20 de novembro de 2018

XI Mostra de Teatro de São Miguel Paulista

Foto: Divulgação

Nos dias 23, 24 e 25 de novembro e 1º e 2 de dezembro, acontece na zona leste de São Paulo a XI Mostra de Teatro de São Miguel Paulista com apresentações na Praça Fortunato da Silveira (popularmente conhecida como Praça do Morumbizinho, na Vila Jacuí) e Praça Guanambi (Parque Cruzeiro do Sul), ambas localizadas bairro que dá nome à mostra.

A programação (grátis) é diversificada, compondo um painel do teatro de rua nacional ao reunir grupos do nordeste, sul e sudeste, incluindo companhias da capital, região metropolitana e interior paulista. A programação traz ainda participação de artistas populares da região - Andrio Cândido e Rafael Carnevalli - que, entre um espetáculo e outro, fazem intervenções poéticas, seja declamando ou lançando livros. O ator e palhaço J.E. Tico faz as mediações durante os eventos.

Na Praça Fortunato da Silveira, apresentam-se os grupos paulistanos Teatro de Rocokóz (Lovistore às Avessas), Arte Negus (Ambulante), Cia. Paulicéia & Cia. do Miolo (Relampião), Nativos Terra Rasgada (O Grande Pequeno Circo do Berinjela), Núcleo Teatral Opereta (Almas Peregrinas) e Cia. Novos Atores (Lisístrata-S). Completando a programação, Cia1Péde2 (Ao Divagar se Vai Longe e de Bicicleta Mais Ainda), de Campinas (SP); Arte e Riso (Meu Nome é Zé), de Umarizal (RN); e Grupo Teatro de Caretas (Final de Tarde) de Fortaleza (CE).

A Praça Guanambi recebe o segundo final de semana da programação com os grupos: Exercito Contra Nada (El General), Brava Companhia (Show do Pimpão) e Teatro Contadores de Mentira (Rito Anti-carnificina), de São Paulo, além do grupo gaúcho Ritornelo(Faixa de Graça), do capixaba Circo Teatro Capixaba (Palhaços: Patifes ou Herois?) e, fechando a Mostra, o pernambucano Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel (Polo Marginal – Opereta de Rua).

19 de novembro de 2018

Poesia de Pai Para Filho - Encontro de Duas Gerações

Foto: Rodrigo Resende Coutinho

Os escritores e poetas, pai e filho, Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar, apresentam "Poesia de Pai Para Filho - Encontro de Duas Gerações", espetáculo teatral com a leitura dos principais títulos de ambos, mostrando cumplicidade na criação dentro de casa, seja em dicas do método literário ou em histórias de aprendizado. Em São Paulo, acontece única apresentação no dia 23 de novembro no palco do Teatro Frei Caneca, às 21 horas, com ingressos grátis.

A peça é comemorativa de seis décadas de literatura de Carlos Nejar - 79 anos, membro da Academia Brasileira de Letras e indicado ao Nobel pela Academia Brasileira de Filosofia - e os 20 anos de carreira de Fabrício Carpinejar - 45 anos, premiado com o Jabuti e Associação Paulista dos Críticos de Arte.

O espetáculo, que tem roteiro e direção assinados por Carpinejar, estreou em setembro, em Brasilia, seguiu, em outubro, para Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, encerrando a turnê na capital paulista.

Em versos, a montagem é uma homenagem à importância da família. No palco, duas gerações diferentes de autores, apresentam os seus ideais de criação literária, os seus métodos de trabalho, as dificuldades e desafios que tiveram que superar para alcançar o reconhecimento. No texto, momentos das suas trajetórias líricas: Carlos Nejar faz leitura de seus poemas prediletos e Fabrício conta histórias da convivência entre eles. “É poesia e crônica se envolvendo. Falamos o quanto são duas dicções diferentes, dois temperamentos diferentes, duas gerações diferentes, mas que partilham o mesmo respeito em ouvir. Ouvir a tempestade, ouvir a respiração, ouvir o coração”, comenta Carpinejar. 

Em "Poesia de Pai Para Filho:  os poemas são trabalhadas a partir de objetos simbólicos e emocionais, como  relógio, escapulário, porão, retrato, revelando um universo marcado por rituais masculinos. Juntos, Carlos e Fabrício explicitam que o homem chora, emociona-se e está cada vez mais aberto a transparecer seus sentimentos de continuidade e afinidade. O espetáculo mostra que nada melhor que a relação entre pai e filho para promover confissões de medos e alegrias entre os homens. “No mundo de extremismo, de intolerância, a gente quer mostrar que a poesia cumpre essa carência de emoção. A poesia ensina a aceitar a solidão e aceitar as diferenças. Quem tem poesia em sua vida, é mais sensível e menos preconceituoso”, reflete Carpinejar.

16 de novembro de 2018

Pássaro Só

Foto: Rodrigo Braga

O cantor e compositor pernambucano Vertin mostra, no Sesc Belenzinho, as canções do seu segundo disco "Pássaro Só", lançado recentemente. O show acontece no dia 16 de novembro no palco do Teatro da unidade, às 21 horas.

Acompanhado por Alex Nícolas (guitarra, teclado, violão e vocal), Robson Melo (contrabaixo) e Felipe Weinberg (bateria), o artista apresenta um show teatral, que se constrói pelo diálogo entre música, atuação e iluminação. O desenho de som é conduzido por Ricardo Bolognini (Bolinho) e a iluminação assinada por João Guilherme de Paula.

O repertório de seu novo trabalho mescla canção brasileira, poesia popular e rock, e traz participação de Almério, Flaira Ferro e Juliano Holanda, entre outros. As composições são assinadas por Vertin, Helton Moura, Ricardo Cotrim, Juliano Holanda, Rafael Valadares, Hugo Schuler. São elas: Samba pra Resistir, Dança dos Passarinhos,Pássaro Só (ou Uma História de Amor e Fúria), Ouriço, Vaga-lume, Viva, Há Dois, Reverter, Qual É a Sua Cor, Vou Voltar, Domingos e Viveiros.

Em Pássaro Só, os conflitos expostos nas novas composições fazem parte de um sujeito específico, partindo das suas próprias experiências para o relacionamento com o externo. Vertin canta o seu processo de cura, a cura como meio sem perspectiva de fim, mas acreditando estar no caminho do bem. O título do álbum não pretende sugerir o trabalho solitário. A solidão exaltada faz parte da consciência do coletivo mergulhando na individualidade, onde habita o caminho para o aprendizado e o cultivo das relações mais amplas, transformação de um mundo.

15 de novembro de 2018

Cárceres da Consciência

Foto: Laysa Alencar

Dia 17 de novembro às 21h, estreia a peça "Cárceres da Consciência". São dois artistas no palco, Vince, o humano interpretado por Guttervil Guttervil e um Coronel Ciborgue por Fernanda Kawani Custodio. 

A peça é ambientada entre 1968 e 2068 e fala sobre o mundo pós-apocalíptico, distópico, onde prevalece a supremacia das inteligências artificiais, que estudam o ser humano como ratos de laboratório para sugar o que há de melhor neles.

Na trama, um humano está sendo testado e analisado por uma inteligência artificial, que provoca lembranças e estímulos de pensamentos na cobaia através do princípio ativo da música, mais precisamente o rock, mexendo no espaço e tempo. Vince, uma cobaia, não percebe que está sendo utilizado como transporte desse princípio ativo, o rock, se sentindo prisioneiro de sua própria consciência, ele não consegue manter uma estabilidade de comportamento emocional e distinguir delírio e realidade, ele sofre o tempo inteiro, como o público, as conseqüências de estímulos sensoriais.

14 de novembro de 2018

Tem Alguém Que Nos Odeia

Foto: Suellen Leal

A relação amorosa entre duas mulheres que sofrem ataques homofóbicos de um de seus vizinhos é o ponto de partida do suspense "Tem Alguém Que Nos Odeia", com texto e direção de Michelle Ferreira. O espetáculo da Cia. Teatro Enlatado estreia no Sesc Belenzinho, no dia 16 de novembro.
Depois de uma temporada vivendo no exterior, a brasileira Maria e a estrangeira Cate, protagonizadas pelas atrizes Mariana Mantovani e Maíra De Grandi mudam-se para um apartamento em São Paulo. Na nova cidade, as diferenças culturais geram uma crise na relação amorosa e elas passam a sofrer ataques de outro morador do prédio, que espalha mensagens de ódio e intolerância contra as duas, por meio de bilhetes, pichações e agressões. Sem poder contar com a síndica, nem com a polícia, Maria e Cate vivem o medo e uma permanente tensão.
Alguns questionamentos feitos pela encenação são: O que fazer diante de uma sociedade que quer vigiar os corpos? Como suportar um sistema heteronormativo que ignora direitos? Como apelar para o estado se este é falsamente laico, e, portanto, injusto? Como reagir a violência quando ela é permitida e banalizada?
Para criar o clima de terror e suspense psicológico, o grupo investigou o trabalho de Alfred Hitchcock, Michael Haneke e Bruno Dumont, que manipulam em suas obras o tempo por meio dos atores e o espaço por meio dos planos. “A encenação acontece toda a partir do corpo das atrizes e de um estado dilatado. É através dos corpos que geramos tensão e suspense, para que a peça aconteça para além dela mesma, para que ela se complete no público. Para isso, usamos todos os recursos da teatralidade para gerar eventos psíquicos nos espectadores", conta a diretora e dramaturga Michelle Ferreira.
Outra referência é o trabalho do artista inglês Francis Bacon (1561-1626), que empresta para a montagem a cor e a temperatura dos ambientes retratados em suas pinturas, capazes de provocar pesadelos. Esses elementos ficam evidentes na iluminação intimista de Cláudia de Bem e na cenografia de Fernando Salles.
O texto de Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011), organizado pelo Instituto Camões de Portugal. A peça ganhou montagens de José Roberto Jardim, em 2013, e do Teatro Nacional da Escócia, no projeto “A Play, a Pint and a Pie”, em 2016.

13 de novembro de 2018

É Tempo pra Viver

Foto: Divulgação

Compositor, cantor e acordeonista, o sergipano Mestrinho apresenta show do seu novo disco "É Tempo pra Viver" no dia 15 de novembro, no Sesc Belenzinho. O show integra o projeto Música de Raiz e acontece no Teatro da unidade, às 18 horas.

O novo trabalho é composto por canções autorais e alguns clássicos da música brasileira de compositores como Dominguinhos, Gilberto Gil e Gonzaguinha. O disco tem participação especial de Ivete Sangalo e Dominguinhos (em canção inédita que deixou gravada).  É Tempo pra Viver – segundo álbum solo de Mestrinho e o quarto da carreira - mostra a versatilidade do artista com a sanfona, rendendo-lhe duas indicações no 29º Prêmio da Música Brasileira, em 2018.

O disco é formado pelas seguintes músicas: Fazer Valer, Bom Danado, Forró em Vitória, Serei Pra Ti, É Tempo pra Viver, Complexo Prazer, Bom Dia, Grudadinha no Meu Tom, Talvez, Te Faço Um Cafuné (Zezum),Com Toda Calma (Elton Moraes), Festa (Gonzaguinha), O Inverno e Você (Dominguinhos e Climério) e Sete Meninas (Dominguinhos e Toinho Alves).

Mestrinho (sanfona e voz) sobe ao palco do Teatro do Sesc Belenzinho acompanhado por Alex Buck (bateria), Cainã Cavalcante (guitarra), Michael Pipoquinha (baixo), Léo Rodrigues (percussão), Elton Moraes (triângulo) e Vinicinho Magalhães (zabumba).

12 de novembro de 2018

Recital do duo Renato Mismetti e Maximiliano de Brito

Foto: Divulgação

No dia 17 de novembro, às 20h, é o encerramento da Temporada 2018 do Centro de Música Brasileira (CMB) com recital com o duo Renato Mismetti (canto) e Maximiliano de Brito (piano) no Centro Brasileiro Britânico em Pinheiros. Os dois músicos são brasileiros e vivem na Alemanha. O evento é gratuito.

“Foi uma bela temporada com 6 apresentações gratuitas no ano e vasto repertório erudito brasileiro, que é a proposta da instituição de valorizar e difundir a nossa música”, conta Eudóxia de Barros, presidente do CMB. Neste ano foram prestigiadas e interpretadas obras de 31 compositores eruditos brasileiros. Desde a sua existência, o CMB já integra 331 apresentações mais festivais de música.

O recital de novembro terá várias primeiras apresentações mundiais de composições de Kilza Setti, Achille Picchi e Antônio Ribeiro feitas sobre textos de Renata Pallottini especialmente para o concerto, além de obras importantes do repertório já convencional da canção de concerto, criadas por alguns dos mais significativos nomes da música erudita brasileira. A isto se junta uma espécie de diálogo poético entre colegas: Renata Pallottini e sua amiga Hilda Hilst, com textos outrora musicados por Almeida Prado e Kilza Setti, obras também dedicadas ao duo e por ele apresentadas em vários países da Europa.