9 de setembro de 2020

Faça Mais Sobre Isso

 

Foto: Fernanda Bianco

O primeiro solo de Flávia Garrafa estreou em 2014. "Fale Mais Sobre Isso" é um monólogo cômico e escrito pela atriz e psicóloga com 26 anos de carreira, que uniu o conhecimento das duas áreas. Depois de 6 anos em cartaz e turnê pelo Brasil, Flávia estreia a continuação, agora via Streaming, de seu espetáculo, dirigido Kuka Annunciato e Pedro Garrafa.


Segundo Flávia, “o primeiro passo é reconhecer o desejo de mudar e o segundo é agir, de fato, em busca dessa mudança”. A personagem central do espetáculo Doutora Laura está de volta, mas, dessa vez, falando sobre fazer. A terapeuta interpretada por Flávia traz para o público suas questões pessoais e também de seus pacientes. 


“Entre o querer fazer e o já fiz existe um caminho longo a percorrer e é normalmente nele que nos perdemos, estagnamos, desistimos, encontramos uma desculpa para não agir. Neste novo momento, a personagem tem filhos adolescentes e enfrenta outras questões como mãe, tal como ter que conviver com a primeira namorada do filho, que no primeiro espetáculo, era uma criança”, conta Flávia. 


Já em fase de ensaio, a equipe criativa resolveu que era hora de retomar, mesmo que de forma online, o assunto tão necessário. Então, tudo foi adaptado.  “Trata-se de uma outra linguagem, um teatro audiovisual, marcando uma nova era de expressão artística. É preciso seguir, criar e inventar novos caminhos para que possamos alimentar a alma. O Teatro não vai morrer e nem ser substituído. Mas enquanto ele dorme, sonhamos que voamos com as asas da tecnologia”, comentam Flávia, Kuka e Pedro. 

8 de setembro de 2020

A Peste

 

Foto: Renato Mangolin

A apresentação da peça "A Peste" será transmitida diretamente da casa do artista aos sábados, às 20h. Sem público presencial, após as sessões, será oferecida uma conversa interativa digital entre ator e público. A plataforma utilizada para a transmissão será o Zoom, com acesso pela plataforma Sympla. Os ingressos podem ser obtidos através do link: https://www.sympla.com.br/.

 

“Retomar a temporada de A Peste, de Camus, desta vez da minha casa, neste contexto de pandemia em apresentações digitais e ao vivo é inovador para todos nós e sabemos que mesmo sem o público presencial podemos usar a tecnologia a favor do teatro mantendo o frescor e o efêmero que ele nos proporciona”, diz Pedro Osório.

 

Considerado o principal romance do escritor franco-argelino Albert Camus, A Peste, escrito em 1947, dez anos antes de ganhar o Nobel de literatura, ganhou adaptação teatral e retorna a São Paulo. Vera Holtz e Guilherme Leme Garcia dirigem Pedro Osório num monólogo, que concentra a dramaturgia na figura e na perspectiva do personagem-narrador do romance, o médico Bernard Rieux. O trabalho começou há três anos, quando Osório convidou Leme para dirigi-lo em uma obra de Camus. O diretor havia atuado em 2009 numa versão para “O estrangeiro” dirigida por Vera.


“O texto é como uma vacina, que nos ajuda a enxergar através de uma tragédia ficcional a tragédia na nossa sociedade hoje. Assim podemos impedir e não sucumbir”, diz Osório. “A Peste reflete sobre a empatia, a prioridade do coletivo e a existência colocada como prioridade em contraponto ao indivíduo egoísta, em um estado febril dentro de uma sociedade doente. O personagem não é um herói, mas um homem que acha a saída através do trabalho cotidiano e honesto”, conclui o ator.

7 de setembro de 2020

A obra que não estreou

 

Foto: Divulgação

O grupo Refinaria Teatral lança amanhã a websérie "A obra que não estreou". Serão onze capítulos que entram no ar toda terça-feira e sexta-feira, com a trajetória da construção da nova obra teatral desse coletivo, a peça Ñandembaraete, que em Guarani significa “Nossa Força”. A série integra o projeto “Teatro, uma Pátria Habitável”.

 

"A obra que não estreou" apresenta desde a concepção da proposta, os primeiros contatos com os parceiros indígenas até a produção da obra e os processos criativos. “A série trará aquilo que o público não vê, o processo de pesquisa e produção para a criação de uma peça teatral”, conta o diretor Daniel Alves Brasil.

 

Esse trabalho é o primeiro resultado cênico do grupo que investiga a corporeidade e a teatralidade dos povos nativos brasileiros em uma pesquisa denominada “Encontro com o teatro de Pyndorama”.

 

A obra Ñandembaraete aborda questões culturais dos povos nativos, suas danças, ritos, cantos e filosofia de vida. Também traz o conflito com o ser de mente colonizadora e o espírito dos bandeirantes que caminham entre nós até hoje. A dramaturgia da obra é em sua grande parte na língua Guarani e reafirma a força dos povos nativos que vai além de resistir há mais de 500 anos de um processo continuo de colonização.

 

Toda terça-feira e sexta-feira estreia um novo capítulo às 20h na página do facebook do grupo Refinaria Teatral: https://www.facebook.com/refinaria.teatral/ .

4 de setembro de 2020

Marriage Story

 


O roteiro de "Marriage Story" ou "História de um casamento" (2019) é orgânico. A construção de personagens e conflitos são bons. Os diálogos são inteligentes. Há cenas grandiosas e existe um ardor e, ao mesmo tempo, certa sutileza na relação entre o casal por todo o filme. Vale o tempo assistir!

Na trama, Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver) estão passando por muitos problemas e decidem se divorciar. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação de Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). 

O longa-metragem foi selecionado na mostra "Competição", no Festival de Veneza de 2019. Confira o trailer!




3 de setembro de 2020

Matilda

 


Não espere muito da comédia americana "Matilda" (1996). Apesar de a protagonista ser encantadora e doce em sua atuação, a película tem personagens e situações clichês em demasia. Não surpreende o espectador, mas cumpre a função do gênero.

Na narrativa, Matilda Wormwood (Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto que sua mãe Zinnia (Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecerem de matriculá-la na escola. Desta forma Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, Harry resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (Pam Ferris), o que faz com que Matilda apenas se sinta bem ao lado da professora Honey (Embeth Davidtz), que tenta ajudá-la o máximo possível.

Algumas curiosidades: Mariska Hargitay recebeu uma proposta para interpretar a srta. Honey, mas a recusou; a mãe da protagonista, interpretada por Mara Wilson, faleceu durante as filmagens devido a um câncer de mama. Após os créditos finais, pode ser vista uma dedicatória a ela; a foto do pai da srta. Honey é na verdade Roald Dahl, criador do livro no qual Matilda foi baseado. Confira o trailer!



2 de setembro de 2020

A Ponte

Foto: Fernando Maia


O espetáculo "A Ponte" estreia dia 5 de setembro às 19h no Viga Espaço Cênico com sessões transmitidas ao vivo na plataforma ZOOM até 26 de setembro. Além da autoria do próprio ator, ele também faz a direção com Matheus Papp. Em meio a crescente onda de discussões acaloradas nas redes sociais nos últimos anos, a cultura do cancelamento virou algo corriqueiro no ambiente virtual que resulta em consequências sérias para os indivíduos envolvidos. Permeado por esse universo, Luccas Papp interpreta sua obra mais intimista. 

 

Os ingressos podem ser comprados pelo Sympla e o público recebe um email com todas as informações para assistir à peça no dia escolhido. O monólogo dramático conta a história de Doni, um jovem músico que decide se jogar do alto de uma ponte e transmitir o ato em tempo real para os seus seguidores em uma live. Antes de pular, ele busca cumprir uma lista final de 9 ações "pré-suicídio". Realizada no alto de andaimes, o solo conta com uma trilha sonora repleta de clássicos e uma composição inédita.

 

“É um espetáculo reflexivo, crítico, que dentre diversas temáticas aborda a "sociedade do cancelamento", a depressão e suas sequelas, o perdão, e principalmente, a oportunidade de se reinventar. A peça é um grito de liberdade em um momento em que estamos presos não só em nossas casas, mas em nossos próprios fantasmas e culpas”, conta o ator.

1 de setembro de 2020

Festival Lab.5D

 

Foto: Divulgação

O Festival Lab.5D, que será promovido pela Vitesse.Lab nos dias 4, 5 e 6 de setembro. Serão cinco masterclasses online  conduzidas por especialistas de variadas áreas de atuação que se propõem a debater diferentes aspectos que envolvem diversidade, inclusão trans, ancestralidade e legado da cultura afro-brasileira e economia/consumo consciente, saberes periféricos. A inquietação e o desejo de transformar e expandir os conhecimentos em torno da diversidade propuseram o lançamento do Festival. Serão cinco experiências por vídeo chamada ao vivo. Com esse propósito, a Vitesse.Lab já realizou experiências para grandes empresas e instituições de forma inovadora. Com abordagens variadas, os encontros se propõem a debater diferentes aspectos que envolvem e discutem sobre diversidade, inclusão trans, ancestralidade afro-brasileira e economia consciente, entre outros temas.

 

De acordo com Beto Siqueira, um dos idealizadores da iniciativa e fundador da Vitesse.Lab, o festival ocorre em sintonia com uma real necessidade da sociedade por mudanças. “Hoje, o mundo está clamado por outras possibilidades e olhares para que a gente possa, por meio dessa nova forma de ver as coisas e desses encontros on-line, termos insights criativos de como sair dessa situação que o próprio ser humano se colocou depois de 2020 anos de uma cultura perniciosa para si mesmo”, diz.

 

Enquanto elemento facilitador, o festival proporcionará cinco experiências, sendo que cada uma delas terá três horas de duração e será dividida em dois blocos (um temático e um interativo), nos quais o conteúdo será apresentado de forma dinâmica com os participantes. “Esses encontros, embora inspirados na vivência laboratorial em que tudo é testado, não terá limitações para que as pessoas também possam aprender com os próprios erros. Essa troca de conhecimentos com embasamentos práticos deve contribuir para estimular mudanças de valor com base no acolhimento, gerando relações interpessoais significativas e inovadoras que impactem no autoconhecimento e na forma como os indivíduos se relacionam com o entorno. Aqui na Vitesse.Lab acreditamos em experiências de aprendizagem horizontal e que, por meio da escuta e da troca, podemos aprender a ser mais flexíveis”, afirma Thays Mendes, cocriadora do Festival Lab.5D.