Ondas do destino (Breaking the waves, 1996) é um drama/ romance pra lá de intrigante. Mas já vou logo avisando que se você não tem estômago para assistir um bom drama, não perca seu precioso tempo, pois este é daqueles filmes que se faz questionar a mais sórdida natureza humana. No norte da Escócia uma jovem mulher, Bess (Emily Watson), se apaixona e se casa com um dinamarquês, Jan (Stellan Skarsgard), que trabalha em uma plataforma de petróleo. Ele sofre um acidente que, tudo indica, provavelmente o deixará incapacitado para o resto da vida. Nesta condição, incapazes de desfrutarem de um relacionamento sexual, ele pressiona Bess para que ela procure amantes e lhe conte detalhes de suas relações. E ela o faz. Ingenuidade? Amor? Não importa, Bess, a esta altura do campeonato, torna-se mais desviantes em seu comportamento sexual, e assim, mais ela passa a acreditar que suas ações são guiadas por Deus e estão ajudando Jan a se recuperar. Loucura? Talvez... Então, você tem que pagar pra ver e assistir a este filme.30 de outubro de 2009
Ondas do destino
Ondas do destino (Breaking the waves, 1996) é um drama/ romance pra lá de intrigante. Mas já vou logo avisando que se você não tem estômago para assistir um bom drama, não perca seu precioso tempo, pois este é daqueles filmes que se faz questionar a mais sórdida natureza humana. No norte da Escócia uma jovem mulher, Bess (Emily Watson), se apaixona e se casa com um dinamarquês, Jan (Stellan Skarsgard), que trabalha em uma plataforma de petróleo. Ele sofre um acidente que, tudo indica, provavelmente o deixará incapacitado para o resto da vida. Nesta condição, incapazes de desfrutarem de um relacionamento sexual, ele pressiona Bess para que ela procure amantes e lhe conte detalhes de suas relações. E ela o faz. Ingenuidade? Amor? Não importa, Bess, a esta altura do campeonato, torna-se mais desviantes em seu comportamento sexual, e assim, mais ela passa a acreditar que suas ações são guiadas por Deus e estão ajudando Jan a se recuperar. Loucura? Talvez... Então, você tem que pagar pra ver e assistir a este filme.29 de outubro de 2009
Passo
Eu não vou mentir para vocês, mas eu tive que assistir a este curta duas vezes para ver se realmente gostava ou não dele. É um curta pra lá de psicológico, então, possivelmente as pessoas num primeiro momento não simpatizem muito com esta película. A sonorização pertuba um pouco, mas sabemos que se faz necessária e é proposital. A idéia não é tão simples assim: um pássaro e sua gaiola. Ela é complexa, pois nos mostra a prisão que o homem cria para ele mesmo, mas em tempo, este mesmo homem é capaz de descobrir a liberdade. É um retrato do homem em suas repressões. Interessante!
Prêmios
Menção Honrosa no Animacór- Festival Internacional de animação de Córdoba 2007
Melhor Curta no Festival de Cinema de Ribeirão Preto 2007
Melhor Curta - Júri Popular no Festival de Cinema de Ribeirão Preto 2007
Menção Especial do Juri no Imagem em 5 minutos 2007
Menção Honrosa no Imagem em 5 minutos 2007
Prêmio do Público no Imagem em 5 minutos 2007
Festivais
Brazilian Film Festival 2007Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2007
Festival de Gramado 2007
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2007
Goiânia Mostra Curta 2007
ResFest 2007
Amazonas Film Festival 2007
Anima Mundi 2007
Festival de Cinema de Maringá 2007
Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2007
28 de outubro de 2009
Romance .38
Um curta com cara de filme, acho que poderia definir assim Romance. 38. Jorge é um escritor tentando terminar seu primeiro romance com a ajuda de sua namorada. O que ela não sabe é quanto desta ficção do livro de seu namorado pode ser real. Este é o ponto e a partir dele a história se desenrola numa narração não linear e que, diria, ficou muito boa. O filme começa numa locação perfeita: um banheiro imundo... Isso já diz tudo do que iremos ver dali para frente. Uma história que se confunde com a vida real ou a vida real que alimenta a história? O contraste entre o amigo que não quer saber nada sobre a obra do escritor e da sua namorada que se torna uma critica implacável. A frase que diz algo como "ninguém ia cair num mictório sem escorregar" é uma perfeita técnica de pista e recompensa. Vale à pena ver!
Prêmios
Hors Concours no Festival do Juri Popular 2009
Destaque pelo Voto do Público no Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2008
Melhor Ficção no Mostra Miau 2009
Festivais
Cameramundo Independent Film Festival 2009
CineSul 2009
FEST- Festival de Cinema e Vídeo Jovem de Espinho 2009
Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2009
IN THE PALACE International Short Film Festival 2009
Festival de Cinema de Varginha 2008
Mosca - Mostra audiovisual de Cambuquira 2009
Perro Loco 2009
Prêmios
Hors Concours no Festival do Juri Popular 2009
Destaque pelo Voto do Público no Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2008
Melhor Ficção no Mostra Miau 2009
Festivais
Cameramundo Independent Film Festival 2009
CineSul 2009
FEST- Festival de Cinema e Vídeo Jovem de Espinho 2009
Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2009
IN THE PALACE International Short Film Festival 2009
Festival de Cinema de Varginha 2008
Mosca - Mostra audiovisual de Cambuquira 2009
Perro Loco 2009
26 de outubro de 2009
Gal Costa e Oscar Castro-Neves
Quem deu as caras aqui por Los Angeles num show pra lá de intimista foi a baiana Gal Costa acompanhada pelo músico carioca Oscar Castro-Neves. Apenas uma noite, nas dependências da UCLA foi o suficiente para recordar deliciosas músicas da bossa nova na doce voz de Gal acompanhada apenas de um violão e, às vezes, de um piano. Dentre elas, podemos ouvir "Garota de Ipanema", um clássico para os gringos... O público que lotava o teatro da Universidade foi ao delirio, pois estava tudo perfeito. Aqui vou deixar de presente para vocês uma relíquia... A apresentação de Gal Costa & Elis Regina, para um especial da Globo, que cantam uma das canções mais belas que pudemos escutar até hoje: Estrada do Sol. Só pra matar a saudade e relembrar dos bons tempos da música brasileira.
Beleza Americana

Sabe aqueles filmes que quando você assiste, você fica pensando o porquê de não tê-lo feito antes? Pois é, com American Beauty (em inglês) foi mais ou menos assim... Se arrependimento matasse, com certeza, estaria morta. O filme é profundo e traduz a real sensação de uma sociedade doente. Uma família com todos os defeitos e traumas que lhe são possíveis, tentam se reencontrar (e se reencontram!) a partir do relato de uma morte pré-anunciada em voiceover. Trata-se da história de um pai de família norte-americano (Kevin Spacey), em seu puro estado semi-delirante que atinge o ápice quando é atraído pela desbocada amiga adolescente da sua filha. E quem já não ouviu falar destes tais "Tio Sukita"? Aqui o enredo poderia ser o mesmo do que qualquer outro filme, se a história não fosse orgânica: ele entra em crise de meia-idade, pede demissão do emprego, mas recebe uma boa indenização ao ameaçar contar "segredos" do seu chefe aos superiores. Com o dinheiro, passa a realizar os seus desejos de adolescência, entre eles a compra de um carro desportivo anos 60. Beleza Americana, de 1999, tem uma beleza plástica maravilhosa e em tempo cativa com seus ricos personagens. O filme explora temas das nossas sociedades modernas em que a aparência e o status econômico é que nos impulsiona para algum tipo de mudança. Com isso as relações interpessoais são reduzidas, o que podem gerar, muitas vezes, um escape em nossas próprias vidas. Em termos de roteiro, é opulento e, ao contrário do que pensei que poderia encontrar, o filme não é enfadonho. Eu adorei e recomendo!
25 de outubro de 2009
Procurando Nemo

Eu costumo dizer que a grande maioria dos filmes infantis são feitos para adultos, mas Nemo não. Ele foi feito, de fato, para crianças. E, exatamente por isso, parece-me inocente e de uma candura nata. Contudo, jamais tira a beleza de um grande clássico. Ele tem conflitos claros e vemos as mudanças comportamentais de seus personagens de forma evidente. É um show de roteiro! O Nemo de antes, bem como seu pai, não é o Nemo do final do filme. É um desenho pra lá de animado. A cena do dentista com a filha má no consultório é algo inteligente e delicado que o roteirista nos presenteou. Enquanto os pacientes esperam ser atendidos, ouvem gritos horrorosos de dentro da sala. Sem saber o que realmente se passa, temem a sua vez. É aquela história de quem nunca teve medo do “motorzinho” do dentista. Uma cena construída com um humor refinado. Mas Nemo tem outras conquistas e fala do amor e da superproteção de maneira bem delicada. É maravilhoso de se ver...mesmo que você não seja um fã voraz de desenhos animados.
23 de outubro de 2009
Capítulo 20
Antes de subir para o apartamento de Morrice, Sofia repassou todas as instruções com Kai. O amigo não se sentia confortável com a situação, mas entendia Sofia e, de alguma forma, queria lhe ajudar. Então, não questionou. Sofia entrou no elevador e os minutos de subida pareciam-lhe intermináveis horas naquele cubículo que outrora assemelhava-se a um palácio. Estava ansiosa, nunca tinha feito nada parecido, mas nada como a vida para solicitar tal necessidade.
Tocou a sineta como era de costume, nem um toque a mais, nem um toque a menos. Simplesmente tocou fria e calculista. Seu sangue rodopiava entre suas veias que pareciam querer escapolir do seu corpo. Mas ela se conteve, respirou fundo e esperou que Morrice lhe abrisse a porta. Ele também abriu a porta como era de costume. Beijaram-se. O beijo estava gélido, tanto dela quanto dele. Sofia sabia que era tudo apenas pró-forma de ambas partes. Fez questão de trancar a porta. Quer algo para beber, Sofia? Ela discretamente tirou a chave da porta e enfiou no bolso. Sim. Enquanto você prepara, vou usar o banheiro... respondeu sem alterar o tom de voz.
Entrou no banheiro e tirou da bolsa a corda e o porta-prendedor de roupa. Amarrou a corda nas laterais do objeto, tirou a chave do bolso sem causar muito barulho, acomodou o chaveiro no porta-prendedor como se fosse um nenê no seu berço. Tirou os sapatos e subiu em cima da privada até que alcançasse a janela basculante e sentiu um certo alívio ao ver Kai olhando para ela lá de baixo. Posicionou a traquitana horizontalmente, segurou cada uma das pontas das cordas com cada uma de suas mãos e foi soltando a corda devagarinho até ter a certeza de que Kai pegara o objeto. Ouviu o assobio de Kai e em tempo percebeu um leve puxão nas cordas. Era sinal de que estava tudo dando certo. Sofia puxou o objeto novamente para si e meio apressada, na tentativa de que Morrice não questionasse o tempo que estava no banheiro, enfiou o porta-prendedor com corda e tudo dentro da sua bolsa.
Tocou a sineta como era de costume, nem um toque a mais, nem um toque a menos. Simplesmente tocou fria e calculista. Seu sangue rodopiava entre suas veias que pareciam querer escapolir do seu corpo. Mas ela se conteve, respirou fundo e esperou que Morrice lhe abrisse a porta. Ele também abriu a porta como era de costume. Beijaram-se. O beijo estava gélido, tanto dela quanto dele. Sofia sabia que era tudo apenas pró-forma de ambas partes. Fez questão de trancar a porta. Quer algo para beber, Sofia? Ela discretamente tirou a chave da porta e enfiou no bolso. Sim. Enquanto você prepara, vou usar o banheiro... respondeu sem alterar o tom de voz.
Entrou no banheiro e tirou da bolsa a corda e o porta-prendedor de roupa. Amarrou a corda nas laterais do objeto, tirou a chave do bolso sem causar muito barulho, acomodou o chaveiro no porta-prendedor como se fosse um nenê no seu berço. Tirou os sapatos e subiu em cima da privada até que alcançasse a janela basculante e sentiu um certo alívio ao ver Kai olhando para ela lá de baixo. Posicionou a traquitana horizontalmente, segurou cada uma das pontas das cordas com cada uma de suas mãos e foi soltando a corda devagarinho até ter a certeza de que Kai pegara o objeto. Ouviu o assobio de Kai e em tempo percebeu um leve puxão nas cordas. Era sinal de que estava tudo dando certo. Sofia puxou o objeto novamente para si e meio apressada, na tentativa de que Morrice não questionasse o tempo que estava no banheiro, enfiou o porta-prendedor com corda e tudo dentro da sua bolsa.
Abriu a porta do banheiro e deu de cara com Morrice segurando dois copos de suco de laranja na mão. Ele não estava sorrindo. Naquele momento o coração de Sofia disparou, sabia que o que estava prestes a ouvir e a fazer não tinha mais volta. Andou de encontro a Morrice, pegou um dos copos da mão dele e caminhou até o sofá. Ela sentou e começou a beber o suco, sabia que iria ter que engolir muito sapo naquela conversa, então, achou por bem começar a deglutir o suco. Morrice também sentou, mas na poltrona. Ele não bebeu, colocou o suco na mesa de centro e ficou olhando. Silêncio. Apenas o som de cada gole que Sofia dava, pairava no ar da sala. Sofia bebia o suco na tentativa de deixar que Morrice se pronunciasse. Ele olhava fixamente para ela. Ela fingia não ver. Sofia, eu preciso ser honesto com você. Sofia terminou o suco e colocou o copo vazio do lado do copo dele e disse: Acabou! Morrice meio desconcertado disse: “É, Sofia, acabou”. Mas ela não queria facilitar a vida do francês, precisava ganhar tempo, então não deixou nem ele respirar e foi logo perguntando: “posso beber o seu?”. Aquela pergunta deixou Morrice meio atordoado e fez-lhe pensar alguns segundos até entender que Sofia estava falando do suco e não do relacionamento. Meio desconcertado ele respondeu que positivamente com a cabeça: “Sim, você pode beber o meu suco”. Sofia olhava para ele e ficava pensando, como era fácil pegá-lo na curva...por tão pouco já me entregou todo o final do papo. Ridiculo!
O celular de Sofia tocou. Era Kai. Sofia atendeu, fingiu conversar por alguns minutos com o amigo e desligou. Pegou a bolsa e avisou a Morrice que ia novamente no banheiro, pois tinha bebido muito suco. Ele acreditou. Ela tirou a traquitana da bolsa, percorreu novamente todo o caminho e quando subiu com o porta-prendedor sentiu-se aliviada ao ver a chave da porta de Morrice. Colocou no bolso e foi para a sala para ouvir o veredito do final do namoro. Morrice, desta vez, foi objetivo e sem rodeios com referência ao término do namoro. Mas fez questão de dizer para Sofia que ela não só tinha sido uma pessoa importante para ele, como iria marcar sua vida de uma forma muito singela. Quando Sofia ouviu aquelas palavras, deu uma leve risada. Pensou: e você ainda não viu nada o quanto, de fato, vou marcar a sua vida... Ela manteve o controle, quando queria bater nele. Ela deu um abraço em Morrice, quando, na verdade, queria lhe chutar. E finalmente lhe deu um beijo no rosto, quando queria cuspí-lo. Não falou nada, apenas ouviu. O término do namoro teria que parecer civilizado, e foi até aquele momento. Morrice fez intenção de acompanhá-la até a porta, mas Sofia pediu que ele continuasse sentado. Vai ser pior se despedirmos na porta! Morrice aceitou os argumentos de Sofia e manteve-se intacto sentado na poltrona. Sofia tirou discretamente a chave do bolso, enfiou na fechadura da porta e abriu. Não olhou para trás, simplesmente fechou a porta e se foi.
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