31 de março de 2017

Pés Descalços

Foto: Karim Sauro

O grupo Morpheus Teatro volta a apresentar o espetáculo infantil "Pés Descalços", contemplado com o 4° PRÊMIO ZÉ RENATO 2016, da Secretaria Municipal da Cultura. A montagem utiliza a linguagem do teatro de animação para falar da beleza do encontro, da aceitação do outro, do despojar-se de ideias pré-concebidas, da força da imaginação e do ato criativo. A história narra o encontro de um menino e uma menina e da criação de um mundo que eles são capazes de construir dentro de um simples tanque de areia. Um mundo sem muros e com os pés descalços. “Queremos falar de temas difíceis como solidão e medo, com lirismo e comicidade. Buscando fazer desta atividade artística, um forte instrumento de enriquecimento do imaginário infantil, sensibilizando este espectador para sua formação como ser humano.O teatro de animação é uma forma de expressão com grande força de identificação por parte das crianças. É uma linguagem íntima, lúdica e funciona como uma ponte para o aprendizado com o mundo. O resultado é uma grande cumplicidade para sentir, brincar e criar”, conta Verônica Gerchman, que assina o texto e a direção. A Temporada de "Pés Descalços" vai de 1º a 23 de abril, sempre sábados e domingos, às 16h no Teatro Alfredo Mesquita (Av Santos Dumont 1770 – São Paulo - SP).

30 de março de 2017

Flutuante


Com direção de Mauro Baptista Vedia e dramaturgia do cartunista Caco Galhardo, a peça "Flutuante" estreia dia 7 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Paschoal Carlos Magno. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h. O elenco conta com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler. A montagem é uma comédia dramática sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar. Essa súbita alteração em seu comportamento é o estopim para uma sucessão de acontecimentos que acaba por conduzi-la, na companhia de seu namorado e seu aluno das cinco, em um redemoinho de desejos, incertezas e obsessões que, aos poucos, os eleva a um estado de suspensão. Neste texto, há um tipo de humor mais denso, ritmo mais ágil, mudança de cenários e divisão em dois atos e um epílogo. Uma comédia com elementos de reflexão, com temas pertinentes à sociedade atual, mais especificamente os desejos e neuroses dos habitantes de grandes metrópoles, tema sempre abordado pelo autor em seus quadrinhos diários na imprensa e que ganha maior profundidade na linguagem do teatro. O Teatro Sérgio Cardoso fica na Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. Telefone: (11) 3288-0136.

29 de março de 2017

Colônia Penal


"Colônia Penal" é um espetáculo de dança inspirado na obra homônima de Franz Kafka (1883-1924) e na ditadura militar brasileira (1964-1985). A temporada inicia no dia 30 de março. A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra. O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro; na estranha relação entre o poder oficial e o condenado. O coreógrafo Sandro Borelli e Grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época.Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador. "Colônia Penal" caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira. O espetáculo está em cartaz no Kasulo Espaço de Arte e Cultura.

28 de março de 2017

“por+vir”


Entre os dias 30 de março e 2 de abril, a CAIXA Cultural São Paulo apresenta o espetáculo “por+vir” com a Companhia de Danças de Diadema, às 19h15. A montagem reúne nove renomados coreógrafos que já passaram pelas produções do grupo, promovendo o reencontro desses artistas com esta criação conjunta. O enredo parte da experiência de reviver o antigo junto com o atual, parte da pluralidade do movimento. Estes são fatores que potencializam a experimentação a partir das vivências com coreógrafos ímpares, sendo cada um colaborador com sua  ótica sobre a dança contemporânea. As coreografias que formam “por+vir” são: Nós de Nós (Cláudia Palma), Bakú (Ana Bottosso), Caminhos Traçados (Pedro Costa e elenco), Entre Pontos (Fernando Machado), Gárgulas (Sandro Borelli), Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha), Entremeios (Mário Nascimento), 1 + Um(Henrique Rodovalho) e Novena (Luís Arrieta). Segundo Ana Bottosso, as coreografias conversam com a história do grupo e apresentam os muitos caminhos possíveis, diferentemente traçados, às vezes desimpedidos ou emaranhados por obstáculos. Sem saber ao certo como, desperta-se o desafio de transpassá-los e, em meio ao movimento das emoções, o artista traça, como uma novena, a busca pelos seus sonhos e o caminho para espantar os pesadelos. Enfim, um mais um e mais um e mais um, somam “Nós”. A entrada é franca. O Teatro CAIXA Cultural São Paulo fica na Praça da Sé, 111 – Sé/SP. Tel: (11) 3321-4400.

27 de março de 2017

Cartas de um escritor solitário


No livro "Cartas de um escritor solitário", o autor é tão detalhista, por vezes, em determinadas cartas do escritor que até compreendemos o motivo de a mulher do personagem ter se separado dele. O que também deixa o escritor um personagem bastante interessante sob o ponto de vista psicológico e comportamental. Um deleite para quem curti saber da vida alheia, ficcional ou não. Ficamos curiosos, como leitores, em saber os conteúdos de algumas cartas-respostas, a exemplo da irmã do escritor. Mas a ira exibida na continuação da escrita das cartas dele, nos dá um cheiro do que seriam tais respostas. Aliás, muitas vezes recheadas com um luxo de ironia. Tem sua diversão com um senso de humor impar, mas é acima de tudo mordaz. Na narrativa, Sam Savage nos conta como a vida de Andrew Whittaker está desmoronando. A revista literária que dirige está a um passo da falência, os prédios que administra estão caindo aos pedaços e sua mulher o deixou. No entanto, Andrew não desiste. É uma máquina de criar projetos, ilusões e devaneios. E escreve sem parar rascunhos de histórias ou romances, cartas de recusa a escritores aspirantes, convites delirantes a antigos amigos, listas de compras e bilhetes para seus inquilinos. "Cartas de um escritor solitário" é a reunião dos textos que Andrew escreveu durante quatro intensos meses. Uma literatura impar!

24 de março de 2017

Café Azedo

Foto: Gleiber Felix

Propondo um mergulho no universo feminino, o espetáculo "Café Azedo" estreia dia 29 de março, às 21h, no Teatro Pequeno Ato. O espetáculo é inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte. Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias. Para a composição do espetáculo, serviram como referências: o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e o romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). O Teatro Pequeno Ato fica na Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque. 

23 de março de 2017

Não Somos Amigas


O texto é de Michelle Ferreira. "Não Somos Amigas" estreia dia 27 de março às 20h no Sesc Consolação. A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve. A peça desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo? Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste.” O Sesc Consolação fica na R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, São Paulo - SP, Telefone: (11) 3234-3000.