19 de setembro de 2019

Este Corpo que Não Te Pertence

Foto: Divulgação

A Cia. dos Bonitos estreia o espetáculo "Este Corpo que Não Te Pertence" no dia 24 de setembro no Espaço Parlapatões, às 21 horas. Com texto e direção de Djalma Lima, a comédia conta a hilária história de um militar idoso que planeja trocar de corpo com seu sobrinho jovem por meio de um beijo.

Um jogo ágil e divertido se estabelece entre atores Cleber Tolini, Edson Gonçalvez, Rick Conte, Van Manga e Vânia Bowê. Todos interpretam todas as personagens de forma inesperada e surpreendente. A temporada de Este Corpo que Não Te Pertence segue até o dia 29 de outubro com sessões sempre às terças-feiras, às 21 horas.

Mascarenhas é um general aposentado e rico que pretende voltar a ser jovem. Para isso, ele planeja trocar de corpo com o ingênuo Henrique, seu jovem sobrinho, e contrata uma mãe de santo que tem o poder de fazer a troca de corpos por meio de um beijo. Paralelamente, a esposa infiel do militar se une ao médico da família para seduzir o rapaz, envenenar o marido e ficar com toda a fortuna. Sem saber dos planos, o sobrinho comparece a uma leitura do testamento do general, em vida, ignorando que seu corpo seja o objeto mais desejado da noite. Sem condições físicas de beijar o sobrinho à força, o general acaba trocando de corpo com outras pessoas, descobrindo seus segredos e verdadeiras intenções.

18 de setembro de 2019

Marcos Munrimbau

Foto: Marcelo Macaue

O cantor e compositor Marcos Munrimbau apresenta no dia 22 de setembro, às 19h, na Casa de Cultura Vila Guilherme - “Casarão”, o show "Aquarela de Batons". No repertório, músicas autorais resultantes da fusão criativa do artista de elementos da música afro, pop, jazz, latino-americana e erudita.

O Show “Aquarela de Batons” é uma homenagem às Mulheres de todas as “tribos”, realçando a riqueza das diversas nuances do feminino. Na percepção do Artista, essa diversidade representada pelos vários tons de batons, identifica o ponto de convergência da presença feminina em nossas vidas, ao mesmo tempo forte e delicada. As canções falam da mulher brasileira e seu papel na sociedade moderna, sua força, coragem seu jeito e sua sensualidade.

Como em “Quando Você se Aproxima”, em total sintonia com importância de se ter todo esse cuidado e carinho com o “Universo Feminino”, o artista demonstra a paixão de um homem pelo mistério da mulher. Com ela Munrimbau dedica esta composição “às mulheres de todos os continentes, guerreiras de luz, magas transformadoras, merecedoras da atenção e respeito ao seu Ser.

A é na riqueza dos arranjos, com “batidas” e “levadas diferentes” em cada música, que leva aos expectadores viajarem pelas paisagens e cenários pitorescos, em que a mulher, da cidade ou da periferia, altiva ou recatada, dança e brinca na voz do cantor. No show Marcos Munrimbau será acompanhado por Luciana Rosa (Violoncelo), Anete Ruiz  (teclado) e Paula Padovani (Bateria) .

17 de setembro de 2019

Canto Nosso

Foto: Divulgação

No dia 21 de setembro às 20h, o trio "Canto Nosso" de canto, flauta doce e violão e a pianista Consuelo Quireze se apresentam no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Grátis!

O trio Canto Nosso é formado pela Sonia Goussinsky no canto, Marilia Macedo na flauta doce e Rosimary Parra ao violão. As canções terão poemas de Airas Nunes, Guilherme de Almeida e Mário Quintana. No repertório, obras de Camargo Guarnieri, Chiquinha Gonzaga, Fabiano Lonzano, Joaquim Callado, Nilcéia Baroncelli, Osvaldo Lacerda, Sergio Roberto de Oliveira, Villa-Lobos, Villani-Côrtes e Yolanda Gama de Macedo.

Consuelo Quireze é professora adjunta da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. A pianista interpretará obras de Alexandre Levy, Camargo Guarnieri, Fernando Cupertino, Mignone, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos.

16 de setembro de 2019

Cine na praça


Se agosto trouxe de volta a uma realidade de pós-férias, setembro já faz correr nas veias o espírito das grandes metrópoles em movimento. Se São Paulo nunca pára, as vidas de seus habitantes também se desenvolvem numa atmosfera dinâmica, de idas e vindas, e cercadas da energia pulsante pela cidade. É nesse espírito que o Cine na Praça promove o ciclo "Cidades e Conexões", com exibições gratuitas às quintas-feiras, às 19h na Praça Victor Civita. 

Em complemento ao calendário do evento, no dia 26/9, a partir das 18h, ainda será realizada a roda de conversa "Mobilidade Urbana e os desafios na cidade São Paulo", com Denise Silveira (ciclo ativista) e convidados. Na mesma data ainda haverá, antes do filme principal, exibição do curta documentário 'Ciclovia Musical'.

O clássico do cinema Cult ‘Encontros e Desencontros’, de 2003, acompanha, em 1h42 de duração, o desenvolver de uma improvável amizade entre os personagens vividos pelos atores Bill Murray e Scarlett Johansson. O filme faz sentir, absorver e refletir sobre as escolhas que fazemos e onde elas nos levam. Focado exclusivamente em dois personagens, Bob Harris - uma estrela de cinema que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque - e Charlotte - que está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic que a deixa sozinha o tempo todo. Sem conseguir dormir por conta do fuso horário, Bob e Charlotte acabam, por acaso, se encontrando no bar de um luxuoso hotel e, em pouco tempo, tornam-se grandes amigos.

Faz tempo que Woody Allen deixou de ter apenas Nova York como cenário de suas obras. No fantasioso ‘Meia Noite em Paris’, de 2011, a Cidade Luz é uma importante protagonista da história vivida pelo personagem de Owen Wilson, que sempre idolatrou grandes escritores americanos e sonhava em ser como eles. Em 1h40 de filme somos levados a importantes pontos turísticos da capital francesa e, da mesma forma, nos deparamos com as figuras de grandes personalidades que moldaram a cultura do século passado, dentre eles, nomes como: Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso, Salvador Dalí, T. S. Eliot, Henri Matisse, Edgar Degas, Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec. O filme é uma verdadeira obra-prima de Allen e também uma viagem ao passado, que se entrelaça com o presente, e mostra o organismo vivo que são as grandes cidades.

Para fechar o ciclo “Cidades e conexões” a capital paulista serve de cenário ao filme ‘De Onde Eu Te Vejo’, de 2016, sob a direção de Luiz Villaça. A história narra a vida de um casal separado que, aos poucos, redescobre a cidade que habitam.

A Praça Victor Civita fica na Rua Sumidouro, 580, Pinheiros - SP. E o evento é gratuito.

13 de setembro de 2019

Chet Baker, Apenas Um Sopro

Foto: Victor Iemini

O texto de "Chet Baker, apenas um sopro" é envolvente e repleto de nuances onde os personagens se despem com um silêncio, um carinho ou simplesmente um olhar. Os diálogos fluem livremente. Uma delícia! A dinâmica de espaço cênica é dinâmica: por vezes divertida, por vezes tensa. 

Livremente inspirada na vida do lendário trompetista norte-americano Chet Henry Baker Jr. (1929-1988), o espetáculo protagonizado pelo músico e ator Paulo Miklos viajará em turnê pelo nordeste. Com direção de José Roberto Jardim e dramaturgia de Sérgio Roveri, a peça ainda traz no elenco Anna Toledo, Jonathas Joba, Piero Damiani e Ladislau Kardos. 
O ponto de partida para a trama é um episódio real ocorrido na vida do músico. No fim da década de 60, ele foi violentamente espancado em uma rua de São Francisco. A agressão, que teria sido motivada por dívidas com traficantes, produziu no trompetista um efeito devastador: ele teve os lábios rachados e perdeu alguns dentes superiores, sendo obrigado a interromper a carreira até se recuperar dos ferimentos. 
A peça sobre Chet Baker mostra a primeira sessão de gravação do músico após o acidente. Ele está inseguro e arredio – e seus quatro companheiros de estúdio (um contrabaixista, um baterista, um pianista e uma cantora) parecem estar ainda mais. Todos foram reunidos por um produtor que, por ser amigo e admirador de Chet, acredita que ele está pronto para voltar à ativa. 

12 de setembro de 2019

Um Passeio no Bosque

Foto: Leekyung Kim

Na atual época de intolerância e violência vivida no Brasil, o espetáculo "Um Passeio no Bosque", do autor norte-americano Lee Blessing, propõe a ideia de “desarmamento” entre os homens. O texto ganha uma nova montagem dirigida por Marcelo Lazzaratto que estreia no dia 20 de setembro, na sede da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, e segue em cartaz até 22 de dezembro. O elenco é composto pelos atores Gustavo Merighi e Beto Bellini, que participou de uma montagem da mesma peça no começo dos anos 2000. Na época Beto fazia o papel do personagem mais jovem e Emílio Di Biasi (vencedor do Prêmio Shell naquele ano) fazia o papel do mais velho. Nesta montagem Bellini tem a oportunidade de fazer o papel com o qual contracenava em 2000. 
Escrita em 1988, a peça revela o encontro entre dois diplomatas representantes de potências adversas em um bosque na Suíça, uma terra de neutralidade e perfeição cívica. Um deles é um russo com larga experiência diplomática e cético em relação ao próprio trabalho; o outro, um jovem americano idealista, com firme crença no poder da diplomacia e em sua habilidade pessoal.
O mais velho dos diplomatas está mais propenso a uma relação sem formalidades e usa os mais variados recursos para vencer os obstáculos em seu caminho. Já o jovem e menos experiente prefere o argumento direto e objetivo e um conhecimento menos íntimo e mais protocolar com o companheiro. As grandes questões da política internacional – a guerra ou a paz – são tratadas permanentemente pelos dois diplomatas, frustrando a ambos, pois o poder prefere utilizar-se delas em seu próprio benefício e segundo as conveniências do momento.
“Gosto do modo como Blessing escreve que te deixa preso às palavras. É um texto da década de 1980, que discute a questão da Guerra Fria, do desarmamento nuclear. É impressionante como essa circunstância básica se mostra tão atual. É claro que não temos mais a Guerra Fria, mas, devido à polarização tão crônica que estamos vivendo sem o menor esforço a peça dialoga com o contemporâneo”, comenta o diretor Marcelo Lazzaratto.
A encenação é pautada no jogo entre os dois intérpretes. “É um jogo de atores. "Trabalhamos para fazer com que eles elaborem o texto lindamente para que consigam dizê-lo com bastante sutileza e clareza e com os contornos específicos de cada personagem. Um deles é um  russo mais velho, que está muito tempo nessa lida, e o outro é um jovem idealista americano. Um já tem o entendimento de que as coisas não são exatamente possíveis de ser transformadas, e que a paz é uma constante tentativa e não um êxito a ser alcançado; enquanto o jovem ainda acredita que isso é possível”, comenta o encenador Marcelo Lazzaratto.
O diretor aposta na simplicidade cênica para trazer ao público a complexidade da relação entre os diplomatas. “É uma peça muito simples no sentido da visualidade, mas essa simplicidade está ali para conter ou expor a complexidade do jogo, das relações e do quanto essa relação binária coloca quase em xeque mate a humanidade. Então, mais do que tentar reproduzir um bosque da Suíça, vou me apropriar de todo o espaço cênico para dar a poética da coisa. A dinâmica entre os atores vai se dando dentro da concretude daquela arquitetura. Isso oferece um dado de realidade que fortalece o jogo dos atores. E o imaginário fica por conta das palavras que nos remetem à Suíça, ao bosque, à Rússia, aos Estados Unidos e ao Brasil”, acrescenta.

11 de setembro de 2019

Tatianices

Foto: Bob Sousa

A saudosa escritora russa radicada no Brasil Tatiana Belinky (1919-2013) é homenageada no infantojuvenil "Tatianices", de Marcello Airoldi, que estreou no Teatro Sérgio Cardoso. O espetáculo tem direção de André Capuano, músicas originais de Joaz Campos, que também está no elenco ao lado de Rita Gutt, André Pereira e Gabriel Ivanoff.

Com bom-humor e música tocada ao vivo, essa espécie de peça-festa comemora o centenário da escritora ao promover o encontro entre a Tatiana criança, recém-chegada ao Brasil, e a Tatiana adulta, prestes a publicar seu primeiro livro. Para que isso aconteça, entra em cena um ser chamado Atemporal, personagem criado pela autora em um de seus livros, que é capaz de ultrapassar as barreiras do tempo.

Essa figura conecta a história da família que sai da Rússia foragida da guerra na primeira metade do século XX, com a da mulher que escreveu 250 livros ao longo de sua vida e foi responsável, por exemplo, pela criação, ao lado do marido Júlio, de centenas de episódios do Sítio do Pica Pau Amarelo na TV Tupi.

A ideia é reunir atores-narradores e personagens famosos de Belinky para organizar uma espécie de festa de aniversário e de celebração da carreira dela. No caminho de sua festa a menina encontra inúmeros personagens que habitam seus livros no futuro, mas que ela ainda não sabe que os inventou.

É como se o tempo apresentasse à futura autora a sua própria obra. Os personagens são responsáveis por fazê-la viver essa experiência para que possa chegar à sua maturidade como autora, caso contrário, não haverá celebração. Atemporal e sua equipe têm a missão de fazer a Tatiana criança viver de forma plena sua vida, cercada de livros, do amor da família, de um ambiente criativo e propício para a imaginação.

“Escrever um texto para o público infantojuvenil sobre Tatiana Belinky é tão desafiador quanto prazeroso. Certamente ela é uma das autoras mais importantes desse país e sua obra influenciou um sem número de pessoas interessadas na literatura para crianças e jovens”, afirma o autor Marcello Airoldi.

A temporada vai até o dia 13 de outubro, aos sábados 15h e domingos, às 16h.