18 de janeiro de 2017

Oficina cênica com Kleber Montanheiro

Foto: Bob Sousa

Até o dia 31 de janeiro, estão abertas as inscrições (grátis) para Iluminar - oficina criativa de cenografia, figurino e iluminação cênica com o diretor Kleber Montanheiro, promovida pelo Teatro do Incêndio. Para se inscrever, basta enviar carta de interesse, breve currículo e contatos para o e-mail produção.teatrodoincendio@hotmail.comA oficina será realizada no período de 7 de fevereiro a 30 de maio, sempre às terças-feiras, às 19h. Os selecionados participam de aulas teóricas e práticas, além de uma vivência mensal no processo de criação do primeiro espetáculo do projeto A Gente Submersa da Companhia Teatro do Incêndio, que tem estreia prevista para o dia 13 de maio. A oficina oferece aos alunos a oportunidade de conhecer fundamentos de criação das três áreas abordadas, exercitando-se e debatendo conceitos ao longo dos encontros. Esta iniciativa integra as atividades de A Gente Submersa, projeto contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.


17 de janeiro de 2017

Três Homens Baixos


A comédia Três Homens Baixos, dirigida por Jonas Bloch, reestreia dia 21 de janeiro no Teatro Santo Agostinho, às 21 horas, em temporada popular. O elenco é formado por Walter Breda, Vicentini Gomez e Orlando Vieira. Escrita por Rodrigo Murat, a peça é uma comédia de costumes sobre as facetas do universo masculino, revelada a partir do ponto de vista dos personagens Ciro (professor universitário em caracterização hilária de Breda), Samuca (banqueiro de jogo do bicho interpretado por Vicentini) e Titi (publicitário gay “clichê” vivido por Orlando). Amigos de infância e estereótipos masculinos, eles se encontram periodicamente para colocar o papo em dia. Cada personagem vive seu próprio drama existencial. Um deles é casado, o outro é divorciado e também tem o infiel. Segredos guardados a sete chaves vêm à tona. Numa espécie de desabafo coletivo, as máscaras caem: um é homossexual; o outro, impotente; e o terceiro, que é o “corno” da história. Com a finalidade de divertir e fazer rir a plateia, por meio de inúmeros clichês do padrão masculino de comportamento, a peça coloca o espectador diante de um espelho de parque de diversão, que deforma a anatomia e a torna engraçada. Atores e diretor concordam que a função da comédia é fotografar a realidade com uma lente distorcida e esta é também a proposta de Três Homens Baixos. O espetáculo comemora 15 anos de história. Vale à pena conferir!

16 de janeiro de 2017

1808


Os fatos históricos, cenários políticos e geográficos da época, bem como os motivos que levou D. João VI a fugir pro Brasil além de esclarecedores, reportam o leitor a uma época distante de forma elucidada, precisa e com ritmo invejável de sua narrativa expositiva no livro 1808 - - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, de Laurentino Gomes. Detalhes comportamentais de uma época, por vezes desconhecidos, tornam-se algozes do nosso riso ou da nossa revolta. Um livro único para quem gosta de detalhes de fatos históricos, narrados com primor e eficácia. Não foi à toa que o livro ganhou o Jabuti em duas  categorias: melhor livro-reportagem e de Livro do Ano de não ficção. O propósito da narrativa, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar a história da corte lusitana no Brasil, a fim de devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil é o relato de um dos principais momentos históricos brasileiros. Vale muito à pena lê-lo!

13 de janeiro de 2017

Invisible


O curta-metragem em animação, Invisible, é cativante. Os obstáculos são crescentes e o objetivo do protagonista faz a audiência torcer por ele. O design é assertivo e as cores bem trabalhadas. Vale à pena conferir.

12 de janeiro de 2017

Verão de Poesia


Os amantes da poesia e da literatura podem aproveitar as férias para melhorar a escrita e descobrir novos aspectos da literatura com o Verão de Poesia na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos. No mês de janeiro, o museu preparou uma série de oficinas e cursos gratuitos para todas as idades. A novidade é a oficina-sarau Fusões: poesia & música, que acontecerá às quintas-feiras, 12 e 26/1, 2 e 16/2, às 19h30, com Mariella Augusta e Flávio Vilar Fernandes. O objetivo da atividade é integrar a música e a literatura numa única realização artística, resgatando, para isso, a esquecida prática do improviso musical erudito. De 17 a 20/1, às 19h30, Lourenço Mutarelli realiza Breves Narrativas, oficina de escrita de ficção, dedicada à produção de contos breves a partir de leituras e exercícios de criação com o escritor. Nos dias 31/1 e 1 e 2/2, às 19h30, Rodrigo Bravo fala dos Percursos poéticos do haikai, mostrando os principais poetas dedicados a esse modelo de poesia breve, o panorama histórico e a evolução do gênero no Japão e no Brasil. Os interessados podem se inscrever para os cursos e oficinas na recepção da Casa das Rosas. Todas as atividades são gratuitas.

11 de janeiro de 2017

Alaídenegão



De cara o som é contemporâneo e inventivo. Tem balanço, ritmo e criatividade em demasia. O som é pra cima, também não é pra menos, a banda Alaídenegão nasceu do carnaval de 2008. Do brega ao rock, do samba ao carimbó e tantos outros ritmos regionais, eles misturam musicalidade e letras instigantes. A banda é de Manaus e nos apresenta um cenário musical bem alternativo. Um estudo de sons, vozes e pulsação. Eles lançaram o seu terceiro EP, Tecendo o Som. Que tal ouvi-los no videoclipe oficial intitulado A Rabeta? Maravilhoso!

10 de janeiro de 2017

EU por detrás de MIM


A Companhia de Danças de Diadema estreia o espetáculo EU por detrás de MIM no Sesc Santo Amaro, nos dias 27 e 28 de janeiro. Com direção e coreografia de Ana Bottosso, a montagem foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa. Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo existente por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, a diretora se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a, então, a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. Posteriormente a esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também de outra obra: o poético conto O Espelho, de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. O Teatro fica na Rua Amador Bueno, 505, em São Paulo.