11 de fevereiro de 2019

Homens no Divã

Foto: Eliane Souza

Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano a comédia "Homens no Divã", que Darson Ribeiro dirige, depois de três anos consecutivos em cartaz comemora o quarto ano de temporada. A reestreia acontece no dia 15 de fevereiro às 21h30 no Teatro Fernando Torres. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro, de um ginecologista e de um gerente executivo da Eletropaulo. Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e acontecimentos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. 

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

“Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro. A temporada começa vai até o dia 24 de março, todas às sextas, às 21h30 | sábados, às 21h00 | domingos, às 19h00. O Teatro Fernando Torres fica na Rua Padre Estevão Pernet, 588 - SP. 

8 de fevereiro de 2019

Aeroplanos

Foto: João Caldas Filho

O espetáculo "AEROPLANOS", escrito pelo premiado dramaturgo argentino Carlos Gorostiza e com direção de Ednaldo Freire, traz no elenco os veteranos Antonio Petrin e Roberto Arduin. A comédia fica em cartaz até o dia 10 de março, de sexta a domingo.

Enquanto relembram o passado e discutem questões urgentes do presente, Chico (Petrin) e Cristo (Arduin), velhos amigos com mais de 70 anos e ex-jogadores de futebol, são surpreendidos por um convite inesperado, que poderá transformar suas vidas.

Ao retratar um dia especial na vida desta dupla inseparável, a peça propõe ao espectador uma delicada e divertida reflexão sobre a amizade e o envelhecimento. “Com humor, sensibilidade e diálogos inteligentes, o espetáculo reflete sobre a existência, a partir do ponto de vista dos idosos. O medo da morte, a solidão, a perda de independência e a sempre irrefreável e humana vontade de viver intensamente cada minuto são temas essenciais desse grande texto da dramaturgia argentina contemporânea”, lembra Petrin, que também assina a tradução e adaptação da obra. 

"AEROPLANOS" é o terceiro espetáculo do projeto Velhos Protagonistas iniciado em 2000, quando Antonio Petrin completou trinta e cinco anos de carreira profissional. A peça escolhida para abrir o projeto foi A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett. Em 2004, o ator produziu e interpretou Um Merlin, texto escrito especialmente para ele por Luis Alberto de Abreu. O espetáculo acontece todas às Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h no Teatro Municipal de Santana Alfredo Mesquita. 

7 de fevereiro de 2019

Eu sei exatamente como você se sente

Foto: Ronaldo Gutierrez

Considerado um dos artistas mais prestigiados do teatro britânico a discutir a questão da homoafetividade, o dramaturgo, diretor e tradutor Neil Bartlett tem suas obras investigadas pelo Núcleo Experimental em "Eu sei exatamente como você se sente". O espetáculo ganha uma nova temporada no Teatro do Núcleo Experimental, entre 8 e 24 de fevereiro, com sessões às sextas-feiras e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 20h.

A montagem parte dos solos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim” para apresentar depoimentos do próprio Barlett sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. O medo da agressão e da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento com os pais e (eventualmente) os filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs, o estigma do HIV são algumas das muitas das questões discutidas em cena.

“Essas obras, assim como muito do meu trabalho, estão particularmente preocupadas em transmitir ternura, dignidade, paixão e coragem. Ao enfatizar o simples ato de falar – falar em voz alta – elas nos fazem lembrar (eu espero) que essas qualidades ainda são – mesmo que a cultura vigente queira dizer o contrário – a base da nossa experiência comum nesta vida”, reflete o autor.

Numa encenação pautada pela simplicidade, os atores Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula são acompanhados ao vivo pelo pianista Rafa Miranda e pelo violoncelista Felipe Parisi. O Teatro do Núcleo Experimental fica na Rua Barra Funda, 637 – SP.

6 de fevereiro de 2019

Casa de Bonecas – Parte 2

Foto: João Caldas Filho

O espetáculo "Casa de Bonecas – Parte 2", com dramaturgia do jovem norte-americano Lucas Hnath e direção de Regina Galdino, reestreia no dia 13 de fevereiro no Teatro Faap, onde cumpre temporada até 28 de março. A tradução é de Marcos Daud, e o elenco é formado por Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Fabiana Gugli.
Publicado em 1879, o clássico “Casa de Bonecas”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) causou polêmica ao questionar as convenções sociais e o casamento como uma instituição. A peça até hoje é considerada feminista. Na trama, Nora Helmer falsifica uma assinatura do pai e faz, em segredo, um empréstimo para salvar Torvald, seu marido, mas, quando ele descobre a fraude por causa da chantagem de um agiota, repudia a esposa, humilhando-a e negando que ela continue educando os filhos. O agiota devolve a promissória, salvando os Helmer, mas Nora, desiludida com a covardia e hipocrisia de Torvald, ao ver a posição inferior da mulher na sociedade, revolta-se e abandona o marido e três filhos pequenos.
Já no texto de Lucas Hnath a emblemática personagem Nora, agora uma escritora de sucesso, retorna 15 anos depois ao lar porque precisa oficializar o divórcio com Torvald. Popular por defender causas feministas, ela está sendo chantageada para negar suas ideias, pois uma mulher casada não poderia ter uma vida independente.
De volta ao núcleo familiar, Nora enfrentará a recriminação da criada, da filha mais nova e do marido por tê-los abandonado e por ter tido a ousadia de escolher o que fazer de sua vida. Diante da cobrança sobre suas responsabilidades de esposa, ela argumenta que o casamento funciona como uma prisão para as mulheres e que o amor deveria ser livre. Mais uma vez ela terá que decidir entre ficar à mercê de mentiras, regras sociais equivocadas e da visão retrógrada de seus entes queridos ou assumir sua identidade e lutar por um mundo diferente.
“Casa de Bonecas – Parte 2”, inédito no Brasil, foi um grande sucesso na Broadway e Lucas Hnath foi indicado ao Prêmio Tony 2017 de Melhor Texto.
O Teatro Faap fica na Rua Alagoas, 903, Higienópolis - SP. A temporada tem as apresentações de seus espetáculos todas as quartas e quintas-feiras, às 21h.

5 de fevereiro de 2019

Sentidos Da Terra

Foto: Deolinda Nunes

O cantor, compositor, instrumentista e regente de canto coral Marcos Munrimbau, apresenta no dia 9 de fevereiro no Bistrô Esmeralda, seu novo show “Sentidos da Terra”.

Dono de uma extensão vocal e de uma tessitura diferenciadas, Marcos Munrimbau vem conquistando espaço com sua voz peculiar, seus arranjos e suas poesias, que ora se encontram no coração da brasilidade, ora se amplificam na diversidade, como poderá ser observado no espetáculo onde Marcos mostrará uma pequena parte do seu acervo autoral constituído de uma produção musical variada, onde mistura as melhores características da música popular brasileira com elementos do jazz, do pop e da música erudita.

Provocando uma reflexão Marcos afirma que “É preciso fazer uma pausa e perceber que o contexto atual é resultado de ciclos que se repetem e que, cada vez mais, estamos nos afastando das percepções de humanidade, não nos ouvimos, não nos olhamos nos olhos, e por aí vai.”, e  ainda acrescenta, de forma poética: “A Terra pulsa entristecida, e nossa atuação não pode manchar nosso solo, mas precisa lançar mão de generosidade e de sonhos renovados, numa busca constante por harmonia íntima”.
  
Marcos Munrimbau sobe ao palco acompanhado do violonista Rafa Nascimento, para uma apresentação em formato acústico, com violão base e solo, quando exibirá um repertório autoral com 12 canções, entre elas: a canção lúdica de reverência à liberdade de expressão nitidamente vista no voo e no canto alegre do pássaro, “Bem Te Vi”; “Coração Febril”; “Afinal, como você me vê?”, uma crítica ao olhar distorcido de uma sociedade que não reconhece o imenso potencial que brota dos pensamentos e dos corações das gerações que sofrem segregações; “Simples” e não poderia faltar “Antigamente”, música sobre um dos valorosos poemas de Oswaldo de Camargo, seu amado pai, um ícone da literatura, amigo, grande escritor e poeta. Luz inspiradora da sua carreira.

Bistrô Esmeralda fica na Rua Esmeralda, 29 – Aclimação – São Paulo - SP.

4 de fevereiro de 2019

Mostra São Paulo de Cultura Indígena

Foto: Matheus Ferracioli

Dia 9 de fevereiro, às 19hs, acontece a abertura da Mostra São Paulo de Cultura Indígena - Guaranis e Kaingangs na Refinaria Teatral, na Zona Norte de São Paulo. Três comunidades indígenas de São Paulo irão realizar palestras, exposições e oficinas gratuitas. As exposições apresentarão fotos, vestuários, adereços, artefatos e artesanias de cada etnia. A mostra acontece todos os sábados até 2 de março e é gratuita. 

Participam duas comunidades da etnia Guarani Mbya: uma de Parelheiros, da aldeia Tekoa Kaliperty, liderado por Jera Poty Mirim e outra do Jaraguá, da aldeia Tekoa Yvy Porã, liderado por Thiago Henrique Vilar Martim. A etnia Kaingang é da aldeia Vanuire, do oeste paulista, liderado por Dirce Jorge. 

A iniciativa é do grupo Refinaria Teatral com o objetivo de criar mais um canal de fortalecimento de difusão da rica cultura indígena dentro do universo da cultura dos não índios. “Queremos dar voz para as comunidades indígenas”, comenta Daniel Alves Brasil, diretor da Refinaria Teatral. Essa ação faz parte do projeto do coletivo denominado "Teatro, uma pátria habitável". A mostra é também para o grupo Refinaria Teatral uma possibilidade contínua de vivência e intercâmbio com a cultura e tradições indígenas, aprofundando as investigações do coletivo sobre o corpo cênico do nativo brasileiro e sua maneira de fazer teatro, processo que o grupo teatral chama de "Encontro com o teatro de Pyndorama." O evento conta com a participação da ONG Opção Brasil, ONG que atua com as questões indígenas em grandes centros urbanos.

1 de fevereiro de 2019

Avesso - O Musical

Foto: Ricardo Manga

O texto de Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo com colaboração de Gustavo Amaral do espetáculo “Avesso - O Musical” é forte. Permeia por vários conflitos, dilemas e embates de um assunto muito atual e polêmico. Nota-se também um viés instigante do poder feminino no controle (ou não) de determinada situação: uma mulher radical e persuasiva como líder da ação. O enredo expõe os conflitos entre as gerações a partir das reivindicações de um grupo de universitários, que sequestram um professor em busca de diálogo com o novo reitor da instituição. O cenário é bem underground, mostrando o submundo da fachada de uma, talvez, conceituada universidade. Refletindo, quem sabe, o descontrole e o caos das discussões e embates que colocam em cheque os princípios dos estudantes e professor.

“Avesso – O Musical” é completo: tem uma trilha sonora original jovem e contemporânea em que se destaca ritmos como o rap e o rock. A direção de Hudson Glauber é dinâmica e tem movimento. O espetáculo em si é ousado e vale à pena dar uma passadinha para assistir. O espetáculo está no Teatro Nair Bello todas as sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h) até o dia 24 de fevereiro.