thierry Lhermitte), um casal que está pronto para curtir a aposentadoria dos sonhos em Portugal. Só que antes de partir é importante que eles resolvam algumas pendências de família. Confira o trailer!

17 de novembro de 2021

Sonhei que era Gulliver


Foto: Maracujá

No próximo dia 18 de novembro estreia o espetáculo “Sonhei que era Gulliver” de forma online. Serão 12 sessões gratuitas, transmitidas nas redes sociais do Maracujá Laboratório de Artes. Ainda como parte das ações previstas pelo projeto, o diretor, dramaturgo e ator Sidnei Caria também realizará um workshop-palestra gratuito, onde apresentará aos participantes um pouco do percurso de criação do espetáculo.

Na sinopse, dentro de sua casa, um velho viajante revive, em seus sonhos e lembranças, sua estranha experiência pelas terras de Lilliput, um lugar onde todos – menos ele – são minúsculos e vivem em guerra com a ilha de Blefuscu por causa de uma divergência na forma de quebrarem os ovos. Ficção ou realidade? Sonho ou lembrança? 

Inspirado pelo livro “Viagens de Gulliver”, obra-prima do irlandês Jonathan Swift, o premiado grupo Maracujá Laboratório de Artes criou o espetáculo, uma peça para todas as idades que utiliza o teatro narrativo, teatro de sombras, teatro físico, vídeo cenários e puppet toys para reler, de forma lúdica, as deliciosas críticas à sociedade e à natureza humana retratadas pelo escritor em seu livro, tendo como espaço cênico a casa dos atores da peça, misturando ficção e realidade no percurso criativo.

O Workshop-Palestra: O processo de criação do espetáculo Sonhei que era Gulliver se dará no dia 25 de novembro das 19h45 às 21h45, tendo como público-alvo: maiores de 16 anos, estudantes de teatro, professores e interessados em geral. Inscrições no link: https://bit.ly/workshopgulliver. Serão disponibilizados certificados aos participantes.

16 de novembro de 2021

L.O.R.C.A.

Doto: André Guerreiro

L.O.R.C.A., dirigida por André Guerreiro Lopes, parte dos poemas do poeta andaluz Federico Garcia Lorca para criar uma peça-filme ao mesmo tempo urbana e mítica. Filmado nas ruas de São Paulo, a realidade da cidade invade e se entrecruza com a obra poética do poeta andaluz, reinventando os signos lorquianos em uma metrópole pandêmica e contraditória. O olhar do espectador é conduzido por uma artista andarilha itinerante, interpretada por Helena Ignez, que carrega sua caixa-traquitana-teatro pela cidade, convidando os transeuntes a entrarem no universo poético de Lorca.
 
O elenco de L.O.R.C.A. é composto por colaboradores do núcleo Estúdio Lusco-Fusco, como o diretor e ator André Guerreiro Lopes, as atrizes Helena Ignez, Djin Sganzerla, Michele Matalon, o bailarino e ator Samuel Kavalerski, além da participação especial do bailarino Rodrigo Castelo Branco e do grupo musical Embatucadores.

Na sinopse da obra teatral de Federico Garcia Lorca (1898-1936), conhecida mundialmente, é um marco do moderno teatro espanhol, encenada com as mais variadas estéticas e propostas cênicas por todo o planeta. Os poemas do autor, no entanto, considerados verdadeiras obras primas, são conhecidos sobretudo no meio literário, sendo raras as incursões teatrais neste universo. É exatamente este mergulho que o projeto propõe, dar forma teatral ao imaginário único dos poemas, em um espetáculo/filme de forte simbologia visual e sonora, tocando em temas não só universais como urgentes para a realidade brasileira, como vida-morte, amor, totalitarismo e esperança.

 L.O.R.C.A. estreia na noite de 25 de novembro de 2021 e será transmitida pelo canal do Estúdio Lusco-Fusco, no Youtube. As representações de quinta a domingo, às 20h00.

15 de novembro de 2021

Vênus

 

Foto: Divulgação

"Vênus", co-dirigida por André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla, parte da realidade para adentrar um universo poético e fictício. Criada a partir de filmes documentais do arquivo pessoal do casal de artistas , a peça-filme aborda a relação contrastante e complementar de uma dupla gestação: o microcosmo da geração de uma nova vida, o vertiginoso processo de gestação e nascimento de um novo ser, e um  macrocosmo de escala global, a gestação simbólica de um novo mundo, ou de uma nova maneira de se estar no mundo, causada pela pandemia do Covid-19, o entretempo entre o mundo que conhecíamos e o mundo que virá. 

O espetáculo embaralha os tempos em uma obra ficcional, combinando registros de 20 anos dos artistas, incluindo a gestação e nascimento da filha do casal durante a pandemia. O olhar do espectador é conduzido pela narração de Vênus, uma bebê que estranhamente reflete sobre o presente, passado e futuro, com textos criados pela dramaturga Dione Carlos.
 
Nesse jogo de ficção a partir do real, questões centrais emergem: vida e morte, nascimento e finitude, a possibilidade de reinvenção de nós mesmos, a construção e as incertezas sobre o devir. Resiliência e desistência, esperança e abismo. Quem é, como será esta nova vida recém nascida? Quem somos, como seremos daqui para frente, nesta reconfiguração de paradigmas no planeta?

Na sinopse, Vênus propõe uma viagem delirante pelos pensamentos de uma menina durante sua própria gestação, ocorrida na pandemia. Imersa em líquido amniótico, Vênus reflete sobre a própria existência, revive memórias de seu pai e sua mãe, além de compartilhar visões sobre o estranho mundo em que acaba de chegar e sobre o seu próprio futuro.
 
A proposta artística estreia na noite de 25 de novembro de 2021 e será transmitida pelo canal do Estúdio Lusco-Fusco, no Youtube. A temporada segue até o dia 5 de dezembro de 2021, de quinta a domingo, às 19h00.

12 de novembro de 2021

Festival das Marias - Festival Internacional de Artes no Feminino

 

Foto: Divulgação

Festival das Marias - Festival Internacional de Artes no Feminino apresenta a cantora e compositora Stela Nesrine na série musical 12 Histórias, que dá sequência às atividades que antecedem a edição 2021 do evento, previsto para acontecer de 18 a 25 de novembro.

 

Já está disponível no YouTube / Festival das Marias o micro documentário sobre a artista e seu novo single, Sonho Preto. Este é o décimo episódio da série audiovisual que destaca 12 mulheres do universo da música, cuja publicação é simultânea ao lançamento de seus respectivos singles nas plataformas digitais.  

 

Em 12 Histórias as artistas falam sobre as particularidades de suas composições e sobre o papel da música em suas vidas, evidenciando suas relações pessoais com a arte. Um videoclipe da canção lançada formado por cenas captadas em estúdio completa cada produção.

 

Sonho Preto é a primeira canção autoral solo da musicista Stela Nesrine, compositora e multi-instrumentista, que chega como um desabafo íntimo nascido em forma de canção. Inspirada em momentos opostos da vida – nascimento e morte, puerpério e luto –, a música traz nos versos a expressão da fragilidade de alguém sendo atravessada por tantos acontecimentos, mas também a força imaginativa de quem ousa e, mesmo em meio ao caos, sonha com o futuro. A música foi composta por Stela com teclado e voz, mas no arranjo sofisticado de Gudino Miranda traz instrumentação de piano, baixo, bateria e violão, conferindo novas nuances para a canção. Sonho Preto carrega referências ao R&B, soul e gospel, tendo como inspiração a sonoridade de artistas como Kirk Franklin, Alicia Keys, Snoh Alegra, Liane La Havas e Jorja Smith.

11 de novembro de 2021

Tammy


Na comédia "Tammy" ou "Tammy: Fora de controle" (2014) nem tudo é o que parece. O filme começa com uma pegada de típica comédia americana e, repentinamente, tudo se desconstrói, deixando para trás alguns estereótipos, tornando o filme mais leve e divertido. Os diálogos são inusitados e funcionais. A história é bem estruturada e há boas pistas e recompensas. Além de cumprir o objetivo do gênero, o excelente relacionamento entre Tammy e sua avó conquista o espectador. A trilha sonora é envolvente.

Na narrativa, Tammy (Melissa McCarthy) é uma mulher que perde seu emprego na mesma época em que descobre que estava sendo traída pelo marido. A partir daí, ela pega a estrada para uma longa viagem com sua avó (Susan Sarandon), que abusa de bebidas e de palavrões. O elenco conta ainda com as presenças de Kathy Bates, Allison Janney e Dan Aykroyd. Curiosidade: Shirley MacLaine foi a primeira convidada para o papel da avó, que acabou com Susan Sarandon. Debbie Reynolds também foi cotada. Assista o trailer!

10 de novembro de 2021

É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço

 

Foto: Murilo Alvesso

Novo texto de Davi Novaes com direção de Zé Henrique de Paula reabre as portas do Teatro do Núcleo Experimental no dia 12 de novembro de 2021. "É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço" com Davi Novaes e Marcella Piccin é um experimento cênico que lida com a chama vital de um dramaturgo em quarentena, que tenta encontrar as respostas e formular as perguntas dentro de um mundo que parece ruir mais a cada momento.


Nessa busca de sentido, o dramaturgo (Davi Novaes) encontra em professora (Marcela Piccin) a oportunidade de expressar seus medos, sonhos, frustrações e tantas outras perguntas sem respostas que esse momento pandêmico, o teatro e a vida adulta trazem à tona. 


“É nesse aqui e agora que essa mulher se depara com a perda do amor concreto, além de perceber-se parte de um todo mundo maior. Toda essa tentativa de o autor construir uma narrativa acaba por mostrar que ele é capaz de questionar o mundo no instante presente, perceber a pequenez do ser humano frente à grandeza do cosmos e abrir espaço para todas as amarras humanas que podem fazer do nosso interior um esconderijo dilacerante”, conta Davi. 


A temporada segue até 05/12 às sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.