20 de abril de 2016

Fando e Lis reestreia no Espaço Parlapatões

Foto: Ricardo Cruz

Hoje reestreia a peça Fando e Lis no Espaço Parlapatões. Livremente inspirado no texto surrealista do espanhol Fernando Arrabal e com direção de Erika Barbosa e co-direção de Samira Lochterem. A temporada vai até o dia 25 de maio. A montagem leva para o palco um mundo onde predomina a solidão, o individualismo, a intolerância, a frustração que gera a violência e a desvalorização da vida humana. Busca-se o amor verdadeiro, o vencer na vida sem limites, procuramos sem cessar, encontrar nosso lugar. Para qual direção ir? Esse lugar existe ou é apenas uma mentira que inventamos para sobrevivermos mais um dia? E como no texto, estamos todos andando em círculos procurando nosso TAR, nunca desistimos, mas nunca chegamos. No elenco: Gisa Guttervil (Fando), Leona Jhovs (Lis), Gui Alves (Mitaro) e Billy Eustáquio (Namur). É bom ressaltar que Gisa Guttervil foi indicada ao Prêmio Aplauso Brasil de 2015 como Melhor Atriz. Anote, se programe e prestigie!

19 de abril de 2016

Karina Buhr


A baiana Karina Buhr, além de cantora e compositora, é percussionista e atriz brasileira. A artista começou na música em 1992 nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante do Recife. De lá pra cá integrou a banda Eddie e formou a banda Comadre Fulozinha. As participações em trilhas sonoras de filmes, peças de teatro e dança foram-se inumeras. Eleita artista do ano, pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), figurou entre os “Top 10″ disco e músicas, da revista Rolling Stone. Em 2014 lançou a versão anual da revista Sexo Ágil, com seus textos e ilustrações. Karina transita bem pelo MPB, rock e manguebeat. Seu último albúm Selvática está dando o que falar. Karina é inventiva, tem ritmo, é contemporânea e atual. Confira o talento dela no clipe de Cara palavra.

18 de abril de 2016

Solilóquios de Shakespeare

 
Dia 20 de abril às 21h acontece uma homenagem em memória aos 400 anos da morte de William Shakespeare com a peça Solilóquios de Shakespeare no Teatro Bibi Ferreira. Única apresentação. Sob direção de Hermano Leitão, os atores apresentam monólogos de William Shakespeare extraídos das peças Como Gostais,HamletOteloCleópatra e Antonio, Trabalhos de Amor PerdidosRomeu e JulietaHenrique V e O Mercador de Veneza. O ingresso será 1 kg de alimento não perecível a ser destinado às vítimas em estado de carência das enchentes no município de Caieiras. No elenco: Claudiane Carvalho (foto acima), Gabriel Monteiro (foto abaixo), Luana Martins Roger Rodrigues, Rogerio Favoretto, Rudy Serrati e Viviane Esteves.


Esse trabalho com desenvoltura crescente tem raiz em estudo verticalizado de textos de Shakespeare articulado em planejamento de longo prazo e estratégia de visibilidade. A intermediação desses textos é realizada por um arauto em proscênio que chama Hamlet, Iago, Antonio, Edmundo, Shylock e outros personagens a exibirem seus respectivos solilóquios. Não perca, valerá à pena pela cultura e pela causa social!

15 de abril de 2016

O ano em que meus pais saíram de férias


Com uma direção de arte assertiva, a película brasileira O ano em que meus pais saíram de férias (2006) tem também um bom figurino e bela produção. A história é bem estruturada e tem em seu roteiro diálogos orgânicos. A ideia original da película é excelente e sua narrativa é sensível, delicada e envolvente. A começar pelas cativantes interpretações de Michel Joelsas e Daniela Piepszyk. Não podemos deixar de notar as lindas cenas dirigidas por Cao Hamburguer. Na trama, no ano de 1970, Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir da perseguição política, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tena quhe ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é vizinho do avô de Mauro. É bom que se diga que esta foi a produção nacional escolhida para disputar uma vaga na categoria Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2008. O roteiro levou 4 anos até ser concluído. Confira o trailer e assista o filme, pois vale muito à pena!



14 de abril de 2016

Iran do Espírito Santo


Nascido em Mococa, São Paulo, o artista plástico Iran do Espírito Santo deixa sua marca pelo mundo a fora. Seja na escultura, desenho ou pinturas sobre parede, o artista trabalha com códigos de representação. Sua especialidade é transformar objetos comuns em modelos ideais de forma geométrica. Obviamente que respeitando a potencialidade de cada material, daí a genialidade de seu trabalho. Suas instalações instalações não têm como serem notadas, pois elas promovem o diálogo com o que vemos.


Obras que dialogam com a arquitetura entre as escalas do objeto e o espaço escolhido, um luxo. Aqui, sua obra Playground com exposição individual no OMI International Arts Center, Ghent, USA.

13 de abril de 2016

The Hundred-Foot Journey


A comédia dramática The Hundred-Foot Journey ou A 100 passos de um sonho (2014) é colorida e tem uma bela fotografia e direção. A história é encantadora com toques de comédia, drama e certo romance. Aliás, tem ritmo. A trilha sonora é primorosa. As cenas são delicadas, uma poesia em imagens. Na narrativa, no sul da França, Madame Mallory (Helen Mirren) é uma respeitada e autoritária dona de um restaurante estrelado no famoso guia Michelin que está cada vez mais preocupada com um estabelecimento indiano, concorrente, que abriu do outro lado da rua do seu empreendimento. Ela trava uma verdadeira guerra contra o vizinho, mas aos poucos conhece o filho do seu adversário, Hassan Kadam (Manish Dayal), um garoto com verdadeiro talento para a culinária. Os dois tornam-se amigos, e Mallory passa a guiá-lo pelos conhecimentos da refinada gastronomia francesa, sem abandonar a tradição indiana, encorajando-o a alçar voos muito mais altos. Aos amantes da culinária, uma curiosidade: o restaurante de luxo parisiense que aparece no filme existe de verdade e se chama Georges, localizado no topo do Pompidou Centre. Confira o trailer!



12 de abril de 2016

Sinal de Vida


Dia 13 de abril, às 21h, estreia o espetáculo Sinal de Vida de Lauro César Muniz no Teatro Augusta. a direção é de Heitor Saraiva e a produção do Faz Centro de Criação. Na história, final dos anos sessenta, início dos setenta, o Brasil enfrentava a barbárie dos anos de chumbo da ditadura militar. Marcelo Estradas, recebe a notícia da morte de Verônica Lima e atravessa a peça, procurando um Sinal de Vida da companheira. Em meio aos conflitos de seus relacionamentos amorosos, se desenvolve o embate de ideias, que mesclam com a então esquerda ortodoxa frente às decisões da guerrilheira (Verônica Lima), que partiu para a luta armada e desapareceu, como tantos outros desta fase negra da nossa história. É bom deixar claro que a lista oficial dos números da Ditadura Militar permeiam por 80 militantes no Araguaia, somente 2 corpos foram encontrados. Cerca de 20.000 pessoas foram torturadas, sem contar com os camponeses e índios; Marcelo Estradas foi um dos torturados. E, por fim, 379 mortos e desaparecidos. Verônica Lima está entre eles. Sinal de Vida foi escrita por Lauro César Muniz em 1972, ganhando o Prêmio Molière. Como curiosidade, em 1979, o autor conseguiu liberar a peça que tinha sido proibida pela censura, desde 1972. Foi a primeira peça política liberada com o relaxamento da censura após muitos anos de ditadura. Estreou em 1979 sobdireção de Oswaldo Mendes com Antonio Fagundes no elenco no mesmo Teatro Augusta. Prestigie nossa história, fica o convite!