9 de agosto de 2018

Depois Daquela Noite

Foto:Divulgação

Com direção de Eduardo Martini e dramaturgia de Carlos Fernando Barros, "Depois Daquela Noite" estreia dia 10 de agosto, às 21h, no Teatro Viradalata. A comedia traz no elenco Carol Hubner, Renato Scarpin, Theo Hoffmann, além do próprio Eduardo Martini. A temporada ocorre todas as sextas-feiras até 28 de setembro.

Na trama, Ana e Rafael, dois amigos que trabalhavam na mesma empresa, ao saírem do trabalho, deparam-se com a cidade transformada em um verdadeiro caos por uma chuva torrencial. Após tentarem em vão, voltar para suas casas, resolvem passar a noite em um hotel.

No lugar, Ana telefona e conta a situação ao seu marido Maurício, que não entende e acha tudo muito estranho. Já André, namorado do Rafael, ao saber do que está acontecendo, pensa que está sendo traído. Enquanto Ana e Rafael se preparam para dormir, Maurício e André vão até o hotel para cobrar satisfação. O encontro serve de pano de fundo para que todos mostrem o seu verdadeiro “eu”.
“Um dos maiores trunfos da dramaturgia do espetáculo é a de falar do amor entre as pessoas, a premissa mais básica de todas, ainda mais nesse mundo conectado com todas as redes sociais. Precisamos falar sobre amor, pois as pessoas estão demonstrando apenas nos emojis da vida. É uma história simples que começa com uma amizade, fala de laços, das decisões que tomamos, tudo que envolve a vida dos quatro personagens. O cenário é um quarto de hotel, onde ocorre todas as ações, que se vale pelo trabalho dos atores”, conta Eduardo Martini.
O Teatro Viradalata fica na Rua Apinajés, 1387 - São Paulo.

8 de agosto de 2018

Negra Li protagoniza musical MPB – Musical Popular Brasileiro

Foto: Érik Almeida

Com direção artística de Jarbas Homem de Mello, direção musical e arranjos de Miguel Briamonte e direção de movimentos e coreografias de Kátia Barros, o espetáculo "MPB – Musical Popular Brasileiro" estreia no dia 10 de agosto no Teatro Sesc – Ginástico no Rio de Janeiro. A temporada vai até 9 de setembro, sempre sextas, às 19h, sábados, às 19h, e domingos, às 18h.
Idealizado por Renata Ferraz e Silvio Ferraz, o espetáculo tem texto inédito de Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi. A montagem tem novidades com a entrada de Negra Li. A cantora interpretará Suzete Campos, uma grande atriz de musicais. O elenco também conta com Érico Brás (Jura, como o anjo), além de Reiner Tenente (Gero, o anjo), Dagoberto Feliz (Nogueira) e Marcelo Góes (Dino).
O texto conta a história de uma filial brasileira de uma empresa multinacional na expectativa da visita de seus investidores estrangeiros ao país. Para impressionar os gringos e estimulá-los a investir ainda mais na nossa "terra brasilis", a empresa decide preparar um grande espetáculo musical mostrando aquilo que, acreditam eles, o Brasil tem de melhor: sua música e sua gente. 
"Ao invés de escolher uma época ou estilo da música popular brasileira a enfocar, surgiu a ideia de fazer um espetáculo atemporal que contasse com os grandes sucessos da MPB – com a música, o humor e os arquétipos que permeiam o universo da cultura popular do brasileiro – permitindo que os espectadores cantem junto", conta o diretor Jarbas Homem de Mello. 
As coisas se complicam quando o diretor do espetáculo (Marcelo Góes) – um sujeito para lá de estressado – tem um piripaque dias antes da estreia e da chegada dos investidores. Entre a vida e a morte, o diretor vai parar às portas do céu e lá encontra dois anjos caídos (Jura e Gero, interpretados por Érico Brás e Reiner Tenente), fugidos do Inferno, que tentam a qualquer custo um lugarzinho no Paraíso. Os dois propõem ao diretor ajudá-lo a voltar à Terra. Em troca, ele precisa montar um grande espetáculo musical para impressionar o Altíssimo e assim garantir o lugar dos dois malandros no Céu. 
O Teatro Sesc - Ginástico fica na Av. Graça Aranha, 187 - Rio de Janeiro. 

7 de agosto de 2018

Vincent River

Foto: Eliana Souza

O espetáculo "Vincent River", drama do premiado autor britânico Philip Ridley, estreia no dia 17 de agosto, às 20h30 no palco do Auditório do Sesc Vila Mariana. Com tradução e direção de Darson Ribeiro, a montagem tem no elenco Sandra Corveloni, atriz premiada em Cannes, e o jovem talentoso Thalles Cabral. A dor da perda é a forte característica desse drama curto e tenso, corajoso e pungente, de Ridley.

"Vincent River" é o nome do único filho de Anita que, na trama, é brutalmente assassinado por uma gang de jovens homofóbicos no banheiro de uma estação de trem abandonada. A mãe não só vai precisar elaborar a dor da perda, mas, principalmente, a sexualidade do rapaz, cuja morte expõe a homossexualidade. É a partir da chegada de Davey que tudo piora – pela crença dela de estar diante do assassino do filho. Mas, o crime do garoto de apenas dezessete anos, ainda está por vir. Ele viu algo que não consegue esquecer. Nesta noite os caminhos dos dois se cruzam com consequências devastadoras. Emocionante, desolador e com o humor negro característico de Ridley, a peça é o olhar antecipado da autodestruição.

A temporada do espetáculo vai até o dia 29/9, às sextas, às 20h30, e sábados, às 18h. O Sesc Vila Mariana fica na Rua Pelotas, 141 - São Paulo - SP.

6 de agosto de 2018

Obra Sobre Ruínas

Foto: Marcelo Villas Boas

A lobotomia social metafórica pela qual as pessoas passam para se enquadrar aos padrões arbitrários inventados pela sociedade é o tema de “Obra Sobre Ruínas - Um Experimento Cênico Sobre Amor e Liberdade”, com direção e texto de Fernando Aveiro, que estreia no dia 10 de agosto na SP Escola de Teatro, sede Roosevelt, Sala R1.
Com atuação de Humberto Caligari, o monólogo revela a transformação de um indivíduo que se perdeu da sua verdadeira essência e resolveu aceitar a sina trágica de fazer uma cirurgia de lobotomia para se adequar aos padrões que a sociedade espera dele. Quando está prestes a passar por esse procedimento, entra em um estado onírico e revisita as estrutura que influenciaram a construção de sua identidade. Ao final dessa tentativa de desfragmentar as dores do passado, ele renasce em um ser híbrido e autêntico.
“Este Ser quando enxerga essas formas de aprisionamento, entrega-se para uma morte metafórica. Ele decide assumir sua identidade essencial, o entendimento de que é possível existir independentemente de qualquer imposição. E nesse renascimento ele é capaz de se despir de qualquer tipo de máscara”, revela o diretor Fernando Aveiro.
A SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt - Sala R1 fica na Praça Roosevelt, 210 - São Paulo. A temporada vai até o dia 10 de setembro, às sextas, aos sábados e às Segundas, às 21h; aos domingos, às 19h.

3 de agosto de 2018

O Sonho de Maria Luísa

Foto: Rafael Petri

O Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo infantil "O Sonho de Maria Luísa" com a Cia. Noz de Teatro, entre os dias 4 e 12 de agosto com apresentações aos sábados e domingos, às 12h. Esta atividade integra o projeto "Na Pontinha dos Pés", que promove eventos para a primeira infância.

O espetáculo narra - por meio da dança, do teatro e da animação de objetos - a trajetória de Maria Luísa, uma garotinha que procura entender um barulhinho insistente que martela em sua cabeça.

Nessa busca, ela encontra uma cidade muito distante onde os cidadãos, aconselhados por seu governante, entregam seus sonhos para a Brigada Sugar-Songe. Ao chegar nessa cidade, Maria Luísa conhece Escalier, um alto funcionário que trabalha recolhendo sonhos fujões, e Sônia, uma mulher que não consegue abrir mão do seu sonho de voar. No contato com esses personagens a garotinha vai descobrir que esse martelar que tanto a incomoda é um sonho tão forte que pode mudar toda a cidade.

O Sesc Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1000 - São Paulo.

2 de agosto de 2018

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Foto: João Caldas Filho

Com direção de André Garolli, o espetáculo "Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã" narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente. Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?

Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.

"Abre a Janela e Deixa Entrada o Ar Puro e o Sol da Manhã" estreia dia 17 de agosto no Espaço Cênico Ademar Guerra (Porão) e segue em cartaz até dia 23 de setembro. O Espaço Cênico Ademar Guerra fica na Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo.

1 de agosto de 2018

Cobra na Geladeira

Foto: Gal Oppido

O espetáculo "Cobra na Geladeira" estreia na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo (CCSP), no dia 3 de agosto. Em cartaz até 16 de setembro, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h.
Inédito no Brasil, o texto relata a vida e relações de nove personagens, a maioria deles vivendo em uma casa antiga e misteriosa caindo aos pedaços, que serve como república. Produto do mundo contemporâneo, brutalmente desumanizado e dominado pelo consumismo, eles beiram o universo da vida noturna e da indústria do sexo, através de comportamentos insanos e descontrolados.
A partir de temas como o consumismo descontrolado, a dependência química, a autocobrança dos jovens para corresponder às exigências sociais, o uso da internet na propagação de conteúdo adulto, o racismo, o abuso sexual, entre outros, o texto traça um panorama ácido e ao mesmo tempo bem-humorado sobre a sociedade contemporânea e seus valores em transformação.
A encenação explora a linguagem cinematográfica, assim como o texto original, para dar conta das mais de 100 cenas de Fraser, que têm rápidos saltos no tempo/espaço, cortes secos e diálogos curtos, diretos e sarcásticos.
Outra característica da obra é sua capacidade de deixar a plateia ser conduzida por uma espécie de montanha russa, ao percorrer caminhos eletrizantes e sem chance de volta no seu percurso tortuoso. O objetivo é fazer com que o espectador se sinta dentro da Casa, que pode ser considerada a protagonista da peça, onde habitam e convivem esses personagens. “Minhas peças são sobre pessoas que estão tentando criar famílias e sobre a grande dificuldade de se fazer isso”, diz Fraser. Vale citar que a “cobra na geladeira” do título também se torna uma habitante da Casa e elemento-chave da história.
Com poucos elementos realistas no cenário, a montagem privilegia o trabalho do ator, à medida que todas as decisões e emoções acontecem no próprio texto. Já a iluminação tem a proposta de marcar as transições de lugar e de tempo em cada cena.
Sem temer provocar progressistas ou conservadores, a peça não se perde em sentimentalismos e relata pessoas solitárias na sua busca desesperada por alguma forma de afeto.
O Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho – fica na Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo.