9 de outubro de 2009

Hustle& Flow


Do ano de 2005, o filme Hustle&Flow (no Brasil chama-se “Ritmo de um sonho”) nos traz o cafetão e traficante malandro, DJay (Terrence Howard) em busca de um sonho de ser rapper. O filme é orgânico, tem um fluxo natural e as personagens tem vida própria. Além do cafetão, temos as três prostitutas Shug (Taraji Henson) que está grávida e não trabalha, Lexus (Paula Jai Parker) que trabalha em um clube de strip-tease, e Nola (Taryn Manning) que trabalha nas ruas com Djay em um beco. Aqui a vida não tem poesia, a vida é árdua e realista, daí a magia do roteiro. Diria que este, mais do que acertado. O conflito é claro e assim como na vida que rege o universo de prostituição, seus personagens não retratam modelos ideais. A empresa de serviços públicos está prestes a desligar as utilidades desta trupe, se eles não pagarem a conta. DJay sente que ele está no fundo do poço, e ele precisa de uma mudança em sua vida. Um vagabundo na rua lhe vende um teclado e então o sonho de ser rapper é alimentado. Os personagens, diria, eles têm ambiguidades moral e ética. Um cafetão que quer ser um rapper e as mulheres com seus sonhos intimos. É uma boa pedida para quem gosta de conhecer o outro lado da vida... Tá afim de encarar?

8 de outubro de 2009

MOCA- Museum of Contemporary Art (Parte 2)

Sem título, 1991 de John Miller
Sei muito pouco sobre este artista, mas achei interessante este amontoado de materiais que mais lembram que eles estão sujos de barro. Miller nasceu em Cleveland, Ohio e atualmente vive entre Nova York e Berlim. É tudo que sei....

Sem título, de Barbara Kruger
Kruger arrasou nesta fotografia em preto e branco. Geralmente ela trabalha com instalações dinâmicas feitas de papel e vinil, placas de metal gravadas, áudio, vídeo, escultura, sinal pintado textos e cartazes.


“610 Function of 15” de Mario Merz
O artista é italiano e sua instalação datada de 1971/89 é feita inteligentemente de jornais, vidros e neon. Eu achei interessante é que apesar de ser italiano, ele usou nesta intalação jornais velhos do “Los Angeles Time”.

“Blue Denim” de Alexis Smith
Alexis Smith tem um talento incrível para combinar o objeto certo com a citação perfeita. O resultado disso? Colagens que tocam a tal da “nostalgia de uma América”. Na sua obra, nota-se tem humor, carinho e um toque de leveza.




“Office Baroque” de Gordon Matta-Clark
E quem disse que obra de arte não pode ser originária de um prédio? Então aqui está a prova disso: em maio de 1972, Matta-Clark instalou um contentor de resíduos industriais entre as ruas 98 e 112 Greene Street, no distrito de Nova York. Depois coletou portas descartados e pedaços de madeira e dividiu o interior em três aberturas. Matta-Clark fez um corte em um prédio de cinco andares comercial localizado em frente ao Steen, um ponto turístico em Antuérpia, e deu nisso. Pena que o edifício foi demolido...

“Nu Debout (Standing Nude)” de Nicolas de Staël
Neste quadro aqui vi uma combinação perfeita de cores sobre um nú maravilhoso. Ele chama atenção de longe quando se entra na sala. De bom gosto, diria.


“Vestigial Appendage” de James Rosenquist
O artista ressalta o fato de que somos constantemente bombardeados pela publicidade e por várias vezes comentou sobre o impacto entorpecimento do meio-ambiente saturado e sua aplicação à sua arte. Em Vestigial Appendage (1962), uma parte de uma Pepsi-Cola é ladeado por fragmentos do corpo processado em um foco suave. Bem interessante esta viagem...



“White Gym Shoes” de Claes Oldenburg
Pra mim, este é um dos melhores trabalhos visuais da exposição. O artista sueco-americano explora os aspectos irônico e bem-humorado de objetos comuns por grosseiramente distorcê-las em escala, forma e material. Ele é conhecido por esculturas moles de pano recheadas, bem como objetos gigantes. Eu amei este trabalho, é uma pena que a foto não representa muito do que vemos pessoalmente, mas de qualquer forma, está valendo!








7 de outubro de 2009

MOCA- Museum of Contemporary Art (Parte 1)

E eu não resolvi visitar o MOCA estes dias? Mas o duro pra mim foi escolher, dentre tantas das artes intrigantes e com visuais maravilhosos, o que realmente eu tinha gostado para selecionar para vocês. A missão foi árdua e como têm muita coisa decidi dividir os comentários das obras em duas partes. É bom que saibam que ele é o único museu em Los Angeles dedicado exclusivamente à arte contemporânea. Atualmente tem mais de 5.000 obras e está alojado em três instalações únicas: MOCA Grand Avenue, The Geffen Contemporary at MOCA, e MOCA Pacific Design Center. Já de cara nos deparamos com uma enorme escultura chamada “MOCA Apprentices” que faz parte do projeto educacional deles, mas vamos entrar para conhecer um pouco mais...

“Sociopathic Real Estate” de Eduardo Abaroa
Este artista mexicano tem um trabalho irônico e com um senso de humor que o distingue. Achei hilário, aliás, o título deste trabalho, especificamente sugere uma lógica racional mas estranhamente prudente...


“Brown Bear” de Marnier Weber
Parece-me que os ursos são personagens recorrentes na obra de Weber. É como se ela estivesse perto do selvagem e da natureza primitiva do homem. Ao mesmo tempo achei divertido achá-lo dentro do museu.


“War Never Ends” de Matthew Monahan
Monahan usa simbolismo em sua arte para expressar seus significados. Ele usa uma variedade de materiais diferentes em sua produção criativa. Neste trabalho, especificamente, podemos encontrar madeira, cera, gesso, carvão, papel vidro e espuma. O artista criou este trabalho em 2005, provavelmente relacionadas com a guerra no Iraque.





Matthew Barney
Matthew Barney nasceu em San Francisco em 1967 e foi criado em Boise, Idaho. Ele explorou a transcendência das limitações físicas em uma prática de arte multimídia, que inclui longas-metragens, vídeo-instalações, escultura, fotografia e desenho.


“Cheyney and Eileen Disturb a Historian at Pompeii” de Lucy McKenzie
Artista escocês Lucy McKenzie é muito influenciada pelo trabalho do artista belga Hergé, criador de Tintin (o jovem detetive com as calças curtas e nunca muda o penteado). Isto é bastante claro em algumas de suas peças mais recentes. Esta obra daqui, eu adorei!

“A Decorated Chronology of Insistence & Resignation” de Lari Pittman
Este painel é simplesmente divertidíssimo. Sugere tantos caminhos, tantas interpretações, um show de resignação... A combinação das cores também é um caso à parte. Bem, amanhã voltaremos com a segunda parte desta visita...aguarde!









6 de outubro de 2009

Aniversário de casamento


O casal celebridade Joe e Sally Therrian estão passando por mais uma etapa em seu sexto ano de casamento. Mas a decisão de ter um filho e a reconciliação depois de um ano de afastamento também fazem parte desta comemoração. Diante deste cenário, o casal convida os amigos mais próximos, os ex-namorados e, para evitar um processo judicial, os vizinhos que detestam. Na paralela, o conflito está latente: enquanto os romances de Joe (Alan Cumming) são verdadeiros best-sellers, a carreira de atriz de Sally (Jennifer Jason Leigh) vai caindo no esquecimento. Mas isso só não é o suficiente para gerar um dos tantos conflitos que o casal têm. Joe tem o direito de lançar e dirigir o roteiro de seu último livro, mas ao invés de ressuscitar a carreira de Sally, lançando-a no papel principal, ele simplesmente convida a sua rival, Skye Davidson. Aliás, não só convida a jovem atriz para o papel principal do filme como também a convida para sua festança de aniversário. Um presente inesperado dá início a uma série de confissões dolorosas, transformando a festa numa situação totalmente fora de controle e fazendo com que a comemoração transforme-se em uma discussão sobre os aspectos do casamento. Sob o efeito de ecstasy, as revelações são divulgadas e deterioram as relações entre o grupo. Um arraso de filme. O roteiro é de uma extrema sutileza e os diálogos muito são criativos.

5 de outubro de 2009

Amigão Zão

Esta película é pra relaxar um pouco. Em apenas um minuto, sem usar de violência, esta animação transmite de maneira singela o conceito de amizade e companheirismo. Literalmente o "MAIOR" amigo do mundo. Os traços e as delicadezas dos detalhes no desenho são um show à parte. Confiram!




Prêmios
Melhor Curta de Animação no Festival Internacional de Cine para Niños y Jovenes - Divercine 2006


Festivais
Mostra Infantil de Florianópolis 2006
Vitória Cine Vídeo 2006
Anima Mundi 2006

3 de outubro de 2009

Capítulo 19

No meio do caminho Sofia ligou para Kai. Nem ela mesmo sabia que sentimento tinha naquele momento do que acabara de ver: raiva, mágoa, desprezo ou se apenas estava puta da vida... Kai, preciso de um favor seu – pontuou. Kai já estava acostumado com as solicitações de “favores” de Sofia, com certeza não deveria ser algo muito simples. E não era. Preciso que você vá comigo até a casa de Morrice e me espere lá embaixo, vou te mostrar o local onde você deve me esperar, jogarei uma chave e você precisa fazer uma cópia dela pra mim. Do outro lado da linha, Kai era apenas silêncio. Não adiantava interrompê-la quando ela estava nervosa. E Sofia não estava “só nervosa”, então, Kai deixou ela falar. Quando você fizer a cópia da chave, você liga no meu telefone e eu puxo ela de volta pela mesma corda que entregarei a você. Kai começou a ficar preocupado. Porque Sofia queria o raio da chave da casa de Morrice? O que teria acontecido entre eles? Que merda Morrice fez?...

Você pode fazer isso por mim? Perguntou Sofia num tom como se já tivesse desabafado tudo. Posso, Sofia. Mas o que aconteceu? Sofia deu um suspiro e limitou-se a responder ao amigo que contaria-lhe tudo pessoalmente. Kai, mas eu preciso que ninguém fique sabendo disso, somente eu e você... Kai fez a promessa de que tudo bem e ficou esperando durante todo a manhã pela ligação de Sofia. Sofia passou numa loja de materiais de construção, deixou Brasileiro esperando do lado de fora da loja, comprou uma corda e um porta-prendedor de roupa. O cão quando a viu balançou o rabo como quem sentisse que algo estava no ar. Cheirou sua dona. Vamos, Brasileiro, agora podemos ir pra casa e esperar! Não dizem que vingança é um prato que se come frio?! Pois então, este eu irei comer congelado...

Sofia chegou em casa perguntando se Mahya queria ajuda para preparar o almoço. Não, Sofia, já está tudo pronto, acho até que podemos comer. Sofia perguntou para a mãe se era possível ela tomar banho antes e foi para o banheiro. Sofia tomou um banho especial, como se tivesse lavando a alma daquilo que ainda estava por vir. Sentou-se a mesa e Mahya, como toda mãe, perguntou se ela estava bem. Ainda não, mas vai ficar. Pedro olhou a filha intrigado com sua resposta e disse que se a filha quisesse conversar com eles, que eles estavam ali para o que ela precisasse. Sofia pediu que mudassem de assunto garantindo-lhes que tudo iria ficar bem. Então Pedro disse que tinha ficado feliz porque o Rio de Janeiro iria sediar os Jogos Olimpicos de 2016. Os três falaram empolgados sobre o assunto. O celular de Sofia tocou. Era Morrice. Ela atendeu-o com o mesmo carinho de sempre, como se nada tivesse acontecido. Mas por dentro se remoía toda. Morrice convidou-a para almoçar. Oh! Morrice, me desculpe, mas acabei de almoçar com os meus pais, não te convido, pois já terminamos. Pedro e Mahya olharam-se intrigados com a mentira da filha para o namorado, então, desconfiaram que talvez o problema de Sofia pudesse estar bem mais próximo do que eles imaginavam. Sofia, então, combinou de encontrar-se na casa dele logo após o almoço. Você não prefere ir em algum lugar? Talvez um shopping ou um barzinho... Perguntou o francês. Não, Morrice, acho que precisamos de um tempo para nós dois nesta conversa, sem que ninguém possa nos interromper. Morrice concordou e disse para ela que a esperaria em sua casa. Desligaram.

Pedro perguntou a filha se estava tudo bem. Direta e com um seco “sim”, Sofia respondeu ao pai. Mahya e Pedro decidiram não tocar mais naquele assunto com a filha e voltaram a falar das Olimpíadas. Ela ajudou a mãe a arrumar a cozinha, ligou para Kai e depois foi para o quarto. Pedro e Mahya estavam sentados na sala quando a filha apareceu num curto vestido colorido, um sapato alto impecável e o mesmo perfume de sempre. Ela estava linda! Perguntou a Pedro se ela poderia usar o carro novamente. Não vou me demorar...avisou. Sofia beijou-os na testa, fez carinho em Brasileiro que estava sentado ao lado dos pais e saiu. Saiu sem se quer dar uma palavra...

2 de outubro de 2009

Casa de Máquinas

Muito engenhoso este curta, uma união perfeita da técnica com a criatividade. Uma chave inicia o funcionamento de uma complexa estrutura mecânica onde planejadas reações em cadeia e acaso se misturam em cooperação. Daí você fica pensando onde vai dar isso. O movimento é mostrado em seu princípio enquanto energia e o caminho em que percorre, seja esse rumo à sincronia, caos ou algo entre os dois. Uma sutilidade, diria. A música é perfeita.



Prêmios
Melhor Curta de Minas Gerais no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008
Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2008


Festivais
Circuito Off Venice International Short Film Festival 2008
Edinburgh Intl.Fest. 2008
Festival Cinematográfico Int. del Uruguay 2008
Festival Nacional de Video 2007
Ottawa International Animation Festival 2008
RIOFAN 2008
Anima Mundi 2008
Curta Santos 2008
Goiânia Mostra Curtas 2008
Granimado Festival Brasileiro de Animação 2008