31 de janeiro de 2020

Elizabeth Costello

Foto: João Maria

"Elisabeth Costello" é um projeto teatral idealizado pela atriz Lavínia Pannunzio, que resultou no espetáculo com dramaturgia e direção do ator Leonardo Ventura, sobre a obra homônima do laureado escritor sul-africano J.M Coetzee, considerado um dos principais escritores de língua inglesa. Com o trabalho em andamento desde o início de 2018, a peça fica em cartaz até o dia 16 de fevereiro no TUSP – Teatro da USP.

Uma velha escritora vive entre gatos em uma aldeia do interior. Enquanto faz uma profunda reflexão diante de um gravador, cria uma narrativa de ficção onde a personagem Elizabeth Costello, deve fazer declarações de crença diante de uma banca de juízes para passar por um misterioso portão. Diante das questões “No que creio? Por quê creio?”, Elizabeth Costello recorre à sua luta mais cara, a dos direitos dos animais para respondê-las. No entanto, sente-se inadequada com a recepção de suas ideias por parte da banca de seus ávidos juízes. Para encontrar uma maneira de falar que traga iluminação e não divisão, Elizabeth recorre à outros temas como: a filosofia e os animais; a poesia e os animais; o mal sob a ótica de  um estupro que sofre ainda jovem; a análise crítica da lógica cristã em um potente embate com sua irmã na África; a empatia gestada pela sua perspectiva humanista, entre outros. Estes temas, ainda que não revertam sua condição inadequada, acabam por levar a escritora a um culminante contato com forças míticas ontológicas e primordiais de existência, revelando suas crenças sobretudo no que é real no âmbito da natureza.

"Elizabeth Costello" é um espetáculo que apresenta três planos temporais, resultantes do hibridismo narrativo presente na obra original e pautado, sobretudo, pelo trabalho da atriz na construção das diferentes narrativas e facetas da personagem.

30 de janeiro de 2020

Achados & Perdidos (o Musical)

Foto: Carlos Izidoro

"Achados & Perdidos (o Musical)" estreia no dia 9 de fevereiro no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca, onde segue em cartaz até 29 de março. O espetáculo tem texto de Simone Beghinni, direção de Cininha de Paula e Gustavo Klein e um time de 30 atores mirins, entre 6 e 18 anos, que se revezam em dois elencos. A direção de ator é assinada pela atriz Cynthia Falabella.
Com uma mistura de drama e comédia, a montagem transita entre o realismo e a fantasia para acompanhar a comovente jornada de crianças e adolescentes que vivem sozinhos em um casarão em uma cidadezinha qualquer, onde todos os adultos sumiram misteriosamente em uma manhã de céu azul. 
Esses jovens não sabem como ou por que foram parar ali e precisam aprender a sobreviver sem ajuda das tecnologias e ferramentas da sociedade contemporânea. São eles: a Menina do Casarão, o Garoto Puxa-Saco, a Menina-Órfã, a Menina do Computador e o Menino das Cartas, a Menina do Coelho e a Menina-Maluquinha, a Menina-Bailarina e sua irmã mais velha – Cleo (a única a ter nome) –, a Menina-Fútil, a Menina do Riso, a Menina Novata, a Menina do Pijama, a Menina da Praia e a Menina do Calendário.
“O passado com os adultos determina as atitudes e o comportamento assumidos por cada um no presente. Que padrões vigoram quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto? Em que se transformarão sem a censura, sem os limites? Obrigados a crescer antes do tempo, contra a Natureza, que projeto de ser humano surgirá em cada personagem? "Achados & Perdidos" fala dessas crianças perdidas, mas também fala dos adultos que as criaram. É uma obra de ficção, mas que contém uma verdade universal: o ato de crescer se desenvolve por dores e glórias. Por perdas e ganhos. Por repetições e rupturas. Por dezenas de fins e de recomeços”, comenta a autora Simone Beghinni.

29 de janeiro de 2020

Maria Madalena/s

Foto: Arnaldo Torres

Nos dias 30 e 31 de janeiro às 21h, acontece o espetáculo "Maria Madalena/s" de Dinah Perry no Espaço Capital 35. No elenco, Ana Carolina Barreto, Atila Freire e Josefina Padilla. O roteiro musical é de Rodolfo Schwenger que estará ao vivo ao piano. 

A trama baseia-se no mito religioso de Maria Madalena onde há tirania, centralização de poder, coação de pessoas, tentativa de extermínio, provocando o desmanche social. Os sentimentos são ódio, inveja, descaso e raiva.

Na data será gravado um clipe dirigido por William Mazzar. O trabalho resultará também em um livro que será lançado em março pela internet.

28 de janeiro de 2020

Vagaluz

Foto: Giorgio D´Onofrio

Em tempos tão imediatistas, que valorizam o descartável e o instantâneo, "Vagaluz" propõe um mergulho no universo da memória. Com estreia marcada para o dia 6 de fevereiro, às 21h30, no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, a peça segue em temporada até 1º de março, com sessões às quintas, às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos, às 18h30.  

Na montagem, um casal de atores relembra fragmentos de vida que ora parecem ter sido vividos, ora ouvidos de quem viveu ou até mesmo uma memória inventada. Essas memórias ganham a cena, assemelhando-se aos nossos atos de pensar e sentir, que surgem de forma aleatória, muitas vezes por meio de conexões não-lineares de espaço-tempo, como reverberações do que acontece dentro e fora de nós. 
“São pequenos pedaços de memórias que, talvez... nem fossem narradas, mas... que, por algum motivo, estavam guardadas. Essa lembrança comum faz as pessoas (que assistem) invocarem e passearem por suas próprias recordações”, conta Lídia. Assim, o espectador complementa a dramaturgia criada em parceria pelos atores e o diretor. “A história contada... ou... as histórias contadas só fazem sentido com as histórias de quem assiste” emenda Edgar.
O diretor Antônio Januzelli (Janô), em mais um delicado e minucioso trabalho de direção, privilegia a atuação: um ator e uma atriz no jogo da cena, em busca de uma memória original. É o homem-ator/mulher-atriz desfazendo-se daquilo que não é necessário, para chegar à sua essência cênica – a memória original de si. 

27 de janeiro de 2020

Fóssil

Foto: Ronaldo Gutierrez

O espetáculo “Fóssil” de Marina Corazza com direção de Sandra Coverloni faz temporada no Sesc Pompeia de 09 de janeiro a 02 de fevereiro.
A peça se passa dentro da sala de Luiz Henrique (Nelson Baskeville), diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Natalia Gonsales), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria.
A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64. “Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver. ” Complementa a dramaturga Marina Corazza.  

24 de janeiro de 2020

Amar, Verbo Intransitivo

Foto: João Caldas Filho


"Amar, Verbo Intransitivo" ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz. O espetáculo volta em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, para uma temporada às sextas-feiras, às 20h, de 31 de janeiro a 27 de março de 2020.

A trama narra a história da governanta Fräulein Elza que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos, o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.

Leitor da alma feminina, Mário de Andrade constrói uma protagonista que se destaca por sua multiplicidade. A governanta, professora de línguas, de piano e de amor deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, e torna-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro. Uma prostituta alemã inserida na sociedade aristocrática de disfarces. A protagonista, apesar de estar colocada no contexto histórico do início do século XX, é ideal para discutir o constante papel de subordinação da mulher na sociedade burguesa e patriarcal.

“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos de 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher. Na história, vemos claramente que a sociedade paulistana, a aristocracia e a burguesia não mudaram nada”, revela a atriz Luciana Carnieli, que idealizou a montagem.

23 de janeiro de 2020

Maria e os Insetos

Foto: Ligia Jardim

Com direção geral de Thaís Medeiros (diretora revelação do ano de 2019 no Prêmio APCA de Teatro Infantil e Jovem) e com Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld no elenco, “Maria e os Insetos” é o segundo espetáculo da trilogia Mulheres e Ciência, na qual a companhia conta para crianças e adultos histórias de vida de mulheres que mudaram o curso da ciência. O espetáculo estreia dia 1 de fevereiro no Sesc Consolação, às 11h.
Seguindo o mesmo princípio que inspirou o espetáculo “Mary e os Monstros Marinhos”, a vida de Maria Sybilla Merian e seu material de estudo serviram como base para a criação de um espetáculo lúdico, que une uma linda história de vida ao magnetismo da ciência e seus desafios. 
Na sinopse: No início do século XVII uma mulher decide explorar sozinha as enigmáticas florestas tropicais do Suriname. Lá ela encontra calor, umidade, plantas exóticas e... insetos! O que para alguns era motivo de repulsa, para ela era material de pesquisa. Seu olhar e paciência em acompanhar o processo de metamorfose das borboletas revolucionou a maneira como esses animais foram compreendidos. A vida de Maria nos fala sobre determinação, coragem e persistência.