16 de janeiro de 2018

A Mulher de Bath

Foto: Daniel Chiacos

Maitê Proença vive “A Mulher de Bath” no Sesc Bom Retiro. A peça estreia dia 25 de janeiro. Na narrativa, uma mulher de vasta experiência conta a história de sua vida, seus amores incansáveis, seus rancores, paixões e vinganças, suas traições e sua grandeza, seu conhecimento profundo do pecado, da salvação e do espírito humano. Com ardorosa oratória, sua história, ao mesmo tempo inusitada e exemplar, universal e única, é revelada por ela à beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval. Alice é viúva de cinco maridos e está em busca do sexto. Religiosa, não pode pecar e reza fervorosamente pela morte dos esposos para poder, assim, renovar o seu plantel.

A mulher de Bath é um dos personagens da obra “Contos da Cantuária”, de Geoffrey Chaucer, uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno. Os "Contos da Cantuária", escritos em 1380 e publicados pela primeira vez em 1475, faz parte das obras fundadoras da literatura inglesa. A premiada tradução de José Francisco Botelho busca inspiração na poesia popular brasileira, do repente nordestino à trova gaúcha. Seus versos, que recriam os de Chaucer, são referência e objeto de estudo internacional, apostando em um sonho épico: a universalização da cultura brasileira. O Sesc Bom Retiro fica na Al. Nothmann, 185 – Campos Elíseos – São Paulo. O espetáculo apresenta-se às Quinta, 18h Sexta e Sábado, às 21h. Domingo, às 18h.

15 de janeiro de 2018

Histórias de parar o trânsito


A coleção infantojuvenil "Histórias de parar o trânsito" relata o cotidiano com situações correlatas ao aprendizado e conhecimento das leis de trânsito. Nem sempre óbvias, mas eficazes. A começar pelos títulos dos livros, a autora Neusa Sorrenti liberta o leitor de uma didática chata. A linguagem literária é clara e objetiva. Alguns dos títulos da coleção são: "Raio de bicicleta", Antes a pé que mal motorizado", "Ases do volante", "Os donos do pedaço", "Adeus, jardineira", "Dois sonhos em Rio Calmo", "Na poeira e no asfalto" e "O pé sujo da Serra Verde". Uma boa pedida para as férias da criançada!

12 de janeiro de 2018

The Forgotten


O suspense americano, "The Forgotten" ou "Os esquecidos" (2004) tem uma excelente ideia original e direção criativa. Julianne Moore tem uma boa atuação e cativa a audiência. A trama é bem desenvolvida em sua crescente ansiedade e incerteza. Os diálogos são eficientes. 

Na narrativa, Kelly Paretta (Julianne Moore) é uma mulher atormentada com a morte de San, seu filho pequeno, em um acidente aéreo ocorrido há pouco mais de um ano. Cada vez mais, ela se afasta de seu marido, Jim (Anthony Edwards). Ao visitar o Dr. Munce (Gary Sinise), seu psiquiatra, ele lhe diz que seu filho nunca existiu e que ela inventou todas as lembranças que possui em relação a ele. Chocada, Kelly começa a procurar provas da existência de Sam entre seus pertences, mas tudo desapareceu. Acreditando estar enlouquecendo, Kelly consegue encontrar Ash Correll (Dominic West), o pai de outra criança que também foi vítima do acidente. Juntos eles tentam encontrar provas da existência de seus filhos e recuperar a sanidade. 

Uma curiosidade de produção: com exceção das cenas que mostram as memórias de Kelly, em todos os demais acontecimentos os personagens usam roupas pretas. Um bom filme!

11 de janeiro de 2018

Forever Young

Foto: Paprica Fotografia

A comédia musical “Forever Young” chega ao Teatro Fernando Torres no próximo dia 19 de janeiro. A novidade é a entrada de Nany People no elenco. A direção é Jarbas Homem de Mello, tradução e adaptação de Henrique Benjamin e direção musical de Miguel Briamonte (piano ao vivo). Com grandes hits mundiais do pop e rock, o espetáculo apresenta seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll  mostrando que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.   A comédia musical aborda a temática da exclusão social na “melhor idade”.

Os hits são sucessos do rock e pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como I Love Rock and Roll, Smells Like a Teen Spirit, I Will Survive, I Got You Babe, Roxanne, Rehab, Satisfaction, Sweet Dreams, Music, San Francisco, California Dream in, Let It Be, Imagine, e a emblemática Forever Young. Já o repertório nacional conta com canções como Eu nasci há 10 mil anos atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque. O Teatro Fernando Torres fica na Rua Padre Estevão Pernet, 588 – Tatuapé - São Paulo e as apresentações serão às Sextas 21h30, Sábado 21h e Domingo 19h. 

10 de janeiro de 2018

A casa das Mariquinhas

Foto: Rafael Sampaio

O espetáculo musical "A Casa da Mariquinhas - Um cabaré português com Poesia e Fado" reestreia no dia 20 de janeiro no Botequim Contra Regra da Cia da Revista, onde permanece em cartaz até o dia 11 de março. Tradicional estilo musical de Portugal, o fado dá o tom ao espetáculo que tem roteiro e concepção de Helder Mariani e direção de Dagoberto Feliz. No palco, os atores-cantores - Helder Mariani, Katia Naiane, Ricardo Arantes, eSilmara Deon costuram poesias de autores expressivos da literatura portuguesa como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Régio e Bocage aos fados que marcaram a cultura lusitana. Entre as músicas, “É Loucura”, “Só Nós Dois É que Sabemos”, “Perseguição”, “Casa Portuguesa”, “Grândola Vila Morena”, “Esquina de Rua”, “Maldição” e “Estranha Forma de Vida”, além da canção-título “A Casa da Mariquinhas”. Os espectadores, sentados em mesas espalhadas pelo salão da Cia da Revista, são envolvidos pela atmosfera dos antigos cabarés, como nos ambientes chamados “fado vadio”, em que as pessoas cantavam e bebiam junto com os fadistas. No passado, "A Casa da Mariquinhas" foi uma animada casa de raparigas, onde os frequentadores se encontravam para contar da vida e cantar o fado. A Casa foi leiloada e se tornou uma respeitável e discreta casa de penhor. Do antigo estabelecimento nada sobrou, nem mesmo as tabuinhas nas janelas para evitar os fuxicos. O espetáculo acontecerá aos sábados e domingos, às 18h na Cia da Revista – Botequim Contra Regra que fica na Alameda Nothmann, 1135 - Campos Elíseos - São Paulo. 

9 de janeiro de 2018

João da Cruz

Foto: Danilo Batista

Inspirado nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI, o espetáculo "João da Cruz" estreia no dia 19 de janeiro na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos, às 20 horas. A montagem é um solo de Conrado Caputo com dramaturgia e encenação de Helder Mariani. A temporada segue até o dia 23 de fevereiro com sessões sempre às sextas-feiras, às 20 horas. A ação se passa durante nove meses em que o Frei João da Cruz - canonizado São João da Cruz pela Igreja Católica, em 1726 - foi prisioneiro dos Carmelitas Calçados, seus próprios confrades, numa cela minúscula do Convento de Toledo. Trata-se de um monólogo que retrata a obra literária de São João da Cruz com suas ideias radicais, tanto na palavra escrita quanto na prática de vida, e suas contradições existenciais. Consumido por uma sede infinita de Deus, o poeta carmelita luta para renovar a Igreja do seu tempo. A ação se passa no período em que Frei João da Cruz esteve prisioneiro e humilhado pelos seus próprios confrades numa cela minúscula do Convento de Toledo. A Casa das Rosas fica na Av. Paulista, 37 - Paraíso - São Paulo.

8 de janeiro de 2018

Viagem ao centro da Terra


O livro "Viagem ao centro da Terra" do escritor francês Júlio Verne é pura ficção científica. Não por menos, o autor é considerado o inventor deste gênero, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, tais como submarinos, máquinas voadoras e viagem à lua. Só para contextualizar, o autor viveu entre 1828 e 1905, ou seja, um artista visionário. Nesta obra em questão, do ano de 1864, Verne se atém a pura geologia, abismos, rios subterrâneos e vulcões. A linguagem é clara e flui naturalmente, sem grandes peripécias literárias. Pura aventura, diria. Na narrativa, em pleno século XIX, o renomado cientista e professor de geologia e mineralogia alemão, Otto Lidenbrock, após ter encontrado um manuscrito escrito em código rúnico pelo antigo alquimista islandês do século XVI, Arne Saknussemm, e de o ter decifrado, ele descobre que quem desce a cratera do vulcão Sneffels, situado na Islândia, antes do início de julho, se chega ao centro da Terra. Querendo também realizar tal feito, Otto e o seu sobrinho Axel, partem para a Islândia com o intuito de penetrar no interior da crosta terrestre. E então começa a aventura contada sob o ponto de vista de Axel. Um livro que entretém e é extremamente curioso sob a perspectiva do autor, bastante visionária e excêntrica para a época.