18 de setembro de 2020

Cenas Invisíveis

 


O projeto "Cenas invisíveis" traz para o público a experiência de ouvir teatro, receber as falas dos atores e imaginar o contexto, cenário, figurino e todo o entorno da história. Cenas Invisíveis junta obras curtas de dois dramaturgos: Luis Filipe Caivano (4 cenas) e Marcelo Braga (2 cenas). “Apesar das diferenças mais que naturais entre os dois autores, as cenas escolhidas por eles criaram uma surpreendente unidade a partir do ponto de vista coincidentemente crítico que ambos utilizam em suas respectivas criações. Os dois foram aproximados pela possibilidade de terem suas cenas gravadas para veiculação pela Internet, mas agora somente em áudio. Oxalá, no futuro, cenicamente.”, comenta o diretor José Vendramini. 

 

Luis Filipe Caivano é um jovem dramaturgo brasileiro com um futuro mais do que promissor à sua frente. Seu ponto de vista é sempre crítico, às vezes sarcástico, até mesmo cáustico. Marcelo Braga, mestre, doutor, encenador e professor na área teatral, há algum tempo vem se aventurando em busca de uma dramaturgia própria, com forte viés ativista em defesa da diversidade, e sempre com uma pegada humanista, que ri e chora a partir do patetismo das relações familiares.

 

Essa é a primeira vez que os autores escrevem um texto para o formato somente de áudio, uma nova experiência direcionada para um espectador à distância. Sobre este processo Luis Filipe observa, “A quarentena, a pandemia e todo o contexto político atual nos obrigam a buscar válvulas de escape para mantermos o que resta da nossa sanidade. Quanto mais tensa a situação, tanto maior é a necessidade de encontrarmos algo que nos traga alguma leveza. O projeto propositalmente não aborda a quarentena e a pandemia diretamente justamente por acreditarmos que as pessoas querem um respiro de tudo o que tem acontecido no mundo exterior. Não obstante, as cenas em geral partem de situações tensas ou tristes e, assim, buscam o humor em lugares insuspeitos. Assim, ao mesmo tempo em que há ironia e crítica, também há algo de esperançoso nelas. Ao meu ver, fazer piada é uma forma de elaborar o luto coletivo pelo qual estamos passando”.

 

Para Marcelo Braga o princípio dramatúrgico é o mesmo, “mas agora existe uma preocupação a mais que é: inserir elementos para que, só com a voz dos atores e efeito sonoros, o público acompanhe as nossas histórias”.


"Cenas Invisíveis" tem até 10 min de duração cada. Estreia no dia 24/09 às 20h. Até o dia 29/10 tem lançamento de uma nova cena por cada semana. Assistam pelo canal do YouTube da Cia. Filhos do Dr. Alfredo:

https://www.youtube.com/channel/UCAKyh7cMsAx0Ks21hONWiIA


Ou no IGTV da Cia Filhos do Dr. Alfredo:

https://www.instagram.com/filhosdodralfredo/


17 de setembro de 2020

Victoria And Abdul

 


O drama biográfico inglês "Victoria and Abdul" ou "Victoria e Abdul: O confidente da rainha"  (2017) é uma delícia: Leve, solto e verdadeiro em sua simplicidade. A rainha é humana e seu confidente é original em sua essência, ou seja, dois grandes ingredientes em forma de personagens. Uma relação lindíssima que vai costurando e permeando todo o filme até que emociona o espectador. A película, baseada em fatos reais, prende a atenção da audiência. A história é bem estruturada e tem belas interpretações. Importante notar a excelente produção e figurinos. 

Na narrativa, que se passa em 1887, na cidade de Agra, na Índia, dois jovens locais são escolhidos para viajar até Londres de forma a presentear a rainha Victoria (Judi Dench) com uma valiosa moeda local. Ao chegar, tanto Abdul (Ali Fazal) quanto Mohammed (Adeel Akhtar) estranham bastante os costumes da realeza britânica, sempre a postos para mimar a rainha. Ao entregar a moeda, Abdul quebra o protocolo e encara a monarca. Tamanha ousadia chama a atenção da rainha Victoria, que através de várias conversas não só passa a conhecê-lo melhor como também o transforma em seu conselheiro. Esta decisão não agrada nem um pouco aos membros da corte inglesa, que não entendem como um humilde indiano pode ser detentor de tal honraria.

Baseado no livro "Victoria & Adbul: The True Story of the Queen’s Closest Confidant", de Shrabani Basu, o filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2017. O diretor Stephen Frears recebeu o Prêmio Filmmaker no 74º Festival de Cinema de Veneza (2017), logo antes desse filme ser exibido. Confira o trailer!

16 de setembro de 2020

How To Make Love Like An Englishman

 


O filme "How To Make Love Like An Englishman" ou "Ensina-me o amor" (2015) tem um roteiro estruturado com a construção de personagens claras e com bases interessantes. Os diálogos são excelentes e a película prende a atenção da audiência por toda a sua trama. Tem boas direção e atuações. Aliás, o elenco foi muito bem escolhido.

Na narrativa, Richard Haig (Pierce Brosnan) é um professor de poesia em Cambridge que encontra sua alma gêmea (Salma Hayek), mas só aceita repensar seu estilo de vida hedonista após engravidar a irmã da amada, a universitária Kate (Jessica Alba). Confira o trailer!


15 de setembro de 2020

Mia et le Lion Blanc

 


A película "Mia et le Lion Blanc" ou "A menina e o leão" (2018) prende a atenção da audiência do inicio ao fim, pois emociona. Ela trata assuntos difíceis com delicadeza, contudo, com extrema responsabilidade. Os personagens e ambientação são bem construídos. O roteiro é bem estruturado. O filme é apaixonante!

Na história, Mia (Daniah De Villiers) é uma jovem de 14 anos que desde pequena tem uma profunda amizade com Charlie, um leão branco da fazenda de sua família. Quando seu pai decide vender Charlie para caçadores de troféus, Mia não vê outra opção além de fugir com o leão para salvá-lo.

Algumas curiosidades: O diretor Gilles de Maistre teve a ideia de fazer o filme quando estava gravando um documentário de televisão sobre a amizade única entre crianças e animais selvagens ao redor do mundo. Segundo o especialista Kevin Richardson, a única maneira de um leão real não ferir uma criança durante as gravações é se os dois tivesses crescido juntos. Por isso, a atriz Daniah De Villiers passou quase três anos convivendo com Thor, o leão, desde que ele era um filhote, enquanto as filmagens aconteciam, de maio de 2015 a dezembro de 2017. Antes de eleger a protagonista para viver o papel de Mia Owen, mais de 300 crianças da África do Sul passaram por uma espécie de processo de seleção. O mais difícil foi encontrar uma crianças que tivesse pais que permitissem esse tipo de aproximação entre seu filho e o animal. Confira o trailer!


14 de setembro de 2020

Modo avião

 


Com personagens clichês, a película "Modo avião" (2020) tem uma história óbvia, fraca e sem surpresas ou bons pontos de virada. As atuações são medianas. O que salva a película são a boa direção de arte e, um pouco, a fotografia. 

Na trama, como a grande maioria das estudantes de moda, Ana (Larissa Manoela) tinha o sonho de se tornar uma estilista de muito sucesso. Contudo, ao receber uma proposta de ser influenciadora digital de uma marca renomada, ela larga a faculdade para investir todo o seu tempo na página digital criando publicações. O trabalho que a princípio seria incrível, foi ficando cada vez mais nocivo para ela mesma: certo dia, de tanto ter os olhos somente na tela do celular, a jovem sofre um sério acidente de carro, o que a leva a deixar sua função de influenciadora de lado e passar um tempo na casa de seu avô Germano (Erasmo Carlos), no interior da cidade. Nessa volta às origens, Ana entra em um profundo processo de autoconhecimento e estabelece mais proximidade e afeto pela sua família e por ela própria. Confira o trailer!




11 de setembro de 2020

Zé Guilherme canta Orlando Silva

 

Foto: Divulgação

O cantor e compositor Zé Guilherme apresenta show online com repertório de seu terceiro álbum, "Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva", no dia 26 de setembro, às 22 horas. A apresentação, ao vivo, será transmitida pelo YouTube - Zé Guilherme Oficial.

 

Os ingressos estão à venda pelo sympla.com.br com preços promocionais na compra antecipada, além de combos com CDs autografados pelo artista, cujos títulos ficam à escolha do público - Recipiente, Abre a Janela ou Alumia. Também haverá sorteio de discos entre as pessoas que adquirirem ingressos.

 

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva é um tributo a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, lançado em 2015, ano do centenário de seu nascimento. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções gravadas pelo ‘cantor das multidões’, selecionadas por Zé Guilherme em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória.

 

O repertório de Abre a Janela é formado por: “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto), “Dama do Cabaré” (Noel Rosa), “A Primeira Vez” (Armando Marçal e Bide), “Abre a Janela” (Marques Júnior e Roberto Roberti), “Aos Pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda), “Faixa de Cetim” (Ary Barroso), “Lábios Que Beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo), “Lealdade” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Malmequer” (Newton Teixeira e Cristovão de Alencar), “O Homem Sem Mulher Não Vale Nada” (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), “Pela Primeira Vez” (Noel Rosa e Cristovão de Alencar), “Preconceito” (Marino Pinto e Wilson Batista) e “Alegria” (Assis Valente e Durval Maia), entre outras.

10 de setembro de 2020

Amor de Quarentena

 

Foto: Divulgação

Nem todos vivenciaram a quarentena da mesma maneira, mas o certo é que ela nos trouxe mudanças repentinas, rotinas desconhecidas e novos hábitos. Afastados da correria do dia a dia, tivemos mais tempo para refletir e relembrar histórias, encontros, pessoas. Na esfera das relações, amores se romperam pela falta de espaço na convivência diária ou pelo distanciamento social. E se, neste contexto, alguém importante do seu passado te procurasse? O que aconteceria se um ex-amor reaparecesse na sua vida?

 

Foi este o mote que o autor e cineasta argentino Santiago Loza utilizou para escrever "Amor de Quarentena", uma microficção que estreia no dia 14 de setembro via Whatsapp, com direção de Daniel Gaggini. Ao comprar o ingresso, o público (de qualquer parte do país) escolhe um dos artistas do elenco - Reynaldo Gianecchini, Mariana Ximenes, Débora Nascimento ou Jonathan Azevedo - para guiá-lo ao longo da experiência de 13 dias. São mais de 60 mensagens de voz e de texto, além de áudios, vídeos, canções e fotos, que reconstruirão esse vínculo amoroso imaginário. Os ingressos já estão disponíveis no site www.sympla.com.br.

 

"Amor de Quarentena" é uma experiência que brinca com os limites difusos da ficção, com as formas de relato propostas pelos novos meios de comunicação. E, nesse jogo de papéis, quem recebe as mensagens pode seguir as pistas de uma relação passada para reconstruí-la. “Gosto da ideia do amor que volta em um momento em que há tantas más notícias circulando e o futuro se torna tão frágil. Nos faz lembrar de que somos finitos, que não existe eternidade e que sentimos a necessidade de nos aferrar ao amor. Assim, a cada dia, uma nova mensagem nos espera, nos distrai, nos renova a ilusão”, observa o autor Santiago Loza.

 

A obra já estreou na Argentina, Espanha, Uruguai, Chile, Equador e Paraguai e, em breve, chegará à Alemanha, Austrália, México, Peru, Colômbia, Holanda, França e Portugal. As produções internacionais contam com nomes como Cecila Roth (Tudo Sobre Minha Mãe), Leonardo Sbaraglia (Relatos Selvagens), Dolores Fonzi (Plata Quemada) e Jaime Lorente (Casa de Papel), entre outros.