29 de fevereiro de 2016

Flushed Away


Os conflitos da animação Flushed Away ou Por água abaixo (2006) são óbvios. A história tem ritmo, uma boa construção de personagens, contudo, não surpreende. A animação é bem dirigida. Na trama, Roddy (Hugh Jackman) é um rato de estimação que vive em um luxuoso apartamento em Kensington e tem dois hamsters, Gilbert e Sullivan, como mordomos. Um dia surge no local Sid (Shane Richie), um rato sujo que é expelido pelo esgoto da pia. Sid acha que tirou a sorte grande, mas Roddy quer se livrar dele o mais rápido possível. Para tanto tenta enganá-lo, dizendo que a privada é na verdade uma banheira e tentando convencer Sid a entrar nela. Porém Sid não é bobo e empurra Roddy para a privada, dando a descarga em seguida. Roddy passa pelos esgotos e chega à cidade de Ratópolis. Lá ele encontra Rita (Kate Winslet), uma ratazana que trabalha com seu barco que é a única que pode ajudá-lo a voltar para casa. Este é o primeiro filme feito pela Aardman que é inteiramente em CGI. O estúdio optou por usar animação computadorizada ao invés da animação com massa de modelar. Aliás, esta última é sua marca registrada. O motivo? O grande número de cenas com água não seriam convincentes em caso de uso pela massa de modelar. Confira o trailer!

26 de fevereiro de 2016

Les Beaux Jours


O francês Les Beaux Jours ou Os belos dias (2013) é um filme com um interessante ponto de vista. Os personagens são cativantes, mesmo em suas fortes personalidades, isso demonstra o poder de uma boa história, bela interpretação e assertiva direção. A fotografia é belíssima. A trilha sonora não fica atrás, é boa sem sombra de dúvidas. As cenas são orgânicas, bem construídas e os diálogos são aliciantes. Na narrativa, quando decide de aposentar, Caroline (Fanny Ardant) não sabe muito bem como ocupar o seu tempo. Ele pensa em viajar, pensa em conhecer novas pessoas... Até encontrar o jovem Julien (Laurent Laffite), com quem passa uma ótima tarde. Apesar da diferença de idade, os dois iniciam uma relação amorosa. Mas Caroline é casada, e seu marido Philippe (Patrick Chesnais) vai fazer o que for necessário para recuperar sua esposa. Este drama é uma adaptação do livro Une Jeune Fille aux Cheveux Blancs ("Uma garotinha de cabelos brancos", em tradução literal), escrito por Fanny Chesnel. A escritora contribuiu com o roteiro do filme. Coincidências ou não, a diretora Marion Vernoux já pretendia fazer um filme sobre uma mulher de sessenta anos de idade, quando os produtores vieram lhe oferecer a história do livro para adaptar ao cinema. Confira o trailer!



25 de fevereiro de 2016

Repentance


A ideia original de Repentance ou Caminhos cruzados (2013) é boa. A história demora a acontecer e entrar no ritmo, pois a construção do mundo e personagens, apesar de bem feita, é morosa. A película é tensa e com dilemas densos. A direção é criativa e provoca o suspense a todo momento. Na trama, o escritor de livros de autoajuda Tommy Carter (Anthony Mackie) é sequestrado por Angel Sanchez (Forest Whitaker), um atormentado fã. Sanchez reinterpreta a obra de Carter e usa as próprias teorias do autor para aterrorizá-lo. Confira o trailer!

 

24 de fevereiro de 2016

Que horas ela volta?


Com um talento nato de direção, Anna Muylaert presenteia o Brasil com um filme imperdível em Que horas ela volta? (2015). Uma narrativa simples em sua essência, mas elaborada na pluralidade de seus personagens que vão se desnudando a cada minuto até que o aspecto sórdido social seja completamente revelado. Regina Casé dá um show de interpretação com muita naturalidade em seu papel. Camila Márdila não fica atrás, revela-se em dom natural. Na narrativa, a pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica. O filme foi exibido no Festival de Sundance 2015. Aliás, diga-se que nesse festival Regina Casé e Camila Márdila ganharam o Prêmio Especial do Júri na categoria de interpretação de cinema mundial. A película também foi selecionada para o Festival de Berlim 2015. Até agora, o brasileiríssimo ganhou 10 prêmios e foi nominado para mais 8. Confira o trailer!



23 de fevereiro de 2016

Pai rico, pai pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro


Com humor, simplicidade e clareza, os autores de Pai rico, pai pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro abordam um tema que, para muitos, pode ser chato, mas nos surpreendemos com o conteúdo e toda a vivência de como o assunto é explanado. Se achamos, em primeira instância, que os autores vão falar apenas sobre finanças, nos enganamos, pois usam o argumento financeiro também para abordar assuntos, tais como os nossos medos, desejos, ignorância e principalmente como usar nossas emoções para pensar e não pensar com nossas emoções. Mas, óbvio, eles escrevem sobre sobre o assunto, bem como dão dicas financeiras. O texto é repetitivo, mas talvez atenda aos leitores mais dispersos ou sem muito interesse no tópico. Por outro lado, é esclarecedor e objetivo, diria que cumpre o propósito da obra. Na narrativa, o livro abre os olhos do mundo para a necessidade de pensar o planejamento de finanças pessoais. Primeiro best-seller de Robert T. Kyiosaki e Sharon Lechter, o livro deu origem a uma série de enorme sucesso. Seu conceito é muito simples: com maior inteligência financeira muitos problemas comuns da vida cotidiana podem ser resolvidos. Saiba o que os ricos tratam como ativos geradores de renda, e como se livrar de pagar impostos demais. A cada dia, a cada nota você escolhe ser rico, pobre ou classe média. A melhor maneira de preparar seus filhos para o mundo é dividir esse conhecimento com eles. Se você não fizer isso, ninguém mais fará. Determine o destino do dinheiro que chega às suas mãos com a leitura desse livro. Tenho que confessar que resisti muito em ler esse livro há anos, mas deixei o preconceito de lado e me rendi às entrelinhas. No final das contas, gostei, é um livro mediano, mas que atende a proposta sugerida.

22 de fevereiro de 2016

Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides


O começo de Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides ou Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas (2011) já indica o tom de toda a película: repleto de aventura e humor. O roteiro é bem estruturado, escrito com muita competência e o final é instigante, pois deixa a audiência à espera do próximo filme. A produção é inegavelmente excelente. A trilha sonora empolga. Os efeitos especiais são feitos sob medida para a trama. Na narrativa, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico. A história do filme é levemente inspirada no romance On Stranger Tides, escrito em 1988 por Tim Powers. Como curiosidade, durante as filmagens em Londres, Depp recebeu uma carta de uma estudante de nove anos de idade convocando-o para um "motim" na escola contra os professores. É claro que o astro apareceu sem avisar e vestido a caráter. Um luxo! Confira o trailer.

19 de fevereiro de 2016

Ciclo de Debates da República Ativa de Teatro


A República Ativa de Teatro promove um Ciclo de Debates na Sala de Debates no Centro Cultural São Paulo. Iniciará neste próximo sábado, às 10h30. Os temas abordados serão a "Ausência e a busca da felicidade" e "Inovação do Teatro Infantil", respectivamente dias 20 e 27 de fevereiroSerá um espaço de reflexão e troca de ideias sobre o teatro infantil, com encontros entre os artistas da companhia, convidados (artistas, jornalistas, psicólogos, pedagogos) e o público. Cada encontro terá um tema diferente, buscando abranger vários aspectos e perspectivas das diversas áreas do conhecimento, a fim de ampliar e contextualizar os paradigmas de se fazer um diálogo artístico efetivo com os pequenos. O evento é gratuito, só chegar e participar!