13 de novembro de 2010

Hostel

Eli Roth foi muito feliz em escrever o roteiro e dirigir Hostel (ou O Albergue no Brasil, 2005), uma obra prima do terror sem sombra de dúvidas. A temática foi bem explorada e você realmente não tem dúvidas de como os seus sentimentos são explorados. Na história, Paxton (Jay Hernandez) e Josh (Derek Richardson) são dois mochileiros universitários americanos, que decidem viajar pela Europa em busca de experiências que entorpeçam os sentidos e a memória. Durante a viagem eles conhecem Oli (Eythor Gudjonsson), um islandês que passa a acompanhá-los. Seduzidos pelos relatos de outro viajante, eles decidem ir a um albergue particular em uma cidade desconhecida da Eslováquia que é descrito como um verdadeiro nirvana. Lá eles conhecem Natalya (Barbara Nadeljakova) e Svetlana (Jana Kaderabkova), duas beldades locais que se interessam por Paxton e Josh. Empolgados com as experiências novas que vivem, eles logo descobrem que nem tudo na cidade é a maravilha aparente. O filme é tenso, as cenas são bem construídas e os conflitos dos personagens mudam com uma necessidade drástica. Precisa de estômago para assistí-lo, mas ainda assim, vale à pena pela tensão proporcionada.



12 de novembro de 2010

How to Train your Dragon

How to Train your Dragon ou Como Treinar o seu Dragão (no Brasil) do ano de 2010 é um encanto. Primeiro porque a produção foi bem feliz no design do dragão. Ele com o seu olhar conquista crianças, adultos e idosos. Aliás, quem tem gato, vai perceber semelhança com alguns, principalmente quando este se torna manhoso. Um sucesso de público que é um dos fortes candidatos ao Oscar de Animação. A história é do adolescente Hiccup (no Brasil ele chama-se Soluço). Um viking que não combina muito bem com a longa tradição de sua tribo de heróicos matadores de dragões. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele encontra Toothless (no Brasil chama-se Banguela), um dragão que desafia tanto ele quanto seus amigos a encararem o mundo a partir de outro ponto de vista. Uma delícia de ironia! Ao se tornar amigo de um dragão ferido, seu mundo vira de cabeça para baixo, e o que teve início como a chance de Soluço provar do que é capaz acaba virando uma oportunidade de criar um novo rumo para o futuro de toda a aldeia. O belo roteiro é de William Davies e Cressida Cowell. Como curiosidade, nos EUA, Gerard Butler fez a voz do pai de Soluço. Uma boa pedida para o final de semana. Veja o trailer!


10 de novembro de 2010

Capítulo 22

Retocou a maquilagem e foi em busca do brinco de ouro, não o via a tanto tempo que achou que tivesse perdido, mas, quando Sofia abriu a caixinha feita de capim dourado lá estava ele. O brinco imitava um dedo amassado. Lindo! Ao pegá-lo, seus dedos foram de encontro a chave com laço vermelho. Caramba, já se passaram quase quatro meses do acontecido. Pensou, mas não quis ir à fundo no pensamento. Largou a chave do apartamento de Morrice no mesmo lugar e apenas fez as contas de que também tinham exatos quatro meses que evitava encontrar com Kai e Manu. Evitava-os com as desculpas mais esfarrapadas do mundo. Algumas sem pé nem cabeça, mas os amigos fingiam acreditar. Sabiam que ela precisava daquele tempo só. No tempo de reclusão, Sofia só fazia andar com Brasileiro pela vizinhança e trababalhar. Não ia a um shopping, muito menos a um restaurante, festas ou teatro. Estava levando uma vida de “come e dorme”. Como toda mulher, tinha medo de engordar, mas não engordava de ruim que era, todos diziam. Sofia lembrou: estava atrasada.

No restaurante, Kai e Manu já esperavam por ela com algumas doses de caipirinha na cabeça. O trato era: só vocês no encontro. Nem Heitor e muito menos Keka deveriam estar presentes. Ainda estou me refazendo. Kai e Manu toparam. Fazer o quê? Os amigos receberam-na com carinho. Você está linda Sofia! Confidenciou Kai. A filha da puta nem engordar não engorda.... complementou Manu. E, em tom de brincadeira, Sofia alfinetou: Bem, se eu contar que até o pilates parei de fazer, vocês acreditam? Os três almoçaram e, como nos velhos tempo deram muita risada. Agora estou nova, refeita, vou partir para outra. Manu foi logo perguntando se tinha alguém na jogada. Não, não tinha. Vou passar três meses fora do Brasil. Anúnciou sem meias palavras.

Decidi que vou para Nova Iorque. Vou aperfeiçoar meu inglês e de quebra reciclar meus conhecimentos na moda. Isso é uma segunda fuga, Sofia? Kai foi direto ao ponto. Não. Não irei mais fugir de nada meu amigo. O garçom, então, se aproximou e entregou um guardanapo para Sofia. Ela abriu, leu e sorriu. Como nos velhos tempos... disse Manu. Sofia sorriu e confirmou: “verdade. Um nome e um telefone. Até que ainda dou para o gasto”. A risada de todos veio à tona.

Sofia se levantou para ir ao banheiro. Ao sair, lavou as mãos na pia conjugada entre os banheiros masculino e feminino, tirou o guardanapo do bolso e jogou na lata de lixo. Um rapaz alto e descolado, expondo seus bíceps e tríceps com a camiseta colada no corpo se aproximou dela e sem nenhum rodeios disse: “depois deste gesto, eu posso com certeza perder as esperanças de ter uma chance contigo?”. Sofia se virou e deu de cara com Marcos, filho da sua vizinha Yara. Gagejou um pouco para falar o nome do rapaz. Puta que pariu, este menino tá cada vez mais gato. Pensou, mas não disse nada. Mas, enfim, acabou por sair algo do tipo “oi Ma-Marcos”. Saiu aos trancos e barrancos, mas de forma doce. Os dois se entreolharam e riram. Fudeu! Pensou Sofia sem nenhum rodeio.

Marcos engatou um papo meio infantil de que já estava com dezoito anos e que tinha acabado de entrar na universidade de engenharia etc e tal. Mas Sofia só conseguia olhar para o corpo do rapaz e pensar consigo mesma que ele já não era mais de menor. Então, aquele era seu telefone? Perguntou Sofia apontando para a lata de lixo. Marcos balançou a cabeça positivamente enquanto caminhavam em direção ao bar do restaurante. Então Sofia, sem o menor pudor, pegou uma caneta no balcão, colocou seu pé sob a base da base de uma das cadeiras do bar, entregou a caneta para Marcos, suspendeu um pouco sua saia e disse: “coloca seu telefone de novo aqui. Assim, tem menos chances dele se perder”. Marcos ficou atônito sem reação alguma olhando para Sofia. Vai coloca! Incentivou ela. Ele, meio sem graça, anotou na perna de Sofia o telefone e continuou sem dizer nada. Eu te ligo, pode deixar! Ela voltou à mesa enquanto Marcos ainda olhava para ela sem nenhum expressão, ou, com a expressão mais boba que um homem possa ter.

6 de novembro de 2010

Zach Ashton

O músico Zach Ashton é além de um surfista de carteirinha um talento do folk, reggae e óbviamente surf music. As músicas são leves e gostosas. Também não é para menos, o moiçolo tem uma vida que pediu a Deus, nasceu na costa da Flórida e viajando pelo mundo absorve os mais variados ritmos facilmente, inclusive, pasmem, o nosso samba e bossanova. Tanto talento é explicável pelo seu "autodidatísmo". Ashton se apresentou ao mundo musical pela primeira vez com sua banda Clay Feet, algo tipo rock-eletrônico-gótico. Em 2002 lançou seu primeiro álbum Under the Blanket of the Sky, e, em 2004, gravou no Brasil o álbum Mellow Dia. Que tal ouví-lo um pouco?

5 de novembro de 2010

Natalie Merchant

De origem italiana e irlandesa, a cantora norte-americana Natalie Merchant, diga-se ex-integrante da banda de rock alternativo 10,000 Maniacs, traz no seu último álbum um repertório pra lá de diversificado. Vai do folk ao country, do bluegrass e até pop psicodélico. O máximo para quem curte este tipo de pegada. Liricamente, há de tudo, pode se preparar. É simplesmente, digamos, uma adaptação musical para textos de poetas clássicos e contemporâneos. Vale à pena escutá-la, pelo menos uma vez na vida. Aqui na música Kind and Generous.


2 de novembro de 2010

Victory

Em Victory (no Brasil chama-se Fuga para Vitória, 1981) três gratas surpresas: a primeira é ver Silvester Stallone e Pelé contracenando. A segunda é ver um filme em que usa como pano de fundo o futebol (com alguns dos melhores atletas do futebol da época na película) para falar de política e planos de fuga num campo nazista de prisioneiros. E, por fim, toda a coreografia do filme no que se refere as jogadas do futebol são assinadas também pelo nosso rei. Um bom roteiro, mas com algumas pequenas falhas imperceptíveis para o grande público o torna um bom filme, mas nada além disso. Victory acontece na época da Segunda Guerra Mundial, em um campo alemão de prisioneiros de guerra o major Karl von Steiner (Max Von Sydow), que já tinha pertencido à seleção alemã de futebol, tem a idéia de fazer um jogo entre uma seleção dos prisioneiros aliados, liderados pelo capitão John Colby (Michael Caine), um inglês que era um conhecido jogador de futebol. Colby também teria a tarefa de selecionar e treinar o time, para enfrentar o time alemão no Estádio Colombes, em Paris. Enquanto os nazistas, com exceção de Steiner, planejam fazer de tudo para vencer o jogo e assim usar ao máximo a propaganda de guerra nazista, os jogadores aliados planejam uma arriscada fuga durante a partida.



1 de novembro de 2010

A História da Calcinha

A película A história da calcinha conta de forma irreverente a história dessa peça de roupa, ao longo do tempo, até os dias de hoje. Tem um bom texto e uma narração incrível. Cumpre o papel proposto. Vale à pena assistir!




Prêmios

Melhor Curta de Animação no Festival Latino de Campo Grande 2001

Festivais

Anima Mundi 2001
Festival Internacional de Animação de Seul 2002
Festival Mix Brasil 2001
Mostra Internacional del Cinema de Animación 2001
Vitória Cine Vídeo 2001
Brazilian View Film Festival 2005
FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul 2001
Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba 2001
Jornada de Cinema da Bahia 2001
The New York Lesbian & Gay Film Festival 2002
Cobal Drive-Inn 2004
Festival de Varginha 2003
Festival Guaçuano de Vídeo 2001
Mostra Múmia 2003