20 de maio de 2021

Terra Medeia

 

Foto: João Caldas

Com direção da sueca Bim de Verdier (que assina a tradução ao lado de Nestor Correia), o texto "Terra Medeia", da também sueca Sara Stridsberg, ganha montagem online a partir de 22 de maio. A atriz Nicole Cordery vive a personagem-título e é acompanhada pelos atores André Guerreiro Lopes, Bim de Verdier, Daniel Ortega, Renato Caldas e Rita Grillo


O espetáculo acontece ao vivo e os atores se dividem entre Brasil, França e Suécia. Nicole Cordery e Renato Caldas estão em cena no estúdio de João Caldas, renomado fotógrafo de teatro, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, que neste momento também assina a direção de arte e as filmagens. Bim de Verdier faz o espetáculo da Suécia, Rita Grillo da França e André Guerreiro Lopes e Daniel Ortega e de suas casas no Brasil. 


Na sinopse de "Terra Medeia", a autora Sara Stridsberg acompanha de perto a tragédia clássica escrita por Eurípedes há quase 2500 anos. No entanto, o mito antigo é situado no mundo contemporâneo e, ainda assim, fora de tempo e espaço. Nesse enredo, onde a realidade se mistura com o sonho, Medeia é uma imigrante que, abandonada por seu marido, também perde o direito de viver no país dele. 


A ideia do projeto surgiu do bem sucedido espetáculo da mesma autora que aconteceu em 2015: Dissecar uma Nevasca. Com o bom recebimento do público e crítica, as idealizadoras Bim de Verdier e Nicole Cordery decidiram fazer mais um trabalho juntas, da mesma dramaturga e com a mesma equipe. “Tivemos um desejo de entrar de novo num mundo criado por Sara Stridsberg, de trabalhar outra vez com as palavras, imagens e personagens dela”, conta Bim. 

19 de maio de 2021

Cia. Palhadiaço

Foto: Arquivo da Cia.

A Cia. Palhadiaço apresenta, em junho, temporada do espetáculo "Depósito" pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros, que será precedida por uma série de oficinas, durante o mês de maio. Todas as atividades são online e gratuitas. 

 

As oficinas (ao vivo) serão transmitidas pelo Instagam - @ciapalhadiaco, nos dias 20, 25 e 26 de maio. São elas: Malabares (por Matheus Barreto, às 10h), Escrita de Projetos Culturais (por Michele Araújo e Everton Santos, às 18h), Palhaçada Musical - O que É Isso Afinal? (por Kauan Scaldelai, às 10h), Bambolê: Circunferência das Formas (por Priscyla Kariny, às 10h).

 

As apresentações de Depósito, começam no dia 4 de junho, sexta, às 18h, pelo Facebook e YouTube da Cia. Palhadiaço, simultaneamente. As demais sessões serão transmitidas nos dias 5, 6, 12, 13, 19, 20 e 27 de junho (sábados e domingos, às 15h), também pela página de outro coletivo teatral, um a cada dia.


O enredo de "Depósito" se passa em um tempo no qual a arte se tornou um vírus e a pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas. O espetáculo investiga a “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas e suas excelências artísticas subversivas e resistentes. "Depósito" é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

18 de maio de 2021

Codinome Madame

 

Foto: João Valério

Imagine o Brasil vinte anos à frente. Em um futuro distópico, a liberdade de expressão é controlada com mãos de ferro, o estado laico não existe e os artistas foram banidos da sociedade. Nesse contexto, qualquer manifestação artística é calada, mas a arte resiste e busca lacunas para respirar. Esta é a premissa de "Codinome Madame", segundo espetáculo da trilogia Madame da Nossa Companhia que cumpre temporada online até 31 de maio, de sábado a segunda, às 21 horas.


Com texto e direção de Tati Bueno, codireção de André Grecco e atuação de Bia Toledo. "Codinome Madame" conta a saga de Madame, uma ex-atriz que acolheu artistas perseguidos, recolheu obras de artes, instrumentos musicais e livros e passou a viver clandestinamente. Com uma proposta imersiva, o espectador é convidado a entrar no universo da peça antes mesmo do espetáculo começar. Para assistir, o público deve fazer um cadastro com um codinome no site #codinomemadame, onde notícias contextualizam o futuro distópico no qual a peça se passa. O link da transmissão será enviado pelo WhastApp cadastrado.  


"Codinome Madame" foca nos desdobramentos emocionais da protagonista e conduz o espectador pelos caminhos tortuosos da memória da personagem. “Quando começamos a trabalhar no texto o país passava por um processo de desvalorização da cultura e identificamos convergências com os períodos do pós primeira guerra e da ditadura. Começamos a imaginar para onde estávamos caminhando. Não acreditamos que esta seja uma realidade irreversível, mas é um processo que precisamos colocar em discussão”, diz a dramaturga Tati Bueno. “Vivemos em uma sociedade doente onde todos os valores estão, de alguma maneira, invertidos. A empatia é artigo raro. Esse caos todo foi causado por nós mesmos. Como vamos remediar toda essa desgraça? Não temos uma resposta, só podemos te convidar a refletir sobre como funciona a sociedade e te encorajar a mudar”, completa Bia Toledo. 

17 de maio de 2021

O Desejo do outro

Foto: Divulgação

A peça "O Desejo do outro" tem a criação de vídeos de Grissel Piguillem Manganelli, trilha sonora de Luis Aranha, transmissão para o streaming de Gustavo Bricks e produção executiva de Pedro Guilherme e Paula Arruda. Serão realizadas apresentações ao vivo via streaming pelo canal do ator no YouTube (Pedro Guilherme), gratuitas, sempre às sextas e sábados às 20h até o dia 29 de maio.

Durante a peça, sem um entendimento do que Pedro busca com esse encontro, o público vai vendo-o desvelar fatos e segredos de pai e filho. O ator disseca objetos num retroprojetor, que quando projetados no cenário, ganham contornos de imagens microscópicas de vírus, células, amálgamas de DNA, glóbulos e amebas, como seu pai fez quando era pesquisador científico ao dissecar materiais laboratoriais para exames diagnósticos. Pedro vai investigando até revelar a doença que levou à morte do pai: seu pai era homossexual e a doença misteriosa que o acometia era AIDS. 

Uma busca por desmantelar preconceitos e situações mal resolvidas. Uma encenação de um monólogo que mescla elementos reais e ficcionais, teatrais e cinematográficos. 

Com uma estrutura híbrida, feita metade como teatro e metade como filme, a encenação sobrepõe figuras reais, imaginadas e projetadas, assim como gestos e palavras. A exemplo de um laboratório científico, onde o personagem do pai passou toda a sua vida, a encenação experimenta combinações e gradações possíveis de ficção e realidade, recria momentos vividos e testa possibilidades de encontros impossíveis.


Onde? No Youtube do Pedro Guilherme: https://www.youtube.com/channel/UCmlggtXh0TizAk3N-trK5Iw .

14 de maio de 2021

O homem perfeito

 


Com uma direção dinâmica e bem dirigido, o filme brasileiro "O homem perfeito" (2018) tem uma narrativa bem estruturada, além de uma história moderna. O roteiro é proativo e tem excelentes e divertidos diálogos. Além da boa construção de personagens, a trama surpreende a cada momento. As interpretações são dinâmicas o que favorece as atuações de Luana Piovani e Sérgio Guizé. Aliás, uma boa química a escolha deles!

Na história, Diana (Luana Piovani), aos 42 anos, é uma mulher bem-sucedida, com uma carreira estruturada, culta e que mantém um casamento feliz com seu marido (Marco Luque). Ao menos, é o que ela acha - até que descobre que o seu esposo está lhe traindo com uma jovem aspirante a bailarina, de 23 anos.

O longa-metragem marca o retorno de Piovani aos holofotes, depois de quase cinco anos sem atuar. Confira o trailer!

13 de maio de 2021

Maudie

 


O longa-metragem canadense/irlandês "Maudie" ou "Maudie - sua vida e sua arte" (2016) é um excelente filme com bons elementos. Dois personagens interessantes, estranhos e que se complementam dão vazão a admiráveis conflitos, diálogos e interpretações. A fotografia é inigualável e a direção é singular. O filme é sensível, emociona e prende a atenção. Um luxo do cinema!

Na narrativa da biografia romanceada, Maud Lewis (Sally Hawkins) tem problemas de artrite reumatoide, que causa inflamações e deformações nas articulações do seu corpo. Apesar disso, possui incríveis habilidades artísticas. Passada para trás pelo irmão e incomodada com a vigilância exagerada da tia, ela busca independência trabalhando para um rabugento e pobre vendedor de peixes (Ethan Hawke).

A estreia mundial do filme foi feita na 67ª edição do Festival Internacional de Berlim. Confira o trailer!

12 de maio de 2021

Protocolo Volpone – Um Clássico em Tempos Pandêmicos

 

Foto: Maria Clara Diniz

A Bendita Trupe prepara temporada online com 08 apresentações, de 14 de maio a 05 de junho, sempre as sextas e sábados, as 20h, na qual apresenta a filmagem da peça "Protocolo Volpone – Um Clássico em Tempos Pandêmicos". Terá opção de legendas em três línguas (português, inglês e espanhol), no intuito de que espectadores de outros países possam também acompanhar o projeto. 

O espetáculo é uma adaptação de Volpone, a comédia da ganância, de Ben Jonson, contemporâneo de Shakespeare, um dos textos mais encenados no Reino Unido. O texto ganha uma versão enxugada pelo austríaco Stefan Zweig, nos anos 1920, a partir da qual Marcos Daud fez a versão atualizada para o contemporâneo. Volpone é um homem sem filhos, especialista na arrecadação de riquezas e, para mais acumular, finge estar agonizante e diverte-se com o desfile de bajuladores que, na expectativa de serem contemplados em seu testamento, o enchem de favores e se prestam a todas as humilhações. É uma comédia clássica, com uma embocadura de linguagem aparentemente de época, mas também divertida, cáustica e popular. 


Visando ainda fomentar a discussão sobre as relações entre artes cênicas, cultura e pandemia, como também, estar de forma ao vivo com os espectadores, acontecerão 04 debates através do Zoom, sendo transmitidos ao vivo pelo Youtube/Protocolo Volpone e pelo Facebook da Bendita Trupe. Os debates acontecerão seguidos de roda de perguntas do público via chat, que acompanhará ao vivo a transmissão. Os debates serão realizados as segundas às 18h30, com duas horas de duração, de 17 de maio a 07 de junho, com os seguintes temas e participantes:


Debate 01 – 17/05 - O artista na linha de frente da Pandemia, com a Bendita Trupe – Mediação Ruy Cortez (diretor da Cia. da Memória)

Debate 02 – 24/05 -A gestão cultural na Pandemia, com Pedro Granato (SMCSP / Teatro Pequeno Ato) e Johana Albuquerque (idealizadora do projeto)

Debate 03 – 31/05 - Ben Jonson: a comédia da ganância ontem e hoje, com Marcos Daud (tradutor e adaptador Protocolo Volpone) e Ricardo Cardoso (Shakespeare Institute, USP / FAPESP) – Mediação Joca Andreazza (ator do espetáculo)

Debate 04 – 07/06 - Teatro na pandemia: o olhar crítico. Com Valmir Santos (Teatro Jornal) e Kil Abreu (Cena Aberta + curador de teatro CCSP) – Mediação Cacá Toledo (assistente de direção do espetáculo).

Todos os debates ficarão disponíveis no canal do youtube de Protocolo Volpone para quem não puder acompanhar a transmissão ao vivo.