30 de setembro de 2021

Entre

 

Foto: Divulgação

"Entre" é um espetáculo que propõe uma reflexão sobre os processos que alimentam a nossa sociedade patriarcal. A dramaturgia de Eloisa Elena parte da diferença de papéis e representatividade de gênero na sociedade e como esta questão está presente, muitas vezes de forma extremamente sutil e adaptada ao cotidiano, para abordar a nossa cumplicidade e passividade diante dos mais diversos desdobramentos e consequências do histórico patriarcal que estrutura nossa formação.

 

“Entre trata da correlação entre afetação, alienação e medo. O quanto somos afetados pelo que ocorre ao nosso redor e as consequências desta afetação, são questões cada vez mais cotidianas para todos nós. Ao mesmo tempo que somos bombardeados por informações do que ocorre no mundo inteiro e estamos o tempo todo nos manifestando e nos posicionando nas redes sociais e nos nossos pequenos círculos, continuamos muitas vezes fechando os olhos e ignorando o que ocorre ao nosso lado. Violências acontecem dentro de casa, pessoas morrem na nossa esquina e por uma infinidade de razões, muitas vezes não nos damos conta disso e do que não fizemos para evitar.  A constituição de nossa sociedade patriarcal, o machismo estrutural no qual somos formados, nos fazem repetir grandes ou pequenos comportamentos de opressão, de diferenciação, de continuidade do que como disse Caetano Veloso é “o macho adulto branco, sempre no comando.” É neste lugar incômodo que nos colocamos neste espetáculo e estamos a cada dia nos perguntando: como saltar sobre isso?”, comenta Eloisa Elena. 


Na sinopse, dois irmãos e a irmã se encontram para organizar a festa de bodas dos seus pais. Este encontro, aparentemente banal, vai sendo afetado por acontecimentos no apartamento vizinho. 


O espetáculo se apresenta na Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 - Santa Cecilia) com uma temporada a partir do dia 02 de outubro. Confira o calendário: 02 (sábado) e 03 (domingo)| 8, 9 e 10 (sexta, sábado e domingo) | 15, 16 e 17 (sexta, sábado e domingo)de outubro. Sextas e sábados, 21h e domingos às 19h.

29 de setembro de 2021

Clube Barbixas de Comédia

Foto: Edu Moraes

O Clube Barbixas de Humor é uma sociedade entre os três Barbixas (Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna) e o produtor Joca Paciello. Com uma programação variada, o Clube Barbixas de Comédia tem shows de stand-up, improviso, esquetes, concurso de drag queens, varietês, palhaçaria e muito mais. Confira abaixo a programação do mês de outubro: 

Thelores e Alexia Twister apresentam “Drags Night – O Concurso” - 1 e 8 de outubro, às 21h

“Apto 33”, com Paulo Vieira, Arianna Nutt e Ane Freitas - 2 de outubro, às 21h

Mauricio Meirelles - 3 de outubro, ás 20h 

“Jokes”, com Léo Ferreira, Luca Mendes, Santiago Mello, Victor Ahmar e Thiago Ventura - 4 e 27 de outubro, às 21h


“Rodrigo Marques Stand-up Comedy” - 5, 12, 19 e 26 de outubro, às 21h 


“Thiago Ventura - Modo Efetivo” - 6 de outubro, às 21h 


Os Barbixas em “The New York Show - Versión Cancun (Agora na Rua Augusta)” - 7, 14, 21 e 28 de outubro de 2021, às 21h


“Stand-up do Clube”, com Cíntia Portella e Evandro Rodrigues - 9 de outubro, às 19h 


“Junior Chicó - Quebrando o armário” - 9 de outubro, às 21h 


“TsuNany”, com Nany People - 10 de outubro, às 20h 


“Pedra Leticia – Temporada” - 11, 18 e 25 de outubro, às 20h30


“Escola da Comédia Show” - 17 de outubro, às 20h 


Victor Camejo em “Tentando Não Virar Mendigo” - 20 de outubro, às 21h 


Victor Sarro em “Eu Falo Demais” - 20 de outubro, às 21h 


“Oi Sumido”, com Arianna Nutt, Ane Freitas, Viviana Freitas e Priscila Castello Branco - 24 de outubro, às 20h 


“Varanda Gourmet - O Show”, com Maurício Meirelles e Daniel Zukerman - 30 de outubro, às 21h 


Clube Barbixas de Comédia fica na Rua Augusta, 1129 – Centro - SP. Telefone: (11) 2892-8584. Venda de ingressos: sympla.com.br 

28 de setembro de 2021

Os Pequenos Mundos

 

Foto: Leandro Maman

No mês da criança, o premiado grupo catarinense Eranos Círculo de Arte faz sua estreia nacional de “Os Pequenos Mundos” no dia 1º de outubro em formato on-line. A obra integra a programação digital do Centro Cultural Banco do Brasil e é um convite a pessoas de todas as idades a participarem de uma aventura por mundos encantados, criados com caixas de papelão. A pessoa responsável pela criança recebe, antecipadamente, um tutorial com uma lista de materiais e orientações para preparação de um espaço cenográfico, em casa, que servirá como ambientação para a experiência teatral. Cada apresentação tem duração aproximada de 35 minutos. O espetáculo é indicado para crianças de 3 a 8 anos

 

espetáculo fica em cartaz até 21 de novembro, aos sábados e domingos com sessões às 15h e às 17h, às quintas-feiras com apresentações às 10h, e nas sextas-feiras às 15h. As sessões de domingo possuem acessibilidade com intérprete de libras e audiodescrição. Toda temporada acontece pela plataforma Zoom e são permitidos até 20 ingressos por sessão - cada bilhete virtual dá direito à participação de toda família. Os ingressos podem ser adquiridos no site www.bb.com.br/culturaO valor arrecadado com a bilheteria será doado integralmente para a Associação Colmeia de acolhimento infantil - Belo Horizonte.  

 

 “Em qualquer lugar que uma criança se encontre, ela vai criar uma pequena história, um pequeno mundo com aquilo que está a sua volta: pode ser suas próprias mãos, uma sombra, caixas, achados da natureza - plantas, folhas, galhos. A potência criativa é muito natural para as crianças”, explica Sandra Coelho, atriz, psicóloga e integrante do Eranos Círculo de Arte. Durante o processo de criação do espetáculo, o grupo distribuiu kits com caixas de papelão de tamanhos diversos para algumas famílias e pediu que registrassem o que os filhos faziam com os materiais, quais brincadeiras propunham, quais reações, histórias, etc. “A relação que as crianças estabelecem com as caixas – compreendidas aqui como brinquedos não-estruturados, ou seja, não possuem uma funcionalidade específica -, foi o ponto de partida para a criação da peça”, completa a atriz. 

27 de setembro de 2021

Cabaret dos Bichos

 

Foto: Laerte Késsimos

A Revolução dos Bichos, de George Orwell, se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Porém, insatisfeitos com a dominação, os animais decidem fazer uma revolução. Eles se organizam e expulsam o Sr. Jones da granja, pois não aceitam mais ser tratados como escravos dos humanos. Os porcos passam a liderar a granja, considerando-se os animais mais inteligentes. Um dos maiores escritores do século, Orwell faz um duro retrato sobre o relacionamento do poder com o indivíduo e da sociedade e seus processos.

 

Na adaptação do Núcleo Experimental, dirigida por Zé Henrique de Paula, com músicas originais de Fernanda Maia, a fábula de Orwell é transformada num musical e a linguagem utilizada se inspira nos cabarés alemães, fortemente referenciados em Bertolt Brecht e Kurt Weil. A temporada acontece de 1º de outubro a 5 de novembro com sessões gratuitas diárias pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube  às 19h. 

 

O elenco é composto pelos atores Dan Cabral, Luci Salutes, Felipe Assis Brasil, Fernando Lourenção, Flavio Bregantin, Mari Rosinski, Pedro Silveira e Yasmin Calbo e a orquestra é formada pelos músicos Fernanda Maia (piano), João Baracho (acordeon), Clara Bastos (baixo), Priscila Brigante (bateria) e Felipe Parisi (cello).

 

Na sinopse do "Cabaret dos Bichos", a vida é dura para os animais da Fazenda do Solar. Dia após dia, faça chuva ou faça sol, o trabalho é incessante. Sobre o lombo, o chicote. Sob as patas, a humilhação. Até o instante em que esses animais, liderados pelos porcos Napoleão e Bola de Neve e sob a tutela filosófica do velho porco Major, organizam-se num motim para expulsar seus algozes de duas pernas - o Sr. Jones e seus empregados humanos. Major acreditava que todos os animais deveriam ser livres e trabalhar de acordo com a capacidade de cada um, sem alguém para ditar o quanto eles deveriam se sacrificar ou mesmo comer, e foi assim que ele começou a infundir pensamentos revolucionários na Granja do Solar. 

24 de setembro de 2021

Chatô - O Rei do Brasil

 


Com uma narrativa caricata, sombria e sem nenhum atrativo, a película brasileira "Chatô - O Rei do Brasil" (2015) é um filme cansativo. A atuação forçada de Marco Ricca deixa o filme desinteressante e sem graça no contar da narrativa. A produção é bem feita. A direção é dinâmica e inventiva dentro de todo o contexto possível.

No drama, o magnata das comunicações Assis Chateaubriand (Marco Ricca) é a estrela principal de um programa de TV chamado "O Julgamento do Século", realizado bem no dia de sua morte. É nele que Chatô relembra fatos marcantes de sua vida, como os casamentos com Maria Eudóxia (Letícia Sabatella) e Lola (Leandra Leal), a paixão não-correspondida por Vivi Sampaio (Andréa Beltrão), como manipulava as notícias nos veículos de comunicação que comandava e a estreita e conturbada ligação com Getúlio Vargas (Paulo Betti), que teve início ainda antes dele se tornar presidente.

Duas curiosidades: Guilherme Fontes adquiriu os direitos para cinema e TV do livro de Fernando Morais sobre Assis Chateaubriand. Produziu, entre 1995 e 1999, 25 documentários e 12 debates sobre personagens e fatos que marcaram a história do Brasil e que são, indiretamente, personagens do filme - em co-produção com a Gloosat. O filme teve suas filmagens interrompidas por falta de verbas. Como Fontes havia captado mais de R$ 10 milhões pela Lei do Audiovisual, iniciou-se uma discussão sobre má utilização do dinheiro público. Pouco depois, o Ministério da Cultura e a Ancine deram inícios a processos contra o diretor e sua produtora, Guilherme Fontes Filmes, que teria sido aberta utilizando-se verbas públicas captadas para o longa. Confira o trailer!

23 de setembro de 2021

A United Kingdom

 


Baseado em fatos, o drama biográfico "A United Kingdom" ou "Um Reino Unido" (2016) tem um roteiro bem estruturado com tensão e conflitos alinhados ao desenvolvimento da história. Há bons diálogos e os pontos de viradas traz reviravoltas plausíveis. Além disso, a película tem uma dose de emoção bem construída e desenvolvida.

Na narrativa, Seretse Khama (David Oyelowo) é o príncipe herdeiro do trono do Protetorado de Bechuanalândia, atual Botswana. Ao se apaixonar por Ruth Williams (Rosamund Pike), uma funcionária britânica branca, ele enfrenta uma série de preconceitos relacionados à cor da pele de ambos e também a questões geopolíticas locais. Paralelamente, o casal se opõe fortemente ao apartheid, em pleno vigor na vizinha África do Sul. Confira o trailer!

22 de setembro de 2021

Mais e Menos Dias

 

Foto: João Caldas

A dramaturgia inédita de Marcelo Lazzaratto foi premiada no Concurso Internacional Cenas do Confinamento/ Escenas del Confinamiento, em 2020. Os textos selecionados compuseram o e-book gratuito em edição bilíngue publicado pela editora vinculada ao Grupo Galpão, a Edições CPMT, de Belo Horizonte . O cenário é assinado pelo multiartista Júlio Dojscar, figurinos da atriz Tathiana Botth, música original do músico Daniel Maia e iluminação de Marcelo Lazzarratto. Espetáculo fica em cartaz gratuitamente, de 25 de setembro a 14 de novembro, e é primeira peça presencial da Cia Elevador depois de 18 meses de teatros fechados.


“Enquanto eu criava as cenas já imaginava os atores Pedro e Rodrigo dizendo os textos, assim como já desenhava toda a encenação dentro do Espaço Elevador. Paredes próximas e altas já estavam no meu imaginário, era como se autor e diretor já estivessem de mãos dadas desde a primeira palavra desta dramaturgia.” Comenta Marcelo Lazzaratto.


Mais e menos dias retrata a existência de dois indivíduos que por motivos de segurança sanitária, estão confinados a pelo menos dois anos em uma espécie de abrigo de grossas paredes e com uma pequena janela por onde entra a luz do dia e que lidam diariamente com a escassez de toda ordem: falta de comida, falta de água, falta de aquecimento, falta de interação social, falta de sensação de pertencimento... Indicado pela dramaturgia o grande senhor que rege a cena e os acontecimentos é o Tempo, implacável, que nunca cessa, tornando tudo mais complexo e angustiante.


Cia Elevador - Rua Treze de maio,222 - Bexiga - Sábados e domingos às 19h - Ingressos gratuitos - Sympla.