30 de junho de 2021

Meu Querer

 

Foto: Divulgação

No dia 2 de julho, o cantor e compositor Zé Guilherme lança nas plataformas de música o single "Meu Querer", canção autoral que traz sua raiz cultural nordestina na sonoridade. A música de refrão marcante é um xote romântico que convida à dança, no qual o clarinete dá um colorido especial ao arranjo. Aos que desejarem incluir a faixa em sua biblioteca virtual, imediatamente ao lançamento oficial, o pré-save está disponível no site da Tratore.

 

Esta é a segunda produção de uma série de singles que o artista pretende lançar até o final 2021. O primeiro foi "Marcas", lançado em janeiro. Posteriormente, as músicas serão reunidas no lançamento de seu primeiro EP.

 

"Meu Querer" fala do desejo de a pessoa amada por perto – “Sinto muito te dizer / Mas só aumenta o meu querer (...) / Te querer é como fogo / Queima / E aquece o coração / Tu és o presente / Que o universo tinha / Guardado pra mim”. A inspiração de Zé Guilherme veio nos momentos de nostalgia, durante o isolamento social na pandemia. “Me deixa segurar a tua mão / Quero olhar / O entardecer / Todos os dias / De mãos dadas com você (...) / Tem um lugar quentinho / Te esperando / No meu coração”.  “É sempre fundamental praticar o amor e falar de amor. Esta canção é uma declaração de amor em tom leve e sem amarguras”, comenta o compositor.

 

Com produção e arranjo de Cezinha Oliveira (também nas cordas do contrabaixo), Meu Querer tem participação dos músicos Jonas Dantas no piano, Denilson Martins no clarinete e Ivan Alves na bateria e na percussão.

29 de junho de 2021

O Pau no Divã

 

Foto: Divulgação

"O Pau no Divã" é uma websérie de ficção em 5 episódios criada e protagonizada pelo ator Felipe Barros, que estreia hoje às 20h, pelo Youtube e pelo canal do Instagram do ator @fefobarros. A série busca discutir sexualidade e masculinidade a partir da ótica de Potira Jandara, uma mulher à frente de seu tempo, que através da escuta, empatia, do amor e boas doses de sarcasmo, coloca no divã os comportamentos dos homens que circulam sua vida. 


Após pesquisas, estudos e muitas sessões de terapia, onde Felipe buscou entender os caminhos da sexualidade no processo de construção da masculinidade na nossa sociedade, nasce O Pau no Divã.


“Primeiramente como um canal para desabafo no Youtube, eu tinha a intenção de falar. Falar sobre minhas pesquisas, o que estava sentindo, minhas dores, dúvidas, sobre uma nova visão de mundo, livre, saudável, ética e que passa exclusivamente por um novo entendimento sobre o papel do homem e como esse exerce sua masculinidade numa sociedade que tenta a todo custo reprimir toda e qualquer papel feminino ou de quem performe feminilidade. Uma nova sociedade só é possível em equilíbrio. Masculino e Feminino caminhando juntos”, conta Felipe. 


Aproveitando a finalização de um curso de Roteiro, onde precisava desenvolver um projeto de conclusão, Felipe uniu suas pesquisas sobre o tema “Sexualidade e Masculinidade” com a vontade latente de atuar e produzir um conteúdo mais autoral e artístico, e assim escreveu a websérie "O Pau no Divã". Todos os episódios foram gravados durante 2 semanas no apartamento de Felipe e a construção dos personagens e preparação do ator para a série, foi feita pelo profissional Sergio Spina, assistente da preparadora de elenco Fatima Toledo. 

28 de junho de 2021

64ª Prêmio APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes

 


Os melhores de 2020 escolhidos pela APCA (Associação Paulista de críticos de Artes) serão homenageados em cerimônia virtual hoje às 20h, transmitida pela plataforma #culturaemcasa.


As atrizes Cris Rocha e Nilceia Vicente e a vice-presidenta da APCA, Edianez Parente, estão à frente da celebração, gravada diretamente do palco do Teatro Sérgio Cardoso. “Este ano, sugeri que a condução da cerimônia fosse das mulheres e elas aceitaram, sorte a nossa”, diz Celso Curi, presidente da associação.


Os vencedores nas 10 categorias – Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão – já haviam sido anunciados no mês de janeiro e agora se reúnem virtualmente para comemorar. Em seus 65 anos de existência, a APCA, initerruptamente, premiou e reconheceu o trabalho dos artistas e profissionais da arte e da cultura de São Paulo e do Brasil.


“Em 2020, as artes enfrentaram a pior de suas crises estruturais dos últimos tempos: política e de saúde pública. A união de nossos artistas provou mais uma vez que juntos somos mais fortes e que sempre sairemos vencedores. Tudo isso acabou oferecendo aos críticos da APCA um outro olhar para a produção artística, agora com o território ampliado pela virtualidade”, diz Celso Curi.

25 de junho de 2021

Festival Malungo

 

Foto: Bruno Marques

Entre os dias 5 e 12 de julho acontece o inédito Festival Malungo pelo canal da Pôr do Som com acesso gratuito. Trata-se de uma mostra com oito atrações que reverenciam a diversidade da música popular brasileira, apresentando artistas cujos trabalhos ressaltam nossa matriz africana em estilos como samba, jongo, capoeira, samba de roda, samba-rock, choro, afro, batuque de umbigada, samba de bumbo e partido-alto.

 

A programação traz Adriana Moreira (samba raiz), Henrique Araújo (choro), A Quatro Vozes (música popular), Zé Eduardo (soul e MPB), Grupo Paranapanema (samba raiz, jongo e batuques), Luana Bayô (vissungos, jongo e amba raiz), Mestre Plinio & Angoleiro Sim Sinhô (capoeira) e Fanta Konatê (música africana) em espetáculos gravados em vídeo no Estúdio 185 Apodi.

 

O Festival Malungos tem curadoria e direção artística de Sérgio Mendonça, diretor e fundador da Pôr do Som, produtora e selo musical.


Anote a agenda: De 5 a 12 de julho. Segunda a segunda, às 21h. Transmissão: YouTube / Pôr do Som: www.youtube.com/pordosomcultural

 

Shows:

5/7 (segunda, 21h): Adriana Moreira (foto) em Santa Segunda

6/7 (terça, 21h): Henrique Araújo em Choro Negro

7/7 (quarta, 21h): A Quatro Vozes em Brasilidades

8/7 (quinta, 21h): Zé Eduardo em Fechado pra Balanço

9/7 (sexta, 21h): Grupo Paranapanema em Segura Nessa Pisada

10/7 (sábado, 21h): Luana Bayô em Tambú

11/7 (domingo, 21h): Mestre Plinio e Angoleiro Sim Sinhô em A Luta Continua

12/7 (segunda, 21h): Fanta Konate em Donabá

24 de junho de 2021

Três espetáculos solo

 

Foto: Danilo Apoena

Idealizado por Bruna Longo, o projeto "Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher" traz três espetáculos autorais femininos (Criatura - Uma Autópsia, Inventário e Quebra-Cabeça) em transmissão gratuita pelas plataformas de quatro teatros da capital: Cacilda Becker, Arthur Azevedo, João Caetano e Alfredo Mesquita. Os três espetáculos foram gravados no palco do Espaço Cia. da Revista pela mesma equipe de vídeo (Bruta Flor Filmes), composta unicamente por mulheres com olhares e talentos únicos na construção de uma narrativa áudio visual e teatral.  


O mais antigo registro de autoria declarada em um texto é um poema sumério de 2300 a.C. Muitos filósofos debruçaram-se sobre a questão da importância da autoria para a apreciação de uma obra de arte. Até o Renascimento, quando a perseguição a livros heréticos exigia identificação de uma identidade a ser condenada, a ideia de autoria era considera irrelevante. Michel Foucault considerava a noção do autor como um momento crucial da individualização na história das ideias mas, no final da década de 60, propunha uma volta à irrelevância da autoria, o que ele chamava de desaparecimento do autor, como um fenômeno em que já não importa quem escreve, já que a obra basta por si mesma. "Que importa quem fala?" questionou em 1969. A pergunta sugere que o nome do autor parece se apagar em proveito de uma coletividade. No entanto, Foucault reconhece no indivíduo o lugar originário da escrita. O nome do autor é um nome próprio e traz com ele sua história pessoal, o empirismo que criou a própria obra. Quando filósofos questionam e de certa forma celebram o desaparecimento do autor o fazem certamente sem levar em conta os privilégios do sujeito e ignorando todas as minorias cujas vozes autorais foram suprimidas e oprimidas. 


O Projeto também inclui duas mesas de debates e uma oficina, como forma de incentivar e aprofundar o diálogo sobre o tema do projeto.

"Anônimo muitas vezes foi mulher: Autorias suprimidas" - sobre a supressão autoral histórica de obras criadas por mulheres. Mediadora: Prof. Dra. Carla Cristina Garcia, cientista social especialista em sociologia de gênero, estudos feministas e lazer urbano. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Adultos, jovens, estudantes de teatro, literatura e artes plásticas, educadores. Data a definir.

"Espetáculos Solo: resistência artística e território autoral". Mediadora: Janaina Leite, atriz e pesquisadora. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Estudantes, profissionais, pesquisadores e educadores de teatro. Data a definir.

Oficina gratuita: "Provocações para a criação de Espetáculos Solos Autorais feitos por mulheres" com as atrizes criadoras Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Atrizes profissionais e estudantes de teatro. Em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade / Poésis - Data a definir – a partir de agosto. 

23 de junho de 2021

Cainã Cavalcante

 

Foto: Tainá Cavalcante

O violonista Cainã Cavalcante lança dia 25 de junho o álbum "Sinal dos Tempos - Cainã Toca Garoto", disco instrumental com músicas do inesquecível Garoto, um dos mais celebrados compositores de sua época. Foi contemporâneo - com talento e sucesso equivalentes - de Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Jacob do Bandolim. Suas composições, como "Gente Humilde", "Lamentos do Morro", "Duas Contas", encantam geração após geração. Sete décadas depois de sua morte aos 39 anos, o compositor paulistano é estudado, reverenciado, e tem seus tesouros musicais gravados por notáveis como Baden Powell, Bola Sete, Guinga, João Gilberto, Yamandu Costa. Agora é Cainã a prestar a homenagem que o violonista considera "a realização de um sonho, tamanha é a enormidade em suas harmonias, inteligência nas composições e fluência na execução".

"Sinal dos Tempos - Cainã Toca Garoto" tem Guto Wirtti no contrabaixo acústico e o mestre Paulinho Braga na bateria. O repertório foi pinçado em busca de um equilíbrio entre obras mais conhecidas. As músicas são  interpretadas de maneira alegre, apesar da necessária profundidade, com a fluência espontânea que o "gênio das cordas" imprimiu às suas composições. No disco, Cainã não se rendeu a arranjos com invencionices pseudo
modernosas, ao preferir desfrutar sua criatividade, atendo-se à beleza de um olhar espontâneo e certeiro sobre o trabalho da "figura mitológica" de Garoto. Novas propostas são apresentadas: conduções rítmicas sutis, e diferentes variações de divisão dos fraseados melódicos tornam-se improvisos que não desconstroem os originais, ao demonstrar total compreensão da essência do iluminado artista.

22 de junho de 2021

The Little Prince

 


A animação "The Little Prince" ou "O Pequeno Príncipe" (2015) é encantadora. A começar pela sua ideia original onde uma linda relação e uma perfeita troca de papéis entre uma menina e um vizinho idoso. A película é criativa e repleta de lindas metáforas e ações. O roteiro é bem estruturado e os conflitos são pensados sob medida. Faz se necessário prestar atenção na maravilhosa trilha sonora. A animação emociona e prende atenção do espectador do inicio ao fim.

Na narrativa, uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteróide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

É um filme para que os adultos também assistam e resgatem a sua criança interior. Algumas curiosidades de produção: Marion Cotillard dublou a Rosa, tanto no inglês quanto na versão francesa. O elenco de dubladores originais tem três vencedores do Oscar (Benicio Del Toro, Marion Cotillard e Jeff Bridges) e outros três indicados ao prêmio (Albert Brooks, Paul Giamatti e James Franco). Confira o trailer!