13 de setembro de 2018

Casa de Bonecas – Parte 2

Foto: Miro

O espetáculo Casa de Bonecas – Parte 2, com dramaturgia do jovem norte-americano Lucas Hnath e direção de Regina Galdino, reestreia no dia 14 de setembro no TUCARENA. A peça fica em cartaz até 2 de dezembro, com sessões às sextas-feiras, às 21h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 18h. A tradução é de Marcos Daud, e o elenco é formado por Marília Gabriela, Luciano Chirolli, Eliana Guttman e Clarissa Kiste.

Publicado em 1879, o clássico “Casa de Bonecas”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) causou polêmica ao questionar as convenções sociais e o casamento como uma instituição. A peça até hoje é considerada feminista.

Na sinopse, Nora, a emblemática personagem criada por Ibsen no século XIX, volta à casa dos Helmer – 15 anos depois de ter abandonado o marido e seus filhos – em busca do divórcio. Em meio ao julgamento da criada, do marido e de sua filha mais nova revela seus ideais revolucionários sobre o amor livre e contra o casamento.

A diretora Regina Galdino diz que o espetáculo chama a atenção pela qualidade dos diálogos. “O jovem autor, Lucas Hnath, desenha os diálogos como se fossem poemas modernos, gráficos, indicando ritmos, sonoridades, pausas, repetições e intenções que dispensam as tradicionais rubricas. O texto ganha uma musicalidade muito particular, e, num misto de comédia e drama, as relações das personagens surgem límpidas e cortantes, sem maniqueísmos. Futuro e passado, utopia e tradição, luminosidade e trevas, opção e necessidade, maturidade e juventude, coragem e medo, casamento e amor livre, são algumas das contradições que o público irá acompanhar nessa trajetória da personagem Nora em busca de sua identidade, negando a sociedade forjada em mentiras”, diz.

TUCARENA fica na Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes - SP.

12 de setembro de 2018

Catharina

Foto: Divulgação

Paraibano, residente em Salvador, Val Macambira lança seu novo álbum autoral "Catharina", no dia 14 de setembro, às 20h, no Itaú Cultural.

Ainda na capital paulista, os shows acontecem também no dia 20/9 (no Brazileria, às 21h) e no dia 21/9 (no Tendal da Lapa, às 19h). Depois, segue para o Mimo Festival, em Paraty/RJ (dia 28/9). A turnê, que teve início em Salvador (BA), deve passar também pelas cidades Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e João Pessoa (PA).

Val Macambira revela que foi ‘parto’ dolorido a produção do álbum, gravado em homenagem à sua filha Catharina, que faleceu de dengue hemorrágica, aos 17 anos. “Entre flagelos, sofrimentos e muita saudade renasci das músicas e senti que estava pronto para registrar esse trabalho musical”, confessa.

O show Catharina constrói um curioso contraste ao transpor o sertão e seu universo peculiar, rural, árido e silencioso, para um espaço urbano. São 10 músicas, compostas exclusivamente para o álbum, cujos arranjos trazem traços do lírico e do barroco compondo com as raízes do rock rural, sem perder o foco no sertão. A cultura popular e o erudito se entrelaçam em harmonia nesse trabalho fazendo uma união ímpar do violino e violoncelo com a estética musical de gêneros como maracatu, repente, embolada, xote, xaxado e baião, que resulta em um ritmo cheio de originalidade. As letras e melodias do disco traduzem o cotidiano do povo brasileiro e dos personagens da cultura popular, onde o folclore se torna lúdico e vivo.

Shows / São Paulo: Val Macambira & Banda

14 de setembro. Sexta, às 20h no Itaú Cultural (Sala Itaú Cultural)
Av. Paulista, 149 - Bela Vista. SP/SP 

20 de setembro. Quinta, às 21h no Brazileria
R. Clélia, 285 – Perdizes. SP/SP. 

21 de setembro. Sexta, às 19h no Tendal da Lapa
Rua Guaicurus, 1100 – Lapa. SP/SP. 

11 de setembro de 2018

Blues

Foto: William Mazzar

Dias 15 e 16 de setembro estreia o espetáculo "Blues – Concerto para Piano" no Capital 35 em Perdizes. A criação, coreografia e direção é de Dinah Perry. Os intérpretes são: Átila Freire, Ana Carolina Barreto, Bruno Bossio e Josefina Padilla. O roteiro musical será de Rodolfo Schwenger que estará ao vivo ao piano. 

O "Blues – Concerto para Piano" é espetáculo com conceito em artes cênicas, linguagem corporal e no gênero musical blues. O roteiro é ilustrado por baladas narrativas que complementam a dramaturgia do trabalho.

São personagens vividos por bailarinos-atores que traçam a narrativa do corpo em movimento alinhados ao estilo musical que frequentemente apontam para questões internas do indivíduo como solidão, relacionamentos, caminhos cruzados e histórias de vida.

O Capital 35 fica na Rua Capital Federal 35, Perdizes - São Paulo e o espetáculo acontece sábado às 21h e domingo, às 19h.

10 de setembro de 2018

IRA!

Foto: Iasmin Daher

O projeto Álbum do Sesc Belenzinho apresenta a banda paulistana IRA! em show do disco Psicoacústica (1988), que completou 30 anos em 2018. São duas apresentações, dias 14 e 15 de setembro na Comedoria da unidade, às 21h30.

Com a mesma formação desde a volta do grupo, em 2014, IRA! é Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocais), Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão) e Daniel Rocha (baixo).

Os dois primeiros álbuns da banda, Mudança de Comportamento (1985) e Vivendo e Não Aprendendo (1986), trazem riffs de guitarras e influência de sons da década de 60; estão mais ligados ao universo hard e pop. Psicoacústica apresenta um som mais experimental e lisérgico com músicas sem refrão, solos longos, momentos instrumentais e uma atmosfera meio sombria. Com oito faixas e pouco mais de 30 minutos de duração, o disco entrou para a história do rock brasileiro, reconhecido como um dos mais ousados da época.  Atualmente, figura na lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela revista Rolling Stone, em 81º lugar.

As faixas de Psicoacústica são: Rubro Zorro (E. Scandurra, André Jung, R. Gaspa e Nasi), Manhãs de Domingo (E. Scandurra), Poder, Sorriso, Fama (E. Scandurra), Receita Para se Fazer um Herói (E. Scandurra, Nasi, André Jung, R. Gaspa, e Reinaldo E. Ferreira), Pegue Essa Arma (E. Scandurra), Farto do Rock 'n' Roll (E. Scandurra, R. Gaspa), Advogado do Diabo (Nasi e André Jung), Mesmo Distante (Edgard Scandurra) e a faixa-bônus (versão K7) Não Pague Pra Ver (Edgard Scandurra).

Além das músicas do álbum, a banda também toca clássicos como Flores em Você, Dias de Luta, Núcleo Base, Envelheço na Cidade, Eu Quero Sempre Mais, Tarde Vazia e Girassol.

O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000 - São Paulo.

7 de setembro de 2018

O Canto Preso

Foto: Alex Merino

Entre os dias 13 e 16 de setembro acontece o projeto “Dança como Instrumento Reflexivo e Político”, da Cia. Carne Agonizante, composto por três espetáculos com direção de Sandro Borelli e duas oficinas. A ideia é apresentar ao público parte do repertório do grupo e debater sua concepção sobre a dança contemporânea.
O espetáculo “O Canto Preso” inaugura a programação com uma apresentação única no dia 13, às 19h15. Trata-se de uma adaptação coreográfica para a peça de teatro “Bent”, de Martin Sherman, sobre um homem preso em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial por ser homossexual. Para amenizar seus horrores, ele se fez passar por judeu, pois sabia que os homens que detinham o triângulo rosa em suas vestes estavam sendo massacrados pelos guardas da SS e humilhados pelos próprios companheiros de sela.
Em “Estado Independente”, com sessão no dia 14, às 19h15, a companhia se apoia na poética e na política revolucionária de Ernesto Che Guevara entre os anos de 1950 e 1960, sobretudo na sua figura lendária de guerrilheiro cidadão do mundo, como ele próprio se definia, e na sua permanência no imaginário coletivo como um personagem de espírito incorruptível, indomável e disposto a lutar contra a injustiça social.
“Colônia Penal”, inspirado na obra homônima de Franz Kafka (1883 -1924) e na ditadura militar brasileira (1964-1985), tem duas apresentações nos dias 15 e 16, às 19h15. A dança explora a visão ampla e original do escritor tcheco para o indivíduo e sua relação ao meio em que está inserido e leva à cena temas como opressão, o aprisionamento e a desesperança.
A CAIXA Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo.

6 de setembro de 2018

O Espírito do Tempo

Foto: João Caldas Filho

Com carreira nos musicais e em bandas de rock, o músico e performer Perí Carpigiani estreia o solo "O Espírito do Tempo", seu primeiro espetáculo de teatro tradicional, no Espaço Cia. da Revista, no dia 12 de setembro.
A peça é livremente inspirada na série de documentários “Zeitgeist”, do norte-americano Peter Joseph, que aborda temas como política, ciência e religião. Em cena, Carpigiani interpreta situações que questionam os efeitos do passar do tempo na sociedade atual.
“O tema foi extraído da parte em que o documentário fala sobre separar o que é genético do que é comportamental”, conta o intérprete.
A narrativa é costurada por músicas autorais e clássicos do Teatro Musical, entre cenas trágicas, cômicas e outras que discutem o papel da ciência no mundo. Todos esses elementos dialogam com o desenho de som e  luz, também criado por Perí.
A encenação é pautada por uma mistura entre as linguagens do Teatro Musical e do Teatro Essencial (desenvolvido por Denise Stoklos), duas fortes influências na carreira de Perí.
O Espaço Cia. da Revista - Alameda Nothmann, 1135 - Santa Cecilia. A temporada vai até o dia 24 de outubro. Quartas-feiras, às 21h.

5 de setembro de 2018

Instrumental Sesc Brasil

Foto:Bruno Morgado

O Instrumental Sesc Brasil oferece shows gratuitos em setembro, sempre às segundas-feiras, às 19h, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. Os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada apresentação.
Da música inspirada em filmes de bang bang italianos à guitarrada portuguesa, a programação do projeto traz apresentações de Fil and the Guitar Gun, com seu estilo instrumental western; do Duo Finlandia, que mistura ritmos latinos pouco conhecidos e de Luísa Mitre, que toca MPB ao piano.
Confira abaixo a programação:
FIL AND THE GUITAR GUN
10/9. Segunda-feira, às 19h. Grátis (ingressos 1 hora antes). Livre
Fil and the Guitar Gun é o projeto solo autoral do multi-instrumentista Filinto Fil, inspirado nos filmes italianos de bang bang das décadas de 1960 e 1970. As canções instrumentais Western/Faroeste surgem de diferentes elementos desse gênero cinematográfico – a paisagem, os atores, os diretores, os personagens e a trilha sonora.  Com dois discos lançados, “Living in the Old West” (2013) e “Fort Bravo” (2015), a banda é formada por Filinto Fil (guitarra), Caio Siqueira (bateria), Flavio Guarnieri (contrabaixo), Ricardo Brilhante (violão) e Fernando Manin (flauta).
DUO FINLANDIA
17/9. Segunda-feira, às 19h. Grátis (ingressos 1 hora antes). Livre

Formado pelo argentino Mauricio Elias Candussi (acordeão e samples) e pelo brasileiro Raphael Evangelista de Lima e Silva (violoncelo), o Duo Finlandia apresenta uma mistura de ritmos latino-americanos como huayano, saya, baião, candomblé, cumbia, danza de tijeras, tango, milonga e frevo. Criada em 2010, a dupla tem cinco álbuns em sua carreira: “Mundo Rural” (2015), “Dale” (2013), “Carnavales” (2011), “Extensión” (2010) e “Nandhara” (2010).
LUÍSA MITRE
24/9. Segunda-feira, às 19h. Grátis (ingressos 1 hora antes). Livre

A pianista Luísa Mitre, que se dedica ao estudo da linguagem da MPB no piano, apresenta no show as canções do disco “Oferenda” (2018), como as autorais “Chegada”, “Partida”, “Intuitivo”, “Rodeando” e “Valsa da Espera”. O repertório ainda traz “Corrupião”, de Edu Lobo; e “Espirro” e “Forró da Olívia”, do sanfoneiro Marcelo Caldi, que fará uma participação especial na apresentação. Ela será acompanhada por Camila Rocha (baixo), Marcela Nunes (flauta), Natália Mitre (vibrafone) e Paulo Fróis (bateria).
Vencedora do Prêmio BDMG Instrumental, Luísa é graduada em piano e música popular e mestre em performance musical pela UFMG. A mineira também integra o grupo Toca de Tatu, que já fez turnês pela Europa e venceu os concursos Instrumental Estúdio 66 e Festival de Choro Jorge Assad. Ela também foi premiada no 1º concurso da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e participou do Savassi Festival.
O SESC CONSOLAÇÃO fica na Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo.